Notícias
Entenda a Doença de Creutzfeldt-Jakob que levou a morte do Influenciador Lito Sousa
Lito Sousa, conhecido influenciador, faleceu nesta quinta-feira (1), aos 59 anos, após meses de combate à Doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurodegenerativa rara e grave. A confirmação do falecimento foi feita por sua esposa, Mila Seidl, nas redes sociais.
O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob?
Segundo o Ministério da Saúde, essa enfermidade é uma doença priônica pouco comum, que progride rapidamente e afeta o sistema nervoso central de forma fatal. Os sintomas iniciais incluem perda de memória, tremores e outros sinais neurológicos variados.
A doença aparece quando uma proteína chamada príon muda sua estrutura, transformando-se em agente infeccioso. Os príons se acumulam no cérebro, provocando a formação de áreas com pequenas bolhas, que levam à morte progressiva das células cerebrais.
À medida que mais células cerebrais são afetadas, os sintomas surgem e, inevitavelmente, levam ao óbito.
Qual a conexão com a doença da vaca louca?
Há quatro tipos conhecidos da doença de Creutzfeldt-Jakob, entre eles uma nova variante, associada à chamada doença da vaca louca. Entretanto, a maioria dos casos humanos ocorre de forma espontânea ou hereditária, sem relação com consumo de carne contaminada.
O Ministério da Saúde informa que desde 2005 não foram registrados casos dessa variante no Brasil.
As formas da doença incluem a esporádica, hereditária, iatrogênica e a variante (vDCJ). A forma esporádica corresponde a 85% dos casos e não tem causa conhecida. A hereditária é causada por mutação genética e responde por 10-15% dos casos. A forma iatrogênica é rara, ocorrendo devido a procedimentos médicos com instrumentos contaminados.
A variante da doença está ligada ao consumo de carne contaminada por encefalite espongiforme bovina.
Diagnóstico, tratamento e prognóstico
Conforme o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o diagnóstico pode ser possível, provável ou definitivo com base em sintomas, exames como eletroencefalograma e ressonância magnética, e avaliação epidemiológica. A confirmação definitiva só ocorre via exame neuropatológico pós-morte.
Não existe cura para a doença, mas tratamentos podem aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida. Cerca de 90% dos pacientes morrem em até um ano após o início dos sintomas.
Quem era Lito Sousa?
Nascido em Natal, Rio Grande do Norte, Lito Sousa foi piloto de avião e especialista em segurança aérea, além de criador de conteúdo relacionado a aviação. Formado mecânico de aeronaves em 1984, atuou na área por 36 anos. Em 2011, criou o canal “Aviões e Música” no YouTube, combinando duas de suas paixões principais. Seu perfil ganhou grande destaque, alcançando crescimento expressivo durante a pandemia.
Esporte
Náutico mantém empate contra Fortaleza no Castelão
Com apoio do travessão, o Náutico conseguiu assegurar um empate em 1 a 1 diante do Fortaleza, nesta sexta-feira (2), no estádio Castelão, pela Série B do Campeonato Brasileiro. O time pernambucano alcançou a 13ª colocação, somando 42 pontos, enquanto o adversário está em quinto lugar, com 53 pontos.
Logo aos três minutos, o Fortaleza perdeu a primeira chance clara do duelo. Após um cruzamento mal afastado pela defesa do Náutico, a bola sobrou para Pedro Henrique, que, com o gol aberto, finalizou por cima.
A frustração do torcedor do Fortaleza só aumentou no lance seguinte. No contra-ataque, Arnaldo passou para Vinícius, que acertou um chute colocado para abrir o placar em 1 a 0.
O desafio do Náutico durante a partida foi resistir à pressão do Fortaleza. A cada investida do time da casa, o perigo surgia, como na cabeçada de Maílton que bateu no travessão. Próximo ao intervalo, o time da casa empatou com um belo chute de longa distância de Luiz Fernando, aproveitando uma falha na marcação do Náutico.
No segundo tempo, o Fortaleza continuou pressionando, enquanto o Náutico buscava contra-ataques. Para dar mais velocidade às jogadas pelos lados do campo, o técnico Bruno Pivetti substituiu Derek por Borasi.
Aos 35 minutos, o travessão novamente salvou o Náutico, após cabeçada de Wellington. Em outra situação, Léo Índio falhou na cobertura, mas Betão evitou o gol da virada do Fortaleza. No final, o Náutico segurou o empate e segue próximo de garantir sua permanência na Série B em 2027.
Arena e Justiça
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região analisará na próxima terça-feira o processo relacionado à rescisão contratual entre o Náutico e a Arena de Pernambuco, ocorrida em 2016. O clube pode receber cerca de R$ 35 milhões, dos quais pretende destinar R$ 22 milhões para o pagamento de acordos firmados durante a Recuperação Judicial.
Ficha Técnica
Fortaleza 1
Jogadores: João Ricardo; Mailton, T. Cardona, Lucas Gazal e Kaio Henrique; Pierre, Lucas Sasha (Rodrigo Santos) e Nathan Fogaça (Cantillo); Pedro Henrique (Rodriguinho), Luiz Fernando (Paulo Baya) e Vitinho (Welliton). Técnico: Paulo Autuori
Náutico 1
Jogadores: Muriel; Arnaldo (Reginaldo), Léo Índio (Wanderson), Betão e Ryan; Samuel (Luiz Felipe), Wenderson e Jean Carlos; Derek (Borasi), Vinícius e Júnior Todinho (Paulo Sérgio). Técnico: Bruno Pivetti
Local: Castelão (Fortaleza/CE)
Árbitro: Kleber Ariel Goncalves Silva (PR). Assistentes: Gizeli Casaril (SC) e Rafael Trombeta (PR)
VAR: Rodrigo Carvalhaes de Miranda (RJ)
Gols: Vinícius (4 minutos do 1º tempo); Luiz Fernando (42 minutos do 1º tempo)
Notícias
TSE anula votos de Garotinho nas eleições para governador do Rio
Floriano de Azevedo Marques, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revogou uma decisão provisória que permitia a Anthony Garotinho (Republicanos) manter sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. Ele determinou que os votos dados a Garotinho sejam considerados inválidos.
A decisão foi tomada na sexta-feira, dia 2, poucos dias antes das eleições. O ministro também suspendeu o uso dos fundos eleitoral e partidário pelo candidato, proibiu a divulgação de propagandas de sua campanha e ordenou a devolução das doações não utilizadas.
Garotinho não teve sua candidatura oficialmente aprovada e estava concorrendo por causa de uma decisão judicial anterior do mesmo ministro. Ele foi condenado por atos de improbidade administrativa relacionados a desvios na Secretaria de Saúde do Rio, o que o torna inelegível até 2033.
Na quarta-feira, dia 30, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou a rejeição da candidatura. Em seguida, o ministro do TSE anulou a decisão temporária que permitia a candidatura.
Azevedo Marques explicou que a inelegibilidade decorre da condenação por ato doloso de improbidade administrativa, que causou danos ao patrimônio público e enriquecimento indevido, resultando na suspensão dos direitos políticos por oito anos.
O ministro ainda solicitou que o TRE-RJ envie o processo ao TSE para que o tribunal analise um recurso da defesa de Garotinho.
Notícias
Atos contra símbolos religiosos geram discussão sobre intolerância
“Se abrir novamente, todos morrem”. Essa era a frase exibida em um cartaz afixado em uma loja de artigos religiosos católicos no centro de Fortaleza, na noite em que o local sofreu um ataque com coquetel molotov. O incidente ocorreu na madrugada de 9 de setembro. Na mesma noite, outras duas lojas católicas e uma da umbanda também foram incendiadas na capital cearense.
Os casos estão sob investigação da Polícia Civil, mas no dia seguinte, Padre Josileudo Queiroz, da Igreja de São José Operário de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, usou suas redes sociais para comentar sobre os ataques.
“Vivemos em um país laico, sem religião oficial. Não é ateu, pois existem muitas religiões e formas de fé. O que aconteceu em Fortaleza, assim como em outras regiões do Brasil, caracteriza um crime de intolerância religiosa.”
Os incidentes em Fortaleza não são isolados. Um dia antes, em Londrina (PR), a cabeça de uma estátua de Nossa Senhora Aparecida, que ficava em frente a uma loja de artigos religiosos, foi arrancada. Dois dias depois, em Salvador, a imagem de Nossa Senhora das Graças foi quebrada, e no dia 22 do mesmo mês, também em Salvador, a estátua da primeira santa brasileira, Santa Dulce dos Pobres, foi destruída.
No dia 30, ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigue uma possível onda de ataques a imagens religiosas católicas em diversas regiões do país.
Todos esses casos ocorreram antes da controvérsia sobre o título de padroeira do Brasil, conferido a Nossa Senhora Aparecida, tornar-se assunto na disputa eleitoral.
De acordo com dados do Disque 100, entre janeiro e junho de 2026, foram registradas 1.252 denúncias relacionadas à violação da liberdade de crença ou intolerância religiosa.
Os católicos não são os principais alvos. Praticantes do candomblé e da umbanda enfrentam historicamente os maiores índices de intolerância religiosa, conforme o censo do IBGE, representando cerca de 1% da população brasileira. De janeiro a junho deste ano, foram registradas 270 denúncias, um aumento de mais de 40% em relação ao mesmo período em 2025, quando ocorreram 192 notificações.
Entre os católicos, as denúncias também aumentaram, passando de 15 para 34 nos primeiros seis meses do ano, um crescimento superior a 100%.
Durante a Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, realizada em janeiro no Rio de Janeiro, Rudelmar Faria, secretário-geral da ACT Alliance (Action by Churches Together), destacou que a exclusão baseada em religião tem sido usada como ferramenta política, não só no Brasil.
“Estamos vivenciando um momento global em que a religião é usada para excluir, com movimentos fundamentalistas que buscam afastar grupos que não são cristãos, brancos ou ricos. Estes grupos apoiam políticos que tomam decisões e criam leis excludentes,” disse, lembrando que mulheres, população LGBTI+, povos indígenas e jovens negros de baixa renda são os mais afetados.
“Essa situação não ocorre somente no Brasil, mas também na América Latina e Central.” A ACT Alliance atua em 140 países.
Na última semana, as redes sociais ficaram repletas de postagens envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A polêmica iniciou com mensagens que atribuíam ao candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de remover o título de padroeira do Brasil dado a Nossa Senhora Aparecida. O candidato recorreu à Justiça Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que as publicações fossem removidas, levando o STF a emitir decisões alternadas que, em momentos distintos, determinavam a retirada ou liberação das postagens, baseando-se na disseminação de notícias falsas e na proteção ao direito à liberdade de expressão.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, em maioria, manter as postagens fora do ar.
Igor Barreto, defensor público do Ceará, explicou as punições previstas para a intolerância religiosa.
“Importante destacar que esses crimes não admitem fiança ou indulto e são imprescritíveis, podendo ser processados a qualquer momento.”
No Brasil, a pena para esse tipo de crime varia de um a cinco anos de reclusão, além de multa.
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