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Economia

Dólar cai um pouco, mas fica acima de R$ 5,40 por influência de Flávio Bolsonaro

Em São Paulo, o dólar teve uma queda leve, finalizando o dia em R$ 5,4209, após um dia de muitas oscilações. Esse movimento reflete as dúvidas criadas pelo anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República na corrida eleitoral.

Na manhã, a moeda americana até diminuiu mais, chegando a R$ 5,3870, numa correção natural após seu avanço de 2,29% na sexta-feira. Essa recuperação foi apoiada pelas declarações de Flávio Bolsonaro, que sugeriu que poderia retirar sua candidatura se aprovassem a anistia para os condenados por tentativa de golpe, o que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A desistência de Flávio poderia fortalecer a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visto no mercado como alguém capaz de fazer ajustes fiscais importantes a partir de 2027 e que teria mais força política na direita para disputar contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No início da tarde, o dólar voltou a subir, atingindo o pico de R$ 5,4677, influenciado pela valorização da moeda americana no exterior e queda do petróleo, o que prejudicou o real. Posteriormente, houve uma leve queda novamente devido à valorização de outras moedas emergentes e desaceleração dos juros nos EUA, apesar das incertezas políticas no Brasil.

O economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, comentou que o dólar subiu recentemente devido a discussões sobre cortes nas taxas de juros dos EUA, com um corte de 0,25 ponto percentual esperado para esta quarta-feira, 10.

Costa afirmou que a política é o principal fator influenciando o mercado neste momento, especialmente as discussões sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Flávio postou que além da anistia, é necessário que o ex-presidente Jair Bolsonaro esteja nas urnas. Ele deve se reunir com líderes dos partidos PL, PP e União Brasil, enquanto o presidente do Republicanos, partido de Tarcísio de Freitas, recusou o convite.

Ciro Nogueira, presidente do PL, afirmou que apesar de ser amigo de Flávio Bolsonaro, política requer mais que amizade, e ressaltou a importância de acordos entre partidos de centro e direita.

Líderes políticos indicam que alguns partidos de centro-direita estão cautelosos quanto à candidatura de Flávio Bolsonaro, considerando-a uma estratégia para manter o nome Bolsonaro forte na oposição.

O UBS Wealth Management destacou que o real continua como uma moeda atraente para operações financeiras entre moedas emergentes, embora possíveis riscos fiscais e redução das taxas de câmbio possam pressionar sua valorização.

Segundo o UBS WM, a responsabilidade fiscal do candidato líder nas pesquisas será essencial para o desempenho do real em 2026.

Bolsa

A incerteza sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro influenciou a abertura do Ibovespa, que teve alta moderada. A volatilidade nos mercados revela a tensão política causada pelas movimentações da família Bolsonaro.

Apesar do otimismo momentâneo, o movimento dos mercados permanece cauteloso dado o cenário político e as próximas decisões de política monetária no Brasil e nos EUA.

Especialistas consideram que a situação política está muito volátil, com a possível desistência ou continuidade da candidatura de Flávio Bolsonaro impactando diretamente o humor do mercado.

Juros

Os juros futuros apresentaram pequena queda após o dólar estabilizar em leve baixa. O mercado corrigiu parte da forte alta de sexta-feira, influenciada pela oficialização da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro.

Marcos Praça, diretor de análise da Zero Markets Brasil, disse que o pregão foi uma correção de exageros anteriores e que a candidatura de Flávio Bolsonaro não parece ser um desejo forte, causando mais especulação que fatos concretos.

O mercado ainda aguarda as decisões do Federal Reserve sobre a taxa de juros americana e do Banco Central do Brasil sobre a Selic, ambas previstas para esta quarta-feira. As expectativas para redução dos juros em janeiro de 2026 aumentaram.

Tiago Hansen, economista da Alphawave Capital, afirmou que tanto a política quanto o comportamento das bolsas internacionais influenciaram o mercado local nesta segunda-feira.

Em resumo, o cenário econômico no Brasil está sendo fortemente afetado pelas movimentações políticas da família Bolsonaro e pelas decisões futuras das autoridades monetárias nos EUA e no Brasil.

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Economia

Fmi alerta sobre alta prolongada dos preços

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou, nesta terça-feira (6), que a alta contínua dos preços de produtos essenciais, como alimentos e energia, impulsionada pelos conflitos no Irã e na Ucrânia, está durando mais tempo do que o esperado.

Os valores globais de diversas matérias-primas permanecem elevados por vários anos, inicialmente devido às interrupções nas cadeias de suprimentos causadas pela pandemia de covid-19 e, posteriormente, pelas guerras na Ucrânia e no Irã.

“Os preços dos itens essenciais, em comparação com outros produtos, continuam subindo há mais de um ano (…) e estão persistentemente altos”, disse o FMI em uma publicação em seu blog.

“Como consequência, as pessoas enfrentam não apenas um aumento temporário no custo de alimentos e energia, mas também uma redução prolongada no poder de compra desses produtos básicos em relação a outros bens”.

Os salários estão tendo dificuldades para acompanhar essas contínuas pressões inflacionárias.

O conflito no Irã, iniciado em fevereiro deste ano, elevou a inflação global e levou o FMI a ajustar para cima sua previsão do índice, que deve alcançar 4,7% mundialmente em 2026, contra 4,1% no ano anterior.

O FMI planeja divulgar na próxima semana a parte principal da atualização de seu relatório ‘Perspectivas da Economia Mundial’, com novas projeções para o crescimento e inflação globais.

O fundo ressaltou que os impactos dos chamados choques de oferta vão além de apenas alguns meses de inflação elevada, indicando que as consequências são profundas e de longo prazo.

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Economia

Ibovespa ajusta e opera em torno de 205 mil pontos

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O Ibovespa iniciou a terça-feira, dia 6, com leve alta de 0,01%, atingindo 206.924,61 pontos, chegando a alcançar a máxima de 209.522,60 pontos com um incremento de 1,26%, porém não sustentou esses níveis. Pouco tempo depois, o índice virou para queda, atingindo mínimas e caindo abaixo dos 205 mil pontos.

Esse ajuste pode ser atribuído em parte à correção após a forte alta registrada no dia anterior, influenciada pelos resultados do primeiro turno das eleições, que mostraram Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial. No mercado, espera-se que, se eleito, o senador do PL possa adotar uma política menos expansionista.

“Trata-se de um ajuste às médias móveis, mas o movimento estrutural do Ibovespa permanece de alta”, comenta Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos. “Se eleito, há a possibilidade de que Flávio Bolsonaro implemente uma política focada na retomada do superávit primário do país, o que poderia reduzir os juros e facilitar o custo de capital para as empresas”, acrescenta.

Além disso, o índice sofre com a queda de aproximadamente 2% no preço do petróleo no mercado internacional, influenciado por sinais de aumento nas exportações da commodity do Oriente Médio, em um contexto de agenda econômica fraca, tanto nacional quanto internacionalmente. Enquanto isso, em Nova York, os índices das bolsas registram avanços, impulsionados pela percepção de menor pressão inflacionária, em parte decorrente da queda consecutiva do preço do petróleo.

Na segunda-feira, o Ibovespa fechou com alta de 7,70%, a maior desde março de 2024, atingindo o recorde de 206.911,89 pontos, após alcançar uma máxima de 209.605,70 pontos.

Mesmo com o avanço no dia anterior, o banco Morgan Stanley projeta que o Ibovespa pode chegar a 250 mil pontos no curto prazo, o que representaria um aumento de cerca de 30% em relação ao nível anterior ao primeiro turno das eleições presidenciais.

O dólar, por sua vez, caiu 4,12%, fechando a R$ 5,0018, enquanto os juros futuros recuaram mais de 100 pontos-base, alimentando expectativas de cortes na taxa Selic nos meses de novembro e dezembro de 2026 e em 2027. As operações nesta terça-feira continuam nessas linhas.

“A curva de juros demonstra quanto o país paga pela desconfiança em relação às suas contas públicas e quanto pode economizar quando essa desconfiança diminui”, afirma Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital.

Segundo Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, a queda do dólar frente ao real indica vendas significativas nas mesas institucionais da moeda americana, sugerindo entrada de capital estrangeiro no Brasil. “Isso pressiona o dólar para baixo.”

Os investidores agora aguardam pesquisas eleitorais que serão divulgadas na quinta-feira, relacionadas ao segundo turno.

O foco está também no Senado, com a possível abertura das discussões sobre o fim da escala 6×1, conforme opinião do economista sênior Silvio Campos Neto, da Tendências Consultora. No entanto, ele ressalta que, segundo reportagens na imprensa, existem dúvidas sobre o avanço dessa pauta neste momento.

Às 11h26, o Ibovespa registrava queda de 0,82%, com 205.376,46 pontos, variando entre mínima de 204.832,36 pontos e máxima de 209.522,60 pontos (+1,26%). Entre os papéis de maior destaque, a Vale recuava 1,81%, enquanto Petrobras tinha perdas entre -2,71% (PN) e -1,75% (ON). No setor bancário, apenas Itaú (+1%) e Bradesco (+1,7% ON e +2,43% PN) apresentavam valorização. O maior recuo da carteira era Banco do Brasil (-6,19%), enquanto a maior alta ficou com Azzas (+5,14%).

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Economia

BNDES financia R$ 21,8 milhões para digitalizar Unipac

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 21,8 milhões para impulsionar a digitalização da Unipac, uma empresa do Grupo Jacto especializada na transformação de polímeros. Este investimento tem como objetivo substituir vários processos manuais por alternativas digitais, incluindo a coleta de dados em tempo real e o uso de ferramentas avançadas de análise.

Os recursos, provenientes do programa BNDES Mais Inovação, serão utilizados para implementar tecnologias como inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT) e manufatura aditiva na sede em Pompéia (SP) e nas unidades em Paulínia (SP), Limeira (SP), Maracanaú (CE) e Uberaba (MG). No setor de compras, modelos de IA serão empregados para prever tendências de mercado e otimizar a gestão de contratos.

José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, destacou que “o projeto engloba investimentos em digitalização, automação e análise de dados, aplicados em sistemas de produção, inspeção de peças, planejamento de estoques e fabricação de moldes, resultando em redução de custos e aumento da produtividade”.

Para o planejamento de vendas e operações, a Unipac contará com uma plataforma de gestão digital aprimorada por IA, visando melhorar a precisão na previsão da demanda e, assim, tornar mais eficiente a coordenação entre compra, venda, logística e manufatura.

O BNDES informou ainda que será instalado um sistema automático de inspeção visual para identificar defeitos nas peças durante a produção de embalagens. Essa verificação será feita por câmeras de alta resolução auxiliadas por ferramentas de IA, com o objetivo de alcançar a meta de “zero defeitos” em relação a problemas visuais nos produtos.

Além disso, será desenvolvido um conjunto integrado de sistemas inteligentes de manufatura para coletar, processar e armazenar dados de produção em tempo real. Os modelos de IA irão analisar esses dados para detectar padrões, anomalias e oportunidades de melhoria, permitindo um monitoramento rigoroso da produção e a criação de alertas automáticos para as equipes operacionais, reduzindo desperdícios e defeitos.

A manufatura aditiva será empregada para inovar um dos processos tradicionais de fabricação de moldes em Pompéia, São Paulo, com equipamentos capazes de produzir peças metálicas com alta precisão.

Gabriel Gonçalves, presidente da Unipac, afirmou que “a transformação digital representa uma capacidade avançada que sustenta nossa estratégia centrada no cliente, fundamentada em três pilares principais: relacionamento duradouro, decisões baseadas em dados e profundo conhecimento dos clientes. Esta parceria com o BNDES acelera nossos investimentos contínuos em tecnologia e desenvolvimento humano, fortalecendo a competitividade e a sustentabilidade do nosso negócio”.

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