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Brasil

Documentos aceitos para votar nas eleições de 2026

Mais de 158 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no domingo, dia 4, durante o primeiro turno das Eleições Gerais. Para exercer o direito ao voto, é necessário comparecer a uma das 499 mil seções eleitorais e apresentar um documento oficial com foto.

São considerados válidos os seguintes documentos de identificação, incluindo versões digitais:

  • e-Título (aplicativo com foto do eleitor)
  • carteira de identidade
  • identidade social
  • passaporte
  • carteira de categoria profissional legalmente reconhecida
  • certificado de reservista
  • carteira de trabalho física
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH)

Os documentos oficiais com foto podem ser apresentados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação clara do eleitor.

As certidões de nascimento ou casamento não são aceitas como prova de identidade na hora do voto.

Posso votar sem o título de eleitor?

Sim. É possível votar apenas apresentando documentos oficiais com foto, sejam eles físicos ou digitais.

Para utilizar somente o e-Título, disponível nas plataformas iOS ou Android, é obrigatório que o aplicativo contenha a fotografia do eleitor para confirmação da identidade.

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Brasil

Agenda dos candidatos à presidência neste sábado (3)

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No último dia que antecede o primeiro turno das Eleições 2026, os presidenciáveis têm programadas diversas atividades em diferentes localidades neste sábado (3).

Dentre os compromissos, destacam-se caminhadas e encontros com eleitores, com eventos concentrados principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

  • Augusto Cury (Avante) participará às 10h30 da Caminhada pela Pacificação no centro de Colina (SP).
  • Flávio Bolsonaro (PL) estará pela manhã em moto-carreata entre Santa Bárbara D’Oeste e Americana, pela Rodovia SP-304. Às 15h, ele realiza outra moto-carreata no Rio de Janeiro, entre Campo Grande e Bangu.
  • Hertz Dias (PSTU) terá uma reunião virtual com simpatizantes do país todo às 10h, e às 16h participará do ato Pane no Sistema na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na capital.
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começará às 10h a caminhada Brasil Pronto pra Mais em São Paulo.
  • Renan Santos (Missão) estará ao meio-dia no Panteão dos Andradas, no centro de Santos (SP), e às 15h reunirá apoiadores para concentração na Praça da Liberdade, em São Paulo, seguida por caminhada até o Largo São Francisco.
  • Ronaldo Caiado (PSD) realizará caminhada na Avenida 24 de Outubro em Goiânia (GO) no início da manhã, participará às 10h30 de carreata na região Noroeste da capital goiana e, à tarde, fará a circulação em palanque móvel pelas ruas da cidade, encerrando o dia com ato na Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO).
  • Samara Martins (UP) conduzirá caminhada com militância e apoiadores a partir da Praça do Relógio, em Natal, no início da manhã.

Os candidatos Clariana Barão (DC), Edmilson Costa, Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta e Wilson Grassi ainda não divulgaram suas agendas públicas de campanha até o momento.

A apresentação dos eventos dos candidatos à presidência ocorre em rodízio diário por ordem alfabética.

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Brasil

Urna eletrônica faz 30 anos transformando eleições no Brasil

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Os jovens de hoje não sabem como era chegar na zona eleitoral, receber uma cédula para marcar seus candidatos manualmente e colocar o voto em uma urna de lona. Depois das votações, a população tinha que aguardar dias para conhecer os eleitos para cargos como deputados, senadores, governadores e presidente da República. Este ano, celebram-se 30 anos da maior inovação eleitoral no Brasil: a urna eletrônica.

É justo dizer que a urna eletrônica é uma grande conquista nacional. Enquanto países avançados ainda utilizam o voto em papel e demoram dias para apurar os resultados, no Brasil os vencedores são conhecidos poucas horas após o encerramento da votação, tudo graças a um sistema eletrônico seguro, atestado pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O voto em cédulas apresentava diversas falhas, como a contagem manual que levava tempo e facilitava fraudes comuns há mais de 30 anos. Um exemplo era a chamada “urna grávida”, quando cédulas já preenchidas eram colocadas antes do começo das votações.

A modernização começou em 1995, com a participação de especialistas das Forças Armadas, do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério das Comunicações, que ajudaram no desenvolvimento do equipamento.

A urna eletrônica foi usada pela primeira vez nas eleições municipais de 1996 e recebeu o nome oficial de Coletor Eletrônico de Votos (CEV), embora essa denominação não seja muito conhecida.

Naquela época, seu uso foi experimental e parcial. Mas a partir das eleições municipais de 2000, o voto eletrônico foi adotado em todo o país.

Desde então, o equipamento passou por melhorias contínuas, aumentando sua segurança e facilitando a experiência do eleitor.

Em 1998, a urna começou a exibir as fotos de todos os candidatos. Em 2002, foram implementadas cerimônias públicas de lacração e testes de integridade. Em 2004, o código-fonte das urnas começou a ser auditado.

Em 2006, iniciou a identificação biométrica, que se popularizou anos depois. Em 2022, a capacidade da urna foi ampliada em 18 vezes e o terminal do mesário ganhou tela sensível ao toque.

Para 2026, a urna trará novas funções. A tela incluirá um intérprete de Libras para votos nulos, brancos e para identificação das legendas, e uma barra indicará o progresso da votação. Ela também mostrará quantos dígitos cada cargo exige e exibirá o andamento da votação.

Segurança

Um ano antes das eleições de 2026, em outubro de 2025, o código-fonte da urna foi disponibilizado para instituições autorizadas, como partidos políticos, Polícia Federal e Ministério Público, que puderam fazer inspeções até a lacração do sistema em setembro.

Todo o processo é auditado rigorosamente, com mais de 40 etapas de verificação antes, durante e depois da votação.

A fiscalização inclui o teste público de segurança, testes de integridade, registro digital do voto, o boletim de urna e a publicação dos resultados na internet.

Importante destacar que a urna eletrônica não se conecta à internet, nem possui conexões bluetooth ou wi-fi, o que impede ataques virtuais ou fraudes através da rede.

Após o término da votação, a urna armazena os votos em uma mídia criptografada e assegurada por assinatura digital.

Também é emitido um boletim com os resultados da seção eleitoral, transmitido em rede exclusiva da Justiça Federal. É possível verificar se esses dados conferem com os resultados oficiais.

Em três décadas de uso, a Justiça Eleitoral nunca confirmou uma fraude comprovada na urna eletrônica.

Outros países

A tecnologia de voto eletrônico não é exclusiva do Brasil. Mais de 30 países utilizam ou utilizaram esse sistema, e cerca de 17 deles adotam urnas eletrônicas, pelo menos em parte. Nações como França, Bulgária, Índia, Peru, México e alguns estados dos Estados Unidos fazem uso dessa tecnologia.

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Brasil

Preço do limão permanece alto mesmo fora da safra

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Mesmo fora do período tradicional de safra, o preço do limão continua elevado para o consumidor, acima do padrão habitual. Essa situação ocorre devido à baixa produção, e os produtores justificam os valores pela dificuldade em garantir a colheita.

Renato Garcia Ribeiro, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), explicou em entrevista à Agência Brasil que o limão apresenta uma variação histórica de preços muito instável, diferente de outras culturas. Segundo ele, o momento atual é delicado, influenciado por um padrão de chuvas atípico que prejudicou a floração no início do ano.

De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no cinturão cítrico paulista — responsável por 80% da produção nacional — o preço médio pago ao produtor pelo limão tahiti aumentou de R$ 32,10 por caixa de 27,2 kg em junho para R$ 55,60 em julho, chegando a R$ 104,78 em agosto. Essa elevação acumulada foi de 226,4%. Comparando agosto deste ano com agosto de 2025, o preço subiu 71%.

No atacado, no principal entreposto do país, a Ceagesp em São Paulo, o preço subiu 374%, passando de R$ 1,82 o quilo no começo da entressafra, em maio, a R$ 8,62 no pico em setembro. Na CeasaMinas – Grande BH, o aumento foi de 240%, com variação de R$ 2,50 para R$ 8,50.

A Conab detalha o funcionamento do mercado: a safra atinge o pico em janeiro e fevereiro, seguido por uma queda e estabilidade em março e abril. A entressafra ocorre de maio a setembro, quando inicia a nova safra. O aumento abrupto dos preços ocorreu devido à redução da oferta no início da entressafra, causada pelo excesso de chuvas que afetou a qualidade e a quantidade das frutas e dificultou a colheita.

Além disso, a disputa entre mercados interno e externo — onde cerca de 11% da produção é exportada principalmente para a Europa — e o aumento da demanda interna devido ao calor em agosto e setembro contribuíram para alta dos preços.

A principal floração que deveria abastecer o mercado no segundo semestre foi prejudicada pelas chuvas acima da média nas regiões produtoras de Matão e Bebedouro, que juntas concentram 68% da produção de limões e limas do cinturão. Cerca de 88% dos frutos produzidos são limão tahiti. Áreas como Limeira, Votuporanga e São José do Rio Preto têm menor participação.

Espera-se que os preços comecem a normalizar até o final do ano, com a chegada da nova safra. Mesmo com alguma queda recente nos valores da Ceagesp, não há garantia de que essa tendência se mantenha.

Renato Ribeiro, do Cepea/Esalq, destaca que o impacto maior foi na quantidade produzida, atribuindo a isso às condições climáticas adversas que podem persistir no próximo ano. Há ainda a preocupação com o El Niño forte previsto para o início de 2027, que pode aumentar o calor e o déficit hídrico, estressando as plantas e comprometendo a floração.

Por outro lado, os técnicos da Conab consideram que o El Niño teve pouca influência na produção deste ano, já que em julho o fenômeno ainda estava em intensidade baixa e não foi o fator principal das mudanças no mercado, embora tenha contribuído para a situação atual.

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