Conecte Conosco

Economia

Correios pedem empréstimo de 7 bilhões a bancos privados

Os Correios solicitaram formalmente um empréstimo de R$ 7 bilhões junto a instituições financeiras privadas, em uma nova tentativa de equilibrar as finanças da empresa pública, que tem apresentado perdas consecutivas significativas a cada trimestre. Essa operação financeira ainda precisa do aval do Tesouro Nacional, que atuará como garantidor.

A estatal confirmou que as negociações estão em andamento, mas que os detalhes só serão revelados após a finalização do processo.

“As condições do financiamento ainda estão sendo discutidas com os bancos envolvidos, e no momento não podem ser detalhadas. As informações oficiais serão divulgadas oportunamente após a conclusão das tratativas”, afirmou a empresa.

A notícia foi divulgada inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão.

Em dezembro de 2025, os Correios já haviam contraído um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, também com a garantia do Tesouro, para apoiar seu plano de recuperação.

Especialistas ainda demonstram ceticismo quanto ao sucesso do plano, considerando a forte concorrência de empresas estrangeiras que ganharam espaço no comércio eletrônico e passaram a realizar suas próprias entregas.

Além desses recursos, o governo federal também destinou R$ 6 bilhões no orçamento de 2027 para investir na estatal.

Perdas consecutivas

Os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, um aumento de 30,36% em comparação ao déficit de R$ 4,26 bilhões do mesmo período em 2025.

No segundo trimestre, a perda foi de R$ 2,39 bilhões, uma redução de 5,5% em relação ao prejuízo de R$ 2,53 bilhões registrado no mesmo trimestre do ano anterior. Comparado ao primeiro trimestre de 2026, quando a perda foi de R$ 3,16 bilhões, houve uma queda de 24,4%.

“Apesar dos números mostrarem avanços, os desafios continuam. O desempenho financeiro ainda sofre com a queda nas receitas, despesas financeiras e processos judiciais. Por isso, é crucial manter a disciplina na execução das ações para recuperar receitas, aumentar a eficiência operacional e modernizar o modelo de negócios, garantindo a qualidade e amplitude dos serviços prestados pelos Correios em todo o país”, declarou a empresa em nota.

A empresa iniciou neste ano um novo programa de demissão voluntária (PDV) para reduzir o quadro de funcionários. Os benefícios para quem aderir variam de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil, pagos em parcela única e isentos de impostos. Desde 2017, os Correios já realizaram três PDVs, com 7.254 adesões, número inferior às metas estipuladas.

Em 2025, os Correios tiveram prejuízo de R$ 8,5 bilhões, mais que o triplo do déficit de R$ 2,6 bilhões registrado em 2024.

A empresa acelerou um plano para vender imóveis visando corte de gastos e melhoria no caixa. Nos últimos meses, foram vendidos mais de 30 imóveis, entre terrenos, pontos comerciais e prédios históricos, gerando R$ 387 milhões. A meta é alcançar R$ 1,5 bilhão em vendas no ano.

Os Correios possuem cerca de 2,3 mil propriedades espalhadas pelo Brasil, muitas delas sem uso e em condições ruins, o que motivou a iniciativa de venda. Dos valores já arrecadados, R$ 207 milhões vieram de leilões e R$ 180 milhões de vendas diretas para o setor público.

Publicidade
Clique aqui para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Lula lidera apoio ao agronegócio, diz presidente do Banco do Brasil

Por

Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, mencionou durante um jantar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e empresários que, ao assumir seu cargo, recebeu do chefe do Executivo a missão de expandir o crédito no país. Ela destacou especialmente o aumento nos recursos destinados ao crédito rural. “O Banco do Brasil é fundamental para o desenvolvimento do agronegócio, e eu diria que o presidente Lula é um grande apoiador dessa área”, afirmou.

Nos últimos três anos, o governo destinou, por meio do Plano Safra, cerca de R$ 2 trilhões para fomentar o agronegócio brasileiro, o que representa o dobro dos valores concedidos na administração anterior, conforme ressaltou Tarciana.

Ela também ressaltou que o Banco do Brasil é reconhecido mundialmente como uma instituição sustentável e que tem desempenhado papel importante na transição para fontes de energia mais limpas, destacando os avanços promovidos nos últimos 42 meses.

O jantar em São Paulo, organizado pelo Esfera Brasil e pelo grupo Prerrogativas, contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad.

Continuar Lendo

Economia

Ministro da Fazenda afirma que outorgas pagas pelas casas de apostas não serão devolvidas

Por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta sexta-feira, 25, que o governo não irá reembolsar as casas de apostas pelas taxas pagas para operarem legalmente no Brasil, mesmo com a proibição do setor. “Não haverá devolução das outorgas”, ressaltou, explicando que a autorização concedida era temporária e que a equipe econômica continuará analisando possíveis valores a serem recuperados por outros meios.

As empresas de apostas online desembolsaram uma taxa fixa de R$ 30 milhões para operar legalmente, resultando em uma arrecadação total de R$ 2,55 bilhões aos cofres públicos.

Ao comentar o impacto da proibição nas finanças públicas, Durigan afirmou que os gastos dos brasileiros em apostas devem ser direcionados para outras atividades econômicas, reduzindo o efeito da perda da arrecadação.

“Os recursos destinados hoje para as apostas certamente serão redirecionados para outros setores da economia real”, afirmou o ministro durante uma coletiva de imprensa após a assinatura da medida provisória que proíbe os sites de apostas.

O ministro também esclareceu que a arrecadação das apostas nunca foi o foco principal no debate sobre o setor. Segundo ele, a tributação ocorreu por princípio de isonomia, e não como uma solução para o equilíbrio fiscal do governo.

Durigan ainda revelou o impacto do novo regulamento: 85 empresas, representando cerca de 180 marcas, perderão a autorização para operar no país devido à nova medida.

De acordo com o ministro, o governo irá revisar suas projeções e fontes de receita para não depender do setor de apostas em seu planejamento fiscal. Além disso, a administração pública realizará os ajustes necessários para excluir quaisquer receitas relacionadas a apostas do horizonte orçamentário.

Continuar Lendo

Economia

Governo vai reunir clubes para avaliar impacto do fim das apostas esportivas

Por

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo convocará clubes e confederações para avaliar o impacto causado pela proibição das apostas esportivas no futebol. No entanto, não há previsão para um auxílio imediato às equipes que perderem patrocínios.

Segundo o ministro, a equipe econômica quer primeiro entender a dependência do setor em relação a essa fonte de receita e ouvir as necessidades antes de tomar qualquer decisão. “Por determinação do presidente Lula, convocaremos tanto os clubes como as confederações para compreender o impacto real”, declarou Durigan em uma coletiva de imprensa após o anúncio da proibição dos sites de apostas, que são os maiores patrocinadores do futebol.

Durigan explicou que a participação do dinheiro das apostas nos orçamentos dos clubes varia, em média, em um dígito percentual, e que qualquer resposta do governo dependerá da análise feita durante as reuniões. “Se for necessário e essa for a avaliação do governo, medidas serão adotadas futuramente. Mas, por enquanto, não”, afirmou o ministro.

Ao justificar a decisão de endurecer as regras contra as apostas, o ministro contou que o governo considerou diferentes alternativas, como permitir apenas cassinos online, e avaliou os efeitos em outros setores. Contudo, optou-se pela proibição completa dos sites de apostas devido às suas consequências sociais.

De acordo com Durigan, a decisão foi tomada para proteger a sociedade, reconhecendo a gravidade do problema e seu impacto negativo. “Estamos tratando de um tema sério que tem causado reações negativas para a comunidade”, concluiu.

Continuar Lendo

Trending