Conecte Conosco

Economia

Confiança do consumidor cai em setembro, atingindo menor nível desde 2022

A confiança dos consumidores recuou 0,5 ponto em setembro em relação a agosto, chegando a 84,2 pontos, o nível mais baixo registrado desde novembro de 2022 (83,5 pontos), conforme divulgado nesta quinta-feira, 24, pela Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). Este resultado marca a quinta redução mensal consecutiva.

Segundo o FGV/Ibre, essa diminuição indica uma piora nas expectativas para o futuro, embora haja uma melhora na percepção da situação atual.

De acordo com Rodolpho Tobler, economista da FGV/Ibre, a queda foi suavizada pela recuperação da confiança dos consumidores com menor renda, especialmente em relação à previsão da situação financeira futura, possivelmente influenciada pelo aumento dos valores dos benefícios sociais.

Rodolpho Tobler avalia que, diante das condições financeiras apertadas, com elevados níveis de endividamento e inadimplência, uma recuperação na confiança para os meses seguintes é improvável.

Na média móvel dos últimos três meses, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1,5 ponto, alcançando 85,7 pontos.

A retração do ICC em setembro foi influenciada por ambos os seus principais componentes. O Índice de Expectativas (IE) diminuiu 0,9 ponto, para 85,2 pontos, seu valor mais baixo desde maio de 2022 (84,0 pontos). Por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA) teve um aumento de 0,2 ponto, subindo para 84 pontos.

Entre os indicadores de expectativa, a maior queda ocorreu nas compras previstas de bens duráveis, que caíram 2,4 pontos, para 72,3 pontos.

Também houve uma piora na percepção da situação econômica local futura, que caiu 1,3 ponto, chegando a 102 pontos, o valor mais baixo desde agosto de 2025 (97,3 pontos).

No grupo de avaliação da situação atual, o índice relativo à situação financeira atual das famílias subiu 0,1 ponto, alcançando 74,4 pontos, enquanto a avaliação da situação econômica local atual subiu 0,4 ponto, atingindo 94 pontos.

A pesquisa com os consumidores foi realizada entre 1º e 21 de setembro.

Publicidade
Clique aqui para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Tesouro Direto registra recorde em agosto com R$ 15 bilhões investidos

Por

As aplicações no Tesouro Direto atingiram R$ 15 bilhões em agosto, marcando o maior valor já registrado desde o início do programa. Durante esse mês, foram efetuadas aproximadamente 1,32 milhão de transações.

Os resgates e vencimentos totalizaram R$ 17,22 bilhões, gerando uma captação líquida negativa de R$ 2,21 bilhões, quando o governo devolve mais fundos aos investidores do que recebe em novas aplicações.

Esse resultado foi influenciado principalmente pelos vencimentos dos títulos Tesouro IPCA+ 2026, que somaram R$ 11,3 bilhões, e dos títulos Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, com R$ 1,5 bilhão.

Os papéis atrelados à taxa Selic foram os preferidos dos investidores, representando R$ 7 bilhões (46,9% do total) em vendas, seguidos por títulos indexados à inflação com R$ 5,5 bilhões (36,3%) e títulos prefixados, que somaram R$ 2,5 bilhões (16,7%).

Nas recompras antecipadas, os títulos vinculados à Selic também dominaram, totalizando R$ 3 bilhões (67,4% do total). Os índices de preços responderam por pouco mais de R$ 1 bilhão (22,9%) e os prefixados representaram R$ 423,6 milhões (9,7%).

Quanto ao prazo dos investimentos, a maior parte ocorreu em títulos com vencimento entre um e cinco anos, que representaram 45,2% das vendas. Os títulos com vencimento entre cinco e dez anos somaram 43,2%, enquanto os com prazo superior a dez anos corresponderam a 11,7% do total.

A maioria das aplicações foi de até R$ 1 mil, correspondendo a 55,7% das operações realizadas no mês. O valor médio de aplicação foi de R$ 11.366,43.

Estoque

O estoque total do Tesouro Direto fechou agosto em R$ 272 bilhões, apresentando estabilidade em comparação ao mês anterior, que registrou R$ 272,3 bilhões, e crescimento de 43% em relação a agosto de 2025, quando o estoque era de R$ 190,2 bilhões.

Os títulos atrelados à inflação continuam representando a maior parte da carteira, com um estoque de R$ 128 bilhões, equivalente a 47,1% do total.

Em seguida, estão os títulos vinculados à Selic, com R$ 106,9 bilhões (39,3%), e os prefixados com R$ 37,1 bilhões (13,6%).

Do total, R$ 20,2 bilhões (7,4%) vencem em até um ano, R$ 131,4 bilhões (48,3%) têm vencimento entre um e cinco anos, e R$ 120,5 bilhões (44,3%) acabam em um prazo superior a cinco anos.

Investidores

O número de investidores ativos no programa chegou a 3,83 milhões em agosto, com um aumento de 23.962 investidores em relação ao mês anterior. Frente a agosto do ano anterior, o número cresceu 21,7%.

O total de investidores cadastrados atingiu 36,44 milhões, com 315.217 novos participantes durante o mês. Em 12 meses, o aumento foi de 9,6%.

Continuar Lendo

Economia

BNDES recebe R$ 12 bilhões em pedidos de crédito do Plano Brasil Soberano

Por

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comunicou que recebeu R$ 12 bilhões em solicitações de crédito vinculadas ao Plano Brasil Soberano, distribuídas em 245 operações desde o início da iniciativa, há uma semana. O programa dispõe de um orçamento total de R$ 22,6 bilhões, sendo R$ 13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões de recursos próprios do banco.

Até o momento, foram aprovados R$ 2,2 bilhões dos valores solicitados. Deste montante, R$ 814 milhões foram destinados para empresas do grupo 1 e seus fornecedores, segmento que compreende companhias impactadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Para o grupo 2, que inclui empresas de setores industriais essenciais como têxtil, químico, farmacêutico, minerais estratégicos e fertilizantes, o BNDES aprovou R$ 843 milhões. Dentre este valor, R$ 735 milhões foram destinados a empresas do setor de fertilizantes, que já possuem R$ 1,7 bilhão em solicitações de crédito.

No grupo 3, que abrange empresas exportadoras e fornecedores direcionados a países do Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã), o banco aprovou R$ 512 milhões em créditos.

“As tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos e a instabilidade na região do Oriente Médio exigiram uma medida do Estado brasileiro para garantir que as empresas nacionais possam manter produção, investimentos e exportações. Neste cenário geopolítico, o Plano Brasil Soberano desempenha o papel de auxiliar as empresas brasileiras a conservar seus negócios, diversificar mercados exportadores e ampliar a capacidade produtiva”, declarou em nota o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

As linhas de crédito contemplam capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de máquinas e equipamentos, além de projetos de investimento, englobando iniciativas para ampliar a capacidade produtiva, inovação tecnológica e adaptação de processos e produtos.

O acesso ao crédito está dividido em três grupos, segundo as regras estabelecidas na Portaria Interministerial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Ministério da Fazenda (MDIC/MF) nº 171/2026 e suas alterações.

No grupo 1, são elegíveis as empresas e seus fornecedores afetados pelas tarifas norte-americanas, desde que as exportações para o mercado dos EUA representem 1% ou mais do faturamento bruto entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025.

O grupo 2 abrange organizações classificadas em setores de média a alta intensidade tecnológica, conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), incluindo áreas estratégicas.

No grupo 3, as empresas aptas a solicitar o crédito são aquelas que possuem faturamento bruto de exportações de 1% ou mais no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025, com a elegibilidade verificada pela plataforma do BNDES por meio de autenticação GOV.BR e certificado digital.

Continuar Lendo

Economia

Bets buscam Justiça para reaver investimentos no Brasil

Por

As plataformas de apostas esportivas por cota fixa, conhecidas como bets, planejam recorrer ao Judiciário caso o governo federal determine a proibição da atividade, conforme previsto para anúncio no fim da tarde desta sexta-feira, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com Carlos Lima, presidente do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), organização que representa as casas de aposta no país, o setor buscará na Justiça a restituição das outorgas pagas e o ressarcimento dos investimentos realizados pelas empresas.

O governo federal arrecadou R$ 2,5 bilhões em taxas fixas das empresas de apostas esportivas desde o início da regulamentação até meados de 2026. Cada empresa paga uma outorga de R$ 30 milhões, e a licença tem validade de cinco anos.

Segundo Carlos Lima, a proibição total ou parcial das apostas gera um “grave sinal de insegurança jurídica” para os investidores que confiaram nas normas estabelecidas pelo Brasil.

Ele completa: “O governo dispõe de outras alternativas para enfrentar os problemas ligados ao jogo compulsivo, e estamos dispostos a colaborar na elaboração dessas medidas”.

O Brasil conta com 84 bets licenciadas para operar no país, administrando 193 marcas ativas, conforme dados do primeiro semestre do ano compilados pela consultoria brmkt.co, com base em informações oficiais do mercado regulamentado, como o Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), do Ministério da Fazenda.

A Betano, marca global da Kaizen Gaming, empresa com sede em Malta, no Mar Mediterrâneo ao sul da Itália, expressou apreensão com os recentes acontecimentos no governo federal.

“A Betano está acompanhando atentamente a situação atual no país e tomará as providências adequadas no momento oportuno”, afirmou a empresa em nota.

Continuar Lendo

Trending