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Economia

Brasil lança na OMC disputa contra China por restrição ao açúcar

Recurso é uma resposta à queda nas exportações brasileiras de açúcar desde que a China impôs uma tarifa adicional de 45% no ano passado

Genebra – O Brasil lançou uma denúncia contra a China na Organização Mundial do Comércio para contestar as restrições chinesas às importações de açúcar, mostrou um documento publicado pela OMC nesta segunda-feira.

O Brasil disse estar questionando a medida de “salvaguarda” da China sobre o açúcar importado, a administração de sua cota tarifária e seu sistema de “licenciamento automático de importação” para o açúcar extra-cota.

O recurso do Brasil à OMC, confirmando o movimento aprovado pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) em 31 de agosto, é uma resposta à queda nas exportações brasileiras de açúcar desde que a China impôs uma tarifa adicional de 45 por cento no ano passado.

A tarifa foi reduzida para 40 por cento em maio e será cortada para 35 por cento em maio de 2019. A taxa é adicional à tarifa regular para o açúcar, que é de 15 por cento sobre as primeiras 1,945 milhão de toneladas e 50 por cento sobre quaisquer importações fora dessa cota, disse o documento brasileiro.

O Acordo de Salvaguardas da OMC permite que esse tipo de tarifa seja adotada temporariamente para conter um aumento súbito e imprevisto das importações que possa prejudicar os produtores nacionais.

Mas há condições que precisam ser cumpridas para que as regras sejam aplicadas, e o Brasil disse que a China quebrou 12 regras da OMC com suas salvaguardas, cinco regras com suas cotas e 13 com seu sistema de licenciamento.

O Brasil disse que o sistema de licenciamento automático de importações (AIL, na sigla em inglês), aplicado às importações fora da cota, não é “automático”.

“A aprovação é concedida apenas até o nível máximo aprovado pelo MOFCOM”, disse o Brasil, referindo-se ao Ministério do Comércio da China.

“Além disso, sob o sistema AIL, se as importações aumentarem muito rapidamente, o MOFCOM pode reduzir ou interromper a emissão de licenças para importação de açúcar a qualquer momento. A China está, portanto, restringindo a importação de açúcar extra-cota.”

O Ministério do Comércio da China informou na semana passada que suas medidas de salvaguarda sobre as importações de açúcar estavam de acordo com as regras da OMC.

Ao lançar uma disputa, o Brasil abriu uma janela de 60 dias para a China tentar resolver o assunto com negociações. Depois disso, o Brasil poderia solicitar um painel de disputas na OMC.

Isso provocaria um litígio que levaria anos, mas poderia levar a China a ser obrigada a abandonar suas restrições ao açúcar ou enfrentar sanções comerciais em potencial, se ficar comprovado que suas políticas de açúcar infringirem as regras.

O Brasil havia proposto que a China isentasse uma quantidade limitada de açúcar brasileiro da salvaguarda, mas a China resistiu ao plano, disse uma fonte próxima às negociações em abril.

Economia

Avaliação da Economia do País pelos Brasileiros em Pesquisa BTG/Nexus

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Uma pesquisa recente realizada pelo BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, dia 3, revela que 47% dos brasileiros consideram que a situação econômica do País está ruim ou péssima, enquanto 21% acreditam que está ótima ou boa, e 31% veem como regular. Esses números indicam uma leve melhora para o governo, embora ainda dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

Na última pesquisa, realizada em 27 de julho, 49% avaliavam a economia como ruim ou péssima e 18% como ótima ou boa. Já no levantamento de 13 de julho, esses índices eram de 53% e 15%, respectivamente.

Ao comparar a atual situação econômica com a do governo anterior, 39% acham que a economia está melhor sob a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação à gestão de Jair Bolsonaro (PL), enquanto 46% acreditam que está pior. Para 13%, a situação permanece igual.

Quanto à condição financeira pessoal, 47% dos entrevistados relatam melhora em relação ao período do governo Bolsonaro, 31% dizem que piorou e 20% afirmam que não houve mudança.

Sobre as expectativas para os próximos seis meses, 40% esperam que a economia do País melhore um pouco ou muito, o que é um aumento comparado aos 34% da pesquisa anterior. Por outro lado, 29% acreditam que a economia irá piorar, contra 32% na última pesquisa. Aqueles que acham que a economia vai permanecer igual são 25%, menor que os 29% anteriores, e 6% não souberam responder.

Em relação à situação financeira pessoal futura, 49% esperam melhora significativa ou moderada, 13% acreditam que irá piorar e 32% acreditam que permanecerá estável.

O levantamento também ressaltou que a segurança pública é o principal problema apontado por 30% dos respondentes. Outros desafios mencionados foram saúde pública (23%), corrupção (19%), classe política (17%) e educação (15%). Desemprego, falta de trabalho, inflação e desigualdade social foram citados por 10%, crescimento econômico lento por 9% e aumento dos impostos por 6% dos participantes.

Na projeção para o segundo turno das eleições, 61% dos beneficiários do Bolsa Família declararam voto em Lula e 28% em Flávio Bolsonaro. Na pesquisa anterior, esses números eram 75% e 20%, respectivamente. Entre aqueles que não recebem o Bolsa Família, 47% afirmaram que votarão em Flávio Bolsonaro e 43% em Lula.

A pesquisa também revelou que 74% dos brasileiros têm muito ou razoável interesse nas eleições gerais deste ano, enquanto 13% têm pouco interesse e 10% nenhum interesse.

Finalmente, entre os eleitores que já decidiram seu voto no primeiro turno, 75% estão certos de sua escolha e não pretendem mudar, enquanto 23% consideram a possibilidade de alterar o voto.

A pesquisa foi realizada entre 31 de julho e 2 de agosto com 2.002 brasileiros com 16 anos ou mais, por telefone, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-02874/2026.

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Economia

Ipc-s cai 0,08% em julho após alta em junho, indica FGV

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O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apurado pela Fundação Getulio Vargas apresentou uma queda de 0,08% no final de julho, após registrar alta de 0,07% na terceira quadrissemana e 0,36% no encerramento de junho. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice subiu 3,86%.

Desta vez, cinco dos oito grupos que compõem o IPC-S mostraram redução nas taxas de variação: Despesas Diversas (de -0,01% para -0,03%), Comunicação (de 1,92% para -0,06%), Transportes (de 0,07% para -0,29%), Alimentação (de -0,73% para -0,87%) e Vestuário (de -1,03% para -1,22%).

Por outro lado, houve aumento nos grupos de Educação, Leitura e Recreação (de 0,78% para 1,06%), Habitação (de 0,35% para 0,39%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,18% para 0,22%).

Principais influências para a queda

A queda do índice deve-se principalmente à redução nos preços do tomate (de -19,73% para -27,42%), batata-inglesa (de -14,65% para -19,59%), gasolina (de -0,20% para -1,04%), cenoura (de -8,79% para -14,70%) e café em pó (de -3,03% para -2,75%).

Elementos que elevaram o índice

Em contraste, os itens que pressionaram para aumento foram passagem aérea (de 9,69% para 11,91%), condomínio residencial (de 0,49% para 0,80%), plano e seguro de saúde (de 0,46% para 0,47%), cebola (de 9,97% para 10,00%) e leite tipo longa vida (de 1,55% para 2,60%).

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Economia

Data do quinto dia útil de agosto 2026 para pagamento de salários

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O quinto dia útil de agosto de 2026 será na quinta-feira, dia 6. Para a definição do pagamento dos salários, considera-se o sábado como dia útil, excluindo apenas domingos e feriados. Essa regra está baseada no artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que determina que os salários devem ser pagos até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado.

Quando ocorre o quinto dia útil em agosto de 2026?

Entram na contagem os dias úteis de segunda a sábado, sendo excluídos os domingos e feriados, por se tratar de dias de descanso do trabalhador. Assim, o calendário útil de agosto fica assim distribuído:

  • Primeiro dia útil: 1 de agosto (sábado);
  • Segundo dia útil: 3 de agosto (segunda-feira);
  • Terceiro dia útil: 4 de agosto (terça-feira);
  • Quarto dia útil: 5 de agosto (quarta-feira);
  • Quinto dia útil: 6 de agosto (quinta-feira).

Mesmo para trabalhadores que atuem no primeiro domingo do mês, o pagamento não é antecipado, pois a legislação não considera esse dia como útil.

O que fazer se o pagamento do salário atrasar além do quinto dia útil?

De acordo com o artigo 459 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o salário deve ser pago, no máximo, até o quinto dia útil do mês seguinte. Em caso de atraso, existem várias medidas que o empregado pode adotar.

O trabalhador pode buscar a cobrança do valor devido na justiça, com direito à correção monetária. Além disso, o sindicato da categoria pode entrar com ação civil contra a empresa.

Se o atraso for recorrente ou prolongado, a Justiça do Trabalho pode reconhecer o descumprimento contratual, permitindo ao empregado rescindir o contrato e receber todas as verbas rescisórias como se tivesse sido demitido sem justa causa.

O empregador está sujeito a fiscalização e pode ser multado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em R$ 176,03 por trabalhador prejudicado. Também pode haver investigação administrativa pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para apurar a conduta da empresa.

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