Economia
BNDES autoriza R$ 20 bilhões para modernizar frota de caminhões e ônibus no Brasil
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 20 bilhões em crédito pela linha BNDES Mais Mobilidade, destinada à atualização da frota de veículos pesados e ao avanço do transporte rodoviário e urbano, tanto de cargas quanto de passageiros.
Esse montante representa 95% do orçamento de R$ 21 bilhões previsto para essa linha de crédito. O BNDES Mais Mobilidade apoia a compra de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e equipamentos rodoviários.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, declarou: “O banco tem atendido rapidamente à necessidade de renovação da frota de caminhões e ônibus, aprovando até 1.400 operações por dia. Atendemos desde frotistas até motoristas autônomos em todo o Brasil, oferecendo crédito facilitado. Essa iniciativa possibilita trocar veículos antigos por modelos mais seguros e ecológicos, reduz os custos logísticos e fortalece a indústria nacional.”
Até o momento, mais de 19 mil operações foram realizadas, com valor médio de R$ 1 milhão cada. O programa alcança transportadores autônomos, pessoas físicas vinculadas a cooperativas, empresários individuais e empresas do setor de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros. Já foram contemplados 1.966 municípios em todas as regiões brasileiras.
A maior parte dos recursos, cerca de R$ 19,1 bilhões em 17,2 mil operações, foi direcionada a frotistas, com aproximadamente R$ 2 bilhões destinados à compra de ônibus. Autônomos receberam R$ 900 milhões em 2,1 mil operações. Os financiamentos são efetuados por meio de uma rede de agentes financeiros parceiros do BNDES, que cobrem 94% do território nacional.
O prazo para solicitar as operações pelo sistema do BNDES vai até 28 de agosto de 2026.
Economia
Desafio é aumentar arrecadação futuramente, dizem analistas
A arrecadação do Imposto de Renda (IR) sobre dividendos atingiu R$ 4,029 bilhões em 2026 até agosto, conforme dados da Receita Federal. Diante do resultado abaixo do esperado, o governo ajustou a projeção de arrecadação anual para R$ 10,5 bilhões, bem inferior aos R$ 29 bilhões previstos inicialmente.
A taxa de 10% de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incide sobre lucros e dividendos superiores a R$ 50 mil por mês para residentes no Brasil e no exterior. Essa medida visa compensar a renúncia fiscal decorrente da ampliação da isenção do IR para pessoas físicas com rendimento de até R$ 5 mil, cujo impacto fiscal estimado é de R$ 28 bilhões em 2026.
A regra passou a valer em janeiro, refletindo que a ampliação da isenção não será neutra fiscalmente neste ano.
Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, destacou que a arrecadação foi afetada pela incidência do tributo sobre lucros e dividendos gerados apenas a partir de 1º de janeiro de 2026. Kássio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a distribuição até 31 de janeiro de 2026.
— Decisões judiciais facilitaram a adaptação dos contribuintes à nova regra — afirmou Malaquias.
O especialista ressaltou que a arrecadação do tributo cresceu ao longo do ano, com expectativa de atingir R$ 10,5 bilhões nos próximos meses. Só em agosto, arrecadou-se R$ 884,7 milhões.
— Acreditamos que as empresas estão com caixa e, conforme ele aumenta, fazem pagamentos de dividendos. Os números mostram crescimento mensal constante — explicou.
Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) alertou sobre os riscos de manter a previsão integral da arrecadação com tributação de dividendos no Orçamento, devido às frustrações observadas. A projeção oficial será atualizada em relatório bimestral.
Com meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões para 2026, o governo prevê atualmente superávit de R$ 10,8 bilhões, considerando despesas excluídas da meta. Não há contingenciamento de gastos, mas bloqueios somam R$ 17,9 bilhões.
Claudemir Malaquias explicou que o relatório esclarecerá como a frustração na arrecadação será ajustada no Orçamento:
— A receita da União financia todos os gastos e a consolidação está ligada à meta fiscal. Se receitas não acompanham despesas, ajustes são necessários.
Para 2027, ocorre incerteza sobre o desempenho, pois dividendos também entrarão na apuração do imposto mínimo para rendas acima de R$ 600 mil anuais.
Ítalo Franca, economista do Santander Brasil, esperava inicialmente arrecadação menor do que a oficial, em R$ 16 bilhões, devido a planejamento tributário e desaceleração econômica. Avalia que a reação foi mais negativa pela pressão financeira global causada pela guerra, com empresas mais cautelosas.
Por outro lado, este ano a queda na arrecadação de dividendos pode ser compensada pela resiliência do mercado de trabalho e receitas extras decorrentes da alta nos preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio. Cada aumento de US$ 1 no barril do Brent representa R$ 2 bilhões a mais de arrecadação, totalizando cerca de R$ 40 bilhões extras, além de R$ 11 bilhões do Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto.
Mesmo com os custos dos subsídios aos combustíveis, o efeito líquido permanece positivo. O governo estima gastar até o final do mês R$ 37,5 bilhões em subsídios para gasolina, diesel e etanol.
Ítalo Franca prevê mudanças no Orçamento devido a aumentos no Bolsa Família (R$ 5,8 bilhões), novos subsídios para combustíveis (R$ 7 bilhões) e a frustração da arrecadação do IR sobre dividendos, com bloqueios entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões.
Conclui que a margem para cumprimento da meta em 2026 é confortável e espera superávit de R$ 12 bilhões após ajustes.
Tiago Sbardelotto, economista da XP Investimentos, explicou que a estimativa inicial foi complexa, pois envolveu várias premissas sobre o comportamento dos contribuintes, resultando em superestimação. A antecipação de lucros para 2025 e a retenção maior de dividendos pelas empresas alteraram o cenário. O desequilíbrio será compensado por outras receitas, principalmente pela valorização do petróleo.
— O governo deve cumprir a meta tranquilamente. O petróleo, o imposto de exportação e outras medidas vão elevar a arrecadação federal a um patamar recorde — afirmou, esperando superávit de R$ 19,5 bilhões em 2026 após deduções.
A arrecadação federal total em agosto foi de R$ 235,6 bilhões, alta real de 8,25% e o maior valor para o mês desde 1995. No acumulado do ano, desde janeiro, a arrecadação atingiu R$ 2,112 trilhões, aumento real de 7,12% e o melhor resultado para o período desde 1995.
Economia
6 itens do carro para revisar na mudança de estação
A transição do inverno para períodos mais quentes costuma deixar os motoristas atentos ao ar-condicionado e aos pneus. No entanto, essa mudança de estação é uma ótima chance para verificar outros componentes do veículo que podem ser afetados pelo frio intenso, partidas a motor a frio e trajetos curtos.
Arley Barbosa, gerente de Engenharia da Promax Bardahl, destaca que realizar a revisão pode ajudar a detectar desgastes antes que se tornem problemas graves. “O frio sobrecarrega alguns sistemas do automóvel e esse desgaste inicial nem sempre é percebido de imediato”, explica.
Listamos seis partes do carro que merecem cuidados com a chegada do calor.
Sistema de arrefecimento
O sistema que regula a temperatura do motor é um dos primeiros a ser verificado, pois fica mais exigido com o aumento do calor ambiente. É essencial checar o nível e a qualidade do líquido de arrefecimento, que além de manter a temperatura adequada, protege contra corrosão e superaquecimento, devendo estar conforme as recomendações do fabricante.
Bateria
O frio pode reduzir a eficiência da bateria, dificultando a partida do motor. O uso frequente de itens elétricos, como desembaçador e aquecedor, também aumenta a demanda elétrica. Verifique carga, terminais e conexões da bateria, especialmente se estiver enfrentando problemas para ligar o carro.
Óleo e lubrificação
O óleo do motor precisa de atenção especial após o frio. Partidas a frio e trajetos curtos podem comprometer sua qualidade, pois deslocamentos breves podem impedir o motor de atingir a temperatura ideal, facilitando a diluição do óleo na gasolina, acúmulo de resíduos e formação de borra. Portanto, siga rigorosamente os prazos de troca indicados pelo fabricante, levando em conta quilometragem e tempo de uso.
Filtros de ar e cabine
O filtro de ar é fundamental para a alimentação do motor, e o filtro de cabine influencia a qualidade do ar no interior do veículo. Ambos requerem inspeção para garantir seu bom funcionamento.
Sistema de freios
Pastilhas, discos e fluído de freio devem ser inspecionados regularmente, independente da estação. Aproveite a revisão para identificar ruídos, vibrações, mudanças no funcionamento do pedal ou aumento na distância para frenagem.
Pneus
Os pneus também precisam ser avaliados em relação à profundidade dos sulcos, desgaste irregular, cortes, deformações e calibragem. A pressão correta varia conforme o modelo e deve seguir as orientações do fabricante.
Assim, a troca de estação é um bom momento para relembrar a importância de verificar itens que normalmente só recebem atenção quando já apresentam falhas. A manutenção preventiva não substitui as revisões regulares indicadas pelo manual do veículo, mas ajuda a identificar desgastes antes que se agravem.
Economia
Diretor da Ifi diz que folga na previdência não combina com anúncio sobre fila do inss
Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, apontou que a informação divulgada pela equipe econômica indicando uma “folga” nas despesas da Previdência não está alinhada com a declaração de que a fila para concessão de benefícios do INSS foi zerada, mesmo com mais de 3 milhões de pedidos em espera até fevereiro.
Ele destacou que é necessário aguardar o relatório de avaliação de receitas e despesas primárias que será divulgado nesta semana. Contudo, ressaltou que a situação real das contas públicas está longe do que é necessário para estabilizar a dívida e favorecer a redução dos juros. A IFI estima que seria necessário um superávit primário de aproximadamente 2% do PIB, correspondente a cerca de R$ 260 bilhões. Atualmente, a margem mencionada é de R$ 19,6 bilhões, com várias tolerâncias e descontos, o que ele critica como insuficiente.
Nesta segunda-feira (21), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o governo identificou um espaço fiscal de R$ 19,6 bilhões no orçamento deste ano, o que possibilitou um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, anunciado recentemente.
Pestana observou que o governo costuma incluir margens de segurança em despesas como a de pessoal. Além disso, destacou que a receita obtida com petróleo, influenciada pela permanência do conflito no Irã, contribuiu para ampliar esse espaço fiscal.
Em entrevista ao portal G1, Moretti mencionou que houve redução nas projeções referentes às despesas previdenciárias, ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), gastos com pessoal e subsídios, sendo a maior queda observada nos benefícios da Previdência, com uma redução prevista de R$ 11,5 bilhões em seu crescimento.
O Ministério da Previdência usa dois principais critérios para afirmar que a fila está zerada: o tempo médio para concessão dos benefícios, que era de 34 dias em agosto, e o conceito de fluxo de atendimento, que compara a capacidade do INSS de análise dos pedidos com o volume de novos requerimentos. Em agosto, o número de pedidos iniciais em fila ficou abaixo do número de novos pedidos recebidos, indicando equilíbrio no fluxo.
Entretanto, apesar da melhora na gestão da fila após a saída do ex-ministro Carlos Lupi, especialistas questionam se a fila realmente foi eliminada. Isso porque o número de indeferimentos aumentou significativamente, o que pode gerar um crescimento nos pedidos negados e, consequentemente, aumentar novamente o volume de requerimentos esperando análise.
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