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Economia

Bancos digitais abrem operadoras de celular e miram conveniência para usuários

Inter, Nubank e C6 já possuem parceria com as maiores operadoras do Brasil: Vivo, Claro e TIM

 

Apesar das vantagens, manter uma MVNO tem alto custo, diz especialista
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Em meados de maio, o Nubank anunciou o lançamento de sua própria operadora telefônica de celular — ainda sem nome —, com previsão de funcionamento no terceiro trimestre deste ano, usando a infraestrutura da Claro.

Neste formato, o Inter foi pioneiro com a Inter Cel, lançada em outubro de 2021, que usa a rede da Vivo e disponibiliza planos que vão de R$ 15 a R$ 70. Com 80 mil clientes ativos na base da operadora, para ser cliente o usuário obrigatoriamente precisa ser correntista da instituição.

Já o C6 Bank tem parceria com a TIM em um modelo que ajudou a levar clientes da telefônica ao banco digital, e em troca, a operadora recebe a opção de subscrever ações do banco.

Serviços complementares

No MVNO, as companhias que não são nativas no segmento de telecomunicação conseguem operar sem a necessidade de arcar com a infraestrutura padrão do segmento, como custo de torres e antenas.

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), até fevereiro deste ano, o Brasil contabilizava 145 MVNOs.

“Uma MVNO tem como objetivo combinar ou complementar a oferta do seu serviço tradicional com conectividade móvel, e não de cobrir um gap [espaço] da prestação do serviço de telecomunicações”, afirma Luciano Saboia, diretor de Telecomunicações da IDC Brazil, consultoria de inteligência de mercado.

De acordo o especialista, o modelo apresenta vantagens ao consumidor, com melhor atendimento e contratação de serviços.

Além disso, ele ressalta a expertise das fintechs no âmbito de segurança digital, um dos grandes pontos de preocupação do setor de tecnologia na atualidade.

“As vantagens dessas novas MVNOs acabam sendo maiores para os bancos do que para a telecom. Uma MVNO de um banco dificilmente vai tornar o serviço mais barato ou mais acessível. Conveniência e combinação de produtos são os aspectos principais”, aponta Saboia.

Mesmo com a entrada de novas empresas no segmento, analistas ouvidos pela CNN afirmam que companhias nativas não devem se sentir intimidadas.

Pelo contrário, Moisés Moreira, ex-conselheiro e vice-presidente da Anatel, acredita que a criação de novas operadoras MVNOs deve impactar positivamente os consumidores, embora o efeito seja limitado.

“Acho que talvez abaixe a tarifa em função da competição de mercado, mas não muito, porque telefonia móvel é um serviço caro e o Nubank vai precisar pagar pelo espectro [infraestrutura] que está usando da Claro”, afirma Moreira.

Na mesma linha, Saboia pontua o grau de eficiência que o próprio mercado exige dos participantes.

“Para ter sucesso, o operador virtual terá que implementar máxima eficiência no atendimento e elevada governança, do contrário sucumbirá”, completa.

Apesar das vantagens apresentadas pelos especialistas, Saboia ressalta que manter uma MVNO tem um alto custo, incluindo aquisição por usuário, gestão, atendimento, entre outros gastos inerentes de uma telecom.

Para ele, no momento em que uma operadora móvel assume a prestação de serviços ao usuário final, ela é quem passa a arcar com todos esses custos, tornando-se o ponto de contato o cliente.

Mercado de telecom no Brasil

A receita líquida somada das principais operadoras do Brasil — Vivo, Claro e TIM — chegou a R$ 121,5 bilhões em 2023, em crescimento de 8,5% na comparação com o ano anterior (R$ 112 bilhões), conforme balanço das empresas.

Por outro lado, a Anatel recebeu 1,32 milhão de reclamações sobre serviços de internet em 2023, segundo dados da Superintendência de Relações com Consumidores (SRC) da Anatel, divulgados em abril deste ano.

De acordo com a última Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida 2023 da agência, dentre os Índices de Satisfação Geral (ISG) dos consumidores, a telefonia celular pós-paga é a pior avaliada.

“Os serviços de telecomunicações tiverem um crescimento discreto na receita de quase 2% em 2023 comparado com 2022, puxado pelos serviços de banda-larga e uso de dados pelas nas redes celulares”, diz Saboia.

“A expectativa para 2024 é de um crescimento próximo a 3%, o que evidencia o cenário de um mercado onde a consolidação de players, redução de custos e aumento de eficiência são as características mais evidentes”.

CNN Brasil

Economia

Fmi alerta sobre alta prolongada dos preços

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou, nesta terça-feira (6), que a alta contínua dos preços de produtos essenciais, como alimentos e energia, impulsionada pelos conflitos no Irã e na Ucrânia, está durando mais tempo do que o esperado.

Os valores globais de diversas matérias-primas permanecem elevados por vários anos, inicialmente devido às interrupções nas cadeias de suprimentos causadas pela pandemia de covid-19 e, posteriormente, pelas guerras na Ucrânia e no Irã.

“Os preços dos itens essenciais, em comparação com outros produtos, continuam subindo há mais de um ano (…) e estão persistentemente altos”, disse o FMI em uma publicação em seu blog.

“Como consequência, as pessoas enfrentam não apenas um aumento temporário no custo de alimentos e energia, mas também uma redução prolongada no poder de compra desses produtos básicos em relação a outros bens”.

Os salários estão tendo dificuldades para acompanhar essas contínuas pressões inflacionárias.

O conflito no Irã, iniciado em fevereiro deste ano, elevou a inflação global e levou o FMI a ajustar para cima sua previsão do índice, que deve alcançar 4,7% mundialmente em 2026, contra 4,1% no ano anterior.

O FMI planeja divulgar na próxima semana a parte principal da atualização de seu relatório ‘Perspectivas da Economia Mundial’, com novas projeções para o crescimento e inflação globais.

O fundo ressaltou que os impactos dos chamados choques de oferta vão além de apenas alguns meses de inflação elevada, indicando que as consequências são profundas e de longo prazo.

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Economia

Ibovespa ajusta e opera em torno de 205 mil pontos

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O Ibovespa iniciou a terça-feira, dia 6, com leve alta de 0,01%, atingindo 206.924,61 pontos, chegando a alcançar a máxima de 209.522,60 pontos com um incremento de 1,26%, porém não sustentou esses níveis. Pouco tempo depois, o índice virou para queda, atingindo mínimas e caindo abaixo dos 205 mil pontos.

Esse ajuste pode ser atribuído em parte à correção após a forte alta registrada no dia anterior, influenciada pelos resultados do primeiro turno das eleições, que mostraram Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial. No mercado, espera-se que, se eleito, o senador do PL possa adotar uma política menos expansionista.

“Trata-se de um ajuste às médias móveis, mas o movimento estrutural do Ibovespa permanece de alta”, comenta Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos. “Se eleito, há a possibilidade de que Flávio Bolsonaro implemente uma política focada na retomada do superávit primário do país, o que poderia reduzir os juros e facilitar o custo de capital para as empresas”, acrescenta.

Além disso, o índice sofre com a queda de aproximadamente 2% no preço do petróleo no mercado internacional, influenciado por sinais de aumento nas exportações da commodity do Oriente Médio, em um contexto de agenda econômica fraca, tanto nacional quanto internacionalmente. Enquanto isso, em Nova York, os índices das bolsas registram avanços, impulsionados pela percepção de menor pressão inflacionária, em parte decorrente da queda consecutiva do preço do petróleo.

Na segunda-feira, o Ibovespa fechou com alta de 7,70%, a maior desde março de 2024, atingindo o recorde de 206.911,89 pontos, após alcançar uma máxima de 209.605,70 pontos.

Mesmo com o avanço no dia anterior, o banco Morgan Stanley projeta que o Ibovespa pode chegar a 250 mil pontos no curto prazo, o que representaria um aumento de cerca de 30% em relação ao nível anterior ao primeiro turno das eleições presidenciais.

O dólar, por sua vez, caiu 4,12%, fechando a R$ 5,0018, enquanto os juros futuros recuaram mais de 100 pontos-base, alimentando expectativas de cortes na taxa Selic nos meses de novembro e dezembro de 2026 e em 2027. As operações nesta terça-feira continuam nessas linhas.

“A curva de juros demonstra quanto o país paga pela desconfiança em relação às suas contas públicas e quanto pode economizar quando essa desconfiança diminui”, afirma Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital.

Segundo Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, a queda do dólar frente ao real indica vendas significativas nas mesas institucionais da moeda americana, sugerindo entrada de capital estrangeiro no Brasil. “Isso pressiona o dólar para baixo.”

Os investidores agora aguardam pesquisas eleitorais que serão divulgadas na quinta-feira, relacionadas ao segundo turno.

O foco está também no Senado, com a possível abertura das discussões sobre o fim da escala 6×1, conforme opinião do economista sênior Silvio Campos Neto, da Tendências Consultora. No entanto, ele ressalta que, segundo reportagens na imprensa, existem dúvidas sobre o avanço dessa pauta neste momento.

Às 11h26, o Ibovespa registrava queda de 0,82%, com 205.376,46 pontos, variando entre mínima de 204.832,36 pontos e máxima de 209.522,60 pontos (+1,26%). Entre os papéis de maior destaque, a Vale recuava 1,81%, enquanto Petrobras tinha perdas entre -2,71% (PN) e -1,75% (ON). No setor bancário, apenas Itaú (+1%) e Bradesco (+1,7% ON e +2,43% PN) apresentavam valorização. O maior recuo da carteira era Banco do Brasil (-6,19%), enquanto a maior alta ficou com Azzas (+5,14%).

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Economia

BNDES financia R$ 21,8 milhões para digitalizar Unipac

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 21,8 milhões para impulsionar a digitalização da Unipac, uma empresa do Grupo Jacto especializada na transformação de polímeros. Este investimento tem como objetivo substituir vários processos manuais por alternativas digitais, incluindo a coleta de dados em tempo real e o uso de ferramentas avançadas de análise.

Os recursos, provenientes do programa BNDES Mais Inovação, serão utilizados para implementar tecnologias como inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT) e manufatura aditiva na sede em Pompéia (SP) e nas unidades em Paulínia (SP), Limeira (SP), Maracanaú (CE) e Uberaba (MG). No setor de compras, modelos de IA serão empregados para prever tendências de mercado e otimizar a gestão de contratos.

José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, destacou que “o projeto engloba investimentos em digitalização, automação e análise de dados, aplicados em sistemas de produção, inspeção de peças, planejamento de estoques e fabricação de moldes, resultando em redução de custos e aumento da produtividade”.

Para o planejamento de vendas e operações, a Unipac contará com uma plataforma de gestão digital aprimorada por IA, visando melhorar a precisão na previsão da demanda e, assim, tornar mais eficiente a coordenação entre compra, venda, logística e manufatura.

O BNDES informou ainda que será instalado um sistema automático de inspeção visual para identificar defeitos nas peças durante a produção de embalagens. Essa verificação será feita por câmeras de alta resolução auxiliadas por ferramentas de IA, com o objetivo de alcançar a meta de “zero defeitos” em relação a problemas visuais nos produtos.

Além disso, será desenvolvido um conjunto integrado de sistemas inteligentes de manufatura para coletar, processar e armazenar dados de produção em tempo real. Os modelos de IA irão analisar esses dados para detectar padrões, anomalias e oportunidades de melhoria, permitindo um monitoramento rigoroso da produção e a criação de alertas automáticos para as equipes operacionais, reduzindo desperdícios e defeitos.

A manufatura aditiva será empregada para inovar um dos processos tradicionais de fabricação de moldes em Pompéia, São Paulo, com equipamentos capazes de produzir peças metálicas com alta precisão.

Gabriel Gonçalves, presidente da Unipac, afirmou que “a transformação digital representa uma capacidade avançada que sustenta nossa estratégia centrada no cliente, fundamentada em três pilares principais: relacionamento duradouro, decisões baseadas em dados e profundo conhecimento dos clientes. Esta parceria com o BNDES acelera nossos investimentos contínuos em tecnologia e desenvolvimento humano, fortalecendo a competitividade e a sustentabilidade do nosso negócio”.

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