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Economia

Aumento moderado nos juros futuros devido a petróleo, dólar e Treasuries

As taxas de juros esperadas para o futuro registram um pequeno crescimento em todas as datas de vencimento nesta manhã de segunda-feira, 10, especialmente nos prazos mais longos. Esse avanço, inferior a dez pontos em qualquer vencimento, demonstra uma postura cautelosa dos investidores, influenciada pelo aumento nos preços do petróleo, na cotação do dólar e nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries).

Além disso, a decepção com a estagnação das negociações entre os Estados Unidos e o Irã e a antecipação de dados econômicos importantes que serão divulgados nos próximos dias contribuem para o aumento dos riscos percebidos no mercado financeiro brasileiro.

Às 9h44, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 indicava uma taxa de 13,755%, levemente acima dos 13,743% registrados na sexta-feira, dia 7. Para janeiro de 2029, a taxa projetada era de 14,095%, contra 14,029% anteriormente, enquanto o DI com vencimento em janeiro de 2031 mostrava um aumento para 14,35%, ante os 14,28% do ajuste passado.

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Economia

Ibovespa cai cauteloso com agenda intensa, mas petróleo limita queda

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O Ibovespa começou a segunda-feira, 10, com queda, depois de atingir uma alta de 172.935,59 pontos, quando inicialmente abriu estável em 172.513,24 pontos. Posteriormente, o índice viu uma sequência de mínimas, chegando aos 171 mil pontos pela manhã.

Essa queda foi impulsionada por perdas em ações de bancos e pela fraqueza das bolsas em Nova York. Especialistas afirmam que não há um motivo único para essa movimentação negativa, mas sim uma postura cautelosa frente à agenda econômica cheia de eventos importantes nesta semana, com dados e anúncios que podem afetar a política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Pedro Cutolo, estrategista da One, observa: “Os mercados estão em compasso de espera pelas divulgações desta semana”.

Além disso, as pesquisas eleitorais para a Presidência da República, que foram divulgadas recentemente, têm sido acompanhadas, porém ainda não apresentam efeito direto nos ativos. O principal foco é analisar como os dados econômicos e as declarações dos bancos centrais irão impactar os preços no mercado.

Entre as principais divulgações aguardadas, estão a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho, previstos para amanhã. Também serão divulgados dados de varejo e de serviços nos próximos dias. No cenário internacional, a inflação será destaque com a divulgação do CPI e do PPI dos Estados Unidos, na quarta e quinta-feira, respectivamente.

Além das expectativas sobre os dados, que poderão influenciar as apostas sobre as decisões do Copom e do Federal Reserve (Fed), os riscos geopolíticos continuam presentes e a temporada de balanços corporativos está ativa.

O petróleo, por sua vez, teve forte valorização nesta manhã, chegando a subir mais de 3%, com o Brent cotado a US$ 86,39 o barril, o que aumentou os temores inflacionários, principalmente após a divulgação de dados de emprego nos EUA pouco animadores na semana passada. Apesar da cautela, essa valorização ajudou a elevar as ações da Petrobrás em 1,5%, reduzindo a queda do Ibovespa para 0,19%, ficando em 172.179,07 pontos.

O Estreito de Ormuz, principal rota para o transporte de petróleo, permanece fechado. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã reafirmou que o país não irá reabrir a passagem até que os Estados Unidos aceitem as condições apresentadas por Teerã.

No âmbito corporativo, a Embraer divulgou resultados positivos do segundo trimestre de 2026, com lucro líquido ajustado de R$ 1,113 bilhão, um aumento de 25,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As ações da companhia subiram 7,2% por volta das 11h40.

Na sexta-feira anterior, o Ibovespa havia fechado em baixa de 1,73%, aos 172.513,42 pontos, menor valor em um mês, impacto resultado da queda nas ações da Petrobrás devido à desapontamento dos investidores com relação ao pagamento de dividendos extraordinários.

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Economia

Preço da cesta básica cai em 26 capitais brasileiras em julho

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O preço da cesta básica reduziu em julho em 26 das 27 capitais brasileiras, apoiado na queda de itens como batata, tomate e café em pó, conforme dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Entre junho e julho, as maiores quedas aconteceram em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%), Rio de Janeiro (-7,12%) e Brasília (-6,71%). A única alta registrada no período foi em São Luís (0,30%).

São Paulo continuou sendo a capital com a cesta básica mais cara, custando R$ 915,01, após uma redução mensal de 5,23%. Em seguida, aparecem Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37).

Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica varia, os preços médios mais baixos foram encontrados em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60), Natal (R$ 631,51) e João Pessoa (R$ 644,04).

Na análise anual, o custo da cesta básica aumentou em 22 capitais e diminuiu em cinco em julho. Os aumentos variaram de 0,74% (Recife) a 8,33% (Cuiabá). As maiores quedas foram em Natal (-2,26%), Brasília (-1,46%) e São Luís (-1,18%). No acumulado de janeiro a julho de 2026, todas as 27 capitais tiveram aumento nos preços, com variações entre 4,28% (Campo Grande) e 15,68% (Porto Velho).

A redução em julho reduziu o esforço médio necessário do trabalhador para comprar a cesta básica. No mês, o tempo médio exigido foi de 100 horas e 24 minutos, menor que os 105 horas e 51 minutos registrados em junho. Em média, o gasto comprometeu 49,34% do salário mínimo líquido. Considerando a cesta mais cara, o Dieese estimou que o ‘salário mínimo necessário’ deveria ser de R$ 7.687,01, equivalente a 4,74 vezes o salário mínimo de R$ 1.621,00.

Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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Economia

Embraer quer expandir produção global com fábricas nos EUA e Índia

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A Embraer pretende ampliar sua capacidade produtiva mundial para acompanhar o aumento da demanda por aviões. O presidente da fabricante brasileira, Francisco Gomes Neto, revelou durante a apresentação dos resultados da empresa que está em discussão a implantação de uma linha de montagem na Índia, inicialmente focada no KC-390 — avião militar de transporte multimissão — com potencial de expansão para aeronaves comerciais. Há também estudos para abrir uma nova linha de montagem nos Estados Unidos, dependendo do volume de novos pedidos e do sucesso das vendas no país.

Os Estados Unidos representam aproximadamente 45% das vendas de jatos comerciais e 70% dos jatos executivos da Embraer. Além disso, estão em curso negociações estratégicas para a compra do KC-390 pela Força Aérea Americana. Atualmente, a empresa possui uma linha de montagem em Melbourne, Flórida, onde produz jatos executivos das famílias Phenom e Praetor. Entretanto, a montagem de jatos comerciais e os principais centros de engenharia ainda estão concentrados no Brasil.

O portfólio de pedidos da companhia atingiu um recorde de US$ 34,5 bilhões no segundo trimestre, marcando o sétimo trimestre consecutivo de crescimento. A Embraer foi dispensada da tarifa de 25% imposta pelo governo de Donald Trump sobre vários produtos brasileiros.

Francisco Gomes Neto ressaltou que a empresa está investindo em eficiência e expansão, visando alcançar até 2030 uma produção anual de 110 a 120 aviões comerciais, mais de 200 jatos executivos e mais de 10 unidades do KC-390 em território nacional. Garantiu ainda que a capacidade de produção não será um obstáculo para o crescimento futuro.

Destacaram-se as recentes encomendas do segundo trimestre: a Azorra, empresa americana de leasing e financiamento de aeronaves, solicitou 15 aeronaves E195-E2, com opção de adquirir mais 15; e os Emirados Árabes Unidos fizeram um pedido de dez aviões C-390, com possibilidade de dez adicionais.

No início de agosto, a Fuerza Aeroespacial Colombiana (FAC) firmou contrato para a compra de duas aeronaves multimissão KC-390 Millennium, tornando-se o 13º país a escolher essa aeronave para modernizar sua frota militar.

Contexto geopolítico favorece setor de Defesa

Francisco Gomes Neto destacou que, em razão das tensões globais, diversos países aceleram suas aquisições de equipamentos de defesa, beneficiando a Embraer que possui um produto de destaque no segmento de transporte militar, atendendo a essa demanda crescente.

No setor de aviação comercial, o executivo enfatizou que o ambiente é favorável para os jatos da companhia. O transporte aéreo mantém alta demanda de passageiros mesmo com o aumento dos preços das passagens, o que estimula a procura por novas aeronaves. Enquanto isso, grandes concorrentes como Airbus e Boeing enfrentam longas filas de espera para produção de aviões maiores, de até uma década.

Essa limitação da concorrência abre espaço para os jatos de corpo estreito da Embraer, cujas vantagens vêm sendo mais reconhecidas pelos clientes. A combinação de um portfólio moderno com a incapacidade imediata de produção dos rivais permite ampliar a presença global da companhia tanto na defesa quanto na aviação civil.

A empresa confirmou ainda a expectativa de que o eVTOL (carro voador) desenvolvido por sua subsidiária Eve obtenha certificação e inicie operações comerciais até o final de 2028. O projeto já conta com cerca de três mil cartas de intenção de compra, com lançamentos simultâneos previstos para Brasil e Estados Unidos.

Resultados financeiros positivos

No segundo trimestre de 2026, a Embraer registrou receita recorde de R$ 11,3 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, com o melhor volume de entregas dos últimos 16 anos. O lucro líquido ajustado alcançou R$ 1,1 bilhão, aumento de 25% ante o ano anterior, quando o lucro foi de R$ 890,3 milhões.

Esse crescimento foi impulsionado pelos setores de Defesa e Aviação Executiva, bem como pela aceleração nas entregas e produção.

Foram entregues 65 aeronaves no segundo trimestre, representando o melhor desempenho em 16 anos e aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. A aviação executiva se destacou com 45 jatos entregues, enquanto a aviação comercial contabilizou 20 aeronaves. No primeiro semestre de 2026, o total de entregas foi de 109 aviões, o que corresponde a um aumento aproximado de 20% na comparação anual.

A expectativa para o fechamento de 2026 é entregar entre 240 e 255 aeronaves no total, incluindo de 80 a 85 no segmento comercial e de 160 a 170 jatos executivos. A previsão de receita para o ano está situada entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões.

Outros indicadores financeiros foram atualizados positivamente após o desempenho do segundo trimestre: a margem EBIT ajustada passou a ter previsão entre 10% e 10,6%, acima da estimativa anterior de 8,7% a 9,3%. A previsão do fluxo de caixa livre ajustado dobrou, elevando-se para US$ 400 milhões ou mais, contra a estimativa inicial de US$ 200 milhões.

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