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Economia

Cresce número de instituições participantes do Pix em 2025

O Pix concluiu o ano de 2025 com 926 instituições inscritas, representando um crescimento de 5,6% comparado ao ano anterior. Essa informação está na segunda edição do Relatório de Gestão do Pix, divulgado nesta segunda-feira, 10, pelo Banco Central.

Segundo o relatório, em 2025, as instituições de pagamento (IPs) lideraram em número de transações na perspectiva do pagador, com 50%, aumentando em 3,7 pontos percentuais em relação a 2024. O segundo maior grupo foi formado pelos bancos múltiplos, com uma participação de 35%, que teve uma redução de 2,1 pontos percentuais em comparação com o ano anterior.

“É importante mencionar que em 2020, os bancos múltiplos detinham 55,8% das transações, enquanto as instituições de pagamento respondiam por 25,5%. Essa mudança gradual evidencia os benefícios da maior competição no setor financeiro proporcionada pelo Pix”, destaca o relatório.

Quanto ao valor movimentado nas transações, os bancos múltiplos mantiveram a maior fatia em 2025, com 61,3%, uma leve queda de 0,4 ponto percentual frente a 2024. As IPs ficaram em segundo lugar, aumentando sua participação para 21,3%, também com uma alta de 0,4 ponto percentual.

“Observando a evolução, em 2020 os bancos múltiplos correspondiam a 74,5% do valor das transações Pix, enquanto as instituições de pagamento estavam em 9,7%. Nos últimos dois anos, houve uma estabilização na participação desses grupos, juntamente com um crescimento modesto da importância de outras entidades, como sociedades de crédito direto e financiamento”, acrescenta o Banco Central.

De acordo com o BC, há uma distinção clara entre a participação dos principais segmentos quando se analisa a quantidade versus o valor das transações. As instituições de pagamento costumam realizar uma maior quantidade de transações de valores mais baixos, enquanto os bancos tradicionais operam principalmente em transações de valores maiores.

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Economia

BC destaca 8 pontos na agenda de segurança do Pix

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O Banco Central (BC) ressaltou 8 pontos importantes na agenda de segurança do Pix, conforme consta no bloco dedicado ao futuro da infraestrutura no Relatório de Gestão do Pix, divulgado nesta segunda-feira, 10.

Algumas medidas já estão em fase de desenvolvimento, enquanto outras ainda são debatidas.

Entre essas iniciativas, estão a definição de critérios mínimos para identificar fraudes e a criação de novos processos na gestão das chaves Pix.

O BC destaca que a agenda de segurança do Pix está evoluindo com várias ações planejadas para aprimorar as funcionalidades atuais, facilitar a atuação dos participantes do Pix e, principalmente, prevenir fraudes e golpes.

Além disso, o BC está empenhado em garantir que as instituições participantes adotem mecanismos sólidos para gerir riscos e evitar fraudes, sob pena de exclusão do sistema.

Principais medidas destacadas:

  1. Critérios objetivos para definição de fraude: O BC pretende definir critérios mínimos para identificar transações suspeitas de fraude, atualmente variando conforme as políticas de cada instituição, o que pode permitir fraudes devido à falta de avaliação rigorosa.
  2. Indicador de probabilidade de fraude no Pix: Com base em dados de transações e marcações de fraude, o BC vai desenvolver um indicador que avalia em tempo real a probabilidade de uma transação ser fraudulenta, utilizando aprendizado de máquina.
  3. Melhorias no bloqueio cautelar: Será aprimorado o fluxo de informações entre instituições para facilitar a análise e aumentar a precisão na identificação de fraudes.
  4. Ampliação das medidas cautelares: Novas medidas mais brandas e rápidas poderão ser usadas, como restrição de cadastro de novas chaves Pix, limites de valor e restrições de horário para transações.
  5. Alerta de golpistas: Algumas instituições já alertam clientes sobre possíveis fraudes durante transações suspeitas; o BC vai trabalhar para padronizar essa prática.
  6. Novos fluxos na gestão de chaves Pix: Como a gestão atual é exclusiva das instituições participantes, o BC buscará criar processos que permitam agir de forma mais rápida no bloqueio e exclusão de chaves problemáticas.
  7. Aprimoramento nos processos ligados ao DICT: O BC vai desenvolver uma solução para assegurar que os dados vinculados às chaves estejam corretos com as bases da Receita Federal, bloqueando chaves com informações incorretas até correção.
  8. Inclusão dos iniciadores de transação no MED: Para melhorar o monitoramento e combate a fraudes, o BC pretende integrar os iniciadores de transação ao sistema MED.

Essas ações refletem o compromisso do Banco Central em manter a segurança e a confiabilidade do sistema Pix, beneficiando tanto as instituições quanto os usuários.

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Economia

Lojas de Recife passam por inspeção contra incêndios

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Comércios localizados no Centro de Recife serão inspecionados preventivamente pelo Corpo de Bombeiros para orientar os lojistas sobre práticas de segurança contra incêndios. A ação ocorrerá de terça-feira (11) a quinta-feira (13), iniciando no Bairro de São José e continuando nos bairros Santo Antônio e Boa Vista.

De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife), nos últimos dois anos, três incêndios ocorreram na área, afetando estabelecimentos comerciais e causando prejuízos às atividades locais.

Organizadas pela CDL Recife, as inspeções serão conduzidas pelo Comitê de Ações Preventivas do Centro do Recife em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE). O objetivo é detectar riscos e apoiar medidas de prevenção de acidentes.

O diretor institucional da CDL Recife, Paulo Monteiro, explica que a ação tem caráter educativo e não punitivo. Após a vistoria, cada estabelecimento receberá um Relatório de Orientação Preventiva com recomendações técnicas para aprimorar a segurança.

Paulo enfatiza que a iniciativa visa proteger o comércio, fortalecer o ambiente de negócios e preservar o patrimônio, sendo o primeiro passo de um projeto que será ampliado para Santo Antônio e Boa Vista.

O Comitê envolve membros do CBMPE, da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) por meio do 16º Batalhão, Neoenergia Pernambuco, Prefeitura do Recife, Defesa Civil do Recife, representantes dos lojistas de São José, Crea-PE e CDL Recife.

Incêndios recentes causaram danos significativos: em outubro de 2024, fogo afetou uma loja infantil perto da Praça Dom Vital e do Mercado de São José; em maio de 2025, o antigo prédio do Cine Glória foi tomado pelas chamas, impactando 13 estabelecimentos próximos; e em maio deste ano, um incêndio de grande proporção destruiu cerca de quatro lojas na região.

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Economia

BC analisa formas de evitar xingamentos e ameaças em mensagens do Pix

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O Banco Central está considerando novas ações para impedir o uso inadequado do campo de mensagens nas transações feitas pelo Pix, conforme divulgado no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, lançado nesta segunda-feira.

De acordo com o BC, originalmente o campo de mensagens foi criado para que quem realiza o pagamento pudesse deixar informações objetivas relacionadas à transação. Contudo, tem sido utilizado em algumas ocasiões para enviar mensagens ofensivas, ameaçadoras ou intimidadoras, frequentemente vinculadas a transferências de valores muito baixos.

Para encontrar soluções para esse problema, o BC formou um grupo de trabalho dentro do Fórum Pix, que agrega associações representando instituições financeiras e entidades da sociedade civil para debater o tema.

A intenção é discutir alternativas e encaminhamentos que preservem a integridade do Pix e garantam uma boa experiência aos usuários, sem alterar as características fundamentais do sistema.

“Com base nas conclusões desse grupo, o BC vai avaliar e poderá estabelecer, se necessário, novas regras para evitar o uso indevido do campo de mensagens”, informou o órgão no relatório.

O relatório também aborda o futuro do Pix, mencionando que o Banco Central está estudando a possibilidade de permitir pagamentos via Pix sem conexão de internet para o pagador, além de aprimoramentos no Pix automático e o desenvolvimento do Pix garantia, que permitirá o uso de fluxos de pagamentos futuros como garantia para empréstimos, especialmente para empresas.

O órgão regulador financeiro está considerando ainda um conjunto de medidas para aumentar a segurança do sistema, incluindo a criação de critérios claros para identificar operações suspeitas de fraude e a obrigatoriedade de alerta contra golpes pelas instituições financeiras.

Segundo o relatório, em 2025 foram realizadas quase 80 bilhões de transações, movimentando mais de R$ 35 trilhões; aproximadamente 148 milhões de pessoas físicas e 12,8 milhões de empresas usaram o Pix para enviar ou receber pelo menos uma transação.

Esse número de pessoas corresponde a cerca de 86% da população adulta no Brasil. Atualmente, existem mais de 920 milhões de chaves Pix cadastradas, pertencentes a mais de 162 milhões de pessoas físicas e a mais de 16 milhões de empresas.

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