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Economia

Semana da Moda Sustentável do Sebrae terá brechó solidário e oficinas de empreendedorismo na moda

A sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Pernambuco, localizada no Recife, vai sediar, de 17 a 21 de agosto, mais uma edição da Semana de Moda Sustentável — um evento que combina ação social, sustentabilidade e empreendedorismo.

A programação, aberta ao público, conta com o Brechó Reciclôset, que oferece mais de 4.500 peças de roupas e acessórios para os públicos feminino, masculino e infantil, incluindo tamanhos plus size, com valores a partir de R$ 6. Além disso, são oferecidas oficinas gratuitas focadas em empreendedorismo no setor da moda.

“O Reciclôset é uma proposta de economia circular que promove o reaproveitamento das peças e demonstra como é possível diminuir o impacto ambiental por meio da moda. As roupas são doadas por colaboradores do Sebrae e passam por um processo de seleção, catalogação e definição de preço antes de serem disponibilizadas ao público”, explica Omero Galdino, especialista em Gestão Empresarial do Sebrae/PE.

Para melhor atendimento, o Brechó Reciclôset contará com um espaço onde costureiras realizarão pequenos ajustes nas peças, como bainhas e substituição de botões. O brechó funciona das 8h às 17h, e parte do valor arrecadado será convertido em cestas básicas para famílias da Comunidade Caranguejo Tabaiares.

No dia 18 de agosto, às 15h, haverá um desfile de moda com participação dos funcionários da instituição, que apresentarão a diversidade das peças do brechó.

A edição anterior do brechó contribuiu para a redução de 30 toneladas de gás carbônico, evitou a geração de mais de uma tonelada de resíduos e economizou mais de oito milhões de litros de água, reforçando a mensagem sustentável do evento.

“A Semana da Moda Sustentável demonstra que sustentabilidade não é uma tendência passageira, mas sim um caminho para novos modelos de negócios. É uma forma de estimular novas iniciativas, o consumo responsável e apresentar a moda como ferramenta de inovação e geração de oportunidades”, afirma Omero Galdino.

Oficinas

As oficinas dedicadas ao setor de moda também estarão disponíveis para o público interessado. As temáticas para capacitação são: Preço Certo, Mais Lucro (18/08, das 9h às 12h); Começando Seu Negócio do Zero (19/08, das 9h às 12h); Instagram para Negócios – Avançado (20/08, das 19h às 22h); e IA na Prática para Negócios (21/08, das 9h às 11h). Inscrições podem ser feitas na Loja Virtual do Sebrae.

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Economia

Setores afetados por tarifas relatam desafios a ministro em evento da ApexBrasil em São Paulo

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Setores produtivos do Brasil que foram impactados diretamente pelas tarifas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos participaram para apresentar suas demandas e compartilhar os efeitos dessas tarifas durante a apresentação do Plano de Diversificação de Exportações, realizada nesta terça-feira (11), pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

O encontro aconteceu no WTC Events Center, situado em São Paulo, em um evento organizado pela agência.

Conforme a lista de participantes, estiveram presentes representantes de vários segmentos, desde bens de consumo e produtos manufaturados até alimentos, rochas ornamentais e cadeias industriais.

Entre os setores participantes estavam: Abest, Abiepan, Centrorochas, Abiarroz, Abicab, Abicalçados, Abimapi, Abimo, Abiótica, Abit, Abrava, Anfacer, Apla, BFBA, CICB, Abiquifi, Abinee, Abra, Abihpec, Abimaq, Abimovel, Abipesca, Ibrac, Consevits-RS, IBGM, INP, Sindipeças e Abrafrutas.

A apresentação do plano teve como principal objetivo expandir destinos alternativos para as exportações brasileiras e diminuir a dependência comercial, principalmente diante do aumento das barreiras nos Estados Unidos. O formato do evento proporcionou espaço para que os setores expusessem os impactos sofridos nas vendas, contratos e as expectativas relacionadas ao acesso aos mercados.

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Economia

BNDES libera R$ 54 milhões para atualizar Agrovale no Vale do São Francisco

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedeu dois financiamentos que totalizam R$ 53,99 milhões para a Agro Indústrias do Vale do São Francisco S.A. (Agrovale). Esses fundos, provenientes do Programa Fundo Clima, serão aplicados na modernização dos sistemas de irrigação e de geração de energia na unidade industrial da empresa em Juazeiro, Bahia.

Essas operações tiveram como estruturação o Bradesco, agente financeiro credenciado do BNDES, com apoio da Gerência Nordeste do banco. Os investimentos visam reduzir o desperdício de água, aumentar a eficiência no uso dos recursos hídricos e ampliar a utilização do bagaço de cana-de-açúcar como fonte renovável de energia.

Uma das operações, no valor de R$ 39,27 milhões, será empregada para substituir o sistema de irrigação por gravidade por um sistema localizado por gotejamento em cerca de 490 hectares de cana-de-açúcar. Essa alteração permitirá um controle mais preciso da aplicação da água, diminuição das perdas hídricas e maior precisão na fertirrigação, mantendo a área irrigada.

Com essa modernização, espera-se atingir uma eficiência operacional de cerca de 95% e reduzir as perdas de água para menos de 5%. O projeto inclui a instalação de estação de bombeamento, sistemas de filtragem, tubulações, válvulas de controle, automação hidráulica e emissores gotejadores, além de melhorias na infraestrutura elétrica e hidráulica.

A segunda operação, no valor de R$ 14,72 milhões, será destinada à atualização do sistema de geração térmica a biomassa da unidade industrial, incluindo melhorias na caldeira, sistemas de combustão, automação, instrumentação, monitoramento e controle.

Objetiva-se, assim, aumentar a eficiência energética da planta e ampliar o uso do bagaço de cana como combustível renovável. O Fundo Clima do BNDES apoia projetos que modernizam sistemas de irrigação para reduzir o consumo de água e promovem soluções para conversão de biomassa em energia.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou que esses investimentos estão alinhados às ações para adaptação às mudanças climáticas e redução dos impactos ambientais.

“O financiamento para modernizar os sistemas de irrigação e o aproveitamento energético da biomassa apoia o objetivo do Fundo Clima de incentivar a adaptação climática, promovendo maior eficiência produtiva e tecnologias de menor impacto ambiental”, afirmou Mercadante.

Juliana Alves, superintendente Administrativa Financeira da Agrovale, ressaltou que a modernização faz parte da estratégia de sustentabilidade da empresa considerando o clima semiárido da região.

“Sustentabilidade é fundamental na estratégia da Agrovale. Produzir no semiárido requer uso eficiente e responsável da água, energia e demais recursos naturais”, declarou Juliana.

Ela complementou que os recursos possibilitarão a incorporação de novas tecnologias nos sistemas de irrigação e geração de energia, aumentando a eficiência operacional da fábrica.

“O apoio do BNDES, via Fundo Clima, e a estruturação pelo Bradesco viabilizam investimentos para modernizar a irrigação e aumentar a eficiência energética da nossa indústria”, afirmou Juliana.

Segundo Marina Gravina, diretora de Global Trade & Finance do Bradesco, esse financiamento reforça o papel do crédito para modernizar empresas e incentivar práticas sustentáveis.

“Essa operação evidencia o crédito como instrumento para apoiar investimentos que unem ganhos operacionais e sustentabilidade”, declarou Gravina.

A Agrovale atua há mais de 50 anos no Vale do São Francisco, área que destaca-se pela agricultura irrigada no semiárido. A empresa produz açúcar, etanol e bioeletricidade e investe em eficiência no uso da água e na utilização do bagaço de cana como fonte de energia renovável. Atualmente, a companhia gera cerca de 3 mil empregos diretos.

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Economia

Efeito do El Niño na inflação dos alimentos é incerto, diz Ibge

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O El Niño e as alterações climáticas constituem um risco significativo para a evolução futura dos preços dos alimentos no Brasil, conforme afirmou o gerente de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fernando Gonçalves, ao comentar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a julho, divulgado recentemente.

O pesquisador ressaltou que ainda não há condições para estimar com precisão o impacto no IPCA. De acordo com ele, o fenômeno provoca mudanças nos padrões de chuva e temperatura, o que pode afetar as plantações dependendo das regiões que sofram excesso ou falta de precipitação.

Gonçalves destacou a importância de acompanhar o desenvolvimento do evento, explicando que as alterações climáticas podem influenciar a produção agrícola e, consequentemente, a oferta de alimentos. “O El Niño modifica os padrões de chuva”, afirmou.

Ele mencionou que, em anos recentes, como 2024, também ocorreram eventos de El Niño, com impactos na alimentação, afetando itens como café e carnes em certos períodos.

Para o ciclo atual, a previsão é de um El Niño intenso, e o monitoramento contínuo será essencial para avaliar se a atual redução nos preços de alguns alimentos poderá perdurar ou se haverá reversão.

“No momento, qualquer previsão seria apenas especulação”, finalizou.

Em julho de 2026, o grupo Alimentação e Bebidas apresentou queda de 0,67%, contribuindo para um IPCA mensal de 0,07% e fazendo com que a inflação em 12 meses retornasse abaixo do teto da meta após dois meses acima.

Esse resultado foi influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que caiu 1,14%, enquanto a alimentação fora do domicílio aumentou de 0,15% em junho para 0,55% em julho.

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