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Análise: com mãos atadas, Lula tem dificuldade em reinventar a gestão petista

Segundo ano do terceiro mandato do presidente se resume até agora a um gabinete de crise permanente

 

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O segundo ano do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se resume até agora a um gabinete de crise permanente.

A definição é de um dirigente de um partido da base aliada, para o qual o presidente petista não tem conseguido pautar o país.

A lua de mel do primeiro ano, marcada por vitórias na agenda econômica, acabou de maneira prematura.

A perda de fôlego se deu tanto pelo avanço de uma pauta conservadora no Congresso Nacional como por uma dificuldades em apresentar soluções para problemas nacionais.

A atividade econômica tem apresentado uma expressiva melhora, com a perspectiva de recuperação do consumo e previsão de elevação do investimento público.

A população, no entanto, não vincula a melhora do ambiente econômico com a atual gestão, o que tem servido de combustível para os partidos de oposição, que têm pautado o país com propostas conservadoras.

Em um curto período, a pauta legislativa foi tomada por propostas de limitação das saidinhas de presos, criminalização da posse de drogas e marco temporal para terras indígenas.

Para os partidos de oposição, não importa se as medidas são inconstitucionais e serão derrubadas pela Suprema Corte. O objetivo tem sido o de manter um estado de paralisia, que tem sido exitoso.

O Palácio do Planalto, desde o início deste ano, tem sido obrigado a atuar de maneira permanente em um gabinete de crise. Com as mãos atadas, sempre está contornando dificuldades, não propondo políticas públicas.

A dificuldade, dizem assessores do governo, era esperada. Não apenas diante do aumento da bancada conservadora, mas também pelo que definem como “cenário de terra arrasada” deixado por Jair Bolsonaro”.

Ainda assim, admitem petistas históricos, o presidente, reconhecido pelo talento político, encontra dificuldades em compreender um cenário de ascensão da direita.

Para eles, enquanto Lula insistir em um modelo antigo de fazer politica, baseado apenas no presidencialismo de coalizão e na reformulação de vitrines eleitorais, a atual gestão seguirá em estagnação.

A solução, avaliam dirigentes partidários, não passa por uma reforma ministerial ou por um enfrentamento ideológico, mas na tentativa de encontrar pautas consensuais que conquistem partidos de centro.

Foi o que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, conseguiu, por exemplo, com o arcabouço fiscal e com a reforma tributária, pautando o debate nacional.

Além disso, avaliam parlamentares de esquerda, Lula precisa reinventar seu terceiro mandato.

Até o momento, não lançou uma nova pauta positiva com impacto direto na economia, como foi o caso, nos mandatos anteriores, do Bolsa Família, do PAC ou do Minha Casa, Minha Vida.

A impressão é de que a atual gestão se tornou um “museu de grandes novidades”, sem capacidade para nem mesmo empolgar quem votou no petista.

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, definiu as recentes derrotas do governo federal como um campeonato de pontos corridos.

Na tabela da competição, a gestão petista ainda tem chances de sair vitoriosa, mas, para isso, o técnico precisa reinventar seu esquema de jogo.

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Polícia Civil investiga queda de balão tripulado que matou uma pessoa

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Aeronave levava mais de 30 pessoas

Agência Brasil

Polícia Milita de SP/Divulgação
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A Polícia Civil investiga a queda de um balão tripulado, ocorrida na manhã de domingo (15), em Capela do Alto, São Paulo, causando uma morte. A aeronave carregava mais de 30 pessoas. O caso está sendo investigado como homicídio culposo, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Segundo a pasta, o piloto do balão foi preso em flagrante, e os exames periciais, assim como o laudo necroscópico, estão em elaboração e serão analisados para determinar tanto as causas do acidente quanto a causa da morte da vítima.

“Durante o voo, o piloto realizou tentativas mal sucedidas de pouso em áreas inadequadas, o que resultou na queda dos ocupantes. Uma das vítimas, uma mulher, foi socorrida e levada a um hospital em Sorocaba, mas não resistiu aos ferimentos”, diz nota da SSP.

A Guarda Civil Municipal prestou os primeiros socorros no local.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também apura o caso.

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Avião dá voltas sobre o mar e 1º voo Recife-Madri é cancelado de novo

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Na madrugada desta sexta (13/6), o avião voltou ao aeroporto da capital de Pernambuco, depois de passar algumas horas sobrevoando o mar

Diario de Pernambuco

Reprodução

Pela segunda vez consecutiva, o voo inaugural da rota Recife-Madri (Espanha), da Azul Linhas Aéreas em parceria com a empresa euro Atlantic, registrou problemas. Na madrugada desta sexta (13/6), o avião voltou ao Recife, depois de passar algumas horas dando voltas sobre o mar.

O incidente já tinha acontecido na terça-feira (10/6), quando a mesma aeronave já havia forçado o cancelamento do voo. Naquele dia, teria sido alegado um problema técnico. O novo problema começou ainda na noite desta quinta-feira (12/6). O avião, segundo informações de passageiros, decolou depois das 23h, com atraso de duas horas.

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Principais restrições do calendário eleitoral começam em julho

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Primeiro turno das eleições municipais será no dia 6 de outubro

 

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A partir deste mês, começam a valer as principais restrições previstas no calendário eleitoral para impedir o uso da máquina pública a favor de candidatos às eleições municipais de outubro. As vedações estão previstas na Lei das Eleições (Lei 9.504/1997).

No dia 6 de julho, três meses antes do pleito, começam as restrições para contratação e demissão de servidores públicos. A partir do dia 20, os partidos podem realizar suas convenções internas para a escolha dos candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores.

O primeiro turno das eleições será no dia 6 de outubro. O segundo turno da disputa poderá ser realizado em 27 de outubro nos municípios com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura atingiu mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno.

Confira as principais restrições

6 de julho 

Nomeação de servidores – a partir do próximo sábado (6), três meses antes do pleito, os agentes públicos não podem nomear, contratar e demitir por justa causa servidores públicos. A lei abre exceção para nomeação e exoneração de pessoas que exercem função comissionada e a contratação de natureza emergencial para garantir o funcionamento de serviços públicos essenciais.

Concursos  – A nomeação de servidores só pode ocorrer se o resultado do concurso foi homologado até 6 de julho.

Verbas  – Os agentes públicos também estão proibidos de fazer transferência voluntária de recursos do governo federal aos estados e municípios. O dinheiro só pode ser enviado para obras que já estão em andamento ou para atender situações de calamidade pública.

Publicidade estatal – A autorização para realização de publicidade institucional de programas de governo também está proibida. Pronunciamentos oficiais em cadeia de rádio e televisão e a divulgação de nomes de candidatos em sites oficiais também estão vedados e só podem ocorrer com autorização da Justiça Eleitoral.

Inauguração de obras – Também fica proibida a participação de candidatos em inaugurações de obras públicas.

20 de julho

Convenções – A partir do dia 20 de julho, os partidos políticos e as federações poderão escolher seus candidatos para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. O prazo para realização das convenções termina em 5 de agosto.

Gastos de campanha – Na mesma data, o TSE divulgará o limite de gastos de campanha para os cargos que estarão em disputa.

Direito de resposta – Também começa a valer a possiblidade de candidatos e partidos pedirem direito de resposta contra reportagens, comentários e postagens que considerarem ofensivas na imprensa e nas redes sociais.

 

Agência Brasil

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