Conecte Conosco

Brasil

PF investiga esquema de lavagem com movimentação de 7,6 bilhões

A Polícia Federal está conduzindo uma investigação que resultou na prisão do deputado eleito Márcio Canella (União), por envolvimento em um esquema suspeito de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Também foi preso o ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro e ex-presidente do Detran-RJ, Marcus Amim. A operação mira um grupo que utiliza uma rede de postos de combustíveis para legitimar recursos provenientes de atividades ilícitas, contando com a participação de agentes públicos e articulações político-institucionais.

A 8ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta manhã, motivou uma reunião entre a direção-geral da Polícia Federal e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que é o relator da ADPF das Favelas, relacionada ao cumprimento das medidas decretadas nesta quinta-feira.

O ministro autorizou a expedição de seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão, além de suspender as atividades de 112 empresas envolvidas na suposta rede criminosa. Destas, 96 são postos de combustíveis usados para a lavagem de dinheiro, conforme informado pela Polícia Federal.

Publicidade
Clique aqui para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

PF diz que Canella é líder político e organizador de quadrilha ligada ao Comando Vermelho

Por

A Polícia Federal qualificou o deputado eleito Márcio Canella (União), preso na manhã desta quinta-feira, como um líder político e organizador de alto nível de uma quadrilha associada ao Comando Vermelho. Conforme os investigadores, Canella funcionava como uma ligação entre o governo, uma rede de postos de combustíveis usada para lavagem de dinheiro do crime organizado e os membros do grupo alvo da mais recente fase da Operação Unha e Carne.

Além disso, a PF explicou que a quadrilha envolvendo Canella apresenta uma diversidade econômica e uma estratégia geopolítica que ultrapassam as divisões comuns entre facções. A corporação menciona que o grupo formou conexões operacionais com milícias e o tráfico de drogas para assegurar controle territorial e proteção política.

“A participação de Márcio Canella nesse sistema paramilitar está evidenciada através de ações concretas de favorecimento e cooptação. Um exemplo disso foi a nomeação de ex-vereadores sob investigação por ligações com milícias para cargos de secretários municipais em Belford Roxo”, destacou a Polícia Federal ao solicitar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a autorização para a operação que resultou na prisão de Canella.

A PF também revelou que Canella recebe rendimentos oriundos de crimes praticados pela quadrilha. Foram apreendidos diversos relógios de luxo, dois veículos de alto padrão, seminovos, e duas motocicletas caras, indicando indícios de lavagem de dinheiro conforme as investigações.

Há ainda gravações amplamente divulgadas que mostram um ambiente de cooperação ilícita entre um capitão da Polícia Militar, Alessander Ribeiro Estrella Rosa, e líderes do Comando Vermelho, identificados como Edgar Alves de Andrade (apelido “Doca”) e José Severino da Silva Júnior (apelido “Soró”). Essas gravações evidenciam que o oficial atuava como intermediário das demandas da administração municipal liderada por Márcio Canella.

Continuar Lendo

Brasil

Mortes causadas por chuvas chegam a 21 no Estado de São Paulo em 2026

Por

O Estado de São Paulo contabilizou 21 óbitos decorrentes de temporais desde o começo de 2026. A vítima mais recente foi uma mulher de 47 anos, que faleceu na quarta-feira, 14, após um deslizamento de terra atingir uma casa na Rua Santa Cruz do Monte Castelo, na Brasilândia, zona norte da capital.

De acordo com a Defesa Civil de SP, a mulher ficou soterrada e foi retirada dos escombros por moradores antes da chegada das equipes de resgate. A morte foi confirmada no local. Conforme boletim de ocorrência, a residência deslizou de uma encosta após uma forte chuva que atingiu a área.

O episódio foi registrado no 72º Distrito Policial como morte suspeita, classificada como morte acidental, devido ao desabamento ou desmoronamento.

O incidente ocorreu durante um temporal que causou inundações em várias áreas da capital, deixou 28 carros submersos no Túnel do Vale do Anhangabaú e gerou transtornos no tráfego. A Prefeitura suspendeu o rodízio municipal de veículos na quarta-feira em razão da chuva.

O alerta para tempestades permanece na quinta-feira, 15. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém aviso de perigo, com previsão de precipitação diária de até 100 milímetros, ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo. Na capital paulista, a previsão indica retorno das chuvas entre a tarde e a noite, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE).

Para o fim da primavera e início do verão, o fenômeno El Niño também merece atenção pelas condições climáticas no Brasil. Esse fenômeno, caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial, altera os padrões de circulação atmosférica e pode provocar chuvas acima da média em algumas áreas do Sudeste.

Continuar Lendo

Brasil

Amazônia tem menor desmatamento em 41 anos, diz MapBiomas

Por

A Amazônia registrou em 2025 o índice mais baixo de desmatamento dos últimos 41 anos, totalizando 693 mil hectares de área desmatada. Essa informação é parte da Coleção 11 do MapBiomas, que compila dados sobre cobertura do solo e uso da terra no Brasil desde 1985 até 2025.

A maior parte do desmatamento, correspondente a 639 mil hectares, ocorreu em áreas de vegetação primária, onde a natureza permanecia intacta. Foram ainda desmatados 54 mil hectares em vegetação secundária, áreas que já tinham passado por algum tipo de intervenção, mas que ainda conseguiam se regenerar naturalmente.

Entre 1985 e 2025, a Amazônia perdeu um total de 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa. Juntando com as áreas já modificadas pelo ser humano anteriormente, o bioma acumula 74,6 milhões de hectares com influência humana.

Durante esse período, a formação florestal foi a vegetação mais impactada pelo desmatamento, com perdas de 49,7 milhões de hectares, o que representa uma redução de 14,8%.

Impacto da Agropecuária

O estudo indica que a expansão da agropecuária sobre a Amazônia foi intensa nas regiões próximas a áreas protegidas, como Unidades de Conservação, Terras Indígenas e comunidades Quilombolas. Em 2025, essas atividades já ocupavam 30,5% dessas áreas protegidas.

A proximidade das estradas aumenta a pressão sobre essas áreas onde a vegetação autêntica representa 98%. As regiões mais próximas às rodovias são também as mais ocupadas pela agropecuária.

No geral, a agropecuária cobria em 2025 cerca de 15,5% do território amazônico, o que equivale a 65,3 milhões de hectares. Deste total, 50,8 milhões de hectares, ou 12% do bioma, estão ocupados pela pecuária de pastagem, enquanto 8,6 milhões de hectares, representando 2% da área, são utilizados para a agricultura.

Mineração e Infraestrutura

A mineração se expandiu significativamente e ocupava 440 mil hectares em 2025, um aumento substancial em comparação com os 32 mil hectares no início da série histórica, refletindo uma ocupação 14 vezes maior em 41 anos.

Para realizar este estudo, os dados da Coleção 11 do MapBiomas foram cruzados com informações de vias mapeadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e pelo OpenStreetMap.

Considerando também vias que não são parte da malha rodoviária oficial, o total chega a 618 mil km de estradas.

Continuar Lendo

Trending