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Congresso debate fim das apostas e medidas do governo

A proibição das apostas gerou uma reação intensa por parte daqueles que controlam o setor de jogos e provocou um debate no Congresso, que possui a autoridade para revisar, alterar, aprovar ou rejeitar a Medida Provisória (MP) enviada pelo presidente Lula.

O líder do PSB na Câmara, o deputado Jonas Donizette (PSB-SP), reconheceu que a influência dos representantes do setor pode resultar em mudanças na MP, mas acredita que o texto original pode ser mantido: “O presidente Lula foi enfático. Se houver alguma mudança, que o objetivo principal não seja perdido”, declarou.

O deputado João Carlos Bacelar Batista (PV-BA), que apoia a regulamentação das apostas, acredita que as opiniões podem ser modificadas após a observação dos impactos da proibição. Ele propôs emendas para reduzir os impostos sobre casas de apostas e esteve à frente da Frente Parlamentar que defende o marco regulatório do setor:

“A proibição foi uma decisão equivocada e já demonstrou não ser eficaz. Apostar é uma prática antiga da humanidade”, explicou.

Além das discussões políticas e legais, o governo liderado por Lula planeja uma reunião com clubes de futebol esta semana para avaliar formas de apoio financeiro diante dos efeitos da proibição das apostas.

Em evento realizado em São Paulo no sábado anterior, o presidente Lula defendeu mais uma vez sua decisão: “Sei que há pessoas endividadas por conta das apostas, que isso criou sérios problemas para famílias de baixa renda”, afirmou.

E completou: “Quem quiser ganhar dinheiro precisa buscar meios honestos, e não prejudicar os pobres com promessas falsas. Apostar é um vício. Quem lucra não é o apostador, mas as casas de apostas.”

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Economia

Diesel s-10 aumenta 2,43% e gasolina cai pela quinta vez em setembro

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Os preços médios do diesel S-10 e do etanol apresentaram alta em setembro, interrompendo uma sequência de quatro meses em queda, conforme levantamento da empresa ValeCard, especializada em meios de pagamento e benefícios corporativos. Por outro lado, a gasolina diminuiu 0,09%, registrando seu quinto mês consecutivo de redução. O estudo considerou transações feitas entre os dias 1º e 26 de setembro em mais de 25 mil postos credenciados pelo país.

O aumento mais significativo ocorreu no diesel S-10, cujo preço médio nacional subiu 2,43%, passando de R$ 7,159 para R$ 7,333 por litro, representando um acréscimo de R$ 0,174. Esse aumento foi observado em 26 dos 27 estados brasileiros, com exceção do Espírito Santo, que teve queda de 0,79%. As elevações mais expressivas foram registradas no Rio Grande do Sul (5,56%) e em Santa Catarina (4,51%). O Amapá passou a ter o maior preço médio do país, somando R$ 8,334, enquanto o Rio Grande do Sul apresentou o menor, com R$ 6,722 por litro.

A ValeCard atribui o aumento do preço do diesel a fatores externos, como a elevação dos preços internacionais, dependência de importações e menor disponibilidade no mercado global. Destacam-se restrições na passagem de petróleo e derivados pelo Estreito de Ormuz, problemas em refinarias na Rússia e alterações nas condições de oferta.

No âmbito nacional, medidas adotadas para mitigar esses impactos, como a redução de impostos PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, a isenção dessas contribuições para o etanol hidratado e a manutenção de subsídios ao diesel, ajudaram a conter os aumentos.

O etanol teve aumento médio de 1,47% no país, subindo de R$ 4,275 para R$ 4,338 por litro, com variações regionais, pois 16 estados viram queda nos preços e 10 sofreram elevação, enquanto o preço permaneceu estável no Piauí. A maior alta foi observada no Mato Grosso, com 5,42%, e a maior redução no Maranhão, de 6,01%. Apesar da alta em setembro, o preço médio nacional do etanol permanece R$ 0,540 por litro (11,07%) abaixo do valor registrado em abril.

A gasolina, por sua vez, teve uma redução de R$ 0,006 por litro na média nacional, passando de R$ 6,774 para R$ 6,768. Embora apresente queda pelo quinto mês consecutivo, 13 estados registraram alta, com destaque para o Distrito Federal, que teve aumento de 1,60%, e a Bahia, que teve a maior queda de 1,82%.

A relação média entre os preços do etanol e da gasolina ficou em torno de 64% em setembro, ante 63% em agosto. Dezessete estados continuaram dentro do intervalo de até 70%, que serve como referência para a competitividade do etanol em comparação à gasolina.

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Economia

Ibovespa sobe com foco na eleição; ações cíclicas sustentam recuperação

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Após iniciar o dia em baixa, o Ibovespa retomou a alta durante a tarde, encerrando uma sequência de quatro quedas consecutivas. Essa recuperação aconteceu independentemente do desempenho das bolsas americanas e foi impulsionada pela movimentação dos investidores às vésperas da eleição. O setor de consumo se destacou no final do pregão, após os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicarem um fortalecimento do mercado de trabalho.

O principal índice da B3 avançou 0,46%, alcançando 183.827,59 pontos, próximo da máxima do dia, que foi de 183.951,05 pontos. No acumulado do mês de setembro, o índice já subiu 3,61%, e no ano apresenta alta de 14,1%. O volume financeiro negociado somou R$ 20 bilhões.

O Caged registrou a criação de 165.827 empregos em agosto, superando as expectativas, o que indica uma economia em expansão, corroborado pelos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que mostra a população ocupada no maior nível da série histórica.

Uma economia mais aquecida pode resultar em uma política monetária mais rigorosa, com juros elevados para controlar a inflação. Entretanto, as empresas dos setores cíclicos, que sofrem com juros altos, podem encontrar uma melhora em seus resultados financeiros. O Índice de Consumo da B3 (ICON) subiu 0,95%, enquanto o Índice Imobiliário (IMOB) avançou 1,55%. A Vale, por sua vez, limitou a alta do Ibovespa, caindo mais de 2%.

Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora, comenta: “O mercado melhorou após a divulgação dos dados do Caged, que vieram acima do esperado, beneficiando as empresas do setor de consumo. Por outro lado, as exportadoras de commodities estão em baixa, com a siderurgia em destaque”.

As eleições continuam sendo um fator importante para o mercado, especialmente com as últimas pesquisas que serão publicadas nos próximos dias. A possível ascensão da chapa de direita, que pode indicar uma postura fiscal mais austera, tem levado os investidores a se posicionarem de forma estratégica.

Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, explica: “Enquanto o mercado deseja que a economia desacelere para reduzir a taxa de juros, setores que dependem do emprego podem se beneficiar desse cenário. Ainda assim, o foco principal dos investidores é a eleição e a possibilidade de mudança no governo”.

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Brasil

Diesel S-10 aumenta 2,43% enquanto gasolina cai pelo quinto mês seguido em setembro

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Em setembro, os preços do diesel S-10 e do etanol apresentaram alta, quebrando uma sequência de quatro meses de redução, conforme levantamento feito pela ValeCard, especializada em meios de pagamento e benefícios corporativos. Por outro lado, a gasolina registrou uma queda de 0,09%, marcando o quinto mês consecutivo de baixa. A análise considerou transações realizadas entre 1º e 26 de setembro em mais de 25 mil postos credenciados em todo o Brasil.

O diesel S-10 teve o aumento mais significativo, com o preço médio nacional subindo 2,43%, passando de R$ 7,159 para R$ 7,333 por litro, representando uma elevação de R$ 0,174. A alta foi observada em 26 dos 27 estados brasileiros, exceto no Espírito Santo, que apresentou uma queda de 0,79%. Os maiores aumentos foram registrados no Rio Grande do Sul (+5,56%) e em Santa Catarina (+4,51%). O Amapá passou a ter o preço médio mais alto do país (R$ 8,334), enquanto o Rio Grande do Sul ficou com o menor valor (R$ 6,722).

Segundo a ValeCard, o aumento do diesel se deve à alta dos preços internacionais, à dependência nas importações e à menor oferta no mercado externo. Entre os fatores externos estão as restrições no tráfego de petróleo e derivados pelo Estreito de Ormuz e problemas em refinarias na Rússia, além das mudanças na oferta global.

No Brasil, medidas como a redução do PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, o fim das contribuições sobre o etanol hidratado e a manutenção de subsídios ao diesel ajudaram a conter os impactos desses aumentos.

O etanol teve uma elevação média nacional de 1,47%, passando de R$ 4,275 para R$ 4,338 por litro, mesmo com 16 estados apresentando queda e 10, alta, e estabilidade no Piauí. O maior aumento foi no Mato Grosso (+5,42%) e a maior diminuição no Maranhão (-6,01%). Embora tenha subido em setembro, o preço médio do etanol continua R$ 0,540 por litro (ou 11,07%) abaixo do valor registrado em abril.

A gasolina diminuiu em média R$ 0,006 por litro, de R$ 6,774 para R$ 6,768, mas apresentou alta em 13 estados, com destaque para o Distrito Federal (+1,60%) e a maior redução na Bahia (-1,82%).

No comparativo entre etanol e gasolina, a média da relação de preços ficou em cerca de 64% em setembro (ante 63% em agosto), e 17 estados mantiveram a relação dentro da faixa de até 70%, considerada referência para a competitividade do etanol.

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