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Mensagens no celular de lobista amiga de Lulinha mostram presentes a assessor do governo

Conversas obtidas pela Polícia Federal no celular da lobista Roberta Luchsinger, amiga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, indicam presentes que supostamente foram dados por ela a assessores do governo, enquanto ele atuava em defesa dos interesses de empresas que buscavam contratos com órgãos públicos. Tanto Luchsinger quanto Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estão sendo investigados por suspeita de tráfico de influência.

Nas mensagens, a lobista menciona uma pintura avaliada em R$ 82,9 mil e um relógio estimado em R$ 66 mil, destinados ao ex-número dois do Ministério da Saúde, Swenderberger Barbosa, conhecido como Berger, que atualmente ocupa o cargo de chefe de gabinete adjunto da Presidência. As conversas foram divulgadas pelo site Metrópoles e confirmadas pelo jornal O Globo.

Em comunicado, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) afirmou que Berger “nega veementemente ter recebido os presentes mencionados ou qualquer tipo de vantagem indevida da empresária Roberta Luchsinger”. A nota ainda ressaltou que não foi firmado nenhum contrato pelo Ministério da Saúde relacionado às propostas mencionadas. As defesas da lobista e de Lulinha foram procuradas, mas não comentaram o caso. Anteriormente, ambos negaram qualquer irregularidade em suas ações.

Na época dessas conversas, Luchsinger buscava viabilizar um contrato de uma empresa de produtos à base de cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde. A empresária recebeu R$ 1,5 milhão para atuar como lobby em favor do medicamento na pasta, mas o negócio não avançou.

Em uma das mensagens extraídas do celular da lobista, ela recebe uma foto de Berger com um quadro acompanhado de três emojis e uma mensagem apagada. Luchsinger responde: “Uma lembrança nossa para vocês”.

Em outro diálogo, a lobista mostra fotos de um relógio da marca Cartier Tank, avaliado em R$ 66 mil, para um amigo. Em outra conversa, ela comenta que está “levando um presente” para Berger e acrescenta: “Chic o relógio, não é?”.

Berger também agradece a Luchsinger por uma festa de aniversário realizada durante um show em um camarote no Estádio Mané Garrincha, em Brasília: “Bom dia, amiga. Muito obrigado por toda consideração e amizade. A festa que você e outros amigos prepararam estava linda, impecável. Desculpe a bagunça e o excesso de algumas pessoas que não conseguimos controlar. Tenha um ótimo domingo”, escreveu ele.

Além dos presentes citados para Berger, a lobista realizou pagamentos ao ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, totalizando R$ 217 mil. Ele admitiu ter recebido os valores, alegando que se tratavam de um empréstimo pessoal, tendo devolvido a quantia posteriormente.

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal também mostram que Luchsinger orientou um funcionário a realizar depósitos nas contas de dois servidores do Ministério do Desenvolvimento Social.

No final de 2023, após esses pagamentos, a empresa 3Structure IT firmou um contrato de R$ 31,2 milhões com o ministério, após vencer uma licitação via pregão eletrônico. Em abril deste ano, a empresa também assinou um novo contrato, no valor de R$ 19,2 milhões, com vigência até abril de 2031.

O ministério negou qualquer favorecimento na licitação referente aos serviços de backup de tecnologia, destacando que o pregão eletrônico foi conduzido com total transparência e que a empresa vencedora apresentou o menor preço. A pasta afirmou que os servidores mencionados não têm competência na área da licitação em questão, descartando a participação deles no processo.

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Esporte

Atleta do Português será porta-bandeira do Brasil no encerramento de Santa Fé 2026

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Vinícius Teixeira, destaque do handebol nos Jogos Sul-Americanos de 2026, é pivô da seleção brasileira e do Clube Português do Recife. Ele foi escolhido para ser um dos porta-bandeiras da delegação brasileira na cerimônia de encerramento, que acontecerá no sábado (26), em Santa Fé, Argentina. A canoísta Omira Maria também terá a honra de representar o país durante o evento.

A decisão foi comunicada pela chefe de missão do Time Brasil, a pernambucana Yane Marques. Ela afirmou: “Posso afirmar com muita certeza: eles jamais esquecerão este momento. É um convite especial e deles mereceram. Vão representar o Brasil e todos os atletas brasileiros presentes na competição, bem como aqueles que já retornaram ao país.”

Com 38 anos, Vinícius encerra sua participação nos jogos com uma sólida trajetória de mais de dez anos na seleção nacional. Já Omira vive um momento de destaque internacional, saindo de Santa Fé com três medalhas de ouro. Mesmo com trajetórias distintas, ambos se unem em um dos momentos mais significativos da presença brasileira na competição.

Veterano do handebol brasileiro, Vinícius participou de Campeonatos Mundiais, conquistou medalhas em Jogos Pan-americanos e competiu nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Em Santa Fé 2026, ele atuou como capitão de uma equipe jovem que está ganhando experiência em jogos sul-americanos e por sua liderança em quadra.

Vinícius expressou sua emoção: “Não esperava, mas estou muito honrado. Forçam 16 anos representando o Brasil, desde as categorias de base até a seleção adulta. Nada é mais especial do que ser convidado assim, de surpresa! Estarei lá, representando essa nova geração com um futuro promissor. Espero que eles também sirvam o Brasil tão bem quanto eu servi. Muito obrigado pelo convite.”

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Notícias

Quase um milhão de brasileiros que moram fora poderão votar em 2026

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Quase um milhão de brasileiros que têm domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 918.876 eleitores distribuídos em 134 países, o que representa pouco mais de 0,5% dos aproximadamente 158,7 milhões de eleitores do Brasil.

Os brasileiros que residem fora do país votam apenas para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

Seções eleitorais

O número de brasileiros que podem votar fora do Brasil cresce a cada eleição. Entre 2010 e 2026, houve um aumento de 358% no eleitorado no exterior.

Em 2010, eram cerca de 210 mil eleitores aptos, número que subiu para 354 mil em 2014. Na eleição de 2018, já eram 500 mil e, em 2022, quase 700 mil brasileiros registrados fora do país.

A jornalista Victória Moretti, de 30 anos, está entre esses eleitores. Ela é estudante de mestrado na University of Niagara Falls e mora em Ontário, Canadá, desde agosto de 2025. Esta será a primeira vez que Victória votará em uma eleição brasileira enquanto estiver no exterior.

“Quero votar, mesmo morando fora, porque entendo a importância dessas eleições para o futuro do Brasil. Fiz todo o processo necessário para isso”, afirmou ela à Agência Brasil.

Para votar, Victória e outros brasileiros precisarão se deslocar até Toronto, onde está localizada a seção eleitoral mais próxima.

Segundo o TSE, serão instaladas seções eleitorais em 186 cidades ao redor do mundo. Esses locais funcionarão principalmente em consulados e embaixadas brasileiras, mas também podem funcionar em escolas, hotéis e outros ambientes.

O crescimento do número de brasileiros aptos a votar no exterior é constante. Em 2014, eram cerca de 354 mil eleitores habilitados, e em 2022 esse número quase alcançou 700 mil.

Morar fora fortaleceu o sentimento de patriotismo de Victória. “Passei a ter mais orgulho do meu país”, disse. “Quem mora no exterior percebe isso por meio da comparação.”

Distribuição e perfil dos eleitores

Os países com maior número de eleitores brasileiros são: Estados Unidos (265,4 mil), Portugal (134,7 mil), Japão (88,3 mil), Canadá (46,4 mil) e Alemanha (41,5 mil).

De acordo com o TSE, as mulheres representam 57% dos eleitores no exterior, enquanto os homens são 43%. Quanto ao estado civil, 52% são solteiros, 42% casados, 6% divorciados e 1% viúvos.

O cadastro eleitoral também mostra que 6.614 pessoas com deficiência estão registradas, o que corresponde a 0,72% do eleitorado no exterior.

Sobre a escolaridade, 38% dos eleitores no exterior possuem ensino superior completo, o maior índice entre os níveis educacionais registrados. Aqueles com ensino médio completo correspondem a 29%, e com ensino superior incompleto a 13%. Os eleitores com ensino médio incompleto são 10%, seguidos pelos com ensino fundamental completo (5%), fundamental incompleto (3%) e analfabetos funcionais (1%).

A faixa etária predominante é de 40 a 44 anos, seguida pelas faixas de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos.

Dados detalhados sobre o eleitorado no exterior estão disponíveis no portal do TSE.

Polarização política

Victória Moretti comenta que a polarização política do Brasil também é percebida entre os brasileiros que vivem fora do país.

“Em geral, as pessoas que vêm ao Canadá têm melhores condições financeiras e tendem a ser mais conservadoras. Contudo, muitos jovens por aqui costumam ser mais progressistas e geralmente votam em partidos à esquerda”, avaliou.

Justificativa para ausência

Os eleitores que estiverem no exterior no dia da eleição e não puderem comparecer para votar poderão justificar sua ausência em uma das mesas receptoras instaladas fora do Brasil ou através do aplicativo e-Título.

“Não haverá mesas específicas apenas para justificativa. O procedimento presencial será realizado somente nas mesas que estiverem com urna eletrônica”, esclareceu o TSE.

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Mundo

EUA e China criam canal direto para tratar incidentes com IA

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Estados Unidos e China vão estabelecer um canal direto para comunicar-se sobre casos envolvendo inteligência artificial (IA), anunciou a Casa Branca nesta sexta-feira (25).

Os presidentes Donald Trump e Xi Jinping se reuniram em uma cúpula dedicada aos desafios da inteligência artificial, uma tecnologia que desperta preocupação até entre seus próprios criadores pelo perigo de que escape ao controle.

As duas nações acordaram criar o “Diálogo Estados Unidos-China sobre Superinteligência (SI)” para compartilhar visões sobre os potenciais riscos e vantagens da IA, além de firmar o compromisso de ativar um “canal bilateral de comunicação” para lidar com incidentes relacionados, segundo comunicado da Casa Branca.

De acordo com Washington, os líderes decidiram utilizar o termo superinteligência (SI) em vez de inteligência artificial (IA). A próxima reunião está agendada para novembro.

Antes do encontro, Trump destacou sua preferência por manter a inteligência artificial “do jeito que está”, referindo-se ao andamento das pesquisas nessa área.

Xi Jinping adotou uma postura mais conciliadora, afirmando que Estados Unidos e China devem preservar uma relação sem disputas ou confrontos, e que a inteligência artificial deve continuar sob o controle humano.

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