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Eleições 2026: 6 dicas para escolher seus candidatos

Aproximando-se o primeiro turno das Eleições de 2026, muitos eleitores ainda estão indecisos sobre em quem votar. Este ano, a decisão ficou ainda mais difícil devido às notícias envolvendo o caso Master e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), que diminuíram o debate sobre propostas.

A Agência Brasil conversou com especialistas que sugeriram formas para que os eleitores façam escolhas mais criteriosas, alinhadas a seus interesses e visões de mundo, além de evitarem armadilhas como os “puxadores de voto” e propostas vagas.

Conhecer o financiamento das campanhas, entender as propostas dos candidatos e o impacto delas na vida prática do eleitor são passos para um voto consciente.

1) Conheça a si mesmo como eleitor

Antes de analisar as propostas ou o histórico dos candidatos, é importante refletir sobre si mesmo e seu grupo social:

  • A qual grupo social e econômico pertenço?
  • Quais ideologias e visões de mundo compartilho?
  • Quais problemas desejo que o governo priorize?

Interesses políticos nem sempre coincidem. Diferentes grupos, como empresários, trabalhadores e autônomos, podem ter perspectivas distintas sobre propostas. Mulheres, que compõem 53% do eleitorado, enfrentam poucas representações, ocupando apenas uma pequena parte das cadeiras no Senado e na Câmara dos Deputados.

Governar sempre envolve escolhas e conflitos de interesses. É fundamental que o eleitor conheça seus interesses políticos e econômicos, como destaca o professor João Feres Júnior, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, que adiciona que muitos eleitores não sabem exatamente seus próprios interesses e não têm certeza se os candidatos os representarão fielmente.

2) Entenda o que fazem os políticos

Conhecer as funções de cada cargo é essencial para evitar desapontamentos e falsas promessas. Por exemplo, candidatos a deputado não podem prometer obras que são de responsabilidade do Poder Executivo, como presidentes, governadores e prefeitos.

A socióloga Débora Messemberg, da Universidade de Brasília, ressalta que muitos não compreendem o papel dos legisladores, que incluem aprovar orçamentos e fiscalizar o executivo, mas não executar políticas públicas.

Principais atribuições:

  • Presidente da República: administra o Executivo federal, nomeia ministros, comanda as Forças Armadas, encaminha o orçamento ao Congresso, sanciona e veta leis, mantém relações exteriores e celebra tratados.
  • Governadores: sancionam leis estaduais, administram segurança pública, nomeiam secretários e dirigentes policiais, gerenciam educação, hospitais e infraestrutura rodoviária estaduais.
  • Deputados: aprovam e modificam leis, fiscalizam o Executivo e participam da elaboração orçamentária no nível federal, estadual ou distrital.
  • Senadores: representam estados no Congresso, votam leis federais, sabatinam autoridades e julgam autoridades.

3) Atos valem mais que palavras

Analise o currículo, histórico e propostas de cada candidato:

  • Quem financia sua campanha?
  • Quais partidos e setores o apoiam (empresas, sindicatos, movimentos sociais)?
  • Suas propostas enfrentam os problemas de forma concreta ou são apenas discursos genéricos?

O professor Francisco Uribam Xavier de Holanda, da Universidade Federal do Ceará, lembra que analisar essas informações é complexo e exige tempo, mas é fundamental. A maioria dos candidatos baseia seus discursos em pesquisas eleitorais sem esclarecer quem eles realmente representam.

Se o candidato já ocupa cargo público, verificar seu histórico de votação e atuação ajuda a identificar coerências ou promessas falsas.

A campanha muitas vezes molda o desejo do eleitor, que deve avaliar se os políticos defendem interesses reais de seu cotidiano, como o acesso à educação pública.

Propostas de governo, declaração de bens e prestação de contas podem ser consultadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

4) Conheça o alinhamento partidário

No sistema político brasileiro, o trabalho em bloco partidário é comum. Mesmo sem linhas ideológicas claras, partidos adotam uma disciplina interna. A cientista política Naiara Sandi de Almeida Alcantara, da Universidade Federal do Pará, explica que isso se evidencia nas orientações de bancada durante votações legislativas, fazendo com que candidatos possam agir conforme o partido, mesmo contrariando suas promessas eleitorais.

Assim, o eleitor deve conhecer não só as propostas e trajetórias individuais, mas também o programa do partido e suas alianças.

Para avaliar partidos, observe:

  • Como votam historicamente;
  • As pautas que defendem;
  • Sua consistência ideológica;
  • Alianças em eleições anteriores e atuais.

5) Entenda os puxadores de voto

O fenômeno conhecido como Efeito Tiririca, originado em 2010 com o candidato que obteve grande votação, ocorre no sistema proporcional adotado para escolha de deputados e vereadores. Candidatos com muitos votos podem ajudar a eleger outros da mesma legenda por meio do quociente eleitoral.

Partidos buscam figuras públicas de grande visibilidade para fortalecer suas candidaturas e garantir vagas na Câmara.

O cientista político Rodrigo Stumpf González, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ressalta que mudanças na legislação impuseram barreiras para eleger candidatos com poucos votos, porém o eleitor deve conhecer a lista completa da legenda e evitar votar apenas com base em uma celebridade.

6) No dia de votar

O primeiro turno será em 4 de outubro, quando cerca de 158,7 milhões de eleitores escolherão representantes para diversos cargos.

No dia, o eleitor pode levar uma lista com nomes e números dos candidatos para a cabine de votação. É proibido o uso de celular ou equipamentos que registrem o voto dentro da cabine, protegendo o sigilo e prevenindo corrupção, segundo o TSE.

Manifestação silenciosa individual com broches ou adesivos é permitida, mas manifestações coletivas, ruidosas ou que tentem influenciar outros eleitores são proibidas.

Eleitores têm direito a se ausentar do trabalho para votar sem prejuízo salarial. Pessoas com mais de 80 anos têm prioridade na fila e eleitores com deficiência podem ser auxiliados na votação.

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Cultura

Amor que durou 42 anos: a vida de Rick e Geralda

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Geralda Helena descreveu de forma simples um amor que resistiu às provas do tempo: “Você viu a menina que fui e a mulher que me tornei.” Esse relato marca a trajetória de 42 anos ao lado do cantor Rick, que faleceu aos 59 anos num acidente de helicóptero na Serra Catarinense.

A jornada do casal atravessou desafios financeiros na juventude, dias de fome, o brilho da fama sertaneja, o nascimento de dois filhos, a chegada de quatro netos e até um casamento religioso três décadas após se conhecerem.

Geralda relembrou o início: “Éramos quase adolescentes quando tudo começou. Enfrentamos as incertezas da vida, mas sempre juntos.” A história teve início em Brasília, quando Rick, ainda desconhecido nacionalmente, se apresentava em casas noturnas para ajudar a família que havia deixado o Tocantins.

Foi numa dessas apresentações que Geralda o viu pela primeira vez, sentindo algo especial — uma paixão instantânea, como descreveu em entrevista para a revista “Caras” em 2010.

O relacionamento, que gerou os filhos Mônica e Victor Henrique, revelou-se forte e fértil com o passar dos anos, culminando numa família unida com quatro netos.

Antes da estabilidade que a fama trouxe, vieram tempos difíceis, incluindo meses sem cantar devido a problemas vocais enfrentados por Rick. Mesmo nesses momentos, Geralda nunca se sentiu desamparada, afirmando: “Poderia estar com ele embaixo de uma ponte e me sentir segura.” Ela explicou que a chave para a durabilidade do amor foi a fé em Deus e o sentimento profundo entre eles.

Rick frequentemente valorizava o papel de Geralda na família, reconhecendo nela uma parceira, esposa, e mãe dedicada, declarando que uma pessoa sem família é como um corpo sem alma.

Em 2015, após cerca de 30 anos juntos, o casal oficializou sua união em uma cerimônia religiosa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, interior de São Paulo. A festa contou com convidados famosos e um momento especial quando Rick tocou a canção “Perfeição”, escrita para Geralda.

Nos últimos dias juntos, Geralda estava nos Estados Unidos quando soube do desaparecimento do helicóptero onde Rick estava. Ela expressou sua fé nas redes sociais enquanto aguardava notícias, e rapidamente voltou ao Brasil quando os destroços foram encontrados numa região remota de Urubici, confirmando a morte do cantor.

Geralda publicou uma emocionante carta de despedida onde expressa a dificuldade de continuar sem sua companhia após tantos anos, mas também a força que encontra na família que construíram. Seu amor permanece eterno, mesmo após a perda.

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Cuidado: misturar produtos de limpeza pode ser perigoso, alerta Anvisa

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Muitas pessoas têm compartilhado nas redes sociais diversas receitas caseiras, conhecidas como “misturinhas”, para remover gordura, limpar rejuntes ou eliminar manchas. No entanto, um novo alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que a combinação de produtos de limpeza pode ser muito arriscada. Essas misturas podem causar reações químicas perigosas e intoxicação grave.

A Anvisa aconselha com clareza: não misture produtos de limpeza, a não ser que o rótulo indique que tal combinação é segura.

Produtos que contêm hipoclorito de sódio, como a água sanitária, precisam de atenção redobrada. Quando combinados com produtos ácidos, há risco de liberação de gás cloro. Já a mistura com produtos que contenham amônia pode gerar gases tóxicos e irritantes. Tais reações podem provocar ardor nos olhos, irritação nas vias respiratórias, tosse, falta de ar e casos graves de intoxicação.

Além disso, não é correto aumentar a dose do produto na tentativa de intensificar a limpeza. É fundamental seguir as instruções do rótulo quanto à diluição, respeitando as proporções indicadas. Usar mais produto que o recomendado pode elevar a exposição a substâncias tóxicas sem melhorar o resultado da limpeza.

Fique atento a sinais como cheiro muito forte, alteração na cor, produção de calor ou espuma em excesso, pois podem indicar reações químicas inesperadas e perigosas.

O que fazer em caso de intoxicação?

Se você começou a se sentir mal após usar essas “misturinhas”, o primeiro passo é sair do local onde os produtos foram aplicados e buscar um ambiente arejado. Não tente neutralizar a mistura com outros produtos.

Se surgirem sintomas como ardor nos olhos, tosse, tontura, náusea, dificuldade para respirar ou outros sinais de intoxicação, procure ajuda médica imediatamente. O Anvisa também recomenda o Disque-Intoxicação pelo número 0800 722 6001, disponível 24 horas por dia gratuitamente para orientar em casos de emergência.

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SUS inicia atendimento à saúde dos indígenas Yanomami em Roraima

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O Ministério da Saúde inicia nesta quarta-feira (23) uma nova expedição para oferecer cuidados especializados à saúde dos indígenas Yanomami, localizado em Roraima. Esta ação estará ativa até o dia 30, com atendimento concentrado no Polo Base Surucucu.

A secretaria de saúde comunicou que prevê realizar cerca de 750 procedimentos, abrangendo consultas em pediatria, clínica médica, saúde da mulher, além de exames laboratoriais e ultrassonografias.

Os serviços serão disponibilizados no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami e em várias comunidades da região coberta.

“As avaliações, diagnósticos e acompanhamento serão feitos diretamente no território indígena, buscando também diminuir remoções desnecessárias e fortalecer a capacidade de resposta da estrutura de saúde indígena”, informou o ministério.

O público prioritário inclui crianças com histórico de problemas respiratórios, infecções frequentes e desnutrição; gestantes e mulheres em idade fértil; indivíduos com enfermidades crônicas; pacientes com complicações respiratórias; e indígenas acometidos por malária, especialmente nos casos que requerem avaliação adicional ou apresentam recorrência.

Também serão atendidos pacientes que necessitam de acompanhamento especializado, encaminhamento ou transporte para tratamento.

“O objetivo é aumentar a eficiência do atendimento local e garantir a continuidade do cuidado em colaboração com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena”, destacou o ministério.

Contexto

O Polo Base Surucucu, localizado no município de Alto Alegre, Roraima, faz parte do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kwana. A região abriga cerca de 2.544 indígenas distribuídos em 33 comunidades, principalmente do povo Yanomami.

“As características geográficas da região, como terrenos montanhosos, comunidades dispersas e isolamento significativo, apresentam desafios específicos para a prestação de serviços de saúde. Os deslocamentos são feitos principalmente por via aérea, especialmente por helicóptero, o que impacta a mobilidade das equipes, o transporte de insumos, as remoções sanitárias e a continuidade do atendimento”, detalhou o ministério.

Além disso, a expedição pretende auxiliar na investigação de casos mais complexos, evitar agravamentos causados por diagnósticos tardios e aprimorar a comunicação entre os diferentes níveis de atendimento. Isso inclui desde o encaminhamento de pacientes aos serviços especializados até o retorno de informações às equipes locais, garantindo assim a continuidade do cuidado.

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