Notícias
Apartamento de Eduardo Bolsonaro no Rio será leiloado por falta de pagamento
A Caixa Econômica Federal realizará um leilão no dia 20 de agosto para vender o apartamento adquirido pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro, localizado em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
O imóvel foi devolvido ao banco devido à inadimplência no financiamento, conforme informado pelo jornalista Ruben Berta, no Jornal Ururau, e pelo portal g1.
A Caixa e o ex-deputado, que atualmente vive nos Estados Unidos, não deram resposta à reportagem.
O apartamento tem 101 metros quadrados e fica no terceiro andar de um prédio na Avenida Pasteur, com vista para a Baía de Guanabara.
De acordo com o g1, o valor avaliado do imóvel é de R$ 1,011 milhão e seu lance inicial no leilão será de R$ 644,3 mil.
A venda ocorrerá por meio de licitação aberta, onde o maior lance acima do valor mínimo será o vencedor.
Eduardo Bolsonaro financiou R$ 780 mil para comprar o apartamento através de um contrato feito em outubro de 2017, com prazo para quitação em 420 meses.
Devido à falta de pagamento das parcelas, a Caixa começou a cobrança, consolidou o imóvel em seu nome em março deste ano e colocou o apartamento à venda em licitação pública.
Em setembro de 2020, reportagem do Globo revelou que o então deputado pagou em dinheiro vivo um total de R$ 150 mil em duas aquisições de imóveis na Zona Sul do Rio, feitas entre 2011 e 2016.
Um dos imóveis é justamente o apartamento que agora será leiloado. As informações constam em escrituras públicas obtidas em cartórios da cidade.
Segundo a reportagem, Eduardo Bolsonaro esteve no cartório do 17º Ofício de Notas, no Centro do Rio, para registrar a escritura do apartamento em Botafogo avaliado em R$ 1 milhão.
O documento indica que ele pagou um sinal de R$ 81 mil e efetuou uma parcela de R$ 100 mil em dinheiro, com o restante do valor a ser pago via financiamento bancário.
O outro imóvel adquirido com dinheiro vivo fica em Copacabana e foi comprado em 2011.
Com o não pagamento do contrato, a Caixa tentou notificar o proprietário pessoalmente, mas sem sucesso. Assim, a notificação foi feita por edital eletrônico nos dias 5, 6 e 7 de novembro de 2025, dando prazo para a quitação da dívida.
Nesse período, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro já residia nos Estados Unidos. Como não houve pagamento, a propriedade foi transferida para o nome da Caixa em 30 de março de 2026.
Esporte
Técnico do Náutico quer evitar rebaixamento e critica desempenho em casa
O empate do Náutico em casa contra o Atlético-GO, neste domingo (9), em 1×1, manteve o time pernambucano na parte baixa da tabela. Com 26 pontos, o Alvirrubro ocupa a 14ª posição. A distância para o Z-4 é de seis pontos, mas pode diminuir caso Londrina e Avaí pontuem na sequência da rodada.
Em coletiva após o jogo com o Dragão, o técnico Guilherme dos Anjos reiterou que o principal objetivo do clube é alcançar pontos suficientes para garantir a permanência na Série B, evitando o rebaixamento para a Série C.
“O objetivo está claro desde o início. Eu não mudo o que foi planejado desde janeiro: conquistar 45 pontos e, etapa por etapa, avaliar até onde podemos chegar. Essa mensagem foi reforçada por mim, pelo professor e pelo Bruno (Becker) em várias entrevistas”, explicou Guilherme.
Nos últimos cinco jogos realizados nos Aflitos, o time conquistou apenas uma vitória, o que tem gerado incômodo no treinador. Em dez jogos em casa, o Náutico soma quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 46,6%.
O técnico destacou que há espaço para melhorar em vários aspectos para que o time volte a vencer no Recife. “Temos condições de evoluir em diversos pontos, como a forma de jogar em casa e a postura dentro do campo. Preciso acelerar o ritmo no nosso gramado, adotando um jogo mais propositivo. São vários detalhes que nos incomodam”, afirmou.
Guilherme dos Anjos acredita que os atletas do setor ofensivo estão se adaptando e trazendo resultados positivos para a equipe. “A energia positiva que eles transmitem deve ajudar a melhorar nosso desempenho como um todo em casa,” continuou.
O Náutico volta a jogar pela Série B na próxima sexta-feira (14). O time visita a lanterna Ponte Preta em Campinas, no estádio Moisés Lucarelli, às 19h30, pela 22ª rodada.
Cidades
Homem de 54 anos morre durante mergulho em Fernando de Noronha
José Benedito da Silva Júnior, de 54 anos, também conhecido como “Cenourinha”, faleceu após sofrer um mal-estar súbito seguido de afogamento enquanto realizava um mergulho em apneia no Porto de Santo Antônio, em Fernando de Noronha, no domingo (9).
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), José estava acompanhando um grupo de turistas durante o mergulho. Os demais integrantes do grupo perceberam que ele havia desaparecido após aproximadamente 40 minutos e acionaram a equipe de resgate.
Busca e salvamento
O Corpo de Bombeiros efetuou buscas na praia e no mar, apoiado por uma embarcação.
José Benedito foi encontrado flutuando na água entre a Praia da Biboca e uma formação rochosa chamada Rugido do Leão.
Imediatamente, os bombeiros iniciaram as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) e continuaram durante o traslado dele até o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Atendimento hospitalar
José foi encaminhado ao Hospital São Lucas, a única unidade hospitalar de média complexidade da ilha.
Segundo a Superintendência de Saúde da Administração de Fernando de Noronha, ele sofreu um infarto agudo do miocárdio fulminante, que resultou no afogamento, e não resistiu.
O corpo será enviado para o Recife para exames no Instituto de Medicina Legal (IML). O Governo de Pernambuco organizará o transporte aéreo.
Até o momento, não há informações sobre a data e local do velório e sepultamento.
José Benedito residia em Fernando de Noronha, era pescador e pai de uma filha. Entre 2017 e 2022, atuou como assessor especial do administrador da ilha, Guilherme Rocha.
Notícias
Desembargador federal deixa ações da Lava Jato após punição do CNJ
Desembargador Loraci Flores de Lima decidiu se afastar dos processos da antiga Operação Lava Jato que estavam sob sua responsabilidade no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
Ele comunicou essa decisão através de um breve despacho depois de receber uma punição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por, supostamente, ter desobedecido uma ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a paralisação de ações criminais da Lava Jato. Loraci alegou que continuaria exercendo sua função nessas ações seria incompatível com sua situação atual.
O desembargador foi suspenso por 60 dias, período que já cumpriu antecipadamente ao ter ficado afastado por 72 dias durante o Processo Administrativo Disciplinar. Ele negou ter desobedecido a ordem de Toffoli.
Loraci renunciou ao conjunto de processos da Lava Jato baseado na interpretação adotada pelo CNJ e em conformidade com o artigo 122 do Código de Processo Penal, que exige que um juiz se afaste voluntariamente de casos nos quais possa haver impedimento ou incompatibilidade, para evitar que as partes contestem a sua atuação.
As ações que estavam sob a responsabilidade do desembargador tiveram início na 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, que foi o foco principal da Lava Jato.
Recursos e apelações relacionados às decisões da 13ª Vara chegaram ao TRF-4, com sede em Porto Alegre, que também abrange jurisdição no Paraná. Por essa razão, o TRF-4 ficou conhecido como o tribunal da Lava Jato.
A punição aplicada pelo CNJ atingiu também o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, colega de Loraci no TRF-4, igualmente acusado de não ter cumprido a ordem de Toffoli.
Os defensores dos desembargadores negaram que houve desrespeito intencional às decisões, afirmando que elas foram tomadas colegiadamente e com fundamentação.
Por unanimidade, o CNJ decidiu por aplicar a sanção de suspensão por 60 dias a ambos os desembargadores, considerando que eles descumpriram ordem expressa do ministro do STF.
Toffoli tem emitido várias decisões nos últimos anos anulando ou suspendendo provas, delações e atos relacionados à investigação da Lava Jato, baseando-se no entendimento de parcialidade e conluio entre o ex-juiz Sérgio Moro, atualmente senador, e os procuradores do Ministério Público Federal.
O processo que levou à decisão do CNJ começou a partir de um caso julgado pela 8ª Turma do TRF-4 referente à conduta do ex-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba Eduardo Appio, sucessor de Moro.
Em setembro de 2023, os desembargadores do TRF-4 declararam Appio suspeito num processo e aplicaram essa decisão a todas as ações da Lava Jato conduzidas por ele, anulando os atos que ele praticou.
Ao definir a punição, o conselheiro relator Rodrigo Badaró ressaltou que não há evidências suficientes para afirmar uma incompatibilidade permanente com a magistratura e optou pela suspensão de 60 dias.
Como os despachos já estavam afastados da Corte por 72 dias anteriormente, a punição foi considerada cumprida integralmente.
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