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Síria recupera controle de duas bases militares no Mediterrâneo

De acordo com um recente acordo entre a Síria e a Rússia, as forças russas irão ceder o controle de duas bases militares importantes localizadas na costa do Mediterrâneo, que serão transformadas em centros de treinamento conjunto entre os dois países, informou neste domingo o Ministério das Relações Exteriores sírio.

A Rússia foi a parceira principal do ex-presidente Bashar al-Assad durante o conflito civil que ocorreu entre 2011 e 2024 no país. Assad foi deposto em dezembro de 2024 após insurgentes islamitas liderados pelo atual presidente interino, Ahmad al-Sharaa, assumirem o poder. Desde então, Assad vive exilado na Rússia.

Durante o conflito, a base aérea de Hmeimem e a base naval de Tartus tiveram papel essencial como pontos estratégicos militares russos no Mediterrâneo oriental.

Segundo o novo acordo firmado entre Damasco e Moscou, a administração civil síria assumirá o controle da base aérea de Hmeimem e do cais comercial do porto de Tartus. As instalações militares de ambos os locais passarão a ser utilizadas como centros de treinamento conjunto, conforme explicação do Ministério das Relações Exteriores.

Esses recentes entendimentos indicam uma reorganização da presença russa ao longo da costa síria, destaca o ministério.

“Essa ação marca o avanço mais significativo desde o início das negociações, há cerca de um ano e meio, abrindo caminho para uma nova etapa nas relações entre Síria e Rússia”, diz o comunicado oficial.

A Rússia ainda não se posicionou oficialmente a respeito do acordo.

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Irã nomeia novo conselheiro político e líder do Conselho de Segurança

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O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, designou Mohammad Bagher Zolghadr como seu novo conselheiro político e escolheu o major-general Mohsen Rezaei para atuar como representante líder no Conselho Supremo de Segurança Nacional, conforme divulgado neste domingo, 9, na plataforma X.

Segundo informações da Al Jazeera, esta nomeação coloca Rezaei na posição mais alta dentro da segurança iraniana, um cargo que anteriormente foi ocupado por Ali Larijani – assassinado em um ataque dos EUA e Israel em março – e depois por Zolghadr, que agora deixa essa função para servir como assessor do aiatolá Khamenei.

O aiatolá desejou sucesso a ambos os nomeados, incentivando que avancem nos princípios da Revolução Islâmica.

Além disso, Khamenei mencionou um encontro com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian para tratar de questões econômicas e militares, destacando temas como a continuação do conflito com os EUA e Israel, estratégias militares, medidas de segurança, gestão financeira nas moedas nacional e estrangeira, e relações comerciais internacionais com nações parceiras.

Fontes americanas indicam uma divisão dentro do governo de Teerã: um grupo liderado por Pezeshkian manifesta preocupação com um colapso econômico e defende um acordo com os EUA; outro, comandado pelo líder do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Ahmad Vahidi, rejeita concessões nas negociações.

Conforme a reportagem, o ex-presidente Trump considerou retomar ações militares totais, mas optou por manter pressão econômica enquanto preservava negociações parciais.

Recentemente, Zolghadr comunicou as condições do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, que estão sendo discutidas com Omã para gestão conjunta.

Estas condições incluem: o fim definitivo da agressão americana contra o Irã e seus aliados no Líbano, Gaza, Iêmen e Iraque; a retirada das tropas americanas próximas ao território iraniano; e o encerramento do bloqueio naval, entre outras demandas.

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S&p Global cria preços de referência para minerais críticos e recebe elogios dos Estados Unidos

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A S&P Global anunciou a divulgação de cinco relatórios iniciais contendo novos índices de preços e análises das cadeias de suprimento para minerais críticos, com o intuito de aumentar a transparência e estabelecer um padrão consistente para que os agentes do mercado possam avaliar oferta, demanda, custos e necessidades de investimento.

De acordo com a empresa, os documentos foram publicados para iniciar um processo de diálogo com produtores, processadores, consumidores, investidores e formuladores de políticas, visando aprimorar a qualidade das análises e fortalecer a compreensão sobre mercados estratégicos.

Os relatórios trazem uma avaliação independente sobre fundamentos de mercado, desafios, custos e oportunidades para ampliar a resiliência da oferta e a transparência além das fontes concentradas de produção e fornecimento.

Os cinco estudos englobam tungstênio, NdPr (neodímio e praseodímio), antimônio, gálio e germânio, com planos de expansão para outros minerais. A S&P Global também destacou as contribuições de Rovjok e Project Blue.

Autoridades dos Estados Unidos manifestaram apoio à iniciativa. O embaixador Jamieson Greer afirmou que os novos padrões de preços representam um avanço significativo para promover preços transparentes e orientados pelo mercado, o que pode auxiliar em decisões de investimento e contratos de longo prazo, além de contrapor políticas e práticas que fogem ao mercado.

Greer ressaltou que a colaboração e a inovação do setor privado complementam os esforços do governo Trump para fortalecer a resiliência nas cadeias de suprimento. Definir esses parâmetros auxiliará nas negociações do Acordo sobre Comércio de Minerais Críticos, ajudando a corrigir distorções e avançar na criação de preços mínimos ajustados na fronteira.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos também destacou que a introdução de preços de referência para gálio, germânio, tungstênio, antimônio e neodímio/praseodímio representa um progresso para permitir uma descoberta de preços mais orientada pelo mercado.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que uma precificação transparente e baseada no mercado é fundamental para atrair capital privado a cadeias de suprimento seguras, resilientes e diversificadas, e que referências confiáveis podem apoiar os esforços governamentais para enfrentar distorções e reforçar objetivos econômicos e de segurança nacional.

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Pentágono cobra indústria para aumentar produção de armas por falta de estoque

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O Pentágono está solicitando que a indústria de defesa dos Estados Unidos acelere a fabricação de armamentos para recompor os estoques reduzidos de munições, em especial aquelas usadas no atual conflito com o Irã.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, declarou no sábado, 8, que o departamento está trabalham ativamente para ampliar a compra de munições, a fim de garantir ‘as armas que nossos soldados precisam, no ritmo requerido pela ameaça’.

Na última semana, o Pentágono intensificou esforços para acelerar esse processo, como parte de uma iniciativa de modernização iniciada antes do conflito que já dura cinco meses.

O secretário adjunto de Defesa, Steve Feinberg, enviou, na quarta-feira, 5, um comunicado aos executivos da indústria de defesa, dando um prazo máximo de 21 dias para que apresentem planos de ação com objetivo de ‘acelerar significativamente os prazos de entrega e/ou ampliar a capacidade produtiva em setores críticos’, segundo um memorando obtido pelo The Washington Post.

‘Desenvolvimentos que levam anos não são adequados’, afirmou Feinberg. ‘Precisamos apressar drasticamente o desenvolvimento dos programas e expandir imediatamente nossa capacidade de produzir’.

Esse comunicado chega em um momento em que os combates recentes com o Irã consumiram ainda mais os já reduzidos estoques de interceptores avançados das forças armadas americanas, o que pode aumentar o risco para as tropas dos EUA caso os confrontos sejam retomados, de acordo com uma avaliação recente.

Segundo análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), um centro de pesquisas em Washington, a diminuição dos estoques dos interceptores Patriot e THAAD pode levar os EUA e seus aliados no Oriente Médio a adotarem estratégias mais arriscadas para preservar essas defesas aéreas.

Por exemplo, as forças americanas poderiam disparar menos mísseis contra drones e projéteis iranianos, o que aumentaria a chance de que alguns deles atravessem as defesas.

O presidente Donald Trump expressou descontentamento nos últimos dias diante das notícias sobre a falta de munições, publicando na rede social Truth Social, na quinta-feira, 6, que os EUA têm ‘quantidades enormes’. Ele ainda afirmou que ‘grandes quantidades estão sendo produzidas e enviadas conforme necessário’.

No sábado, Sean Parnell confirmou que o memorando de Feinberg, que busca acelerar a produção de armas, é legítimo. Ele acrescentou que o documento influenciará o orçamento do ano fiscal de 2028 a ser apresentado ao Congresso e está alinhado com o esforço contínuo para fortalecer a base industrial de defesa.

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