Notícias
Boulos afirma que Lula e Alcolumbre não fecharam acordo sobre fim da escala 6×1
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou nesta sexta-feira (7) que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não firmaram nenhum compromisso para avançar na proposta de emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala de trabalho 6×1.
“Nenhum compromisso foi firmado até o momento. Esperamos que isso aconteça nas próximas semanas”, declarou Boulos.
O governo planeja concentrar esforços no Congresso por duas semanas antes das eleições para tentar fazer progresso na aprovação da proposta.
Boulos também informou que haverá mobilizações sociais em todas as capitais do país na próxima segunda-feira (10) em apoio à pauta.
Lula e Alcolumbre se encontraram na noite de terça-feira, 4, após um período de três meses e meio sem contato, em um jantar organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com a intenção de aproximar os dois líderes.
O ministro ressaltou que a eliminação da escala 6×1 é a prioridade legislativa do governo para o segundo semestre, decisão essa adotada em reunião ministerial e aprovada por Lula.
“Há várias outras pautas importantes, mas a principal prioridade é acabar com a escala 6×1”, afirmou durante uma coletiva de imprensa após encontro com representantes de centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares em São Paulo (SP).
A PEC está parada no Senado há cerca de dois meses, depois de ter sido aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados em 27 de maio.
A proposta prevê a adoção imediata da escala 5×2 e a redução inicial da jornada de trabalho de 44 para 42 horas semanais, com previsão de redução futura para 40 horas.
Boulos alertou que postergar a votação para depois das eleições aumentaria o risco de mudanças no texto, incluindo ampliação do período de transição, concessões aos empregadores ou possibilidade de redução salarial. “Quem quer adiar isso até depois da eleição aposta no esquecimento do eleitor”, destacou.
Ele atribuiu essa tática ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Segundo o ministro, parlamentares enfrentariam maior pressão para votar a favor da proposta antes das eleições devido ao impacto entre trabalhadores, mas poderiam alterar sua posição após o pleito.
O governo espera que Alcolumbre encaminhe a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será nomeado um relator. Após análise do colegiado, o texto seguirá para votação no plenário do Senado.
Boulos enfatizou que o governo não aceitará novas mudanças no texto da PEC aprovado pela Câmara. “Não haverá mais negociação sobre o texto”, afirmou.
Ele explicou que o projeto já passou por negociações que resultaram na redução inicial da jornada para 42 horas semanais, com uma transição planejada até as 40 horas.
Esporte
Lorrane Oliveira e Caio Souza conquistam ouro no Brasileiro de Ginástica
Os vencedores do Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística foram revelados neste sábado (8), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF).
A carioca Lorrane Oliveira (Flamengo) garantiu a medalha de ouro nas barras assimétricas com a nota de 13.700 pontos.
A colega de clube Flávia Saraiva (13.466) ficou com a prata e a paulista Sophia Weisberg (13.400), do Pinheiros, completou o pódio com o bronze.
A competição se encerra neste domingo (9) com as finais masculinas (salto, paralelas e barra) e femininas (trave e solo).
“Estou muito feliz, estava parada por causa de uma lesão no ombro. Só tenho a agradecer à minha equipe, trabalhei duro e a cada dia progredi, o que resultou na medalha”, afirmou Lorrane em entrevista à emissora Sportv.
No salto feminino, a campeã foi Nicole Bello (Flamengo), que alcançou 13.300 pontos na primeira tentativa.
Logo depois, realizou um salto ainda mais complexo, somando 13.200 pontos. As ginastas do Grêmio Náutico União, Francine Oliveira (12.799) e Clara Stecca (12.783), conquistaram a prata e o bronze respectivamente.
Pódios masculinos
No masculino, o destaque do dia ficou por conta do ginasta Caio Souza (Minas Tênis Clube – MTC), que surpreendeu a plateia com uma difícil sequência nas argolas.
Nascido em Volta Redonda (RJ), Caio confirmou o favoritismo e conquistou o ouro com 13.600 pontos. O segundo lugar foi para Juliano Oliva (13.200), do Grêmio Náutico União, seguido por Gustavo Pereira (12.733), também do MTC, que levou o bronze.
Na final do solo, Yuri Guimarães, da Associação de Ginástica Di Thiene de Pais (Agith), tornou-se tricampeão brasileiro ao atingir 13.700 pontos, 200 a mais que João Perdigão (Pinheiros), que ficou com a prata. O bronze ficou para o ginasta Tomas Florencio (13.300), do Agith.
Na disputa do cavalo, o vencedor foi Johnny Oshiro (Agith), que fechou sua apresentação com pontuação de 13.600, destacando-se pelo alto grau de dificuldade nos movimentos.
Os ginastas Diogo Rodrigos (Pinheiros) e Vitaliy Guimarães (MTC) empataram com 13.330 pontos e dividiram o segundo lugar.
Notícias
Novo pede cassação de Lula e Alckmin por suposto abuso eleitoral no carnaval
O Partido Novo apresentou neste sábado, dia 8, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma ação solicitando a cassação dos registros de candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por alegado abuso de poder econômico e uso inadequado dos meios de comunicação. A legenda também pleiteia que ambos sejam declarados inelegíveis por um período de oito anos.
A denúncia tem como base o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado em 15 de fevereiro na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
Com o enredo dedicado a Lula, a agremiação mostrou a trajetória política do presidente. A petição foi protocolada no mesmo dia em que a chapa de Lula e Alckmin foi registrada na Justiça Eleitoral.
O Partido Novo alega que o desfile serviu como uma peça de propaganda eleitoral, custeada com aproximadamente R$ 9,65 milhões em recursos públicos, incluindo valores repassados pela prefeitura de Niterói (R$ 4 milhões), prefeitura do Rio de Janeiro (R$ 2,15 milhões), governo estadual (R$ 2,5 milhões) e Embratur (R$ 1 milhão).
Segundo o partido, os acordos que garantiram esses repasses foram firmados após o anúncio oficial do tema do desfile, em julho de 2025.
Os advogados do Novo destacam ainda elementos que indicariam finalidade eleitoral, como referências a programas dos governos Lula, críticas a adversários políticos e a transmissão do espetáculo pela televisão aberta e plataformas digitais.
Durante a apresentação, uma das alas, intitulada “Família em conserva”, trouxe menções à família do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao agronegócio e ao bloco conservador no Congresso, o que gerou reação negativa em grupos evangélicos. Após o carnaval, a Acadêmicos de Niterói foi rebaixada.
A ação protocolada é uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), prevista na legislação para apurar condutas que possam comprometer a legitimidade das eleições, como abuso de poder econômico ou político e uso indevido dos meios de comunicação.
O relator do processo será o ministro Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral eleitoral, que avaliará a petição e poderá determinar a notificação de Lula e Alckmin para que apresentem defesa.
Se o caso avançar, poderá abrir uma nova linha de investigação sobre o financiamento e a organização do desfile. O Novo solicita o depoimento de três testemunhas e a solicitação de documentos da Presidência da República, Embratur, Riotur, Liga Independente das Escolas de Samba, entre outras instituições.
Após a coleta de provas e o parecer do Ministério Público Eleitoral, o mérito será julgado pelo plenário do TSE.
Para uma eventual condenação, o tribunal deve reconhecer não apenas a ocorrência das irregularidades alegadas, mas também que estas tiveram gravidade suficiente para prejudicar a legitimidade e a equidade da disputa eleitoral.
A legislação permite que ações desse tipo sejam julgadas mesmo depois da proclamação do resultado. Caso o TSE considere o pedido procedente, pode cassar os registros das candidaturas antes da eleição ou os diplomas, caso a chapa seja eleita, além de tornar os envolvidos inelegíveis por oito anos.
Anteriormente, o Novo já havia recorrido ao TSE para tentar impedir o desfile. Em 12 de fevereiro, o tribunal rejeitou por unanimidade o pedido liminar, indicando que não seria possível antecipar a constatação de abuso de poder nem impedir o evento antes de sua realização.
Neste julgamento, a então presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, destacou que eventuais ilícitos eleitorais poderiam ser avaliados posteriormente, após o desfile e com a produção de provas.
Agora, o Novo busca justamente dar início a essa fase, já que o evento ocorreu e as candidaturas estão formalizadas.
Após o desfile, o PL, partido do também candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, apresentou outra ação no TSE, solicitando investigação sobre o financiamento público da homenagem e apontando indícios de abuso de poder político e econômico.
Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a participação de servidores públicos no desfile, após representação de parlamentares do Novo. A apuração busca esclarecer se funcionários da Presidência foram mobilizados para apoiar Lula e Janja, assim como eventuais gastos públicos com diárias, passagens, hospedagem e horas extras.
O processo no TCU, relatado pelo ministro Augusto Nardes, foi associado a outra investigação sobre os repasses da Embratur à escola Acadêmicos de Niterói.
Esporte
Rayssa Leal machuca o pé no treino, mas vai competir no SLS Takeover
Rayssa Leal teve uma queda durante o treinamento para o SLS Rio Takeover, neste sábado, no Maracanãzinho, e saiu mancando da área de prova.
A skatista lesionou o pé direito, porém esse acidente não irá impedir sua participação no evento marcado para domingo.
Após a queda, a brasileira foi até os vestiários e depois retornou para o local da competição. Apesar do desconforto, chegou a demonstrar alegria e dançou na área de prova.
Está previsto que Rayssa passe por uma avaliação médica antes da disputa.
Este incidente ocorreu durante a preparação para um torneio muito importante para a atleta. O Rio de Janeiro foi o local de sua estreia em uma etapa da SLS, em 2019. Agora, aos 18 anos, ela retorna para competir novamente no Maracanãzinho.
“Poucas pessoas sabem, mas participei da SLS pela primeira vez no Rio de Janeiro, em 2019. Foi uma experiência muito significativa. Estou feliz por voltar e competir de novo, agora mais amadurecida. Estou crescendo e me tornando uma jovem adulta”, declarou Rayssa antes do evento.
A brasileira também ressaltou a chance de competir em um palco tradicional. “Sei que o Maracanãzinho é um local histórico. É uma oportunidade incrível que o skate está tendo. Espero que possamos cada vez mais usar essas arenas e levar nosso esporte a lugares importantes”, afirmou.
Rayssa chega ao evento como uma das grandes estrelas da competição feminina. Com duas medalhas olímpicas e quatro títulos no Super Crown, ela venceu a etapa inicial da temporada da SLS, em Sydney. No Rio, seus adversários serão Gabriela Mazetto, Funa Nakayama, Momiji Nishiya, Aoi Uemura e Daniela Terol.
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