Notícias
Raquel não confirma apoio à Presidência e descarta palanque para Caiado
A governadora Raquel Lyra (PSD) optou por não manifestar apoio a nenhum candidato à Presidência da República e destacou que o PSD em Pernambuco possui autonomia para decidir seu posicionamento nas eleições nacionais.
Em conversa com a CNN Brasil nesta quinta-feira (6), a gestora negou compromisso com a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), apesar do presidente nacional do seu partido, Gilberto Kassab, ser vice-presidente na chapa.
“O Ronaldo Caiado tem meu respeito e apreço, mas aqui em Pernambuco estamos focados em fazer o estado avançar sem deixar ninguém para trás.”
Questionada sobre a possibilidade de se juntar ao palanque de Caiado em Pernambuco, Raquel afirmou que o foco do partido no estado é o projeto regional e ressaltou a autonomia concedida pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, para conduzir a estratégia eleitoral.
“Nas conversas com Kassab, ele sempre ressaltou que o PSD tem liberdade em Pernambuco para seguir seu próprio caminho. Nossa trajetória está clara: é a trajetória do povo pernambucano.”
A governadora também realçou a estrutura que o PSD criou em Pernambuco desde sua filiação em março do ano passado, destacando o avanço do partido no estado.
“Atualmente, o PSD é o maior partido da história de Pernambuco. Contamos com mais de 80 prefeitos filiados, uma bancada de 10 deputados estaduais, além da governadora e da vice-governadora integrando o partido.”
Esporte
Náutico oficializa contratação do argentino Pato Nuñez
O Náutico anunciou oficialmente nesta quinta-feira (6) a contratação do meia argentino Pato Nuñez. O atleta, que defendia o Amazonas, assinou contrato até o final de 2026, trazendo reforço para o time na continuação da Série B do Campeonato Brasileiro.
Natural da Argentina, Pato possui experiência em clubes como Universidad César Vallejo, do Peru, além de Deportivo Morón, Almirante Brown e Lanús, times de seu país natal. O Náutico destacou a versatilidade do jogador, mencionando que ele pode atuar também como volante, agregando qualidade técnica, ritmo e criatividade ao meio-campo da equipe.
Cultura
Kleber Mendonça Filho lança curta documentário para estrear em outubro
O diretor Kleber Mendonça Filho surpreendeu seus seguidores nesta quinta-feira (6) ao anunciar, através do Instagram, seu novo trabalho. “O projeto se chama ‘South Of Tehran’ (Sul de Teerã) e terá sua estreia no Festival de Cinema de Nova York em outubro”, afirmou em seu post.
O Festival será realizado na cidade de Nova York entre os dias 25 de setembro e 12 de outubro. Conforme informado pelo cineasta, este é um curta documental com duração de oito minutos, filmado em 16mm por Evgenia Alexandrova em outubro do ano passado, durante as viagens de divulgação do filme “O Agente Secreto”. A produção está por conta de Emilie Lesclaux, enquanto a montagem ficou a cargo de Edu Serrano.
“O protagonista do filme é Jafar Panahi, com quem convivi durante vários meses em 2025. Jafar e eu estávamos frequentemente juntos com nossos filmes ‘It Was Just An Accident’ e ‘O Agente Secreto’. Ele me sugeriu: ‘Vamos fazer um filme!’, e eu aceitei na hora”, detalha Kleber no post.
Kleber Mendonça Filho ainda acrescenta: “‘South Of Tehran’ nasceu de um desafio proposto por Dennis Lim, diretor artístico do New York Film Festival. A ideia era fazer um filme curto durante o festival, que servisse como um registro para o futuro. Em 2025, durante a exibição do filme ‘Retratos Fantasmas’ no festival, Dennis programou uma sessão especial com o filme ‘Pier Paolo Pasolini – Agnès Varda – New York 1967’, que abriu a sessão de Retratos Fantasmas. Achei essa iniciativa fantástica e foi aí que surgiu a ideia do projeto”.
Por enquanto, ‘South Of Tehran’ não tem data confirmada para ser exibido no Brasil.
Economia
BNDES e FIDA reúnem estados do Nordeste para analisar adaptação ao clima no Semiárido
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) promovem, esta semana, na sede da Embrapa em Brasília, o 1º Fórum de Transparência e Diretrizes da Iniciativa Sertão Vivo.
O evento que termina nesta quinta-feira, 6, junta autoridades de governos estaduais, representantes ministeriais, instituições de pesquisa e organizações civis para mostrar o andamento do programa, observar resultados, compartilhar experiências, discutir melhorias e definir próximas etapas.
A iniciativa Sertão Vivo é do BNDES em cooperação com o FIDA e o Fundo Verde para o Clima (CGF), executada pelos governos da Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe. A Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC) é responsável pelo planejamento, monitoramento, avaliação, aprendizado e gestão do conhecimento. O FIDA é uma agência especializada das Nações Unidas dedicada a combater a pobreza e a fome no meio rural.
O projeto corresponde a R$ 1,025 bilhão em contratos e pretende beneficiar 250 mil famílias rurais, o que equivale a cerca de 1 milhão de pessoas na região do Semiárido. O programa mistura recursos a serem pagos de volta com recursos não reembolsáveis para financiar medidas de adaptação climática e redução da pobreza rural.
O Fórum representa a transição da fase de contratação e organização para a execução no campo. Todos os cinco contratos estaduais já foram firmados, as primeiras missões iniciadas e os repasses começaram.
Nesta fase, os estados selecionam comunidades, contratam equipes técnicas e elaboram primeiros planos territoriais, com apoio da AP1MC, que iniciou estudos de base.
“O Fórum é um espaço para divulgar informações, prestar contas do progresso e mostrar a situação atual. Também é um fórum de troca, esclarecimento, questionamentos e críticas para aprimorar a execução”, declarou a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello.
Para o coordenador de programas do FIDA no Brasil, Hardi Vieira, o evento marca um momento crucial para o Sertão Vivo. “Com todos os contratos firmados entre BNDES e estados, começamos a implementação nas regiões.
Esta é a primeira colaboração do FIDA com um banco nacional de desenvolvimento, abrindo portas para novas parcerias em projetos voltados para a agricultura familiar, a redução da pobreza rural e a adaptação às mudanças climáticas.”
Dos recursos contratados, cerca de R$ 843,5 milhões são empréstimos e aproximadamente R$ 182 milhões são contribuições não reembolsáveis. Os estados recebem uma combinação de crédito e fundos não reembolsáveis, enquanto os investimentos diretos em famílias, associações e grupos comunitários são totalmente não reembolsáveis.
Serão financiados 20 mil sistemas de acesso à água, tais como cisternas-calçadão, barragens subterrâneas, barreiros-trincheira e estruturas para tratamento e reutilização de água. O programa inclui a implantação de 84 mil hectares com sistemas produtivos resistentes, como quintais produtivos, sistemas agroflorestais e áreas coletivas adaptadas ao clima do Semiárido.
Estima-se evitar ou reduzir a emissão de cerca de 11 milhões de toneladas de dióxido de carbono em 20 anos, por meio da recuperação de áreas degradadas, reflorestamento e uso de técnicas agrícolas mais sustentáveis.
A participação mínima do público atendido será 40% de mulheres e 50% de jovens. O foco é atender famílias em situação de vulnerabilidade social e climática, incluindo agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais, além de famílias em condição de pobreza ou insegurança alimentar. A seleção dos territórios leva em conta pobreza rural, vulnerabilidade climática, histórico de secas, disponibilidade de água e insegurança alimentar.
Contratos por estado: Bahia contratou R$ 299,1 milhões para beneficiar 75 mil famílias em 49 municípios; Ceará dispõe de R$ 251,6 milhões para alcançar cerca de 63 mil famílias em 72 municípios; Sergipe contratou R$ 150,2 milhões para atender 37,7 mil famílias em 30 municípios; Paraíba e Piauí contrataram R$ 150 milhões cada. A AP1MC contratou R$ 24,5 milhões para gestão do conhecimento.
“O Fórum de Transparência foi criado como uma instância consultiva para acompanhamento e debate, permitindo que governos, pesquisadores, organizações civis e parceiros acompanhem a execução, compartilhem soluções e colaborem para melhorias nas ações territoriais”, afirmou a superintendente da área de Desenvolvimento Social e Gestão Pública do BNDES, Ana Cristina Costa.
O Fundo Verde para o Clima
Conhecido pela sigla em inglês GCF, o Fundo Verde para o Clima é uma organização internacional criada pelas Nações Unidas para apoiar ações que enfrentem as mudanças climáticas em países em desenvolvimento. Seus recursos são destinados tanto para reduzir a emissão de gases que causam efeito estufa quanto para apoiar medidas que ajudem a adaptar os países às consequências do aquecimento global, como secas, escassez de água e fenômenos climáticos extremos.
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