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Economia

Fux marca nova audiência para resolver empréstimo do BRB

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido do governo de Brasília e agendou uma nova audiência de conciliação para o dia 13 de agosto, com o objetivo de destravar o empréstimo bancário de R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB).

A primeira audiência, convocada por Fux para solucionar o problema financeiro do banco, gerado pelas operações com o Banco Master, ocorreu no final de maio.

Naquela ocasião, as partes firmaram um acordo, contudo, os principais bancos privados demonstraram resistência em participar do consórcio que garantiria a operação, que envolve o governo do Distrito Federal, controlador do BRB, e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Participarão da nova audiência a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, o presidente do BRB, Nelson de Souza, além de representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Fazenda, do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), do Banco do Brasil e do Ministério Público Federal.

De acordo com o acordo firmado em maio, o empréstimo ao BRB seria assegurado por um sindicato de bancos públicos e privados, tendo como contragarantia a parcela do Distrito Federal no Fundo de Participação dos Estados (FPE) e no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que totaliza cerca de R$ 1,6 bilhão.

A expectativa da diretoria do BRB era a assinatura do contrato até 20 de junho. O banco está atualmente sofrendo multas diárias pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) devido ao atraso na divulgação do balanço de 2025, que deveria ter sido publicado até 31 de março.

No entanto, fontes informam que os bancos privados passaram a requerer que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal apresentem garantias próprias, uma exigência considerada inviável pelo governo federal, pois afetaria os balanços dos dois bancos públicos.

Além disso, os bancos avaliam que o plano de negócios apresentado pelo BRB e pelo governo do Distrito Federal não é suficiente para convencê-los a oferecer as garantias necessárias para que o FGC possa conceder o empréstimo.

O governo do Distrito Federal está sendo pressionado pelo Banco Central para capitalizar o banco e cobrir o déficit causado pelas operações com o Banco Master. O valor do prejuízo ainda não foi oficialmente divulgado, mas estimativas feitas pelo presidente do banco, Nelson de Souza, indicam que pode chegar a R$ 8,8 bilhões.

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Economia

Corte na taxa de juros ainda não basta, dizem entidades

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O Banco Central promoveu seu quarto corte seguido na Taxa Selic, nessa quarta-feira (5), reduzindo a taxa básica para 14% ao ano. Apesar da recepção positiva por parte do setor econômico, a diminuição é vista como insuficiente para impulsionar o crescimento da indústria.

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) destacou que o ciclo contínuo de cortes na Selic é um indicativo favorável para a economia, mas o custo elevado do crédito ainda freia investimentos importantes.

Segundo a Firjan, o alto custo do capital atrasa a modernização e a competitividade das empresas brasileiras, refletido em um crescimento modesto de 0,4% na indústria de transformação no primeiro semestre, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ressaltou que os juros permanecem altos há 55 meses e apontou que a Selic atual está 3,6 pontos percentuais acima da taxa sugerida pela Regra de Taylor, que identifica níveis ideais para controlar a inflação sem prejudicar o desenvolvimento econômico.

Além disso, a taxa real de juros em torno de 10% supera amplamente a taxa de equilíbrio estimada pelo Banco Central (5%), indicando possibilidade de cortes mais significativos na Selic sem comprometer o controle inflacionário.

Força Sindical, entidade representativa dos trabalhadores, classificou a redução de 0,25 ponto percentual como insuficiente, destacando que juros altos encarecem o crédito, limitam investimentos e impactam negativamente a geração de empregos e o consumo.

Camilo Cavalcanti, gestor de portfólio da Oby Capital, comenta que o Copom sinalizou cautela diante dos dados econômicos atuais e dos riscos ascendentes, sugerindo que o ciclo de cortes nos juros pode continuar, porém de forma prudente.

Analisando fatores externos, o Banco Central apontou a incerteza decorrente dos conflitos no Oriente Médio e a indefinição sobre políticas monetárias em várias economias avançadas, criando um ambiente de cautela para decisões futuras.

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Economia

Contratos assinados para explorar 5 blocos no pré-sal

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O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou nesta quarta-feira, dia 5, a celebração dos contratos referentes ao 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, marcando o início da etapa exploratória em cinco blocos do pré-sal brasileiro.

O processo envolve um bônus de assinatura no valor de R$ 103,7 milhões e um investimento mínimo estimado de R$ 451,5 milhões para as atividades exploratórias.

De acordo com o ministério, esta foi a maior quantidade de blocos adquiridos desde a implementação do regime de partilha em 2013. Foram contratados cinco dos sete blocos disponíveis: Esmeralda e Ametista, localizados na Bacia de Santos, e Citrino, Itaimbezinho e Jaspe, na Bacia de Campos.

Alexandre Silveira, ministro, destacou que os bônus de assinatura previstos nos contratos ajudam a reforçar o caixa da União, ampliando a capacidade de investimentos em áreas estratégicas para o país.

Os acordos foram firmados entre a União, as empresas vencedoras — Petrobras, Equinor Brasil Energia Ltda, CNOOC Petroleum Brasil, Sinopec Exploration & Production (Brasil) e Karoon Petróleo & Gás Ltda —, além da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Pré-Sal Petróleo (PPSA).

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Economia

Suape investe em combustíveis verdes para ser referência no Atlântico Sul

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Encerrando o segundo dia do Conecta Multimodal 2026, nesta quarta-feira (5), a programação abordou um tema chave para o futuro de Pernambuco. Sóstenes Alcoforado, diretor de Sustentabilidade e Inovação do Complexo Industrial Portuário de Suape, apresentou a palestra “Suape: centro de combustíveis verdes”.

O Conecta Multimodal é um espaço de conteúdo ligado à Multimodal Nordeste, que ocorre no Recife Expo Center de 4 a 6 de agosto, com curadoria da Folha de Pernambuco e do Movimento Econômico.

Durante a palestra, foi destacado o esforço conjunto para transformar Suape em um polo de combustíveis ecológicos no Atlântico Sul. Conforme explicado por Alcoforado, esta iniciativa vem atraindo investimentos importantes para a região.

“Nosso objetivo é mostrar o trabalho que Suape tem feito para virar um centro de combustíveis ecológicos no Atlântico Sul. Essa caminhada tem contado com a colaboração de muitos parceiros. Já estamos vendo empresas interessadas em produzir e instalar operações relacionadas a esses combustíveis no porto”, afirmou.

Ele destacou que a estratégia visa fortalecer uma economia menos poluente, com ênfase na produção de e-metanol a partir de fontes renováveis e de CO biogênico.

Alcoforado explicou que Suape possui vantagens importantes para esse desenvolvimento, como a experiência na produção, transporte e armazenamento de combustíveis, impulsionada pela Refinaria Abreu e Lima e pela infraestrutura portuária.

“É a união de vários fatores. Temos uma vocação natural para trabalhar com combustíveis, seja em produção, transporte ou armazenamento. Além disso, o mundo está passando por uma mudança energética, migrando para fontes menos poluentes”, destacou o diretor.

Ele também mencionou que Suape se prepara para as metas globais de redução de emissões no transporte marítimo, com infraestrutura para abastecimento com combustíveis limpos e hidrogênio verde, posicionando o porto como um centro de inovação e sustentabilidade.

Ecossistema

Outro ponto destacado foi o ecossistema industrial instalado em Suape, que reúne mais de 90 empresas unidas em uma estratégia para modernizar a logística portuária e industrial com tecnologia avançada. O objetivo é consolidar o complexo como um polo multimodal de combustíveis sustentáveis, aumentando sua competitividade no transporte global e na transição energética.

Ao comentar sobre o futuro, Alcoforado ressaltou a importância da preparação da mão de obra para essa transformação. Suape mantém parceria com o Senai Pernambuco para capacitar profissionais para atuar nas novas tecnologias da transição energética.

“É essencial preparar as pessoas que vão atuar com essas novas tecnologias. Temos uma cooperação sólida com o Senai Pernambuco, por meio do Senai Park, que amplia seus projetos para incluir a formação de jovens para essas tecnologias”, concluiu.

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