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Governo Fujimori quer que visita do Papa una o Peru

O novo governo da direita liderado por Keiko Fujimori expressou o desejo nesta quarta-feira (5) de que a visita do Papa Leão XIV, programada para novembro, ajude a promover a união no Peru, que viveu uma longa crise política por dez anos.

O Vaticano anunciou pouco antes que o líder da Igreja Católica fará uma viagem de 6 a 17 de novembro visitando Uruguai, Argentina e Peru, onde atuou por mais de 20 anos como missionário e bispo em Chiclayo, uma cidade no norte peruano.

Robert Francis Prevost, embora nascido nos Estados Unidos, tornou-se cidadão peruano em 2015.

“Essa visita simboliza o grande desejo do povo peruano por união”, disse o chanceler peruano, Carlos Espá, em uma entrevista no Palácio do Governo em Lima.

Keiko Fujimori assumiu o cargo na semana passada, tornando-se a nona presidente do Peru desde 2016, em meio a uma crise política profunda. Muitos de seus antecessores foram afastados ou forçados a renunciar pelo Congresso, onde o fujimorismo tem forte presença.

No discurso de posse, Fujimori pediu aos seus adversários que construam “pontes para o diálogo”. Sua ala política não tem maioria no Parlamento e precisa negociar com outras forças.

O ministro Espá destacou que a visita do Papa será como um “remédio” para promover a união entre os peruanos.

O Papa Leão XIV estará em Lima, Chiclayo, Cusco e Pucallpa entre 11 e 17 de novembro, sendo a primeira visita papal ao país desde 2018, quando o Papa Francisco esteve no Peru.

A Arquidiocese de Lima expressou entusiasmo com a visita, incentivando o retorno do Papa ao país.

A visita ocorrerá durante o fenômeno climático El Niño, que traz chuvas fortes, enchentes e aumento das temperaturas.

O governo prepara um plano de ação para lidar com possíveis problemas causados pelo clima durante a estadia do Papa, afirmou o ministro Espá.

Fujimori, uma devota católica de 51 anos, celebrou o anúncio na sua conta no X, afirmando que esperam o Papa com braços e corações abertos para recebê-lo novamente no Peru.

De acordo com o censo nacional mais recente, cerca de três quartos da população do Peru se identificam como católicos.

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Oito países condenam ataque de Israel em Gaza

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Os Ministros das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos e de mais sete países expressaram firme condenação e repúdio às repetidas agressões israelenses na Faixa de Gaza, com destaque para os ataques a unidades de saúde e à infraestrutura médica, além do dano à infraestrutura civil e a perda contínua de vidas inocentes.

A declaração conjunta foi feita nesta quinta-feira pelos Emirados Árabes, Qatar, Jordânia, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita e Egito.

Os ministros ressaltaram que a manutenção dessas violações representa uma violação clara das obrigações de Israel segundo o direito internacional e o plano geral para a resolução do conflito em Gaza.

Os representantes também mencionaram que as investidas israelenses prejudicam os esforços internacionais e regionais voltados para a implementação da segunda fase do plano, principalmente após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que as facções palestinas haviam aceitado o roteiro, incluindo disposições para restrição de armas.

Em 30 de julho, Trump declarou que o Conselho de Paz fechou um acordo histórico para o desarmamento total do Hamas, um passo crucial para que Gaza seja finalmente gerida por um novo governo palestino.

O Hamas aceitou o plano de desarmamento, porém Israel retomou os ataques, enquanto comunicava à Casa Branca preocupações sérias de segurança em relação ao acordo.

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Trump anuncia tarifa de 15% sobre polissilício importado

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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma ordem executiva nesta quinta-feira, 6, que estabelece uma tarifa de 15% sobre produtos derivados de polissilício. A medida exige que as importações desse material se adequem às novas tarifas.

De acordo com a ordem, o polissilício importado de países parceiros terá uma tarifa conforme acordos comerciais vigentes, enquanto o governo promoverá investimentos para aumentar a produção nacional.

Para produtos provenientes do Japão, Coreia, Taiwan, Suíça, Liechtenstein ou de países membros da União Europeia, a tarifa adicional será de 15%, enquanto produtos do Reino Unido terão uma tarifa de 10%.

O documento destaca que o polissilício é essencial para garantir a segurança das cadeias de produção de semicondutores e energia solar nos Estados Unidos. No entanto, o país permitiu que países estrangeiros fragilizassem seus produtores, prejudicando a segurança econômica e nacional.

Segundo o governo, as importações de polissilício e seus derivados enfraqueceram significativamente a indústria americana, reduzindo sua capacidade de produção.

A participação dos Estados Unidos na produção global de polissilício caiu de 50% em 2005 para menos de 2% em 2024.

Essa medida passará a valer a partir das 00h01 do dia 4 de dezembro de 2026 (horário da costa leste dos EUA) para as mercadorias que forem oficialmente para consumo ou retiradas de estoque para consumo, abrangendo importações específicas de polissilício e seus derivados.

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Mortes chegam a 80 em tentativa de migrantes do Marrocos a Ceuta

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O número de mortos na tentativa de migrantes de chegarem do Marrocos ao enclave espanhol de Ceuta aumentou para 80, conforme anunciado nesta quinta-feira (6) por uma comissão espanhola de peritos forenses.

Verificações anteriores indicavam 78 falecidos, a maioria por afogamento no Mar Mediterrâneo.

A comissão, composta por médicos legistas e especialistas da Guarda Civil, comunicou que as autoridades de Ceuta recuperaram 82 corpos no mar.

Contudo, dois corpos foram encontrados em 29 e nas primeiras horas de 30 de julho, antes da grande chegada de migrantes ao enclave. Assim, o total de vítimas ligado ao evento é de 80 mortos, após a recuperação de mais dois corpos nesta quinta-feira.

Os médicos legistas realizaram 80 autópsias, das quais quatro identificaram as vítimas, informou a comissão.

A Guarda Civil estabeleceu um escritório dedicado a pessoas desaparecidas para que familiares possam registrar ocorrências e fornecer amostras biológicas visando uma possível identificação.

Conforme as autoridades espanholas, de 72 mil migrantes que entraram em Ceuta, aproximadamente 70 mil já retornaram ao Marrocos.

Na semana anterior, imagens dos migrantes chegando a pé ou nadando ao enclave foram amplamente divulgadas mundialmente, gerando tensões significativas dentro da União Europeia.

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