Mundo
Eclipse solar total acontece em 12 de agosto; veja onde e como assistir
Um eclipse solar total vai transformar o céu de cinco regiões do mundo no próximo dia 12 de agosto. O fenômeno cruzará a Groenlândia, a Islândia, o norte da Rússia, a Espanha e uma pequena parte de Portugal, onde ficará totalmente visível.
Esse fenômeno ocorre quando o sol, a lua e a terra estão alinhados perfeitamente, fazendo com que a lua cubra totalmente o disco solar.
Nesse dia, a sombra da lua percorrerá apenas uma faixa estreita do Hemisfério Norte, podendo ser vista parcialmente em outras regiões.
Com isso, o eclipse solar parcial poderá ser observado em partes do norte dos Estados Unidos – do Alasca à Carolina do Norte -, na maior parte do Canadá e da Europa, além do noroeste da África.
De acordo com a Nasa, na Europa continental e África, o sol vai se pôr ainda parcialmente eclipsado, criando uma chance de ver o eclipse durante o pôr do sol.
“Para a maioria das pessoas na faixa de totalidade, o sol ficará totalmente coberto por menos de dois minutos. Para quem estiver próximo ao centro dessa faixa, na Groenlândia, Rússia ou no Atlântico Norte, a totalidade vai durar um pouco mais, mas ainda menos que dois minutos e meio”, informou a Nasa.
Brasil de fora
O Brasil não verá o fenômeno porque o alinhamento não será suficiente para que o eclipse seja visível no país. Isso acontece porque a sombra da lua passará somente pelo Hemisfério Norte.
Portanto, nenhuma região do Brasil ficará dentro da área onde o eclipse poderá ser visto, nem mesmo de forma parcial.
Como assistir
Quem quiser acompanhar o eclipse, poderá assistir ao vivo pelo site da Nasa no dia 12 de agosto, a partir das 13h15 (horário de Brasília).
A Nasa destaca que só durante os breves momentos de totalidade, quando a lua bloqueia totalmente a luz do sol, é seguro olhar para o eclipse sem proteção.
“Antes e depois da totalidade, é preciso usar proteção para os olhos ao observar o sol nas fases parciais do eclipse, quando a lua cobre só parte do disco solar. É possível usar óculos especiais, visores solares portáteis ou outros filtros que bloqueiam a maior parte da luz solar e protegem a visão”, explicou a Nasa.
Ação do Google
Para entrar no clima desse fenômeno, o Google realizou uma ação especial: ao pesquisar “eclipse solar de 12 de agosto” na plataforma, surge uma animação na tela mostrando a formação do eclipse momentos antes das informações aparecerem.
Mundo
Abdul El-Sayed vence primárias democratas no Michigan
Abdul El-Sayed, candidato progressista, conquistou a vitória nas primárias democratas no Michigan, garantindo sua candidatura para disputar o Senado dos Estados Unidos em novembro, conforme projeções da NBC e CNN divulgadas nesta quarta-feira (5).
Esta conquista representa uma derrota para o grupo tradicional do Partido Democrata, que apoiava a experiente política Haley Stevens nesta eleição interna para as legislativas de meio de mandato.
Com 41 anos, o médico El-Sayed fez uma campanha destacando sua oposição à influência de grandes financiadores e grupos pró-Israel na política americana.
No estado do Michigan, que possui mais de 10 milhões de habitantes e está localizado no norte do país, o vencedor enfrentará o republicano Mike Rogers para ocupar o assento que ficará vago com a aposentadoria do democrata Gary Peters.
O Partido Democrata busca recuperar a maioria no Senado em novembro, e a disputa no Michigan, onde o presidente Donald Trump venceu em 2024, é considerada crucial.
A vitória de El-Sayed marca um avanço para o setor progressista dos democratas, que obteve sucessos em primárias recentes em estados como Nova York e Colorado, contando com o apoio de figuras conhecidas como Bernie Sanders e Alexandria Ocasio-Cortez.
Assim que os resultados foram anunciados, o presidente Donald Trump provocou, chamando o candidato vencedor de “homem de ódio” e afirmando que essa notícia é positiva para os republicanos.
“Temos desempenho melhor contra os comunistas, de acordo com todas as pesquisas”, declarou o líder em discurso em Las Vegas.
Por outro lado, Abdul El-Sayed apelou na noite de terça-feira para a unidade dentro do Partido Democrata, destacando a importância de reconstruir o grupo, independentemente das diferenças existentes.
Mundo
Filhote de hipopótamo da Colônia de Escobar morre após resgate na Colômbia
Um filhote de hipopótamo, descendente dos animais trazidos para a Colômbia pelo narcotraficante Pablo Escobar, faleceu na última quarta-feira (5), depois de ser encontrado em estado de desnutrição, segundo informou uma organização ambiental à AFP.
O animal, com aproximadamente 15 dias de idade, foi achado sem a companhia da mãe na quinta-feira anterior por pescadores nas margens de um rio, escondido entre arbustos em uma área rural do departamento de Antioquia.
O governo calcula que existem pelo menos 200 hipopótamos nessa região, descendentes do grupo que o falecido traficante trouxe para sua famosa Fazenda Nápoles, em Antioquia, nos anos 1980.
Atualmente, esta constitui a maior população de hipopótamos fora da África.
Essa espécie, considerada invasora, se multiplica sem controle nas margens do rio Magdalena, o maior do país.
De acordo com um veterinário da entidade ambiental Cornare, o filhote apresentou sinais graves de desidratação, desnutrição e complicações gastrointestinais que pioraram seu estado de saúde.
Apesar dos esforços para sua recuperação e hidratação, o animal não reagiu ao tratamento e veio a falecer.
O filhote havia sido levado para um santuário localizado na Fazenda Nápoles, agora funcionando como um parque temático.
Após a morte de Pablo Escobar em 1993 durante uma operação policial, os hipopótamos escaparam e desde então vêm causando impacto negativo no ecossistema local e até atacado moradores.
O governo do presidente Gustavo Petro, que está se despedindo do cargo, aprovou este ano um plano para abater cerca de 80 desses animais após não ter sucesso em controlar a reprodução por meio de esterilizações.
Mundo
Erupção do Vulcão de Fogo na Guatemala termina após evacuação em massa
A atividade do Vulcão de Fogo na Guatemala, responsável pela retirada de mais de 1.700 moradores das encostas próximas, cessou na quarta-feira (5), confirmaram especialistas e autoridades.
Considerado o vulcão mais ativo da América Central e situado a 35 km da capital guatemalteca, o evento eruptivo teve início nas primeiras horas da segunda-feira e se intensificou à noite, com a liberação de lava e grandes nuvens de gases e cinzas.
De acordo com o Instituto Nacional de Vulcanologia, após aproximadamente 50 horas desde o início, a erupção foi declarada encerrada.
Contudo, o órgão alertou que os riscos ainda incluem deslizamentos de materiais vulcânicos nas encostas e dispersão de cinzas, recomendando cuidados especiais para o tráfego aéreo.
A diretora da Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres, Claudinne Ogaldes, informou em coletiva que, devido à visível queda na atividade vulcânica, o retorno dos residentes às comunidades é considerado seguro.
Algumas famílias que estavam em abrigos começaram a retornar voluntariamente antes das declarações oficiais, de acordo com a Defesa Civil.
De Escuintla, destino temporário de moradores das áreas afetadas, um jornalista da AFP notou pequenas emissões de gases e cinzas.
As autoridades haviam decretado alerta máximo em três departamentos próximos ao vulcão na terça-feira, mas até agora não houve registros de vítimas ou danos significativos.
Com 3.763 metros de altura, o Vulcão de Fogo é um dos três vulcões ativos da Guatemala, junto com o Pacaya, ao sul, e o Santiaguito, ao oeste do país.
Vida ao lado do vulcão
Os locais convivem com essas erupções quase como parte da rotina, embora muitos ainda sintam medo após a tragédia de 3 de junho de 2018, quando uma avalanche resultante da atividade vulcânica destruiu uma comunidade, causando 215 mortes e número semelhante de desaparecidos.
Bernabé Marroquín, agricultor de 61 anos que trabalha nas encostas orientais do vulcão no município de San Juan Alotenango, comentou que para ele a atividade do vulcão virou rotina, reconhecendo os momentos em que ele está ativo e quando permanece calmo.
Isabel Pérez, de 69 anos, residente do povoado El Porvenir e que permaneceu em abrigo em Alotenango, expressou seu receio de viver próxima ao vulcão, pedindo que as autoridades facilitem a relocação de sua família para um local mais seguro. “Quando poderemos viver sem medo?” lamentou.
As últimas manifestações eruptivas ocorreram em fevereiro e junho de 2025, resultando na evacuação de cerca de 800 pessoas.
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