Brasil
Moraes fala sobre campanha enganosa e reclamações de familiares para transferir Bolsonaro à Papudinha
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mencionou a existência de uma campanha enganosa contra o Judiciário e protestos por parte dos familiares de Jair Bolsonaro na decisão de transferir o ex-presidente para a Papudinha.
Moraes determinou na quinta-feira (15) a mudança de Bolsonaro da sala de Estado Maior na Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
A decisão destaca várias declarações de parentes de Bolsonaro que denunciaram as condições em que ele estava desde sua prisão em novembro, embora Moraes ressalte os privilégios que o ex-presidente tinha na prisão.
O ministro especifica os benefícios da Sala de Estado Maior, como área de 12 m², quarto com banheiro privativo e água quente, televisão, ar-condicionado, frigobar, médico da Polícia Federal em plantão 24 horas, autorização para fisioterapia, banho de sol diário e exclusivo, realização de exames médicos e um protocolo especial para entrega diária de comida caseira.
“Entretanto, ocorre que, mentirosa e lamentavelmente, vem ocorrendo uma sistemática tentativa de deslegitimar o regular e legal cumprimento da pena privativa de liberdade de JAIR MESSIAS BOLSONARO, que vem ocorrendo com absoluto respeito à dignidade da pessoa humana e em condições extremamente favoráveis em relação ao restante do sistema penitenciário brasileiro”, diz a decisão.
A declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 1º de dezembro, após visita ao pai, na qual comparou a carceragem da Polícia Federal a um “cativeiro”, desconfiando da origem da comida e reclamando do horário de visitas, foi mencionada por Moraes.
O ministro classifica outras críticas feitas por Flávio de infundadas e recorda que mais de 384 mil presos no regime fechado enfrentam superlotação, enquanto o ex-presidente conta com cela exclusiva.
Moraes também cita reclamações do ex-vereador do Rio, Carlos Bolsonaro (PL-SC), do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) e da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) para comparar o tratamento de Bolsonaro com o de outros detentos no país.
Os reiterados pedidos da defesa do ex-presidente por prisão domiciliar, pedido para acesso a uma Smart TV com acesso ao YouTube e autorização para intervenção fisioterapêutica também influenciaram a decisão do ministro.
“Ressalte-se, entretanto, que essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de JAIR MESSIAS BOLSONARO, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas Instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias, como erroneamente várias das manifestações anteriormente descritas parecem exigir, ao comparar a Sala de Estado Maior a um ‘cativeiro’, ao apresentar reclamações do ‘tamanho das dependências’, do ‘banho de sol’, do ‘ar-condicionado’, do ‘horário de visitas’, ao se desconfiar da ‘origem da comida’ fornecida pela Polícia Federal, e, ao exigir a troca da ‘televisão por uma SMART TV’, para, inclusive, ‘ter acesso ao YOUTUBE'”, ressalta Moraes.
Segundo o ministro, a nova cela na Papudinha oferecerá acesso a um espaço cinco vezes maior, lavanderia, cozinha, área externa, cinco refeições diárias (contra as três atuais na PF), possibilidade de exercícios físicos, ampliação do horário de visitas, posto de saúde no local e área espaçosa para receber visitantes. A cela possui uma área total de 64,83 m², sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² externos.
Aliados e familiares de Bolsonaro haviam alegado motivos de saúde, considerando as diversas cirurgias decorrentes do atentado a faca sofrido em 2018, para pedir a transferência para prisão domiciliar.
Bolsonaro foi condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio público tombado.
Em dezembro, o Congresso aprovou um projeto que reduz a pena para condenados por tentativa de golpe, podendo o tempo de prisão em regime fechado cair de quase sete anos para pouco mais de dois anos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou a proposta, mas o Legislativo pode derrubar o veto em votação futura.
Brasil
Quem são as três vítimas do ataque com faca na fábrica da Bombril no ABC
Os corpos dos três funcionários que foram assassinados em um ataque com faca dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, na manhã do sábado, 1º de agosto, serão enterrados neste domingo, 2, em cemitérios da região do ABC Paulista.
O ataque foi praticado por um colega de trabalho dentro da unidade situada na Avenida Marginal Direita da Anchieta, no bairro Rudge Ramos.
O suspeito tirou a própria vida após ser detido, conforme informado pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Todos os envolvidos trabalhavam para uma empresa terceirizada.
Quem são as vítimas?
- José Guilherme Victoriano de Moura, 54 anos, desempenhava a função de conferente;
- Edvaldo Santos da Silva, 44 anos, ocupava o cargo de supervisor;
- Douglas de Souza Vieira, 39 anos, trabalhava como operador de empilhadeira.
O autor identificado do crime foi Claudio Henrique da Silva, 33 anos, também operador de empilhadeira e empregado terceirizado da empresa.
José Guilherme teve seu velório e sepultamento realizados no Cemitério Municipal do Carminha, em São Bernardo do Campo, às 14 horas.
Douglas de Souza Vieira foi velado no mesmo cemitério e sepultado às 15h15.
Edvaldo Santos foi velado no Cemitério Jardim da Colina, igualmente em São Bernardo do Campo, e sepultado às 16 horas.
Detalhes do ataque
O crime ocorreu por volta das 6 horas da manhã dentro da fábrica, situada às margens da Rodovia Anchieta.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados após denúncia de agressão com faca. Ao chegarem, encontraram três funcionários mortos e o agressor já detido por outros presentes no local.
Relatos indicam que Claudio estava de folga, mas retornou à fábrica para atacar os colegas. Testemunhas afirmaram que ele possivelmente era vítima de bullying praticado por duas das vítimas, mas essa hipótese ainda está em investigação.
Douglas teria sido ferido ao tentar impedir o ataque contra os demais.
Após ser contido, Claudio foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde permaneceu em flagrante. Entretanto, ele cometeu suicídio enquanto detido. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito.
A Corregedoria da Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte do agressor na delegacia.
Investigação e dinâmica do crime
A polícia está apurando as motivações do ataque. Testemunhas estão sendo ouvidas para esclarecer possíveis conflitos entre o autor e as vítimas prévios ao crime.
De acordo com os primeiros relatos, o supervisor Edvaldo Santos teria tentado evitar o segundo ataque após a agressão inicial.
O primeiro a ser atacado foi José Guilherme de Moura, encontrado próximo à porta do banheiro. O corpo de Douglas de Souza estava próximo a uma escada, indicando que ele teria tentado fugir.
Edvaldo Santos tentou desarmar Claudio com uma cadeira, mas não conseguiu e foi a terceira vítima fatal.
Após os ataques, o agressor procurou uma quarta pessoa, sem sucesso, e aguardou a chegada da polícia, entregando-se sem resistência.
Claudio foi descrito como alguém calado, reservado e dedicado ao trabalho.
O Samu confirmou que as três vítimas morreram no local. A polícia apreendeu as facas usadas e registrou o caso como homicídio seguido de suicídio. A Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) de São Bernardo do Campo está conduzindo as investigações.
Posicionamento da Bombril e da empresa terceirizada
A Bombril informou que está acompanhando a situação junto à empresa terceirizada TPC e oferecendo apoio às famílias das vítimas.
Disse ainda que mantém um canal para denúncias de bullying, assédio e condutas inadequadas envolvendo funcionários próprios e terceirizados, além de oferecer suporte psicológico e treinamentos para um ambiente de trabalho seguro.
A TPC colabora com as investigações, apura o ocorrido internamente e presta assistência às famílias dos falecidos.
Onde buscar ajuda
Se você enfrenta sofrimento emocional ou conhece alguém nessa situação, existem serviços disponíveis para apoio:
- Centro de Valorização da Vida (CVV): serviço gratuito de apoio emocional com atendimento 24h por telefone, chat e e-mail.
- Sistema Único de Saúde (SUS): oferece Centros de Atenção Psicossocial (Caps) para atendimento de transtornos mentais, com unidades específicas para crianças e adolescentes.
- Mapa da Saúde Mental: plataforma que disponibiliza informações sobre unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online, além de materiais informativos sobre saúde mental.
Brasil
Balão cai e mobiliza bombeiros na Zona Norte do Rio
Na manhã deste domingo (2), os moradores da área do Grande Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foram surpreendidos pelo som de fogos de artifício muito fortes. Esses estalos indicavam que um grande balão havia caído na cidade, visível em diversos bairros próximos, como Piedade, Água Santa e Encantado.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o quartel do Méier recebeu uma chamada às 7h43 sobre a queda do balão na Rua Adolfo Bergamini, no bairro Engenho de Dentro, perto do Supermercado Guanabara e da estação de trem local.
Quando os bombeiros chegaram ao local, o balão já estava totalmente tomado pelas chamas. O incêndio atingiu um terreno, mas foi rapidamente controlado pelos profissionais. Felizmente, ninguém se feriu.
Soltar balões é crime
Vale lembrar que a lei ambiental prevê prisão de um a três anos ou multa para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios.
Até agora, não há informações sobre quem foi responsável pelo lançamento do balão no Engenho de Dentro.
Brasil
Moraes autoriza cunhada a cuidar de Bolsonaro durante exames de Michelle em hospital de Brasília
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, permitiu que Geovanna Lima, cunhada do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenha acesso e permaneça na residência onde ele cumpre prisão domiciliar, em Brasília, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro realiza exames médicos em um hospital da capital. Conforme informado pela defesa, a irmã de Michelle auxiliará a sobrinha Laura e o ex-chefe do Executivo.
Moraes determinou que a permanência de Geovanna na casa da família Bolsonaro durará até a volta de Michelle, sendo obrigatório comunicar imediatamente o STF sobre o retorno dela.
O ministro ressaltou ainda que a ex-primeira-dama será revista e destacou que seu celular e outros dispositivos eletrônicos devem permanecer sob custódia dos policiais responsáveis pela segurança do ex-presidente.
O despacho foi assinado no sábado e divulgado na manhã do domingo, logo após a defesa informar ao STF sobre os exames realizados por Michelle.
De acordo com os advogados, Michelle está submetendo-se aos procedimentos médicos devido a episódios frequentes de enxaqueca, com possibilidade de internação para completar a avaliação clínica.
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