Economia
Preços do etanol sobem em 18 Estados e no DF, caem em 3 e ficam estáveis em outros 5, diz ANP

(Nico De Pasquale Photography/Getty Images)
Os preços médios do etanol hidratado subiram em 18 Estados e no Distrito Federal, caíram em 3 e ficaram estáveis em 5 na semana passada. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas. Nos postos pesquisados pela ANP em todo o país, o preço médio do etanol subiu 2,47% ante a semana anterior, de R$ 3,65 para R$ 3 74 o litro.
Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média subiu de R$ 3,48 para R$ 3,57. A maior alta porcentual na semana, de 10,75%, foi registrada em Mato Grosso, onde o litro passou de R$ 3,07 para R$ 3,40. A maior queda porcentual, de 0,83%, ocorreu em Rondônia, com o litro passando de R$ 4,81 para R$ 4,77.
O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 2,99 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 5,99, foi registrado no Rio Grande do Sul. Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,40, foi observado em Mato Grosso, enquanto o maior preço médio foi registrado no Amapá, de R$ 4,94 o litro.
Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no País subiu 4,47%. A maior alta no período, de 16,67%, foi registrada no Rio Grande do Norte. A maior queda no mês foi observada em Rondônia, de 0,63%.
Economia
BC e BCE começam análise para conectar Pix ao sistema europeu de pagamentos
O Banco Central e o Banco Central Europeu (BCE) iniciam nesta quinta-feira, 24, a etapa de avaliação para verificar a possibilidade de ligação entre o Pix e o TIPS, que é o sistema europeu de pagamentos instantâneos.
O Banco Central destaca em comunicado que, devido aos intensos fluxos econômicos e financeiros entre o Brasil e a zona do euro, a conexão entre Pix e TIPS poderá facilitar pagamentos internacionais que sejam mais rápidos, eficazes e com custos reduzidos entre essas duas regiões.
Conforme explica a autoridade monetária, essa iniciativa faz parte da evolução planejada do Pix e dos esforços para integrar o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos com infraestruturas similares internacionais e de outras regiões.
O BC informa que essas integrações permitirão remessas internacionais e compras com o crédito em moeda local liberado em poucos segundos. De modo geral, a interligação entre sistemas de pagamento instantâneos tem o potencial de diminuir custos, acelerar processos, expandir o acesso e melhorar a clareza das transações transfronteiriças, alinhada aos objetivos do Plano de Ação do G20 para a melhoria dos pagamentos internacionais.
O TIPS foi criado para funcionar como uma infraestrutura paneuropeia de liquidação instantânea em moeda de banco central, operando atualmente com o euro, a coroa sueca e a coroa dinamarquesa, com planos de expansão para outras moedas do Espaço Econômico Europeu.
Segundo o BC, a avaliação da conexão com o Pix complementa os trabalhos do Eurosistema para integrar o TIPS a outras infraestruturas de pagamentos instantâneos, como o Nexus e os sistemas de pagamento da Índia e da Suíça.
Economia
Produção florestal bate recorde de 47,9 bilhões em 2025
As florestas no Brasil geraram uma receita econômica de R$ 47,9 bilhões em 2025, atingindo o maior valor registrado até agora, com um crescimento de 6,7% comparado ao ano anterior.
Esses números englobam florestas tanto nativas quanto cultivadas, segundo a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada na quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O estudo considera a silvicultura, que é a produção oriunda de áreas cultivadas, e o extrativismo, relativo às florestas naturais.
Os valores são em moeda corrente do ano da pesquisa, sem ajuste pela inflação.
Silvicultura em crescimento
A silvicultura teve um aumento de 8,6% de 2024 para 2025, somando R$ 41 bilhões. Por outro lado, a extração vegetal diminuiu 3,1%, alcançando R$ 6,9 bilhões.
Na década de 1990, silvicultura e extrativismo alternavam-se como os principais responsáveis pela produção florestal, mas desde então a produção das áreas plantadas cresceu significativamente, representando 85,6% do valor em 2025, enquanto o extrativismo corresponde a 14,4%.
O IBGE destaca que de 2019 até 2025 o valor econômico da silvicultura aumentou 165%, atribuído ao avanço tecnológico.
Em 2025, as florestas cultivadas cobriram 10,4 milhões de hectares, equivalente quase ao tamanho do estado de Pernambuco.
Eucalipto e celulose
Dessa área, 78,6% é de eucalipto, uma árvore que cresce rápido, usada principalmente na indústria de celulose, matéria-prima para produção de papel.
A alta produtividade coloca o Brasil como maior produtor e exportador mundial de celulose desde 2022, ultrapassando o Canadá.
O IBGE explica que fatores como o clima favorável, solo adequado e práticas sustentáveis contribuem para a competitividade internacional do país.
Em 2025, a produção de celulose chegou a 22,2 milhões de toneladas, 12,7% superior ao ano anterior.
Influência do mercado chinês
Em valores, a celulose gerou US$ 10,2 bilhões, uma redução de 3,9% em doze meses. Por ser uma commodity negociada internacionalmente, o preço da celulose depende do mercado global.
O IBGE aponta que a queda nos preços se deve ao excesso de oferta, desaceleração do consumo na China e variações cambiais, como a valorização do real.
Celulose foi o oitavo produto de exportação do Brasil em 2025, atrás de petróleo, soja e minério de ferro.
Municipalidades em destaque
Quase 4.900 municípios apresentaram produção florestal no ano passado. Dois Lagoas, Município de 145 mil habitantes em Mato Grosso do Sul, lidera com R$ 1,8 bilhão, mais que triplicando em relação a 2024.
Na cidade, operam fábricas das empresas Suzano, líder mundial do setor, e Eldorado.
Em termos regionais, Minas Gerais destaca-se com R$ 9,2 bilhões na silvicultura, representando 22,5% do total nacional e sendo o maior produtor de carvão vegetal com 84,6% de participação nacional.
Produtos alimentícios
A pesquisa indicou que produtos alimentícios geraram R$ 2,2 bilhões na produção.
O açaí representou metade deste valor, com uma produção de 251 mil toneladas, sendo dois terços concentrados no Pará.
A erva-mate obteve a segunda posição entre produtos não madeireiros, com R$ 562,3 milhões em produção, com 88,4% do valor vindo do Paraná.
Economia
Banco Central avalia integração do Pix com sistema europeu de pagamentos
O Banco Central do Brasil (BC) e o Banco Central Europeu (BCE) iniciaram uma fase para analisar a possibilidade de conectar o Pix ao TIPs, a plataforma instantânea de pagamentos da Europa. O BC informou que serão avaliados aspectos técnicos, operacionais, jurídicos e comerciais envolvidos na conexão dessas duas infraestruturas públicas de pagamentos.
De acordo com o BC, considerando os fluxos econômicos e financeiros entre o Brasil e a zona do euro, essa conexão entre Pix e TIPS pode facilitar transações internacionais mais rápidas, eficientes e com custos reduzidos entre as duas regiões.
“Essa iniciativa faz parte do plano de evolução do Pix e dos esforços do BC para conectar o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos a plataformas semelhantes multilaterais e de outras regiões”, destacou o Banco Central em comunicado.
Conforme o BC, essas conexões poderão viabilizar envio de remessas internacionais e compras com a liberação dos fundos na moeda local em poucos segundos.
Mais amplamente, a integração de sistemas de pagamentos instantâneos tem potencial para diminuir custos, aumentar a rapidez, ampliar o acesso e aprimorar a transparência nas transações internacionais, alinhada com as metas do Plano de Ação do G20 para o aprimoramento dos pagamentos transfronteiriços.
O BC explicou que o TIPS é uma infraestrutura europeia destinada à liquidação imediata em moedas emitidas por bancos centrais, atualmente operando com euro, coroa sueca e coroa dinamarquesa, com planos de expansão para outras moedas dentro do Espaço Econômico Europeu.
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