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O que aconteceu com destroços do voo MH-370 da Malaysia Airlines?

(PlanespottersNet/Reprodução)

Os destroços do avião comercial Boeing 777, do voo MH370 da companhia aérea Malaysia Airlines que desapareceu em março de 2014, podem estar em Camboja. É o que diz um pesquisador britânico que afirma ter encontrado os destroços da aeronave utilizando Google Maps – e que se soma a outras hipóteses sobre o acidente, que se tornou um dos maiores mistérios da aviação mundial.Ian Wilson, um especialista em tecnologia do Reino Unido, afirmou ao jornal local The Mirror que avistou os destroços do avião dentro de uma selva no Camboja, na Ásia. “Medindo o avistamento do Google, você está olhando para cerca de 69 metros mas parece haver uma lacuna entre a cauda e a traseira do avião. É apenas um pouco maior, mas há uma lacuna que provavelmente seria responsável por isso”, disse Wilson ao jornal britânico.

O voo MH370 da companhia aérea Malaysia Airlines desapareceu em 8 de março de 2014, 40 minutos depois de decolar em Kuala Lumpur rumo a Pequim. Mas desapareceu durante uma transferência entre os controladores de tráfego aéreo da Malásia e do Vietnã, com o transponder desligado. Ainda não se sabe se o desaparecimento se deve a um acidente, ato terrorista ou suicídio de um passageiro ou tripulante.

Teoria da selva no Camboja

Ian Wilson sustenta essa teoria desde 2018, conforme noticiou inicialmente o Daily Star. Na época, ele e o irmão tentaram visitar a área, mas desistiram após enfrentarem condições adversas seis quilômetros ao norte do pico de Phnom Aoral, segundo o Daily.

O jornal, entretanto, contestou a teoria de Wilson, afirmando que a figura é um avião capturado em pleno voo, teoria também defendida pela Aviation Safety Network (ASN). A hipótese também vai contra a opinião mais difundida entre os investigadores de que o avião caiu no Oceano Índico.

Queda no Índico

Investigadores acreditam que o avião caiu no oceano e aventam a possibilidade de suicídio do piloto, que teria premeditado um assassinato em massa derrubando a aeronave. Ele teria despressurizado a aeronave, fazendo com que todos os que não estavam usando máscara de oxigênio desmaiassem.

Isso explicaria o silêncio dentro da aeronave que se desviava completamente da rota original: nenhum pedido de socorro, nenhuma despedida ou tentativa de chamar a emergência. Da mesma forma, também explicaria como quem estava no controle teve tempo de levar o avião até seu destino final – o fundo do mar.

Entretanto, as buscas em mar profundo pelo avião desaparecido, terminaram em janeiro de 2017, após vasculhar uma área de 120 mil quilômetros quadrados no fundo do mar do Oceano Índico, sem nenhum destroço encontrado.

Destroços recuperados

Até o momento, estão disponíveis cerca de 30 peças que foram recuperadas em praias do Oceano Índico, na Ilha da Reunião, Moçambique, Maurício, África do Sul e Zanzibar e que pertencem ao avião desaparecido. Outras sete peças, incluindo partes do interior da cabine, são “quase certamente” e mais oito “com alta probabilidade” relacionadas ao caso.

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El Niño obriga chefs famosos a mudarem pratos

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No Brasil, as formigas estão desaparecendo dos cardápios, na Dinamarca estão utilizando chocolate sem cacau e, no Japão, o peixe servido vem de águas mais quentes. Fenômenos climáticos extremos, como o El Niño deste ano, forçam os chefs a modificar seus pratos.

Cientistas preveem que um El Niño excepcionalmente intenso irá alterar os padrões climáticos globais, aumentando o risco de secas, enchentes e ondas de calor. Isso também impactará a agricultura, pesca e abastecimento de água.

Chefs renomados, como Alex Atala do Brasil, Rasmus Munk da Dinamarca e Álvaro Clavijo da Colômbia já antecipam as dificuldades na disponibilidade, qualidade e custo dos ingredientes.

Esses chefs se reuniram no festival gastronômico Apapaxoa, na Riviera Maya, México, onde compartilharam que já vêm ajustando seus menus diante de eventos climáticos severos há anos.

Alex Atala conta que nos últimos três anos faz um cardápio anual que ajusta quase toda semana devido à falta de ingredientes. Este ano, por exemplo, as formigas estão disponíveis só para clientes interessados em provar.

Seu restaurante principal, o D.O.M. em São Paulo, revisita tradições indígenas usando ingredientes de comunidades isoladas da Amazônia.

Ele explica que no Brasil, um país enorme, 90% do transporte é rodoviário. Quando chove, as estradas alagam e nas secas existem incêndios, atrasando os produtos que chegam frescos e causando perda de qualidade.

Quique Dacosta, chef espanhol em Dénia, região afetada por enchentes devastadoras em 2024, destaca que eventos climáticos extremos deterioram diretamente os insumos que fundamentam a culinária local. Além disso, a frequência de chuvas dificulta a presença dos clientes, cancelando reservas e afetando os negócios.

No Caribe mexicano, o chef Roberto Solís observa que pela primeira vez em anos não houve furacões. Estes ciclones são importantes pois transportam umidade, movimentam correntes oceânicas e estimulam plâncton e micro-organismos essenciais para os peixes locais, ingrediente central de seu restaurante Huniik em Mérida, que reinventa tradições maias.

Rasmus Munk, um dos chefs mais inovadores da atualidade, ressalta a importância de comunicar sobre a resiliência dos alimentos no futuro. No restaurante Alchemist, em Copenhague, estão criando alternativas ao chocolate utilizando resíduos da produção de cerveja, como cevada maltada e trigo, tornando os pratos mais locais e sustentáveis.

Temperaturas muito altas possibilitam novas culturas em países frios, como a Dinamarca. No Japão, o El Niño atrai peixes de águas mais quentes, ampliando a variedade dos pratos. Yusuke Takada do restaurante La Cime em Osaka afirma que no Japão os ingredientes continuam disponíveis, combinando técnicas japonesas e francesas.

Porém, há uma preocupação geral. A chef Dominique Crenn, francesa em San Francisco, lamenta que o El Niño está alterando tudo e tenta ajudar os clientes a entender as mudanças climáticas através dos menus do Atelier Crenn.

Álvaro Clavijo relata que na Colômbia o El Niño atingiu forte, causando escassez de ingredientes como polpa de cacau, tubérculos andinos e um milho especial de rápida colheita mas que não amadurece completamente. Diante disso, eles adaptam o cardápio constantemente. A maior preocupação é o abastecimento de água, que está racionado há dois anos, dificultando muito o funcionamento do restaurante.

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UE define uso de fundo de US$ 7,5 bilhões para armas na Ucrânia

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Os países da União Europeia (UE) chegaram a um consenso sobre a utilização de um fundo de 6,6 bilhões de euros (aproximadamente US$ 7,5 bilhões, R$ 38,9 bilhões), que estava bloqueado há muito tempo e que servia para reembolsar os Estados que forneceram armamentos à Ucrânia, comunicou a chefe da diplomacia do bloco.

Embora a Ucrânia já tenha recebido esse montante, os países da UE que adiantaram os recursos esperavam o reembolso por parte de Bruxelas durante vários anos devido ao veto da Hungria.

O novo governo húngaro, liderado por Petger Magyar, alterou sua posição sobre o veto e, desde então, as capitais europeias discutem como aplicar esses recursos.

A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmou nesta sexta-feira que aproximadamente US$ 5,3 bilhões (R$ 27,5 bilhões) serão destinados ao reembolso dos Estados-membros.

Outros US$ 1 bilhão (R$ 5,19 bilhões) irão financiar a missão de treinamento comandada pela UE para as forças ucranianas, e o restante será empregado para novas compras conjuntas de equipamentos, acrescentou Kallas.

“As ações híbridas de Moscou buscam amedrontar a Europa para que diminua seu apoio à Ucrânia. Entretanto, a Europa está adotando uma postura contrária”, declarou Kallas em suas redes sociais.

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Xi Jinping vai se reunir mais duas vezes com Trump este ano e vê relação mais estável entre China e EUA

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O presidente da China, Xi Jinping, anunciou nesta sexta-feira, 25, que ainda terá duas ocasiões para encontrar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes do final deste ano, destacando uma visão mais otimista para a relação entre as duas maiores potências econômicas globais.

As declarações ocorreram antes de uma breve reunião para um chá na Casa Branca entre os dois líderes.

“Nos meses que restam deste ano, haverá duas oportunidades para nos encontrarmos”, afirmou Xi Jinping.

A primeira reunião está prevista para a Conferência de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), que acontecerá em meados de novembro, em Shenzhen, China, e a segunda ocorrerá durante a cúpula do G20, prevista para meados de dezembro, em Miami, Estados Unidos.

Xi Jinping também fez um convite para que Trump e a primeira-dama, Melania Trump, visitem a China, expressando uma perspectiva otimista para o futuro da parceria bilateral.

O líder chinês destacou que ambos os países concordaram em renovar o conteúdo das relações, promovendo uma parceria fundamentada em estabilidade estratégica, respeito mútuo, justiça e reciprocidade.

Por sua vez, Donald Trump avaliou positivamente os encontros com a delegação chinesa, indicando que foram realizados avanços significativos e resultados frutíferos para as duas nações. “Foi extremamente produtivo”, declarou.

O presidente americano acrescentou que manterá diálogo frequente com Xi Jinping.

Trump ressaltou também que os agricultores americanos ficarão satisfeitos com os resultados das negociações, embora não tenha detalhado as medidas, e afirmou que muitas resoluções positivas foram alcançadas.

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