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Cultura

Xande de Pilares homenageia o samba e suas rodas com Nos Braços do Povo Vol. 2

Um tributo aos botequins próximos às residências de Xande de Pilares e às encontros que aconteciam após ele concluir a tarefa de carregar água no morro.

As diversas histórias que ele ouvia e cantava tiveram início em situações assim — somadas a várias outras que o consagraram como um dos nomes mais fortes do samba e das rodas do gênero, destacando-se em trabalhos como “Nos Braços do Povo Vol. 1” (2025) e complementado pelo Vol. 2, lançado nesta quinta-feira (29) nas plataformas digitais, e hoje em formato audiovisual no YouTube, encerrando o projeto gravado no Rio de Janeiro, no Bar do Zeca Pagodinho.

“Eu me conecto com a música do mesmo modo que me relaciono com o mundo, a natureza, Deus, minha fé, minha ancestralidade e minha família. ‘Nos Braços do Povo’ me permite mostrar às pessoas essa ligação com a música”, revelou Xande em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco.

Produzido musicalmente por João Carlos Filho, “Nos Braços do Povo Vol. 2” apresenta 42 canções de samba de alta qualidade, com participações especiais de artistas como Ferrugem, Sombrinha e Diogo Nogueira.

“Anunciação”, de Alceu Valença, e “Só Quero um Xodó”, de Anastácia e do mestre Dominguinhos, também estão entre as composições importantes integradas ao samba de Xande de Pilares.

“(…) Quando eu não tinha carne no feijão com arroz, tinha a música. Quando não havia água potável de qualidade para beber no morro, havia música. Quando faltava sobremesa após o jantar, ainda havia música”, justifica o cantor e compositor nascido no berço do samba, o Rio de Janeiro.

Se soubesse cantar em inglês? “Pegaria as músicas dos artistas da língua que não domino e também as transformaria em samba”, garantiu. Mas foi em português que ele interpretou “Kid Cavaquinho” e “Linha de Passe”, clássicos eternizados por Aldir Blanc, João Bosco e Paulo Emílio, revividos no Vol. 2 do seu “Nos Braços do Povo”.

De forma similar ao que ocorreu com “E.C.T.”, de Brown, Nando Reis e Marisa Monte, assim como “Meu Guri”, de Chico Buarque e “Mal de Mim”, de Djavan, Xande comenta: “Escuto música o tempo todo. Todos esses nomes faço parte da minha área, porque o samba é o ritmo que escolhi representar”.

O samba por mulheres

Em conversa sobre as rodas de samba, que servem de inspiração para a produção dos dois volumes de “Nos Braços do Povo”, um projeto que impulsiona o gênero símbolo da cultura brasileira, Xande destaca as mulheres que também fazem samba, algumas especialmente marcantes.

Beth Carvalho chegava ao Cacique de Ramos, incorporava a sonoridade, levava para seus discos e oferecia mais variações de ritmo e harmonia. Antes dela, já haviam Clementina, Alcione, Maria Helena, Elza Soares…”, explica.

Sobre “Nos Braços do Povo” ser um projeto pessoal, ele não hesita ao afirmar que se trata da sua trajetória, “ainda mais profunda,” referindo-se às edições do “Pagode da Tia Gessy”.

“Ali estava minha história com a Tia Gessy, mas agora o projeto reúne pagodes que eu participava no Morro do Turano, na praça de Saens Peña, em Bento Ribeiro, Realengo, na Barraca do Louro e no Pagode do Salgueiro”, este último onde ele ocasionalmente cantava.

Xande continua destacando a importância da obra como forma de revelá-lo além dos hits viralizados como “Tá Escrito” e “Clareou”.

“Esse trabalho mostra um lado pouco conhecido (…) ‘Nos Braços do Povo’ é muito mais profundo, pois é o Xande de Pilares apresentando os sambas que acompanham a vida do Alexandre Silva de Assis”, complementa o grande nome atual do samba, ansioso pelo Vol. 3, que já está em preparação.

“Ainda vamos gravar, tenho novidades incríveis”, adianta. Sobre o Vol. 2, ele enfatiza a valorização dos compositores na música, com o projeto em vídeo divulgando o nome de cada um deles.

Outro diferencial é exibir transcrições cifradas das canções para auxiliar aqueles que desejam aprender os acordes e a harmonia das músicas cantadas.

Mais que um registro audiovisual do samba, Xande de Pilares exalta em “Nos Braços do Povo Vol. 2” as gerações do ritmo, cheio de vozes e histórias múltiplas, mantendo a tradição do gênero que envolve violão, cavaquinho, banjo, repique e pandeiro, perpetuando sob sua batuta uma harmonia vibrante e eterna, em incontáveis volumes.

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Cultura

Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes lançam álbum e turnê juntos

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Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes anunciaram nesta terça-feira, 22, um novo álbum e uma turnê em parceria. O projeto, intitulado “Vice-Versa”, foi lançado ao meio-dia nas plataformas digitais, acompanhado de videoclipes dirigidos pela cineasta Daniela Thomas.

Até o momento, a única colaboração entre os artistas havia sido a canção “Para Lá”, de 1998, apesar de já terem se apresentado juntos em algumas ocasiões. Agora, apresentam ao público dez músicas inéditas.

“Parece que estávamos acumulando energia todo esse tempo para agora lançar este álbum”, comentou Antunes durante o evento de lançamento, realizado na manhã de terça-feira na Pinacoteca de São Paulo.

Uma das faixas, chamada “Agora Juntos”, aborda justamente essa união. A letra diz: “Nós agora estamos juntos, com o mundo para cantar”. Outra música, “Na Minha Carne Viva”, foi composta por Antunes, Calcanhotto e Marisa Monte. Além das dez canções inéditas, o álbum inclui uma versão da música reggae “Sorriso Livro”, popularizada pela Timbalada em 2006.

A ideia de uma colaboração mais ampla entre os dois artistas surgiu em 2024, após um show conjunto no Coala Festival. “Sentimos vontade de seguir juntos numa turnê”, explicou Calcanhotto.

A compositora revelou que ambos refletiram sobre fazer algo retrospectivo ou criar material novo, optando pela segunda opção. A partir daí, passaram a se reunir para compor e, em um desses encontros na casa de Antunes, criaram três músicas.

O álbum “Vice-Versa” foi produzido pelo baterista Pupillo e conta com participações de músicos como o pianista Vitor Araújo, o guitarrista Pedro Sá e o violonista Tomé Antunes, filho de Arnaldo Antunes. Pupillo também colaborou em duas faixas com os artistas.

A turnê do projeto está prevista para começar em março de 2027. Durante a coletiva, Calcanhotto comentou: “Queria falar sobre o repertório esta noite”. Antunes acrescentou: “Já decolamos em um avião e agora estamos prontos para outro”.

A estreia será no dia 6 de março, em São Paulo, no Espaço Unimed. A produção da turnê fica por conta da 30e em parceria com o Itaú Live.

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Cultura

Destroços do helicóptero com o cantor Rick são encontrados em Santa Catarina; não há sobreviventes

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O helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, foi localizado nesta terça-feira (22). Cinco corpos foram encontrados e, segundo o Corpo de Bombeiros, não há sobreviventes.

A aeronave estava desaparecida na Serra de Santa Catarina desde a tarde da segunda-feira (21). Além do cantor, estavam a bordo o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto. A identidade do quinto corpo ainda não foi divulgada.

O helicóptero partiu de Porto Belo, no Litoral Norte, pela manhã, com destino a São Joaquim, na Serra, mas não chegou ao local previsto. A região enfrentava previsão de tempestades intensas, conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Geraldo Antônio de Carvalho, conhecido como Rick, nasceu em Porto Nacional (TO) em 5 de dezembro de 1966. Mudou-se para Brasília aos seis anos e iniciou sua carreira cantando em bares ao lado de uma irmã, ainda na infância, enfrentando até problemas com o Juizado de Menores devido à sua idade.

A dupla formada por Rick e Renner surgiu nos anos 1980 em Brasília e alcançou sucesso nos anos 1990. Entre os maiores hits estão “Ela é demais” com o refrão “uma deusa, uma louca, uma feiticeira” e também “Nos bares da cidade”.

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Cultura

Hayden Panettiere morre por overdose acidental de fentanil, confirma legista

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A atriz americana Hayden Panettiere faleceu em 16 de agosto, aos 36 anos, em Greenville, Carolina do Sul, nos Estados Unidos, em decorrência de uma overdose acidental envolvendo fentanil. A confirmação da causa da morte foi feita nesta terça-feira (22) pelo Gabinete do Médico Legista do Condado de Greenville.

A autópsia identificou que a causa da morte foi a combinação tóxica das substâncias fentanil, 4-ANPP, alprazolam, metocarbamol e quetiapina. Conforme informado pela CBS News, o 4-ANPP é um composto usado na fabricação de fentanil, enquanto o alprazolam é o componente ativo do medicamento Xanax. A morte foi classificada como acidental pelo órgão responsável.

Equipes de emergência foram acionadas para o local onde Panettiere estava hospedada na tarde do dia 16 de agosto. Apesar das tentativas de reanimação e suporte avançado cardíaco, a atriz foi declarada morta no local. O exame não indicou qualquer trauma que possa ter contribuído para o óbito.

Trajetória profissional

Reconhecida principalmente por seu trabalho no cinema e televisão na década de 2000, Hayden Panettiere participou de filmes como Sonhos no Gelo (2005), As Apimentadas: Tudo ou Nada (2006) e Eu Te Amo, Beth Cooper (2009). Além disso, ganhou destaque pela atuação na série Heroes. A atriz deixa sua filha, Kaya Evdokia Klitschko, de 11 anos, fruto do relacionamento com o ex-lutador ucraniano Wladimir Klitschko.

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