Brasil
Universidade Federal Fluminense chama a PF após receber ameaças
A Universidade Federal Fluminense (UFF) acionou a Polícia Federal (PF) depois de receber denúncias de ameaças dirigidas à instituição. Segundo comunicado oficial, essas ameaças foram divulgadas por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais, que colocam em risco tanto a segurança da comunidade acadêmica quanto o patrimônio da universidade.
As mensagens ameaçam, por exemplo, incendiar a universidade e agredir estudantes em contextos políticos.
Diante dessas informações, a UFF prontamente enviou todo o material coletado para a Polícia Federal e aos órgãos competentes, visando a necessária investigação e a adoção das ações legais pertinentes.
Além disso, a universidade solicitou à Secretaria de Gestão Integrada de Niterói o reforço da segurança nos seus campi, enquanto a Superintendência de Operações e Manutenção (Soma) intensificou as medidas internas de proteção à instituição.
Vale destacar que a UFF acompanha as investigações em conjunto com as autoridades responsáveis e se coloca à disposição para colaborar integralmente com os processos. A universidade reafirma seu compromisso com a segurança de toda a comunidade acadêmica, a preservação da vida e a proteção do patrimônio público.
Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, o reitor em exercício, Fabio Passos, comentou que as ameaças tiveram início na quarta-feira, dia 7. Ele ressaltou que os estudantes têm realizado manifestações pacíficas relacionadas ao cenário eleitoral vigente, exercendo seu direito constitucional.
Incêndio na Universidade Federal de Pernambuco
A Polícia Federal também investiga um incêndio de grande porte ocorrido na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na noite de quarta-feira. O inquérito tem como objetivo apurar todas as circunstâncias e possíveis causas do ocorrido.
Alfredo Gomes, reitor da instituição, avaliou que o fogo causou danos avaliados em aproximadamente R$ 100 milhões.
Brasil
Troca na coordenação da campanha é decisão do partido
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que as alterações na liderança de sua campanha são responsabilidade do PT e das legendas aliadas. “As mudanças na coordenação não são de minha autoria. Sou candidato, mas a coordenação cabe ao partido e aos aliados”, declarou em uma conversa com jornalistas nesta quinta-feira (8).
Lula destacou a urgência em aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1. “Precisamos votar o fim da escala 6×1 até esta sexta-feira”, ressaltou.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), também presente na coletiva, explicou: “Estamos conduzindo todo o processo de debate e vamos apresentar o pedido para encurtar o intervalo obrigatório para votação; estamos no meio da tramitação”. A previsão é que a PEC esteja disponível para votação a partir da próxima quinta-feira.
O presidente comentou que o senador Flávio Bolsonaro “não possui experiência” e ressaltou que, “desde 2003, somente nós temos concedido aumentos aos aposentados acima da inflação”. Ele reforçou a importância de estar atento para evitar que a população seja privada de seus direitos, afirmando que “quando se fala em cortes, é para mexer no bolso do trabalhador”.
Ao final da coletiva, Lula também mencionou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), “vai apoiar sua vitória nas eleições”. O encontro entre eles ocorreu nesta quinta-feira no Palácio da Alvorada. Esse contato aconteceu mesmo depois de o partido Republicanos, de Motta, declarar apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
Brasil
Pesquisa mostra disputa apertada entre Flávio e Lula no segundo turno
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (8), revela que 25% dos eleitores do Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno escolhem o senador com o objetivo principal de derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, 13% dos apoiadores do petista indicam que o escolhem para impedir a vitória de Flávio Bolsonaro.
Entre os simpatizantes de Flávio, 69% afirmam que optaram pelo senador por acreditarem que ele é o melhor candidato. Outras motivações somam 4%, enquanto 2% não souberam justificar sua escolha.
Já do lado dos eleitores de Lula, 83% alegam que o petista é a melhor opção na disputa. Respostas diversas somam 3%, e 1% não souberam responder.
O Datafolha realizou entrevistas com 2.520 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 6 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob o número BR-02949/2026.
Este é o primeiro levantamento do instituto após o primeiro turno das eleições, que teve Flávio Bolsonaro como o mais votado, obtendo 47,03% dos votos válidos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu 45,16%.
Brasil
Bets prejudicam os mais pobres, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou na noite de quinta-feira (8) que as apostas de quota fixa, conhecidas como bets, tornaram-se um problema grave para a população de baixa renda. Ele acrescentou que, enquanto estiver no comando do país, não permitirá que o dinheiro destinado à alimentação e itens essenciais seja utilizado em apostas online.
“Enquanto eu for presidente, não permitiremos que o leite, o pão e o feijão sejam usados para enriquecer e lavar dinheiro por meio das bets neste país”, afirmou Lula durante conversa com jornalistas.
O presidente também criticou a presença das empresas de apostas no futebol. “O futebol era muito mais genuíno sem as bets. Fomos campeões mundiais cinco vezes sem bets”, comentou. Segundo ele, “os times não têm o direito de explorar os torcedores que já gastam dinheiro para ir aos estádios e comprar camisas do time, incentivando-os a gastar ainda mais com apostas.”
Lula ressaltou que os clubes devem buscar outras formas de organização financeira. “Os times podem se tornar empresas no meu governo, mas não estão fazendo isso porque encontram facilidade nos cassinos e nas apostas em celulares. Isso vai acabar. Os clubes precisam funcionar como empresas, como ocorre no mundo todo”, declarou.
Em 25 de setembro, o governo publicou a Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu em todo o território nacional a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos online. A legislação também estabelece medidas para encerrar as autorizações concedidas às empresas que atuavam no setor.
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