Esporte
Uefa mantém bloqueio contra eventos da Fifa e pressiona Infantino
A UEFA comunicou nesta quinta-feira à Sky News que as federações europeias continuam seu bloqueio às competições organizadas pela FIFA.
A entidade declarou que o pedido de desculpas de Gianni Infantino e a retirada do plano de venda de parte dos principais torneios não foram suficientes para superar a crise.
De acordo com a confederação europeia, as associações nacionais definiram duas condições para voltar a participar dos eventos da FIFA: a primeira, o cancelamento definitivo da proposta de venda; a segunda, a apresentação de garantias de que algo semelhante não será discutido novamente.
A UEFA reconhece que só a primeira condição foi cumprida. O projeto foi retirado, porém a FIFA não forneceu garantias convincentes de que não tentará transferir novamente parte de suas competições para um modelo controlado por investidores privados.
A entidade europeia também reafirmou sua falta de confiança na presidência de Infantino. Essa posição foi anunciada no sábado anterior e permanece inalterada, mesmo após a carta divulgada pela FIFA, na qual o dirigente reconhece erros na condução do projeto e pede desculpas.
Para a UEFA, o apoio público manifestado após reunião emergencial da cúpula da FIFA no Marrocos não muda a situação. A confederação questiona a independência dos dirigentes que apoiaram Infantino, muitos dos quais estão diretamente ligados à presidência.
Este bloqueio pode afetar a próxima competição internacional da FIFA: o Mundial Feminino Sub-20, que ocorrerá em setembro na Polônia e contará com a presença da Inglaterra e outras seleções europeias.
A continuidade do protesto aumenta a pressão sobre Infantino, que não demonstrou vontade de deixar o cargo. A crise teve início quando se revelou que a FIFA considerava a venda de parte de suas competições sem amplo consenso do Conselho e das federações nacionais.
Segundo a Sky News, figuras importantes da administração da FIFA não estiveram presentes na reunião em Rabat que emitiu a declaração de apoio ao presidente.
Entre os ausentes estavam Jill Ellis, diretora de futebol, Arsène Wenger, responsável pelo desenvolvimento global do esporte, Sarai Bareman, diretora de futebol feminino, e Kevin Lamour, diretor de operações.