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Trump revela investimentos bilionários da Coreia do Sul nos EUA

O presidente Donald Trump revelou na quarta-feira a aplicação de até 200 bilhões de dólares (equivalente a um trilhão de reais) em investimentos provenientes da Coreia do Sul nos Estados Unidos, incluindo um grande projeto de gás no Alasca, sobre o qual Seul declarou ainda não ter tomado uma decisão definitiva.

A Coreia do Sul comprometeu-se a investir 350 bilhões de dólares (1,8 trilhão de reais) nos EUA e a ampliar suas compras de energia americana como parte de um acordo comercial firmado em julho de 2025 com Trump, que estabeleceu tarifas de 15% sobre produtos importados do país asiático.

Além do projeto de gás natural liquefeito no Alasca e de um oleoduto, o governo americano anunciou uma iniciativa de 22,3 bilhões de dólares no setor de gás no Texas, que contará com o apoio sul-coreano.

Estados Unidos e Coreia do Sul acordaram iniciar esforços conjuntos no projeto de GNL do Alasca, estimado em 50 bilhões de dólares, conforme publicado por Trump em sua rede Truth Social.

Seul confirmou na quinta-feira que as partes planejam avançar com a usina de energia a gás natural no Texas, que será destinada a fornecer energia para centros de dados na mesma região. No entanto, destacou que o projeto de GNL no Alasca será avaliado sob a condição de que seja comercialmente viável e cumpra os procedimentos legais nacionais aplicáveis.

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Piloto indiano é chamado de herói após incidente em voo para Israel

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Smit Machchhar, piloto indiano, virou herói nesta quinta-feira (1º) ao manter o controle de um voo partindo de Dubai com destino a Tel Aviv, mesmo depois de ser atacado com uma faca pelo copiloto numa tentativa de tomar comando da aeronave.

Para quem o conhece no subúrbio de Mumbai, onde vivem seus pais, a coragem demonstrada não surpreendeu. Machchhar, de aproximadamente 30 anos e com mais de 10 anos de experiência, é conhecido por sua simpatia, disposição para ajudar e seu sorriso constante. Desde pequeno, ele já mostrava tranquilidade diante de situações difíceis.

Akshay Doshi, amigo de longa data, disse: “Não esperávamos outra atitude dele; sua valentia não foi surpresa”. Outro vizinho, Laxmikant Joshi, comentou à AFP que ele salvou vidas mesmo estando ferido, recuperando o controle do avião no ar após o ataque.

Smit Machchhar afirmou que, no início da carreira, sentia imensa responsabilidade pela segurança dos passageiros. Seu amigo de infância, Pratik Gandhi, lembrou como ele sabia manter a calma, mesmo em brincadeiras que faziam na infância.

Na quarta-feira, sua tranquilidade foi posta à prova quando o copiloto tentou tomar o comando da aeronave da flydubai, iniciando uma luta a bordo. Passageiros e autoridades relataram o episódio.

A companhia aérea confirmou que os 174 passageiros estavam seguros, sendo 166 israelenses conforme diversos meios de comunicação. Detalhes sobre os ferimentos de Machchhar não foram divulgados, mas ele está recebendo atendimento médico.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, o chamou de “herói” em redes sociais, destacando que suas ações salvaram muitas vidas. Modi mencionou ter falado com a família do piloto, elogiando sua coragem.

Bhavesh Shah, outro vizinho, disse que Machchhar costuma visitar a casa da família em Tilak Nagar, Mumbai, e está sempre disposto a ajudar. “Estamos orando por sua recuperação; soubemos que ele está estável”, relatou.

Inicialmente, ele estudou administração para ajudar nos negócios familiares de têxteis, mas acabou se apaixonando pela aviação após participar de um seminário. Seu primeiro voo comercial foi assustador, segundo ele mesmo, devido à grande responsabilidade, mas com o tempo aprendeu a lidar com isso.

Com mais de 13 anos pilotando Boeing 737 em voos comerciais, desde 2022 trabalha na flydubai, companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos, segundo seu perfil no LinkedIn. A SpiceJet, outra empresa onde trabalhou, o chamou de “herói do nosso time”.

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, também elogiou sua coragem notável.

Atualmente, Machchhar está se recuperando na Arábia Saudita, conforme noticiado pelo jornal Mumbai Mirror, que o apelidou de “super-herói dos céus”. Seus pais foram até lá para ficar ao seu lado durante a recuperação.

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Queda de helicóptero médico na Califórnia causa duas mortes

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Um helicóptero usado para resgate médico caiu no oceano na quarta-feira (30), perto da costa de Los Angeles, Califórnia, em um acidente que resultou na morte de duas pessoas, ferimento de outras duas e ainda uma pessoa desaparecida, conforme informado por autoridades locais à imprensa norte-americana.

Janice Hahn, responsável pelo condado de Los Angeles, comunicou no X que "um helicóptero de resgate médico que havia partido da ilha de Santa Catalina caiu logo após decolar".

Ela ainda mencionou que as buscas e operações de salvamento seguem em andamento e expressou suas orações por todos os envolvidos no acidente.

A ilha de Santa Catalina encontra-se na costa sul da Califórnia, aproximadamente 35 quilômetros distante do Porto de Los Angeles.

Jonathan Torres, engenheiro do Corpo de Bombeiros do condado de Los Angeles, informou à emissora KTLA que as equipes locais responderam rapidamente à queda do helicóptero que partira da ilha rumo ao continente por volta das 19h53 (horário local, 23h53 no horário de Brasília).

Ele detalhou que quatro das cinco pessoas que estavam a bordo foram resgatadas; uma ainda permanece desaparecida. Duas vítimas foram levadas a hospitais na área continental em estado estável, enquanto foi confirmado que duas pessoas perderam a vida no local.

As atividades de busca e salvamento continuam em progresso.

A empresa REACH Air Medical Services confirmou ao canal KABC que um dos seus helicópteros esteve envolvido neste incidente.

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Geleiras da Suíça perdem quase um quinto do gelo em cinco anos

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As geleiras da Suíça, que são bastante afetadas pelas mudanças no clima, perderam quase 20% do seu volume em um período de cinco anos, segundo cientistas na quinta-feira (1º). Este ano, 2026, foi o segundo com maior derretimento registrado na história.

Conforme o grupo ‘Glacier Monitoring in Switzerland’ (Glamos), as geleiras suíças diminuíram 5,5% de seu gelo em 2026, um ano que foi extremamente quente durante o verão boreal e teve um inverno com poucas nevascas.

O diretor da Glamos, Matthias Huss, chamou 2026 de “um ano devastador” devido à grande quantidade de gelo perdida.

Em sua visita à geleira Scex Rouge, localizada perto de 3.000 metros de altitude, ele expressou grande preocupação.

“Esta geleira não vai conseguir se manter”, declarou. “Pode ser que não haja gelo ali dentro de dez a quinze anos.”

Nos últimos cinco anos, o derretimento dobrou em comparação com qualquer outro período equivalente registrado antes, mostrando uma perda de volume de quase 20% desde 2021.

Embora as geleiras da Suíça estejam diminuindo há muito tempo, a aceleração recente é impressionante. Entre 1990 e 2000, 10% do volume de gelo sumiu, enquanto na última década essa perda foi de 27%.

A Glamos baseou seu estudo em medições realizadas em setembro em 23 geleiras principais, e essas informações foram usadas para estimar a condição das quase 1.300 geleiras restantes na Suíça.

A publicação veio após um verão em que junho, julho e agosto foram os meses mais quentes já registrados na Suíça desde 1864, de acordo com a agência meteorológica federal.

Neste ano, a camada de neve que normalmente protege as geleiras começou a desaparecer durante as ondas de calor em junho e sumiu completamente em setembro, até mesmo nas altitudes mais elevadas.

A Glamos afirmou que as geleiras alpinas não têm chances de sobrevivência a longo prazo sob essas condições climáticas.

Devido ao derretimento significativo este ano, os pesquisadores tiveram que ajustar os equipamentos de medição, modificando a posição e altura dos postes em áreas onde o gelo se desfez.

A espessura do gelo em alguns locais diminuiu entre 2,5 e 4 metros, e as partes mais expostas das geleiras perderam até 10 metros durante o verão.

Apesar das temperaturas mais altas em 2026, a quantidade de gelo perdida não ultrapassou o recorde de 2022, pois houve mais neve acumulada antes do derretimento do que há quatro anos.

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