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Cultura

Festival do Rio estreia com mais de 100 filmes inéditos nesta quinta

O Festival do Rio inicia nesta quinta-feira (1º) com uma programação que destaca o cinema brasileiro e filmes internacionais premiados nos mais renomados festivais globais. Até 11 de outubro, o público poderá conferir 359 títulos, incluindo longas-metragens, curtas e séries, distribuídos em várias salas e centros culturais do Rio de Janeiro.

Simultaneamente, o RioMarket promove encontros entre produtores, distribuidores, plataformas, canais e investidores para debater negócios, inovação e as novas tendências da indústria audiovisual.

No evento de abertura, realizado no Cine Odeon, no centro do Rio, o filme exibido será ar (La Bola Negra), dirigido pelos espanhóis Javier Calvo e Javier Ambrossi, que receberam o prêmio de Melhor Direção em Cannes neste ano.

Um dos focos principais é a mostra Première Brasil, que traz 110 filmes brasileiros inéditos. Reconhecida como a principal vitrine do cinema nacional no festival, essa mostra reúne produções variadas em gênero, geração e região, incluindo sessões especiais, exibições abertas e debates com os realizadores.

O público pode participar das sessões competitivas da Première Brasil votando nos filmes por meio de uma cédula digital acessada via QR Code na saída das salas. Os filmes mais votados concorrem ao Troféu Redentor de Voto Popular em categorias como Melhor Longa de Ficção, Melhor Longa Documentário e Melhor Longa da Mostra Novos Rumos.

Destaques incluem o filme Funk, de Aly Muritiba, que narra a trajetória de uma jovem funkeira em ascensão; Alucinação, de Marcos Caetano, Renato Terra e Leo Caetano, inspirado nas músicas de Belchior; e Elza, documentário dirigido por Eryk Rocha, com Elza Soares como narradora da sua própria vida.

A música é tema em produções dedicadas a artistas como Aldir Blanc, Maria Alcina, Flora Purim, Airto Moreira e Alceu Valença. A programação também inclui a série Marília Mendonça: Sentimento Louco, de Susanna Lira, e o documentário Ney por Trás das Máscaras, de Esmir Filho e Thais Guisasola.

O Festival consolida-se como porta de entrada para filmes recentes de festivais internacionais importantes. A programação inclui obras premiadas em Cannes, Berlim e Veneza, permitindo ao público carioca acesso a títulos logo após sua passagem por grandes eventos da temporada cinematográfica.

Entre os destaques internacionais estão Cartas Amarelas, de Ilker Çatak, vencedor do Urso de Ouro em Berlim; Um Pequeno Bom Soldado, de Stéphane Brizé, premiado pelo roteiro em Veneza; e em Cannes, os filmes Covarde, de Lukas Dhont, e Um Homem do Seu Tempo, de Emmanuel Marre.

Também estará presente A Grande Estreia, de Jesse Eisenberg, exibido no Festival de Toronto e na competição oficial de San Sebastián. No total, 16 produções indicadas por seus países para concorrer a uma vaga no Oscar fazem parte do festival, incluindo Feito Pipa, do Brasil, e A Bola Preta, da Espanha.

Um dos lançamentos internacionais é Rosebush Pruning, do cineasta cearense Karim Aïnouz, que terá sua estreia mundial no dia 3 de outubro, com presença do diretor. O filme conta com Callum Turner, Elle Fanning, Riley Keough, Jamie Bell e Pamela Anderson no elenco, e roteiro de Efthimis Filippou.

Karim Aïnouz comenta que o filme investiga as relações entre privilégio, intimidade, violência e silêncio dentro de uma família:

“Ao iniciar Rosebush Pruning, não estava apenas retratando uma família privilegiada, mas encarando um espelho no qual intimidade, privilégio e violência se confundem até se tornarem inseparáveis.”

Segundo o diretor, a obra também aborda as estruturas de poder ocultas nas relações familiares:

“O filme não é só um drama familiar, mas um reflexo do que está por trás dele: como o poder pode corromper, o conforto virar anestesia e o silêncio encobrir abusos.”

Enquanto as sessões exibem os filmes da programação, o RioMarket concentra as ações voltadas para o setor audiovisual. No Armazém da Utopia, no Cais do Porto, profissionais brasileiros e internacionais participam de debates, formação e negociações.

Produtores, distribuidores, plataformas, investidores e criadores discutem temas como produção, distribuição, tecnologia, internacionalização, sustentabilidade e comportamento do público. A entrada é livre com inscrição prévia.

Assuntos abordados nesta edição incluem TV 3.0, FAST Channels e microdramas, formatos que estão transformando a produção, distribuição e consumo de conteúdo. Também são debatidas as relações entre plataformas, fãs e criadores, além das estratégias para levar o audiovisual brasileiro ao exterior.

Representantes estrangeiros participam de painéis sobre a presença do audiovisual do Brasil no mercado mundial. A programação reúne também profissionais da China, Coreia e América Latina, que debatem as mudanças no setor e as conexões com o público.

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Cultura

Eduardo Dussek fala sobre Parkinson e recorda anos de sexo, drogas e rock

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Eduardo Dussek está vivendo um momento de felicidade. Aos 72 anos e convivendo com o Parkinson há 12, o cantor e compositor revelou que vive um grande amor, mas rapidamente acrescenta que “não é monogâmico”. Em entrevista ao videocast ‘Conversa vai, conversa vem’, disponível nos canais do GLOBO no Youtube e no Spotify, o artista brinca sobre sua sexualidade, recorda os anos 1970, repletos de sexo, drogas e rock and roll, e demonstra seu bom humor ao falar das dificuldades e aprendizados adquiridos lidando com o Parkinson.

Você morou na famosa República da Álvaro Ramos, em Botafogo, Rio de Janeiro, com Luiz Fernando Guimarães e a turma do Asdrúbal Trouxe o Trombone. Foi uma época intensa? Como era sua relação com as drogas?

Foram muitas aventuras, algumas conscientes e outras nem tanto. Usei bastante, mas nunca a ponto de me destruir ou perder o controle. Tudo era “quer uma carreirinha?”. Fui ficando incomodado com aquilo. Experimentei algumas vezes, achei interessante, mas não recomendo para ninguém. Escolhi o trabalho, que me proporciona a mesma sensação que a droga buscava: me tirar da realidade. O Parkinson me dá isso, muito mais, sem custo financeiro ou prejuízo à saúde.

Você uma vez disse que “aqui em casa só tem closet” quando perguntado sobre sua orientação sexual. Acha chato que as pessoas queiram saber sobre isso?

Não gosto dessa rigidez social. No meu meio, todo mundo se relacionava com todo mundo. Quando estou com alguém, não pergunto o sexo da pessoa, isso é falta de educação e invasão de privacidade.

Sua obra sempre foi marcada pela vanguarda, irreverência e acolhimento à diversidade. Como vê a relação da sua música com o movimento LGBTQIA+ ao longo das décadas?

Nos anos 1970 houve uma onda de androgenia, com ícones como David Bowie e Ney Matogrosso. Meus ídolos eram referências de atitude. Caetano Veloso e Gilberto Gil também, figuras que fazem o que desejam com liberdade. Eu usava batom preto, saia, muito antes de isso ser considerado normal para homens. Sempre abracei a irreverência para quebrar tabus.

Você teve liberdade sexual e amorosa?

Agora sim, estou alcançando isso. Antes, pensava que controlava as pessoas, que todos deviam fazer o que eu queria. Isso é ingênuo. É possível chamar a atenção dos outros, mas não para buscar aprovação.

Está amando atualmente?

Sim, faz 15 anos. Mas ninguém domina ninguém, o relacionamento é aberto, não monogâmico. Isso não é por obrigação, mas porque é mais enriquecedor assim. Estamos sempre juntos, mas também com outras pessoas. Não traio. Não moramos juntos, porque isso gera conflitos triviais, como discutir toalha no chão.

Se acredita que o Parkinson é um caminho para o crescimento, um conselheiro e fonte de evolução, o que aprendeu com ele?

O Parkinson me ensinou a não pensar apenas em mim mesmo, a tirar o ego do centro e a abraçar minha espiritualidade através do universo. Não falo de religiosidade tradicional, mas de uma conexão com o cosmos, que inspira e mantém a saúde. Deus não é uma figura julgadora em um trono, Deus é tudo, pois tudo é feito de átomos e células.

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Cultura

Venda de livro com autor acusado de usar IA cresce na França

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As vendas do livro C’était ça ou mourir, do escritor canadense Thélyson Orélien, seguem em alta na França, após acusações de uso de inteligência artificial na escrita. Entre 21 e 27 de setembro, a obra vendeu 18.254 cópias físicas, superando as 12.506 da semana anterior, conforme dados da NielsenIQ BookData/Livres Hebdo divulgados nesta quinta-feira.

O livro lidera as vendas na categoria de ficção, ultrapassando lançamentos de autores franceses como Agnès Martin-Lugand e Marc Levy. Publicada em agosto, a obra já vendeu cerca de 65 mil exemplares.

C’était ça ou mourir relata a vida de um migrante entre o Haiti e o Canadá e se destacou como fenômeno literário na França.

Acusações de uso de inteligência artificial

O autor Thélyson Orélien, de 38 anos, foi alvo de críticas após uma conta anônima na rede social X afirmar que ele teria escrito quase todo o livro com auxílio de inteligência artificial.

Além disso, surgiram denúncias de plágio envolvendo textos publicados há mais de dez anos no Canadá. O escritor, que também tem nacionalidade haitiana, negou todas as acusações.

À agência AFP, Orélien declarou estar disposto a se pronunciar quando a situação estiver mais tranquila.

Em consequência da controvérsia, a Academia Goncourt retirou o autor da lista de indicados ao prêmio literário mais importante da França neste ano.

O episódio gerou um grande impacto no mercado editorial francês e intensificou o debate sobre o papel da inteligência artificial na criação literária e seu futuro em diferentes países.

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Cultura

Vai passar quem ama cuida durante debate presidencial da TV Globo?

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Com a trama aquecida e Heitor (interpretado por Renato Góes) planejando voltar ao Brasil após ver uma foto de Adriana (vivida por Letícia Colin) numa notícia, as emoções da novela Quem Ama Cuida dão lugar nesta quinta-feira (1º) às Eleições 2026.

A TV Globo fará uma mudança em sua programação para transmitir o último debate entre os candidatos à Presidência antes do primeiro turno, com isso, o capítulo de quinta-feira não será exibido. O debate começa às 21h30, logo após o Jornal Nacional, ocupando o horário reservado para a novela.

A alteração inicia já no Jornal Nacional, que começará às 20h55, e na sequência ao vivo os candidatos irão debater. O debate será dividido em quatro blocos: dois com temas sorteados e dois com temas livres. A transmissão também poderá ser acompanhada pela GloboNews e pelo g1.

Espera-se que o debate se estenda até cerca de 0h40, seguido pelo Jornal da Globo. A novela retornará normalmente à programação na sexta-feira (2).

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