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Trump diz que sua mensagem econômica não está sendo bem recebida pelos americanos

O presidente Donald Trump manifestou nesta terça-feira (20) sua decepção porque a sua mensagem sobre a economia não está sendo bem absorvida pelo povo americano, embora ele tenha destacado seus feitos, especialmente a diminuição do déficit comercial e o controle da imigração ilegal.

“Recebemos um cenário caótico. Os índices que encontramos estavam crescendo rapidamente, e agora conseguimos reduzir quase todos para níveis muito menores”, declarou o presidente dos Estados Unidos durante uma coletiva na Casa Branca, antes de criticar sua equipe de comunicação, que, segundo ele, não consegue transmitir sua mensagem ao povo.

Trump concedeu essa entrevista inesperada antes de embarcar para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial.

Durante sua participação, a questão sobre as reivindicações territoriais dos Estados Unidos na Groenlândia será um tema central. Trump ameaçou impor tarifas à União Europeia caso suas exigências não sejam atendidas.

O republicano completa nesta terça-feira um ano no seu segundo mandato, que se estenderá até 2028.

“Realizamos mais do que qualquer outra administração em termos militares, ao terminar conflitos e guerras”, afirmou Trump. “Ninguém viu algo semelhante antes”, assegurou.

Ele voltou a lamentar a falta de reconhecimento pela imprensa sobre seus esforços. Segundo Trump, se ele não estivesse no poder, o país estaria enfrentando uma situação parecida com a da Venezuela.

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Incêndio avança em reserva natural nos Países Baixos

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Os bombeiros enfrentam desafios nesta terça-feira (4) para controlar um fogo que se espalha em uma reserva natural no sudeste dos Países Baixos, atingindo uma área de 100 hectares durante a noite, conforme informado pelas autoridades.

Este episódio representa o mais recente entre vários incêndios que têm ocorrido no oeste europeu, consequência de ondas de calor intensas que secaram rios e vegetação, fenômenos climáticos extremos que cientistas associam às mudanças climáticas causadas pela atividade humana.

O fogo iniciou por volta do meio-dia de segunda-feira em uma reserva próxima à localidade de Oostrum, na província de Limburgo, próxima à fronteira com a Alemanha.

As chamas consumiram 100 hectares no início da manhã de terça e ainda não foram completamente controladas, segundo a administração regional.

Os ventos, que mudam frequentemente de direção, aceleram a propagação do fogo, disse um porta-voz regional à agência de notícias ANP.

Quase 300 pessoas dos serviços de emergência atuaram no combate ao incêndio durante a noite. Helicópteros devem reiniciar as operações nesta terça-feira pela manhã, de acordo com as autoridades.

Como parte das medidas de precaução, um acampamento próximo foi evacuado e o transporte ferroviário na região foi interrompido temporariamente.

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Calor extremo provoca 16 mortes na Coreia do Sul no verão

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Durante o verão no hemisfério norte, o calor intenso na Coreia do Sul resultou na morte de 16 pessoas até agora, segundo dados divulgados nesta terça-feira (4) pelo Ministério do Interior. O país está enfrentando uma sequência de dias com temperaturas perigosamente altas.

Entre 15 de maio e 2 de agosto, 2.025 pessoas apresentaram sintomas relacionados ao calor, das quais 16 não resistiram, conforme comunicado do ministério.

Na última semana, a Coreia do Sul registrou seu recorde histórico de temperatura por três vezes. No domingo, a cidade de Yangsan atingiu o pico de 42,5°C, a temperatura mais alta já registrada.

A capital, Seul, está sob alerta máximo para uma “onda de calor intensa” nesta terça-feira. As previsões indicam que os termômetros deverão ultrapassar os 40°C novamente.

Segundo a agência meteorológica, “a expectativa é de calor extremo que representa um risco sério à vida”.

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Mais de 65 mil evacuam cidade no Noroeste dos EUA devido a incêndios

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As autoridades de Spokane, cidade localizada no Noroeste dos Estados Unidos, tentam conter três grandes incêndios florestais que forçaram mais de 65 mil pessoas a deixarem suas residências, destruindo centenas de imóveis.

As chamas foram intensificadas pela seca e pelo calor extremo na região, que abriga cerca de 260 mil habitantes. Os incêndios já consumiram milhares de hectares e causaram danos sérios às infraestruturas locais, enquanto os residentes aguardam ansiosamente informações sobre o retorno seguro às suas casas.

Um homem de 37 anos, Aaron Farinacci, foi preso sob suspeita de iniciar o principal incêndio. Ele teve a fiança fixada em um milhão de dólares após uma testemunha alegar tê-lo visto perto do início do fogo, conforme informou o xerife do condado de Spokane, John Nowels.

Aaron Farinacci foi preso inicialmente próximo ao local onde o incêndio começou no sábado, liberado em seguida, e depois recolhido novamente após ser vinculado oficialmente ao caso pela polícia, segundo Nowels.

De acordo com o sistema federal InciWeb, os três incêndios juntos consumiram cerca de 3.248 hectares na região. Os bombeiros aproveitaram uma diminuição na temperatura para realizar progressos significativos no combate a dois dos focos.

Imagens aéreas indicam que entre 700 e 1.110 estruturas foram destruídas desde o início dos incêndios, que começaram no fim de semana.

Até o momento, não há registros de mortos ou feridos.

A previsão para terça-feira indica temperaturas mais baixas, mas a sensação de alívio pode ser temporária, pois, no meio da semana, as temperaturas devem ultrapassar 30ºC novamente.

Um vídeo divulgado no domingo mostra dezenas de casas completamente destruídas, enquanto outras próximas permanecem praticamente intactas.

“Só de dirigir pela região e ver as casas… é uma das cenas mais devastadoras que já presenciei na minha vida”, declarou à AFP Geoff Beadles, morador de Spokane, que teve que deixar sua casa junto com a noiva e dois cães.

As autoridades estão tentando localizar 14 pessoas que não foram encontradas por telefone celular, mas que ainda não são consideradas desaparecidas, informou Nowels.

“Calcula-se que 65 mil pessoas foram retiradas dessas áreas. Considerando o risco, é impressionante ter conseguido evacuar tantos em poucas horas, em meio a incêndios ativos”, afirmou o xerife.

A prefeita de Spokane, Lisa Brown, informou que as autoridades estão avaliando os danos quadra a quadra e que ainda não há previsão para o retorno dos moradores.

“O retorno pode levar semanas, dependendo da localização da residência e das condições da propriedade”, acrescentou.

O governador de Washington, Bob Ferguson, qualificou os incêndios como o pior desastre natural da história da cidade.

Ferguson conversou com o presidente Donald Trump sobre o caso e decretou estado de emergência em 1º de agosto, destacando as condições de seca e altas temperaturas que agravam os incêndios.

Especialistas afirmam que as mudanças climáticas provocadas pela atividade humana aumentam a frequência e a intensidade dos incêndios florestais.

Além disso, os incêndios liberam grandes quantidades de dióxido de carbono, acelerando o aquecimento global.

Os incêndios ocorridos em Spokane seguem um dos invernos mais quentes já registrados na região leste de Washington, causando grande escassez de neve, segundo o climatologista Daniel Swain, da Universidade da Califórnia.

David Upthegrove, diretor do Departamento de Recursos Naturais de Washington, afirmou que os incêndios de Spokane estão entre os 16 maiores do estado, cobrindo mais de 1.000 quilômetros quadrados.

“Esta não é uma temporada comum de incêndios”, destacou.

Um mapa divulgado pela empresa de energia local Avista mostrou que mais de 3.700 clientes estavam sem eletricidade na noite de segunda-feira devido à emergência.

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