Esporte
Dez anos da Rio 2016 mostram crescimento do interesse dos brasileiros pelos Jogos Olímpicos
O interesse pelo esporte olímpico entre os brasileiros tem aumentado continuamente. Um estudo realizado pelo Ibope Repucom, especialmente para O Globo, em comemoração aos dez anos da Rio 2016, revela que 85% da população com acesso à internet se mostra interessada nos Jogos Olímpicos — representando cerca de 109 milhões de brasileiros com idade igual ou superior a 18 anos.
Este número corresponde a um crescimento de 168% em relação a 2013, significando que 68 milhões de pessoas passaram a se interessar pelos Jogos Olímpicos e seus atletas nesse período.
Esse aumento reflete parcialmente o crescimento do número de internautas adultos no Brasil: em 2013, essa população era de 54 milhões, enquanto em junho de 2026 chegou a 128,8 milhões.
Além disso, o interesse percentual também subiu, ganhando nove pontos percentuais desde 2013, quando 76% dos brasileiros conectados declaravam algum interesse pelos Jogos.
A pesquisa foi realizada online com uma amostra representativa de 2 mil internautas com mais de 18 anos, abrangendo as cinco regiões do país: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Faz parte do Sponsorlink, a maior pesquisa do mercado voltada para marketing esportivo e patrocínios no Brasil, desenvolvida pelo Ibope Repucom.
Esse estudo é utilizado por clubes, agências e patrocinadores para elaborar estratégias, pois mapeia o perfil, hábitos de consumo de mídia e comportamento de compra dos fãs de esportes, além de medir a aceitação das marcas pelo público.
Muryel Methner, diretora comercial do Ibope, ressalta que o potencial comercial do esporte olímpico ultrapassa a mera visibilidade:
“Os fãs valorizam as marcas que investem nas modalidades olímpicas: 68% estão dispostos a experimentar produtos e serviços dos patrocinadores que admiram, e 81% reconhecem que esse investimento é crucial para o desenvolvimento do esporte.”
Para Jorge Bichara, diretor de esportes do Comitê Olímpico do Brasil, o consumo de esportes olímpicos evoluiu nos últimos anos, com o crescimento e consolidação do público fã:
“Existe um público médio consolidado e um público grande que varia. Acreditamos que esse público médio cresceu e permanece apreciador. Os fãs de ginástica e vôlei, por exemplo, acompanham e assistem regularmente, não apenas a cada quatro anos. Celebramos os dez anos da Rio 2016 e já nos preparamos para Los Angeles 2028, com o público seguindo essa trajetória.”
Esporte
Último adeus a Franco Baresi reúne milhares de fãs em Milão
Milão parou nesta terça-feira para prestar homenagem a Franco Baresi, um dos maiores símbolos do Milan e do futebol italiano.
Multidões se juntaram na frente da Basílica de Santo Ambrósio, horas antes do funeral, para dar seu último adeus ao ex-zagueiro e capitão, que faleceu aos 66 anos.
Os torcedores, vestidos com camisas, cachecóis e bandeiras do Milan, transformaram a praça em uma demonstração de carinho para o camisa 6. Durante toda a manhã, cantos e homenagens preencheram o local.
Uma faixa pendurada em um prédio em frente à basílica expressava o sentimento dos fãs: “Franco Baresi, lenda eterna, símbolo imortal que sempre estará presente. Adeus, capitão”.
A cerimônia contou com a presença de nomes que fizeram parte de uma das eras mais vitoriosas do clube italiano, como Paolo Maldini, Alessandro Costacurta, Marco van Basten, Roberto Donadoni, Daniele Massaro, Filippo Galli, Giovanni Galli, Angelo Colombo e o técnico Fabio Capello.
O caixão foi carregado por ex-companheiros, enquanto Maldini e Costacurta acompanharam de perto a cerimônia na basílica.
A diretoria do Milan também esteve presente, incluindo o proprietário Gerry Cardinale, o presidente Paolo Scaroni e representantes das equipes masculina, feminina e de base.
Os atacantes Christian Pulisic e Santiago Giménez permaneceram na Itália para acompanhar o funeral enquanto se recuperam de lesões, não viajando para a pré-temporada na Austrália.
Ao final da cerimônia, a emoção tomou conta da Praça de Santo Ambrósio. Sob aplausos e cânticos, o caixão foi retirado da basílica enquanto milhares entoavam uma frase que marcou a carreira de Baresi: “Só há um capitão”.
A equipe principal do Milan não pôde comparecer por estar na Austrália preparando a temporada, mas o clube organizou homenagens especiais para o clássico contra a Inter de Milão em Perth.
Os jogadores usarão braçadeiras pretas, será respeitado um minuto de silêncio, imagens de Baresi serão mostradas nos telões e uma coreografia será dedicada ao eterno dono da camisa 6.
Esporte
Ferran Torres nega ligação política do boné na festa da Espanha
O atacante Ferran Torres falou novamente sobre a controvérsia causada pelo boné usado durante as comemorações do título da Copa do Mundo de 2026 pela seleção espanhola.
Após receber críticas nas redes sociais por utilizar um boné com a frase “Make Spain Great Again” (“Vamos tornar a Espanha grande outra vez”), o jogador esclareceu que a escolha do acessório não teve ligação com política.
Em entrevista à CNN, o jogador do Barcelona explicou que a mensagem apenas representava o desejo da volta da Espanha ao topo do futebol mundial, descartando qualquer relação com ideologias políticas.
— Foi um momento divertido, mas não envolveu política alguma. Honestamente, não entendo de política. O boné representava só a vontade de ver a Espanha triunfar novamente, conquistando a Copa do Mundo. Nada a ver com política ou outras questões — disse Ferran Torres.
A controvérsia iniciou-se durante a celebração pelas ruas de Madrid, quando Ferran Torres apareceu com um boné vermelho escrito “Make Spain Great Again”, frase que lembra o slogan “Make America Great Again” (MAGA) usado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua campanha.
Na Espanha, a mesma frase tem sido utilizada recentemente pelo partido de direita Vox, liderado por Santiago Abascal, o que intensificou os debates sobre uma possível mensagem política do atleta.
O vídeo da celebração viralizou rapidamente e dividiu opiniões. Frente à repercussão, Ferran escolheu esclarecer que desconhecia qualquer contexto político da frase e que seu único objetivo era comemorar a vitória da seleção espanhola na Copa do Mundo.
Esporte
Secretário-geral da Fifa busca tranquilizar equipe e destaca sucesso da Copa do Mundo de 2026
Em meio à maior crise política recente da Fifa, o secretário-geral da entidade, Mattias Grafström, enviou uma mensagem aos colaboradores pedindo união e buscando acalmar os funcionários após a controvérsia que levou ao cancelamento do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE).
O comunicado foi enviado logo depois de surgirem relatos de insatisfação entre os funcionários e diante da pressão sobre o presidente Gianni Infantino, que enfrenta oposição crescente de federações europeias enquanto tenta se manter à frente da Fifa.
Na mensagem extensa dirigida ao quadro interno, Grafström reconheceu o período difícil vivido pela entidade, mas destacou o êxito da Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Curiosamente, ele não mencionou o nome de Infantino, principal alvo das críticas recentes.
“A semana passada foi ao mesmo tempo extraordinária e cansativa para todos os funcionários da Fifa ao redor do mundo. Por isso, queria que vocês fossem os primeiros a ouvir esta mensagem”, escreveu.
Grafström agradeceu o empenho dos colaboradores durante o Mundial, chamando o torneio de um sucesso brilhante.
“Quero reconhecer e destacar o trabalho exemplar de cada um de vocês, que dedicou esforço presencial e à distância para garantir o sucesso da Copa do Mundo de 2026. Foi um triunfo impressionante, apreciado por bilhões de pessoas unidas pela paixão pelo futebol”, afirmou.
O secretário-geral abordou também a crise envolvendo a FFE, empresa que seria responsável pelos direitos comerciais da Copa do Mundo e outros eventos da Fifa.
O projeto incluía a venda de parte do negócio a fundos de investimento dos Estados Unidos, mas foi abandonado após forte reação de federações, confederações e lideranças do futebol mundial.
Sem detalhar a proposta, Grafström definiu o episódio como um momento negativo para a instituição.
“Uma série de fatos lamentáveis e condenáveis, que felizmente resultaram no abandono definitivo do projeto FFE, apesar de decepcionantes, não devem ofuscar essa realidade”, escreveu, referindo-se ao sucesso da Copa do Mundo.
Na parte final da mensagem, o secretário-geral pediu que os funcionários mantenham o foco na missão da Fifa e garantiu que a equipe administrativa não será prejudicada pelas disputas políticas em curso.
“Como secretário-geral, peço que permaneçam concentrados no que sempre nos uniu: servir ao futebol e às suas 211 associações-membro, trabalhando junto a todas as partes interessadas, sempre em conformidade com os estatutos e regulamentos da Fifa”.
Ele também buscou tranquilizar a equipe ao afirmar que a administração será protegida durante este período turbulento.
“Posso garantir que vocês, como membros da administração, estarão protegidos e preservados do ambiente político que enfrentamos. Não precisam se preocupar. Pessoas, períodos de instabilidade e momentos difíceis passam. A instituição, sua missão e seu compromisso com o futebol permanecem”, concluiu.
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