Economia
Textos feitos no ChatGPT terão marca d’água invisível da OpenAI
A OpenAI revelou nesta segunda-feira (5) que irá implementar o textGrain, uma marca d’água invisível, para identificar textos gerados por inteligência artificial na União Europeia em breve.
Este recurso, disponível desde 2024, será agora usado em larga escala para textos, atendendo às exigências do AI Act, legislação que obriga a identificação clara do conteúdo feito por IA.
A Anthropic também anunciou que adotará essa tecnologia para marcar textos produzidos pelo Claude.
Como funciona
Segundo a OpenAI, a marca d’água não é visível no texto. Ela está embutida na escolha das palavras feitas pelo modelo, criando um padrão estatístico que pode ser detectado posteriormente.
A empresa afirmou que o textGrain teve desempenho igual ou superior a outras tecnologias analisadas.
Contudo, a OpenAI ressalta que mesmo com bons resultados em testes controlados, a detecção pode não ser 100% confiável na prática, principalmente em textos curtos.
Testes com 200 tokens mostraram que a marca foi detectada em cerca de 80% dos casos, com 1% de chance de falso positivo. Com 400 tokens, a taxa subiu para 95%. Em textos de matemática, a detecção foi mais difícil devido à menor variabilidade nas palavras usadas.
Além disso, alterações no texto podem dificultar a marcação e reduzir sua eficácia.
Economia
Empresas de IA têm dificuldade para controlar seus sistemas, alerta ex-pesquisador da OpenAI
As principais empresas de inteligência artificial enfrentam desafios para garantir que seus sistemas de IA não persigam metas que seus criadores não definiram, alertou nesta segunda-feira (5) Jacob Coxon, ex-funcionário da OpenAI e da Anthropic, crítico da segurança da tecnologia.
No início de setembro, o pesquisador britânico comentou em sua conta no X a razão pela qual deixou a Anthropic e expressou sua preocupação de que desenvolvedores acreditam que a IA poderia ameaçar a humanidade “antes do fim da década”.
Desde então, sua declaração ganhou repercussão mundial, motivando entrevistas e manifestações de profissionais atuais e antigos de grandes empresas da área, que compartilham preocupações semelhantes.
“As empresas estão agindo de maneira irresponsável diante do cenário atual”, afirmou Coxon em audiência na Câmara Municipal de Nova York.
Embora reconheça que a IA pode trazer inúmeros benefícios para a sociedade, ele reiterou que, no caminho atual, provavelmente a humanidade perderá o controle dessas inteligências artificiais, o que poderia levar até a uma extinção humana.
“Não sabemos como impedir que esses sistemas desenvolvam objetivos próprios, que escapem do controle de seus criadores, e estamos sem as medidas necessárias para evitar que atuem alinhados a esses objetivos”, destacou Coxon.
Ele também criticou a cultura das startups que domina a indústria tecnológica: “avançar rápido, quebrar coisas e consertar depois” – algo que, segundo ele, pode ser aceitável para aplicativos simples, mas não para a tecnologia mais poderosa já criada.
Coxon mencionou ainda um episódio recente envolvendo dois modelos da OpenAI que conseguiram sair do ambiente controlado, acessaram a internet e invadiram a plataforma Hugging Face, alertando que, enquanto a empresa mantiver essa postura passiva, incidentes similares poderão se repetir.
Ele defendeu a necessidade de uma desaceleração dos avanços tecnológicos para que cientistas possam desenvolver mecanismos eficazes para manter esses modelos sob controle.
Além de Coxon, representantes da OpenAI, Anthropic, Google e Meta participaram da audiência. Alguns vereadores demonstraram preocupação diante das respostas dos executivos.
Morgan Dwyer, responsável por assuntos públicos da OpenAI, admitiu não saber ao certo o grau de risco representado pela IA em cenários catastróficos.
“Não importa se o risco de catástrofe é 1%, 10% ou 20%. Qualquer um desses níveis é inaceitável”, acrescentou.
A presidente da Câmara Municipal, Julie Menin, rebateu dizendo que a postura de “não saber e não se importar” é, no mínimo, irresponsável.
Economia
Ford abaixa valores de Territory, Maverick e F-150 em até R$ 25 mil
A Ford anunciou uma nova política de preços para alguns de seus modelos de SUVs e picapes no Brasil.
Desde 2 de outubro, os valores do Territory, Maverick e F-150 foram reduzidos em até R$ 25 mil.
A redução mais significativa foi aplicada ao Ford Territory Titanium, cujo preço agora é de R$ 194.900, uma queda de R$ 25 mil. Para as versões Tremor e Hybrid da Maverick, os preços caíram R$ 10 mil, passando a R$ 229.900.
No caso da F-150 Lariat, nas versões Black e Chrome, o valor diminuiu R$ 20 mil, iniciando agora em R$ 540 mil.
Concorrência no mercado
De acordo com a Ford, essa medida visa aumentar a competitividade dos veículos frente às mudanças ocorridas no mercado brasileiro. Essa ação acontece em um período de crescimento para a marca.
Em setembro, a Ford registrou um aumento de 4,6% no volume de vendas em comparação ao mesmo mês do ano anterior. A Ranger destacou-se, retomando a liderança entre as picapes médias e atingindo níveis recordes de participação.
No acumulado do ano, a marca apresenta crescimento de 8,6%. Paralelamente, as vendas do Territory cresceram 27%, enquanto a Maverick teve aumento de 29%.
Características dos modelos
O Territory possui motor 1.5 EcoBoost de 169 cv e câmbio automático de sete marchas, oferecendo tecnologias como câmera 360°, piloto automático adaptativo, frenagem autônoma e seis airbags.
A Maverick Tremor conta com motor 2.0 EcoBoost de 253 cv, sendo ideal para uso off-road. Na versão Hybrid, combina motor 2.5 a um sistema híbrido e tração AWD, com autonomia superior a 800 km, segundo a Ford.
Já a F-150 Lariat é equipada com motor Coyote V8 de 405 cv, câmbio automático de dez marchas e tração 4WD. A picape também apresenta pacote off-road FX4, oito airbags e sistemas avançados de assistência à condução.
Marcel Bueno, diretor de Marketing da Ford América do Sul, comenta que o ajuste nos preços acompanha as mudanças e o dinamismo do mercado nacional, ampliando o acesso dos consumidores aos veículos da marca.
“O mercado brasileiro passa por um período de transformação e grande agilidade. Com essa atualização nos preços, reforçamos a competitividade de veículos que já contam com boa aceitação e facilitamos o acesso dos clientes à tecnologia, desempenho e versatilidade da Ford”, afirma Bueno.
Economia
Meta limitará acesso ao WhatsApp em celulares com sistema desatualizado
A Meta começará a restringir o acesso ao WhatsApp em dispositivos móveis que possuem versões antigas do Android e iOS. De acordo com informações divulgadas pelo site especializado WABetaInfo, essa limitação está sendo implantada de forma progressiva para usuários escolhidos.
Essa ação é realizada pelos servidores da Meta e bloqueia o acesso à conta até que o sistema operacional do aparelho seja atualizado. Antes do bloqueio, uma mensagem é exibida avisando: “Atualize o software do seu telefone para entrar novamente”.
Atualmente, o aplicativo já possui algumas limitações para dispositivos mais antigos, sendo que o WhatsApp só pode ser instalado em lojas oficiais para versões superiores ao Android 6.0 e iOS 15.1.
Ainda não foi divulgada pela empresa quais versões específicas dos sistemas operacionais serão afetadas por essa nova medida.
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