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Rússia aumenta a pressão na frente oriental na Ucrânia

(Khrystyna Zanyk/AFP Photo)

O exército russo aumenta a pressão no leste da Ucrânia, incentivado pela conquista, nesta quarta-feira, 29, de um povoado perto de Bakhmut e próximo de Avdiivka, entre seus poucos avanços nesta frente.

Nas últimas semanas, a contraofensiva ucraniana, iniciada neste verão, paralisou-se no sul e no leste, sem avanços significativos. E desde o início do outono no hemisfério Norte, as forças russas têm demonstrado com seus ataques que ainda têm recursos para avançar.

Há quase dois meses, os russos tentam tomar Avdiivka, cidade industrial no subúrbio de Donetsk, tomada brevemente pelos separatistas pró-russos em 2014.

Os soldados russos cercam Avdiivka por três flancos no leste, norte e sul. Nesta cidade quase em ruínas, restam 1.350 habitantes, dos quase 30.000 que tinha antes da guerra.

Desde que foi tomada brevemente pelos separatistas pró-russos em 2014, Avdiivka marca a linha de frente nesta região.

“Nestes últimos dias, o inimigo intensificou consideravelmente sua atividade. Usa veículos blindados”, declarou, nesta quarta-feira, Oleksandr Tarnavski, comandante ucraniano responsável pela região.

Segundo o militar, as tropas russas lançaram cerca de 20 bombardeiros, nos quais dispararam quatro mísseis e mais de 1.000 obuses, com 56 ondas de ataques contra as posições ucranianas.

No entanto, Tarnavsk afirmou que as forças ucranianas “controlam com firmeza a linha ao longo da frente de Avdiivka”, uma afirmação que a AFP não pôde verificar de forma independente.

“O tempo joga contra” a Ucrânia

“A Rússia dispõe, ainda, de recursos humanos ilimitados, que usa impiedosamente para realizar ataques por ondas”, assegurou, por sua vez, o conselheiro da Presidência ucraniana, Mikhailo Podoliak.
O alto funcionário avaliou que “o tempo joga agora contra” a Ucrânia e seus aliados ocidentais, ocupados, segundo ele, “com procedimentos burocráticos”.

Os ucranianos defendem, ainda, uma faixa ao redor de oito quilômetros de extensão a noroeste de Avdiivka, que abriga a maior fábrica de carvão da Ucrânia.

Mais ao norte no front, a cerca de 60 km em linha reta, a Rússia afirmou, nesta quarta, ter tomado um povoado perto de Bakhmut, cidade que passou ao controle de Moscou em maio graças à intervenção do grupo paramilitar russo Wagner, após uma intensa batalha que durou mais de nove meses.

“Apoiadas pela aviação e a artilharia”, unidades russas “liberaram a localidade de Artiomovskoye”, na região de Donetsk, informou o Ministério da Defesa em nota, usando o nome russo da cidade de Khromove.

Frente amplamente congelada

Segundo imagens de satélite, o povoado de Khromove tinha, antes da ofensiva russa, poucas ruas e dezenas de casas.

O ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, disse em maio que a conquista de Bakhmut permitiria a Moscou realizar novos avanços.

No entanto, desde então, as forças russas não conseguiram fazer avanços significativos. Os bombardeios russos continuam mais ou menos por toda a Ucrânia.

Um homem de 68 anos morreu na tarde desta quarta-feira em um ataque nos arredores de Kherson, no sul da Ucrânia, segundo Roman Mrochko, chefe da administração militar local.

A Força Aérea ucraniana anunciou pela manhã ter derrubado à noite 21 drones explosivos e dois mísseis russos. No geral, a linha de frente mudou pouco desde que os soldados russos liberaram Kherson em 11 de novembro de 2022.

Apesar da ajuda militar ocidental, a ofensiva ucraniana de meados deste ano fracassou diante da solidez das linhas de defesa russas. O exército russo tampouco avança, a despeito do orçamento dedicado à guerra. No entanto, parou de recuar e controla cerca de 20% do território ucraniano.

As autoridades ucranianas temem que no caso de que a guerra entre em um ponto morto durante um período de tempo longo, a ajuda externa cairá.

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Sétimo suspeito preso por incidente perto de base militar britânica usada pelos Estados Unidos

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A polícia antiterrorismo do Reino Unido deteve nesta terça-feira (6) o sétimo suspeito relacionado a um incidente ocorrido no final de setembro próximo à base militar de Fairford, no sudoeste da Inglaterra, que é utilizada pelo Exército dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos retiraram as aeronaves que estavam estacionadas na base após o anúncio do então presidente Donald Trump de que a medida foi tomada devido a supostas ameaças ligadas ao Irã.

Um jovem britânico, de 22 anos, foi detido no centro de Londres sob suspeita de planejar atos terroristas, segundo comunicado oficial da polícia britânica. Além disso, foram realizadas buscas em uma residência próxima.

Cinco homens, todos britânicos, foram presos no local do incidente no dia 27 de setembro. Um sexto suspeito, com dupla nacionalidade britânica e iraniana, foi detido em 1º de outubro.

Os seis primeiros detidos, todos com aproximadamente vinte anos, foram liberados sob fiança, o que gerou desaprovação do presidente Donald Trump.

A polícia foi acionada nas proximidades da base de Fairford após receber informações sobre três veículos suspeitos estacionados perto do aeródromo usado pelo Exército dos Estados Unidos na operação contra o Irã.

Em revista nos veículos, não foram encontrados explosivos, mas uma grande quantidade de gasolina foi apreendida.

Vicki Evans, coordenadora no combate ao terrorismo, afirmou que as equipes continuam investigando várias linhas para esclarecer o ocorrido na base de Fairford.

O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Andy Burnham, declarou na semana passada que há fortes evidências que apontam para o envolvimento do Irã no incidente.

As autoridades de Teerã negaram veementemente qualquer ligação com os suspeitos detidos.

No domingo, os Estados Unidos anunciaram a retirada de seus bombardeiros estratégicos B-1 da base de Fairford.

Donald Trump afirmou na segunda-feira que havia ameaças e que os bombardeiros foram realocados para uma área próxima, sem grande distância.

O presidente adicionou que as autoridades americanas conhecem os responsáveis pelas ameaças, os quais estariam vinculados ao Irã.

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Ataque com faca mata aluna e fere sete em escola de Istambul

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Uma adolescente tirou a vida de uma aluna e feriu outras sete nesta terça-feira (6) em um ataque com faca em uma escola localizada em Istambul, conforme informado pelo ministro turco da Educação, Yusuf Tekin.

“Perdemos uma das alunas” no incidente ocorrido pela manhã em uma escola no bairro Basaksehir, na região noroeste da cidade, declarou o ministro.

A polícia identificou a suspeita, uma jovem de 15 anos.

Segundo o Ministério do Interior da Turquia, uma das vítimas, Eslem Sare Bulut, faleceu apesar dos esforços médicos, enquanto as outras sete continuam hospitalizadas.

O governador de Istambul, Davut Gul, explicou que a agressora atacou indiscriminadamente e entrou na escola vestida com o uniforme escolar.

“Ela reside no mesmo bairro, porém frequenta outra escola”, acrescentou.

Este ano, o país foi impactado por dois ataques fatais em escolas ocorridos consecutivamente em abril.

Um deles envolveu um adolescente de 14 anos em Kahramanmaras, no sul da Turquia, que assassinou um professor e nove alunos de 10 e 11 anos antes de ser morto no local. Este ataque, considerado o mais grave em ambiente escolar no país, resultou na destituição do vice-ministro da Educação.

O outro evento ocorreu na província de Sanliurfa, no sudeste, um dia antes, quando um ex-aluno disparou contra pessoas na escola, ferindo 16, antes de cometer suicídio.

No mês passado, um jovem abriu fogo próximo a uma escola no oeste do país, ferindo 11 estudantes, três gravemente, antes de ser detido.

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Trump sugere sacrificar Los Angeles ou San Diego em conflito com Irã; autoridades reagem

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a possível destruição de Los Angeles ou San Diego em um ataque durante o conflito com o Irã seria um sacrifício aceitável para garantir a segurança do país. A declaração foi feita na segunda-feira, 5, durante um comício em Grand Island, Nebraska.

Comentando sobre os impactos econômicos causados pela guerra, Trump disse que os americanos enfrentariam apenas um custo “pequeno” para manter a proteção nacional. Logo depois, mencionou diretamente as duas cidades na Califórnia.

“Eles poderiam destruir uma das cidades. Que destruam Los Angeles, que destruam San Diego. Este é um preço muito pequeno a pagar”, afirmou o presidente. Ele ainda acrescentou que o conflito está perto do fim e que a guerra se encerraria “de um jeito ou de outro”.

As declarações geraram uma reação rápida na Califórnia. O governador Gavin Newsom criticou a postura do presidente e condenou o fato de mencionar cidades do Estado como possíveis alvos estrangeiros.

“Depois de enviar a Guarda Nacional e os fuzileiros navais para a Califórnia, Donald Trump agora diz que nossos inimigos deveriam ‘acabar com’ Los Angeles e San Diego”, publicou Newsom em suas redes sociais, classificando o presidente como “perturbado e perigoso”.

A crítica de Newsom está ligada à mobilização de tropas federais em Los Angeles durante protestos envolvendo políticas de imigração. O governador é um dos maiores opositores do presidente no Estado e já confrontou o governo federal sobre a presença militar.

A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, também rejeitou a declaração. Segundo ela, as palavras do presidente podem colocar a cidade em perigo. “O presidente dos Estados Unidos sugeriu que um país estrangeiro ataque Los Angeles. Suas falas contra nossa cidade são perigosas e podem comprometer nossa segurança”, declarou.

Trump já havia afirmado que os efeitos econômicos da guerra, como a elevação dos preços de combustíveis e produtos, seriam necessários para proteger os EUA. Na segunda-feira, ele reforçou que os custos internos do conflito seriam mínimos e que a situação estava praticamente resolvida.

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