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Reino Unido recomenda vacina alternativa à AstraZeneca para menores de 40

Autoridades disseram que o Reino Unido vai oferecer vacina contra a Covid-19 para todos os adultos do país até o final de julho

Vacina contra covid-19 (Catherine Falls Commercial/Getty Images)

Autoridades britânicas disseram nesta sexta-feira que pessoas com menos de 40 anos devem receber uma vacina contra Covid-19 alternativa à da AstraZeneca com a Universidade de Oxford quando possível, devido a um pequeno risco de formação de coágulos sanguíneos.

Os relatos de coágulos sanguíneos raros com baixos níveis de plaquetas em pessoas que tomaram a vacina da AstraZeneca aconteceram mais comumente em adultos jovens. Alguns países recomendaram que a vacina seja aplicada somente em pessoas mais velhas.

O Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI) do Reino Unido disse que a recomendação reflete os baixos níveis de infecção pela Covid-19 no país e a disponibilidade de outras vacinas, como as da Pfizer e da Moderna.

Autoridades disseram que o Reino Unido vai oferecer uma primeira dose de vacina contra a Covid-19 para todos os adultos do país até o final de julho.

“Como as taxas da Covid-19 continuam a estar sob controle, estamos recomendando que adultos de entre 18 e 39 anos sem condições de saúde subjacentes recebam a oferta de uma vacina alternativa à AstraZeneca/Oxford, se disponível e se não causar atrasos na aplicação da vacina”, disse o chefe para Covid-19 do JCVI, Wei Shen Lim.

“A recomendação é específica para as circunstâncias no Reino Unido neste momento e maximiza o uso de um amplo leque de vacinas disponíveis.”

Anteriormente, a recomendação era que apenas pessoas com menos de 30 anos recebessem uma vacina alternativa.

O regulador britânico de medicamentos MHRA apontou uma incidência de 17,4 casos de formação de coágulos para cada milhão de doses aplicadas em pessoas de entre 30 e 39 anos, comparado com uma incidência de 10,5 por milhão na população em geral.

Na população em geral, foram registradas 2,1 mortes causadas pelos coágulos por milhão de doses aplicadas, número que sobe para 4,5 mortes por milhão nas pessoas de entre 30 e 39 anos.

A presidente-executiva da MHRA, June Raine, disse que os benefícios da vacina da AstraZeneca “continuam a compensar os riscos para a vasta maioria das pessoas”.

“O balanço de riscos e benefícios é muito favorável para pessoas mais velhas, mas é mais equilibrado para os mais jovens”, disse.

 

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Petróleo cai forte com possível retomada de negociações entre EUA e Irã

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O preço do petróleo encerrou com uma queda acentuada nesta segunda-feira, dia 3, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que cancelou um ataque planejado contra a infraestrutura energética do Irã, embora o progresso nas negociações de paz ainda seja incerto.

No mercado da New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para o mês de setembro terminou com uma desvalorização de 5,11% (US$ 4,33), cotado a US$ 80,34 por barril.

O petróleo Brent para outubro, negociado na bolsa Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em baixa de 4,73% (US$ 4,16), chegando a US$ 83,77 o barril.

Após inicialmente cair bastante, os preços recuaram parcialmente depois que Donald Trump classificou as autoridades iranianas como “duas caras” e tanto os EUA quanto o Irã negaram que haja um acordo em andamento para encerrar o conflito.

No domingo, o presidente americano declarou que suspenderia um ataque planejado contra o Irã e iniciaria conversações a partir da tarde desta segunda-feira com Teerã, após pedidos da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.

Autoridades norte-americanas informaram à CBS News que atualmente existem somente conversas entre os enviados para o Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner, e a equipe iraniana, mediadas por terceiros.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que as negociações ocorrem com Omã e estão focadas em assegurar uma rota temporária para a navegação segura pelo Estreito de Ormuz.

De acordo com o analista de inteligência de mercado da Stonex, Bruno Cordeiro, a forte queda dos preços reflete a expectativa dos investidores sobre uma possível retomada das conversas.

Entretanto, seis superpetroleiros com bandeira saudita alteraram sua rota no Golfo de Áden, no mar de Omã, dirigindo-se para o sul do continente africano, após ameaças de ataques dos Houthis do Iêmen contra navios sauditas.

Dados da rastreadora MarineTraffic indicam que o tráfego marítimo nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb permanece baixo devido às tensões na região.

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Trump afirma que negociações com Irã são chance final e Estreito de Ormuz pode ser aberto amanhã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na tarde desta segunda-feira (03) que as discussões com o Irã continuam e que o Estreito de Ormuz pode ser reaberto já no dia seguinte, mesmo com as negativas de ambos os lados sobre negociações diretas.

“As conversas estão acontecendo agora… Esta é a última oportunidade para o Irã. É a chance final para que um acordo satisfatório seja assinado”, declarou em entrevista coletiva na Casa Branca.

Além disso, Trump destacou que os parceiros dos EUA no Golfo Pérsico, assim como o Irã, solicitaram a suspensão dos ataques planejados para o final de semana anterior para que o diálogo pudesse continuar.

De acordo com o presidente norte-americano, a primeira etapa das negociações inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, com foco posterior na desnuclearização do Irã.

“Eu não permitirei que o Irã cobre taxas pela passagem no Estreito de Ormuz”, reiterou Trump.

O líder dos EUA também pediu às companhias petrolíferas americanas Chevron e ExxonMobil para reduzir os preços dos combustíveis, alegando que estão obtendo lucros excessivos devido à oferta limitada de petróleo no mercado internacional.

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Espanha denuncia desinformação e grupos reacionários na imigração em Ceuta

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O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, declarou que houve uma ação coordenada por parte da “internacional reacionária” que disseminou uma onda de desinformação, levando milhares de pessoas em Morrocos a tentarem entrar ilegalmente no enclave espanhol de Ceuta, localizado na África.

José Manuel Albares explicou que houve uma rápida amplificação e multiplicação de notícias falsas nas redes sociais sobre a segurança do Espaço Schengen, que assegura o livre trânsito dentro da União Europeia, e sobre as medidas tomadas pelo governo espanhol.

O ministro destacou que a atividade nas redes sociais foi intensa e distorceu uma decisão do Supremo Tribunal espanhol, que modificou as regras de deportação sumária para imigrantes que chegam nadando ao país.

A decisão judicial foi usada de forma errada para espalhar falsas informações de que a Espanha permitiria a imigração sem a chance de deportação, informação que não corresponde à realidade.

“É fundamental monitorar as redes sociais e combater a desinformação, que tem sido um fator crucial para desencadear esse movimento sem precedentes. A reação vista nas redes por parte do movimento reacionário internacional precisa ser enfrentada de maneira clara”, afirmou o chanceler.

Ele também pediu solidariedade à Europa, ressaltando que as cidades de Ceuta e Melilla são as únicas localidades da União Europeia que possuem fronteira terrestre com África.

Durante a entrevista, José Manuel Albares criticou a postura da Itália, que tem sugerido a exclusão da Espanha do Espaço Schengen.

Os recentes eventos em Ceuta vêm sendo utilizados para apoiar políticas mais rígidas de controle migratório na Europa. O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, chegou a acusar a Espanha de facilitar a imigração ilegal em grande escala para o continente europeu.

Além disso, o embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, referiu-se às cidades de Ceuta e Melilla como “enclaves coloniais na África”.

A encarregada de Negócios de Israel na Espanha, Dana Erlich, rapidamente declarou que os comentários de Danny Danon não refletem a posição oficial do Estado de Israel.

O governo espanhol tem enfrentado tensões políticas e diplomáticas com Washington e Tel Aviv devido à sua oposição à guerra promovida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, além das críticas de Madri em relação às ações de Israel nos territórios palestinos.

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