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Queda de drone Reaper fará EUA voarem mais longe das fronteiras russas, diz especialista militar

A queda do drone MQ-9 Reaper no mar Negro, que realizava reconhecimento ao longo da Crimeia, forçará os EUA a mudar seu programa de voo. A partir de agora os seus drones dificilmente chegarão perto das fronteiras russas, disse o especialista militar Aleksei Leonkov à Sputnik nesta quarta-feira (15).

© AP Photo / Malaury Buis

 

A queda do drone MQ-9 Reaper no mar Negro, que realizava reconhecimento ao longo da Crimeia, forçará os EUA a mudar seu programa de voo. A partir de agora os seus drones dificilmente chegarão perto das fronteiras russas, disse o especialista militar Aleksei Leonkov à Sputnik nesta quarta-feira (15).

“O acontecimento vai afetar os programas de pilotagem dos EUA e da OTAN – eles não vão enviar mais seus drones para tão perto de nós. Os americanos têm o drone Global Hawk, que é capaz de reconhecer mais longe de nossas fronteiras do que o Reaper”, afirmou ele.

O especialista observou que o incidente não foi um casus belli (motivo para declarar guerra), uma vez que o drone de espionagem enviado para as fronteiras estatais pertencia a alvos legítimos que a Rússia tinha o direito de expulsar.
Ao mesmo tempo, Leonkov enfatizou que, caso incidentes similares com o MQ-9 perto da Crimeia se repitam, a Rússia vai ter o direito de abater os drones norte-americanos.

“O Reaper é um VANT [veículo aéreo não tripulado] de reconhecimento, e quem poderia ter sabido de seus verdadeiros planos – talvez fosse desferir golpe à cidade de Sevastopol? Se acontecer novamente, quem sabe – talvez tenhamos que o abater, nosso sistema de defesa aérea na Crimeia tem essa capacidade”, esclareceu.

Incidente com drone estadunidense

Ontem (14), o Comando Europeu dos EUA (EUCOM, na sigla em inglês) declarou que alegadamente um caça russo Su-27 colidiu com um drone MQ-9 norte-americano sobre o mar Negro, o que provocou a queda do drone em águas internacionais.
De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, na manhã de 14 de março, um drone MQ-9 com o transponder desligado violou os limites da zona de uso temporário do espaço aéreo sobre o mar Negro. O drone estava se movendo em direção à fronteira da Rússia. A Rússia acionou caças para identificar o infrator.
Devido a manobras bruscas, o drone entrou em voo descontrolado, com perda de altitude e acabou caindo na água. A entidade de defesa russa ressaltou que os caças russos não colidiram com o MQ-9 e não usaram armamento de bordo, tendo retornado com segurança ao aeródromo.

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Sétimo suspeito preso por incidente perto de base militar britânica usada pelos Estados Unidos

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A polícia antiterrorismo do Reino Unido deteve nesta terça-feira (6) o sétimo suspeito relacionado a um incidente ocorrido no final de setembro próximo à base militar de Fairford, no sudoeste da Inglaterra, que é utilizada pelo Exército dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos retiraram as aeronaves que estavam estacionadas na base após o anúncio do então presidente Donald Trump de que a medida foi tomada devido a supostas ameaças ligadas ao Irã.

Um jovem britânico, de 22 anos, foi detido no centro de Londres sob suspeita de planejar atos terroristas, segundo comunicado oficial da polícia britânica. Além disso, foram realizadas buscas em uma residência próxima.

Cinco homens, todos britânicos, foram presos no local do incidente no dia 27 de setembro. Um sexto suspeito, com dupla nacionalidade britânica e iraniana, foi detido em 1º de outubro.

Os seis primeiros detidos, todos com aproximadamente vinte anos, foram liberados sob fiança, o que gerou desaprovação do presidente Donald Trump.

A polícia foi acionada nas proximidades da base de Fairford após receber informações sobre três veículos suspeitos estacionados perto do aeródromo usado pelo Exército dos Estados Unidos na operação contra o Irã.

Em revista nos veículos, não foram encontrados explosivos, mas uma grande quantidade de gasolina foi apreendida.

Vicki Evans, coordenadora no combate ao terrorismo, afirmou que as equipes continuam investigando várias linhas para esclarecer o ocorrido na base de Fairford.

O primeiro-ministro britânico, o trabalhista Andy Burnham, declarou na semana passada que há fortes evidências que apontam para o envolvimento do Irã no incidente.

As autoridades de Teerã negaram veementemente qualquer ligação com os suspeitos detidos.

No domingo, os Estados Unidos anunciaram a retirada de seus bombardeiros estratégicos B-1 da base de Fairford.

Donald Trump afirmou na segunda-feira que havia ameaças e que os bombardeiros foram realocados para uma área próxima, sem grande distância.

O presidente adicionou que as autoridades americanas conhecem os responsáveis pelas ameaças, os quais estariam vinculados ao Irã.

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Ataque com faca mata aluna e fere sete em escola de Istambul

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Uma adolescente tirou a vida de uma aluna e feriu outras sete nesta terça-feira (6) em um ataque com faca em uma escola localizada em Istambul, conforme informado pelo ministro turco da Educação, Yusuf Tekin.

“Perdemos uma das alunas” no incidente ocorrido pela manhã em uma escola no bairro Basaksehir, na região noroeste da cidade, declarou o ministro.

A polícia identificou a suspeita, uma jovem de 15 anos.

Segundo o Ministério do Interior da Turquia, uma das vítimas, Eslem Sare Bulut, faleceu apesar dos esforços médicos, enquanto as outras sete continuam hospitalizadas.

O governador de Istambul, Davut Gul, explicou que a agressora atacou indiscriminadamente e entrou na escola vestida com o uniforme escolar.

“Ela reside no mesmo bairro, porém frequenta outra escola”, acrescentou.

Este ano, o país foi impactado por dois ataques fatais em escolas ocorridos consecutivamente em abril.

Um deles envolveu um adolescente de 14 anos em Kahramanmaras, no sul da Turquia, que assassinou um professor e nove alunos de 10 e 11 anos antes de ser morto no local. Este ataque, considerado o mais grave em ambiente escolar no país, resultou na destituição do vice-ministro da Educação.

O outro evento ocorreu na província de Sanliurfa, no sudeste, um dia antes, quando um ex-aluno disparou contra pessoas na escola, ferindo 16, antes de cometer suicídio.

No mês passado, um jovem abriu fogo próximo a uma escola no oeste do país, ferindo 11 estudantes, três gravemente, antes de ser detido.

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Trump sugere sacrificar Los Angeles ou San Diego em conflito com Irã; autoridades reagem

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a possível destruição de Los Angeles ou San Diego em um ataque durante o conflito com o Irã seria um sacrifício aceitável para garantir a segurança do país. A declaração foi feita na segunda-feira, 5, durante um comício em Grand Island, Nebraska.

Comentando sobre os impactos econômicos causados pela guerra, Trump disse que os americanos enfrentariam apenas um custo “pequeno” para manter a proteção nacional. Logo depois, mencionou diretamente as duas cidades na Califórnia.

“Eles poderiam destruir uma das cidades. Que destruam Los Angeles, que destruam San Diego. Este é um preço muito pequeno a pagar”, afirmou o presidente. Ele ainda acrescentou que o conflito está perto do fim e que a guerra se encerraria “de um jeito ou de outro”.

As declarações geraram uma reação rápida na Califórnia. O governador Gavin Newsom criticou a postura do presidente e condenou o fato de mencionar cidades do Estado como possíveis alvos estrangeiros.

“Depois de enviar a Guarda Nacional e os fuzileiros navais para a Califórnia, Donald Trump agora diz que nossos inimigos deveriam ‘acabar com’ Los Angeles e San Diego”, publicou Newsom em suas redes sociais, classificando o presidente como “perturbado e perigoso”.

A crítica de Newsom está ligada à mobilização de tropas federais em Los Angeles durante protestos envolvendo políticas de imigração. O governador é um dos maiores opositores do presidente no Estado e já confrontou o governo federal sobre a presença militar.

A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, também rejeitou a declaração. Segundo ela, as palavras do presidente podem colocar a cidade em perigo. “O presidente dos Estados Unidos sugeriu que um país estrangeiro ataque Los Angeles. Suas falas contra nossa cidade são perigosas e podem comprometer nossa segurança”, declarou.

Trump já havia afirmado que os efeitos econômicos da guerra, como a elevação dos preços de combustíveis e produtos, seriam necessários para proteger os EUA. Na segunda-feira, ele reforçou que os custos internos do conflito seriam mínimos e que a situação estava praticamente resolvida.

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