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PP se sente livre para apoiar outro candidato após movimento isolado de Flávio, diz líder

Raphael di Cunto e Carolina Linhares
FolhaPress

O deputado doutor Luizinho Teixeira (RJ), líder do PP na Câmara, declarou que o partido está agora livre para apoiar uma candidatura presidencial de centro-direita, desvinculada dos Bolsonaros, após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciar sua candidatura sem consultar outras legendas.

Segundo ele, a federação formada pelo PP e União Brasil está liberada para seguir o caminho que desejar, já que o PL agiu de forma independente. Luizinho aponta que Flávio enfrentará dificuldades devido à rejeição alta associada à sua família.

O PP apresenta atualmente uma divisão interna entre apoiadores do presidente Lula (PT), defensores de uma candidatura de direita e aqueles que preferem manter independência, sendo esta última a maior parcela. A prioridade do partido é eleger deputados e senadores, analisando o melhor projeto para isso.

Na visão de Luizinho, Flávio pode desistir da candidatura em meados do ano, mas já será tarde para unir um projeto nacional devido à consolidação de palanques regionais.

Com um bloco que soma 275 deputados de centro e centro-direita, Luizinho afirma que o grupo será decisivo nas votações e defende medidas para limitar o Supremo Tribunal Federal (STF), destacando que há um uso do Judiciário para pressionar o Parlamento.

O líder do bloco confirmou o apoio ao presidente da Câmara, Hugo Motta, ressaltando que sua gestão é contestada, porém ele é o candidato natural do grupo.

O PP, em parceria com o União Brasil, buscava construir uma candidatura de centro-direita. Com a decisão isolada de Flávio Bolsonaro de seguir à direita, todos os partidos centristas ficaram livres para definir seus rumos.

Internamente, o PP está dividido: metade prefere independência, um quarto apoia Lula e o restante sustenta uma candidatura de direita, à qual poderia pertencer Flávio. A tendência é de centro-direita, alinhada ao perfil do presidente do PP, Ciro Nogueira.

O partido observa com interesse governadores como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), avaliando possíveis apoios conforme os candidatos a governador e senador nas regiões.

Quanto à viabilidade eleitoral de Flávio, Luizinho destaca sua alta rejeição e dificuldade de conquistar eleitores de centro comparado a outros candidatos, agravada pela percepção negativa associada à família Bolsonaro. Ele reconhece que a candidatura foi anunciada de maneira inadequada, sem diálogo político amplo.

A votação recente na Câmara sobre a redução de penas não foi dirigida para influenciar Flávio a desistir da candidatura, mas sim uma decisão do presidente Hugo Motta visando encerrar questões para 2025.

Se Flávio desistir, será entre junho e julho, o que prejudica a construção de um projeto presidencial unificado, pois os acordos estaduais já estarão estabelecidos.

Luizinho aconselha que candidatos como Ratinho precisam se firmar mais na política nacional para fortalecer sua candidatura, enquanto Tarcísio possui vantagem por ter sido ministro e maior reconhecimento.

Sobre a segurança pública, Luizinho afirma que o governo Lula está cedendo esta pauta para a direita e que este tema é de extrema importância para a população devido à violência contínua, especialmente no Rio de Janeiro.

O PP mantém políticas para não aumentar a carga tributária, buscando revisar benefícios fiscais e medidas que aliviem o peso econômico no país.

Em relação ao STF, ele defende que a Câmara discuta propostas para limitar decisões monocráticas e que o Judiciário não deve ser utilizado para intimidar o Legislativo.

Por fim, Luizinho critica a tentativa do governo de aumentar impostos sobre fintechs e apostas (bets), destacando que tais setores promovem concorrência e que a taxação não resolverá os problemas enfrentados.

Raio-X: doutor Luizinho Teixeira, 51 anos, médico, ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, atualmente líder do PP na Câmara dos Deputados, está em seu segundo mandato como deputado federal.

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Esporte

Oposição a Infantino planeja competições paralelas e dificultar a gestão da Fifa

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Após a tentativa de implementar um plano comercial para “vender” a Copa do Mundo, Gianni Infantino enfrenta crescente pressão para deixar a presidência da Fifa. Seus opositores, inclusive, planejam dificultar a gestão da entidade e até organizar torneios paralelos.

Essa informação foi divulgada pelo jornalista Martyn Ziegler, do portal “The Times”. Segundo a reportagem, a estratégia da oposição é paralisar a atual diretoria da Fifa por meio de boicotes às reuniões executivas, o que impediria a aprovação de decisões importantes nos congressos da organização.

O objetivo é impedir qualquer nova ação proposta por Infantino enquanto ele estiver à frente da presidência da entidade que administra o futebol mundial.

O jornal ainda afirma que o grupo opositor está considerando a criação de campeonatos internacionais alternativos aos já existentes caso o dirigente suíço permaneça na liderança da Fifa.

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Notícias

Podemos vai manter neutralidade na eleição apesar de pressão de Flávio

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O partido Podemos decidiu permanecer neutro nas eleições presidenciais, mesmo após esforços do senador Flávio Bolsonaro (PL) para angariar apoio nas últimas semanas, conforme informações de um membro da alta direção da agremiação. A expectativa é que a presidente do partido, deputada Renata Abreu (SP), comunique oficialmente essa posição a Flávio até o dia 5 de julho.

Essa postura de neutralidade desagrada alguns aliados do senador e soma-se a outras declarações recentes de neutralidade feitas por partidos que poderiam compor sua base. A federação União Brasil-PP já manifestou neutralidade, e o Republicanos provavelmente seguirá o mesmo caminho.

Com isso, Flávio enfrenta um cenário de isolamento político: ele ainda não definiu um candidato a vice para sua chapa e encontra dificuldades para formar novas alianças partidárias, que poderiam expandir seu tempo de propaganda eleitoral.

O tempo de televisão do senador deve ficar abaixo do do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder nas pesquisas de intenção de voto, que tenta a reeleição.

Nos últimos dias, aliados de Flávio Bolsonaro tentaram negociar com Renata Abreu para que o Podemos apoiasse o senador, chegando a propor a possibilidade de a deputada compor a chapa como candidata a vice. Contudo, ela decidiu buscar a opinião dos presidentes dos diretórios estaduais antes de tomar uma posição.

Além disso, Renata Abreu deve concorrer à reeleição como deputada federal, afastando a possibilidade de ser vice de Flávio.

Entre os motivos para a neutralidade, está o fato de o Podemos manter alianças regionais com o PT em estados como Ceará e Piauí, dificultando um apoio a Flávio Bolsonaro.

A decisão de permanecer neutro representa um revés para a campanha do senador, que buscava ampliar sua base política para fortalecer sua candidatura.

Em reunião recente, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, informou que a maioria dos diretórios estaduais da sigla também optará pela neutralidade na eleição.

O PL, partido de Flávio Bolsonaro, planeja estudar alternativas internas para a vaga de vice, considerando deputadas como Júlia Zanatta (SC) e Priscila Costa (CE), que demonstraram interesse em concorrer.

Mesmo assim, o senador e sua equipe preferem manter a estratégia de buscar alianças com outras legendas até o final do período permitido, mantendo em aberto a composição da chapa para vice.

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Esporte

Gonzalo García vai do Real Madrid para o Fulham

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O atacante espanhol Gonzalo García, de 22 anos, foi transferido do Real Madrid para o Fulham, clube inglês, onde será dirigido pelo treinador Álvaro Arbeloa, que já trabalhou com ele anteriormente, conforme anúncio feito nesta segunda-feira (3) pelas equipes.

Revelado nas categorias de base do Real Madrid, Gonzalo teve sua melhor temporada como profissional, marcando 8 gols, sendo 6 na LaLiga.

Gonzalo assinou contrato com o clube de Londres até 2031, com possibilidade de estender por mais um ano.

O valor da transferência foi estimado pela imprensa espanhola em aproximadamente 40 milhões de euros (aproximadamente R$ 235 milhões na cotação atual), e o Real Madrid manterá 30% dos direitos econômicos do jogador.

Álvaro Arbeloa assumiu o comando do Fulham semanas atrás, após ter passado a última metade da temporada treinando o Real Madrid.

O treinador e o atacante se conhecem desde a época em que trabalharam juntos nas categorias de base do clube espanhol.

O Real Madrid divulgou: “Gonzalo ingressou no Real Madrid em 2014, quando tinha apenas 10 anos, e esteve no clube durante onze temporadas. Defendendo o time principal, conquistou um Mundial de Clubes e uma Liga.

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