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Cidades

Piso do calçadão da praia do Janga afunda após chuvas; prefeitura busca verba para conserto

Um trecho do piso do calçadão na orla do Janga, em Paulista, Região Metropolitana do Recife, cedeu na manhã desta terça-feira (4).

O problema ocorreu devido às intensas chuvas que vêm caindo em várias regiões do estado desde a segunda-feira (3). A força da água piorou a erosão na faixa litorânea do município.

Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Paulista foi a cidade com maior volume de chuva em Pernambuco nas últimas 24 horas, acumulando 119,05 mm até às 9h30.

A prefeitura de Paulista informou que a Defesa Civil Municipal está isolando preventivamente um trecho da Avenida João Fonseca de Albuquerque, onde ocorreu a erosão, para garantir a segurança da população e reduzir riscos.

A gestão municipal também comunicou que está avançando nas negociações com o governo federal para obter os recursos necessários para as obras de contenção da erosão em cinco pontos críticos da orla, com investimento previsto de pouco mais de R$ 24 milhões.

O projeto contemplará intervenções na praia do Janga, dois pontos em Pau Amarelo, um em Nossa Senhora do Ó e um em Maria Farinha, áreas consideradas mais críticas devido à erosão costeira.

As obras incluirão a construção de enrocamento aderente, uma técnica de engenharia que ajuda a conter o avanço do mar, proteger a infraestrutura urbana e minimizar os danos causados pela erosão.

Espera-se que as obras comecem ainda este ano, dependendo da finalização da negociação. Equipes técnicas estão trabalhando na elaboração dos estudos e projetos para conseguir os recursos federais.

Representantes da prefeitura estiveram em Brasília para apresentar o projeto e acompanhar as tratativas com o governo federal.

A Defesa Civil Nacional realizou uma vistoria técnica no município para avaliar os pontos contemplados no projeto. Em 17 de julho, equipes da Defesa Civil Nacional, Defesa Civil Municipal e da Secretaria de Infraestrutura se reuniram para definir os ajustes finais do projeto, incluindo revisão orçamentária.

Alerta laranja

A Apac elevou o alerta para o nível laranja em relação às chuvas na Região Metropolitana do Recife, Mata Norte e Mata Sul. O aviso, que indica pancadas de intensidade moderada a forte, vale até às 14h30 desta terça-feira (4).

Esta atualização se deve ao aumento da atividade do sistema meteorológico. Além do alerta laranja, a região do Agreste permanece sob aviso amarelo para precipitações moderadas.

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Cidades

Senai Pernambuco oferece curso gratuito de produção de alimentos em Vitória de Santo Antão

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O Senai Pernambuco está com inscrições abertas para o curso gratuito de Técnicas de Produção na Indústria de Alimentos, em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do estado. O curso é destinado principalmente aos moradores do município que desejam obter qualificação para trabalhar no setor de alimentos.

Com duração de três semanas, o curso terá duas turmas iniciando em 2 de setembro, nos períodos da tarde, das 13h às 17h, e noite, das 18h às 22h. Além disso, haverá uma turma noturna com início em 5 de outubro de 2026, também das 18h às 22h.

As aulas acontecerão na Unidade Móvel do Senai, situada na Avenida Henrique Dias, nº 7, no bairro do Livramento. Durante o curso, os alunos irão aprender sobre fundamentos da tecnologia e produção industrial de alimentos, higiene e segurança alimentar, qualidade, relações socioprofissionais, cidadania e ética, entre outros tópicos.

Para participar da seleção, é necessário que os candidatos residam em Vitória de Santo Antão, tenham concluído o Ensino Médio, sejam maiores de 18 anos e tenham disponibilidade de horário para as atividades do curso. Os interessados devem preencher um formulário de inscrição, sendo que a confirmação ocorrerá conforme a ordem de chegada.

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Cidades

Vídeo mostra cachorro bebendo água em bebedouro de escola no Sertão; SEE aciona órgãos para cuidado

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Um vídeo que circula nas redes sociais exibido à Folha de Pernambuco revela um cão se refrescando em um bebedouro dentro da Escola Técnica Estadual (ETE) Professora Maria Wilza Barros de Miranda, localizada em Petrolina, no Sertão do Pernambuco. Nas cenas, também aparece outro animal próximo, com estudantes nas proximidades.

A Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) explicou que o acesso dos animais ao local ocorreu devido a uma falha no portão da escola.

Para evitar que situações assim se repitam, a administração da escola instalou telas nas portas de entrada para impedir a entrada de animais.

Além disso, a escola entrou em contato com órgãos responsáveis para garantir a remoção adequada dos animais encontrados em situação de vulnerabilidade.

A SEE ressaltou que orienta as administrações das escolas da rede estadual a manterem as condições apropriadas para o bom funcionamento do ambiente escolar, reforçando o compromisso com a segurança de toda a comunidade escolar.

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Turista discute e agride trabalhadores por caiaque em Muro Alto

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Um turista foi filmado em uma briga na praia de Muro Alto, localizada em Ipojuca, no litoral sul de Pernambuco, na tarde da segunda-feira (3). Nas imagens, ele aparece atacando trabalhadores do local e, em outros vídeos, ofende o grupo.

Em contato com a reportagem, a advogada da Associação dos Barraqueiros de Porto de Galinhas, Sueyde Rocha, explicou que o incidente não envolveu nenhuma barraca. Tudo começou porque o turista não quis devolver um caiaque alugado no horário previsto a um trabalhador da região.

“O rapaz alugou o caiaque para esse turista. No momento da devolução, ele não estava satisfeito, alegando que não usou o tempo completo do aluguel porque choveu. Porém, o rapaz explicou que o aluguel era por tempo determinado, como 30 minutos ou uma hora. Então, alugou-se e, ao terminar o tempo, o material deve ser devolvido”, contou.

Sueyde Rocha relatou que, após essa situação, o turista começou a se mostrar agressivo, ameaçando os trabalhadores. Ele afirmou que poderia comprar todas as barracas e afirmou ter dinheiro para isso, chegando a pegar uma garrafa para ameaçar as pessoas no local, conforme mostram os vídeos.

Nas imagens, a confusão aumenta, e uma mulher que acompanhava o turista grita palavras ofensivas contra os trabalhadores locais. Logo depois, o turista parte para cima de quem filmava e, em seguida, deixa o local em direção ao hotel onde está hospedado.

A advogada orientou os trabalhadores a procurarem a polícia, mas até o momento não houve nenhum registro oficial da ocorrência, e a Guarda Municipal não foi acionada.

Outro incidente recente

Sueyde Rocha mencionou outro caso envolvendo trabalhadores de Ipojuca e turistas. Em 22 de julho, um garçom foi preso após uma discussão com um turista. O trabalhador foi acusado de extorsão por cobrar o valor do aluguel de mesa e cadeiras previamente acordado, o que foi negado pela advogada.

Após a prisão em flagrante, o garçom foi liberado no dia seguinte após audiência, mas agora deverá responder a um processo. A advogada ressaltou a necessidade de respeito dos turistas para com os trabalhadores locais, afirmando que muitos visitantes agem como se tivessem carta branca para fazer o que quiserem.

Agressão contra turistas

O incidente atual ocorre oito meses após uma agressão a um casal de turistas de Mato Grosso em Porto de Galinhas. Segundo as vítimas, a briga começou devido a cobrança acima do preço combinado para o uso de cadeiras.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, uma das vítimas aparece com ferimentos no rosto e descreve o episódio como um “massacre”. Eles relataram que chegaram à praia e um funcionário os levou até uma barraca, oferecendo serviço por R$ 50, incluindo duas cadeiras e um guarda-sol. No momento do pagamento, o valor cobrado foi de R$ 80, o que gerou a discussão.

Durante a confusão, a vítima foi agredida com uma cadeira e sofreu vários pontapés sem conseguir reagir, enquanto seu companheiro saiu para pedir ajuda. O Corpo de Bombeiros estava próximo, mas não interveio imediatamente, permitindo que a situação se agravasse.

Devido à repercussão nacional desse caso, a Prefeitura de Ipojuca publicou um decreto proibindo a cobrança de consumo mínimo nas praias. O Decreto nº 149/2025 altera o dispositivo anterior e veda práticas abusivas, como consumo mínimo, taxas por falta de consumo, e venda casada de bens e serviços.

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