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Economia

PIB do segundo trimestre mostra desaceleração, diz ata do Copom

O Comitê de Política Monetária (Copom) analisou que os dados mais recentes do Produto Interno Bruto (PIB) referentes ao segundo trimestre de 2026 confirmam a desaceleração já indicada por outros indicadores econômicos. Essa desaceleração foi especialmente mais pronunciada nas atividades econômicas e nos componentes da demanda mais sensíveis ao ciclo econômico.

“A economia doméstica seguiu apresentando uma trajetória de desaceleração, conforme previsto pelo Comitê”, destacou a ata da reunião de setembro, divulgada na terça-feira, 22. Durante essa reunião, o Comitê decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a de 14,00% para 13,75% ao ano.

O grupo ressaltou que a diminuição da demanda agregada é fundamental para o processo de equilíbrio entre a oferta e a demanda na economia, além de ser crucial para que a inflação converja à meta estabelecida.

O Copom também apontou que o comportamento do mercado de crédito bancário com recursos livres é compatível com uma desaceleração do crescimento econômico, especialmente diante de uma política monetária mais restritiva.

Em particular, observaram uma redução nos créditos de prazos mais longos, que são mais afetados pela política monetária, enquanto os créditos de curto prazo ou emergenciais, que tendem a ser mais onerosos, continuaram crescendo, porém a um ritmo mais lento.

Por outro lado, os créditos direcionados seguiram em expansão, beneficiando pessoas físicas, especialmente no crédito imobiliário, e empresas, por meio de operações com fundos garantidores.

O Copom ressaltou ainda que mantém atenção especial ao mercado de trabalho. A taxa de desemprego permanece em níveis historicamente baixos, mas o crescimento da taxa de ocupação tem desacelerado.

Os rendimentos médios também desaceleraram ligeiramente, mesmo em termos nominais, embora ainda cresçam em termos reais a uma velocidade superior à produtividade do trabalho.

“O Comitê continua atento à análise das dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho, destacando a importância de aprofundar essa avaliação para compreender como os níveis de emprego influenciam os rendimentos do trabalho e, consequentemente, os preços nos diversos setores da economia”, concluiu.

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Economia

Arrecadação federal bate R$ 235,6 bilhões em agosto, recorde para o mês

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A arrecadação dos impostos federais atingiu R$ 235,6 bilhões em agosto, marcando um crescimento real de 8,25% após descontada a inflação, conforme dados liberados pela Receita Federal nesta terça-feira. Esse valor é o mais alto já registrado para o mês desde 1995.

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, a receita fiscalizou R$ 2,112 trilhões, indicando um aumento real de 7,12% e configurando o maior montante já apurado para esse período na série histórica iniciada em 1995.

Focalizando somente as receitas geridas pelo Fisco, a arrecadação atingiu R$ 227,9 bilhões em agosto, com crescimento real de 7,10%. Se o Imposto de Exportação (IE) sobre óleo bruto, criado no contexto do conflito no Oriente Médio, for excluído — por ser um fator atípico —, a alta real na arrecadação de agosto seria de 7,31%. Esse imposto rendeu R$ 1,944 bilhão no último mês.

De acordo com a Receita, o aumento observado resulta do desempenho favorável em indicadores econômicos centrais que influenciam a arrecadação, além do crescimento no faturamento das companhias que pagam impostos por estimativa mensal.

Também impactaram positivamente a arrecadação a contribuição previdenciária, que cresceu com o aumento real da massa salarial e a diminuição da desoneração da folha, além do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital, devido ao crescimento dos rendimentos de títulos de renda fixa e à tributação dos dividendos.

A arrecadação dos tributos IRPJ e CSLL, que incidem sobre a receita das empresas, chegou a R$ 34,104 bilhões, refletindo um crescimento real de 13,09%. Já a receita previdenciária totalizou R$ 63 bilhões, com aumento real de 4,30%, atribuído pela Receita ao crescimento da massa salarial, à arrecadação do Simples Nacional previdenciário e às compensações tributárias.

O IRRF sobre rendimentos de capital apresentou arrecadação de R$ 12,723 bilhões, o que corresponde a uma elevação real de 23,27%.

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Economia

Primavera começa hoje à noite com temperaturas acima do normal no Nordeste

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A primavera terá início no Hemisfério Sul às 21h05 desta terça-feira (22), trazendo um aumento gradual das temperaturas, especialmente na região Nordeste, onde se esperam valores superiores a 28 ºC. Ao mesmo tempo, o período marca o aumento das chuvas nas outras áreas do Brasil.

A meteorologista Edvânia Santos, da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), destaca que a troca de estação acontece no equinócio, quando o sol atravessa o equador celeste, equilibrando a iluminação entre os dois hemisférios.

“No equinócio, os dias e noites têm duração parecida nos dois hemisférios, com cerca de 12 horas de luz e 12 horas de escuridão. A partir desse ponto, os dias vão ficando mais longos e as noites, mais curtas no Hemisfério Sul”, explica a meteorologista.

Edvânia Santos enfatiza que, ao longo da primavera, o período de luminosidade cresce, com o nascer do sol acontecendo mais cedo e o pôr do sol mais tarde.

“Essa alteração está ligada à inclinação do eixo terrestre e ao movimento de translação da Terra ao redor do Sol”, comenta Edvânia Santos, ressaltando que em Pernambuco a primavera ocorre em um dos períodos mais secos do ano.

“Nos meses de setembro, outubro e novembro, as temperaturas tendem a subir, enquanto a umidade relativa do ar cai, especialmente nas regiões do Agreste e do Sertão”, complementa a especialista.

Nordeste

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informa que, até 21 de dezembro, às 18h50, estão previstas temperaturas na região Nordeste próximas a 2°C acima da média histórica de 28 ºC.

“Esse aumento gradual favorece o surgimento de ondas de calor intensas e desconforto térmico para a população, além de elevar a evaporação, afetando a umidade do solo e favorecendo a formação rápida de tempestades severas que surgem do contraste entre ar quente e frentes frias”, explicou o Inmet.

Demais regiões

Nas outras áreas do país, o Inmet aponta que o fluxo de umidade vindo da Amazônia se intensifica, propiciando chuvas no Centro-Oeste, Sudeste e parte do Norte.

“Durante a primavera, podem ocorrer os primeiros episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), trazendo chuvas para Sudeste, Centro-Oeste, Acre e Rondônia. No Sul, há possibilidade de Complexos Convectivos de Mesoescala (CCM), que causam chuvas fortes, ventos intensos, descargas atmosféricas e até granizo”, prevê o instituto.

Norte

A previsão climática para outubro a dezembro indica pouca chuva e condições abaixo da média histórica na maior parte da região Norte.

A exceção são o leste do Acre, extremo noroeste do Pará e norte do Amapá, com previsão normal de chuvas para o período.

Centro-Oeste

Espera-se pouca chuva no centro-norte do Mato Grosso e norte de Goiás. Já Mato Grosso do Sul e sul de Goiás podem registrar precipitação acima do habitual.

Sudeste

O Inmet aponta possibilidade de chuvas intensas em São Paulo, Rio de Janeiro e centro-sul de Minas Gerais, com volumes que podem alcançar 100 mm. Por outro lado, áreas do Espírito Santo podem enfrentar déficit de chuvas.

Sul

Na Região Sul, a previsão É de chuvas acima da média para todos os estados, com os maiores volumes previstos para Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os acumulados podem ultrapassar em até 200 milímetros a média histórica para o trimestre.

El Niño

O prognóstico do Inmet para a primavera indica que, no Oceano Pacífico Equatorial, as temperaturas da superfície do mar estão acima da média desde março, mostrando um padrão condizente com o fenômeno El Niño.

O instituto lembra que há 98% de chance de ocorrência de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro, conforme dados da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).

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Economia

Aneel libera edital para leilão de energia com investimento de 8,9 bilhões

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou hoje, 22, a aprovação do edital para um novo leilão focado na transmissão de energia elétrica (nº 4/2026), com um investimento previsto de aproximadamente 8,9 bilhões de reais. Essa licitação contempla oito lotes e uma Receita Anual Permitida (RAP) máxima que pode chegar a 1,63 bilhão de reais por ano.

O leilão visa à construção, operação e manutenção das instalações que compõem a Rede Básica do Sistema Interligado Nacional (SIN), com a sessão pública marcada para 30 de outubro de 2026. A assinatura dos contratos de concessão está programada para 26 de fevereiro de 2027.

O projeto inclui a criação de 1.866 km de novas linhas de transmissão e ainda o seccionamento, que é a interligação entre diferentes linhas. Também está prevista a continuidade de 483 km das linhas existentes, incluindo a concessão vinculada do empreendimento Afuente T.

Além disso, serão instalados 12.694 megavolt-ampère (MVA) de capacidade de transformação, incluindo quatro compensadores síncronos, equipamentos que auxiliam no controle de tensão e na segurança do sistema.

Estima-se a geração de cerca de 20.500 empregos diretos e indiretos, com prazos para finalização das obras entre 42 e 60 meses.

O investimento será distribuído em sete estados do Brasil: Bahia (BA), Goiás (GO), Mato Grosso do Sul (MS), Paraíba (PB), Paraná (PR), Rondônia (RO) e São Paulo (SP).

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