Notícias
Pesquisa Quaest mostra Marília e Humberto na frente para o Senado em Pernambuco
A mais recente pesquisa Quaest para as duas cadeiras no Senado de Pernambuco, divulgada nesta terça-feira (29), revela que Marília Arraes (PDT) continua liderando a soma total dos votos, atingindo 19%, um aumento de um ponto percentual em comparação com a pesquisa anterior. Em segundo lugar está o senador Humberto Costa (PT), que subiu para 17%, três pontos percentuais a mais em relação ao levantamento passado.
Mendonça Filho (PL) manteve seus 10% desde a última pesquisa no dia 23 de setembro, enquanto Eduardo da Fonte (PP) teve uma leve queda, alcançando 7%. Túlio Gadêlha (PSD) aparece com 3% das intenções de voto, uma queda de 1 ponto percentual. Carlos Sant’anna (Novo) e Pastor Gilvan Costa (Democrata) mantêm 1% cada, conforme levantamento anterior.
Outros candidatos como Samuel Timoteo (UP), Gorett Bitu (UP), Mailson Neto (PCO), Mariano Macedo (PSTU) e Paulo Rubem Santiago (Rede) não tiveram pontuação nesta rodada.
A consulta, efetuada pela Quaest entre os dias 25 e 28 de setembro, ouviu 1.302 indivíduos com idade a partir dos 16 anos em todo o país. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa está no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código PE-00324/2026.
Detalhes da eleição para o Senado
Nas eleições gerais, são escolhidos dois senadores por estado e no Distrito Federal, totalizando 54 de 81 cadeiras no Senado. Cada eleitor pode votar em dois candidatos distintos, não sendo permitido votar no mesmo nome duas vezes.
Resultados do levantamento
- Primeira vaga: Marília Arraes: 22% (era 23%); Humberto Costa: 20% (era 15%); Mendonça Filho: 14% (sem variação); Eduardo da Fonte: 7% (era 8%); Túlio Gadêlha: 3% (era 4%); Carlos Sant’anna: 0%; Pastor Gilvan Costa: 0%.
- Segunda vaga: Marília Arraes: 16% (era 13%); Humberto Costa: 15% (era 12%); Mendonça Filho: 6% (era 7%); Eduardo da Fonte: 8% (era 9%); Túlio Gadêlha: 3% (era 4%); Carlos Sant’anna: 1%.
Pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados citam candidatos sem ajuda, Humberto Costa lidera com 8%, seguido por Marília Arraes com 7%. Mendonça Filho aparece com 4%, e Eduardo da Fonte tem 3%. A porcentagem de indecisos é alta, com 68%, indicando que muitos ainda não optaram por um nome.
Notícias
Campanha de Lula solicita orações de evangélicos até o fim da votação
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou seus apoiadores evangélicos para participarem de um “propósito de oração” a seu favor, começando na quarta-feira, 30, e indo até o encerramento da apuração dos votos, às 19h do domingo, 4.
Essa iniciativa chamada “relógio de oração” permite que os fiéis reservem um momento do dia para pedir por “proteção, sabedoria, paz, justiça e para que o cuidado com o próximo prevaleça em nosso país”.
Uma mensagem compartilhada no grupo “Evangélicos com Lula”, ligado à campanha, diz: “Vamos fazer um Relógio de Oração pela vida do presidente Lula, por sua família, por sabedoria e proteção, e para que a justiça, a verdade, a paz e o cuidado com o próximo possam prevalecer no Brasil”.
O gesto remete a uma ação semelhante de 2022, quando a equipe do Lula pediu 24 horas ininterruptas de oração em apoio ao ex-presidente poucos dias antes do primeiro turno das eleições daquele ano.
Essa movimentação integra os esforços da campanha para destacar temas religiosos na reta final do primeiro turno deste ano.
Um tema que ganhou destaque nas redes sociais recentemente envolve uma informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida e Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula. Desde quinta-feira, 24, essa fake news tem viralizado e, junto com o anúncio do fim das apostas feito pelo presidente, está entre os assuntos mais comentados neste momento da eleição.
Dados do Instituto Democracia em Xeque indicam que o tema teve quase um milhão de mensagens publicadas nas redes em menos de três dias.
Desde domingo, 27, Lula tem mencionado Nossa Senhora ou exibido sua imagem em todas as agendas políticas que participou.
Brasil
Tse decide manter a remoção de posts sobre Nossa Senhora
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quarta-feira (30), pela maioria dos votos, manter a remoção das publicações nas redes sociais relacionadas a Nossa Senhora Aparecida no contexto das eleições.
Assim, permanece válida a decisão do ministro André Mendonça, que acolheu o pedido do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Além de Mendonça, que é o relator do processo, também votaram pela remoção o presidente do TSE, Nunes Marques, e os ministros Dias Toffoli e Ricardo Villas Bôas Cueva.
O julgamento virtual teve início pela manhã e está previsto para ser concluído até as 23h59.
Ainda precisam votar os ministros Estela Aranha, Floriano de Azevedo Marques e Sebastião Reis Júnior.
Na mesma sessão, os ministros decidirão se essa decisão será aplicada apenas a publicações que contenham informações claramente falsas a respeito do candidato ou se críticas, opiniões e sátiras também deverão ser removidas.
Contexto do caso
O assunto das publicações sobre Nossa Senhora teve início no último final de semana.
Na quinta-feira (24), o humorista Antonio Tabet fez uma postagem na rede social X que dizia: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”
Atendendo a um pedido de Flávio Bolsonaro, o ministro André Mendonça ordenou a retirada dessa publicação e outras semelhantes sob a alegação de que disseminavam notícias falsas contra o candidato.
Embora não citado diretamente, o candidato argumentou que a postagem foi feita num contexto de informações falsas que o atribuíam erroneamente a autoria de um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, o que ele nega.
No domingo (27), o ministro do STF Flávio Dino atendeu recurso do humorista e anulou a ordem de Mendonça para remoção da publicação, mas essa decisão foi revertida pelo ministro Luiz Fux. O presidente do STF, Edson Fachin, optou por não incluir na pauta desta quarta-feira o julgamento das decisões conflitantes.
Cultura
Série da Netflix ‘Habeas Corpus’ revela falhas no sistema judicial brasileiro
O audiovisual produzido no Brasil continua mostrando sua força. Desta vez, uma série totalmente brasileira está entre as mais assistidas na Netflix por assinantes que falam outros idiomas ao redor do planeta.
A série que tem ganhado destaque é Habeas Corpus, que a Netflix apresenta como seu primeiro drama jurídico gravado no Brasil. A produção lembra a série americana ‘How to Get Away with Murder’, porém adaptada às leis e à cultura brasileira.
Enquanto nos EUA a atriz Viola Davis interpreta a intensa personagem Annalise Keating, no Brasil a talentosa Marjorie Estiano assume o papel da professora Inez Franco. Ela, que é docente de Direito e ex-advogada criminalista, reúne um grupo de estudantes para examinar um caso em que um jovem pode ter sido sentenciado injustamente.
A trama gira em torno da busca da professora e seus alunos por respostas. À medida que a investigação progride, segredos aparecem e os personagens são confrontados com fatos do seu próprio passado.
Marjorie Estiano comenta que o que mais a cativou em Habeas Corpus foi a chance de abordar o tema do erro judiciário no Brasil. “Estudar e refletir sobre este tema foi uma das partes mais profundas e fascinantes do trabalho. É um assunto extremamente complexo, sem respostas definitivas”, destacou.
Para a atriz, elenco e direção da série têm o objetivo de estimular debates e reflexões. “Não sou ingênua, mas quero acreditar que as histórias possam formar uma corrente de empatia e humanização. Em um país do tamanho do nosso, com tantas realidades distintas e desigualdade social extrema, a informação é um privilégio. Acho que o entretenimento pode ajudar a aproximar as pessoas”, afirmou.
A direção dos episódios é dividida entre a pernambucana Flávia Lacerda e Luiz Villaça, diretor-geral da série. A criação é assinada por Luiz Villaça, Leonardo Moreira e Donna Oliveira.
Produzida pela Café Royal, Habeas Corpus ainda conta no elenco com nomes como Any Gabrielly, Vladimir Brichta, Danton Mello, Naruna Costa, Tato Gabus Mendes, Natália Lage e Marisa Orth.
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