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Cultura

Passeio no Recife para estimular a escrita criativa

O projeto Café pra escrever, criado pelo escritor, dramaturgo e ator Cleyton Cabral, acontecerá neste sábado (10), das 14h às 17h, no Bairro do Recife. Nesta segunda edição, a ideia é levar os participantes para as ruas com a atividade “Escrever a cidade”, uma imersão em escrita criativa durante um passeio.

A proposta é desenvolver a escrita a partir da vivência direta com o ambiente urbano. Durante três horas, os inscritos irão caminhar pelo bairro, observar a paisagem, prestar atenção nas pessoas, nos detalhes e nas histórias que permeiam o local. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo Instagram @cafepraescrever ou diretamente com Cleyton Cabral.

Escrever a cidade

O exercício incentiva a escrita baseada em uma caminhada pelo Bairro do Recife, transformando as experiências encontradas em criação literária. “Desta vez, vamos iniciar pela rua, não pela mesa. Caminharemos, observaremos, escreveremos pelo percurso e recolheremos histórias, imagens, palavras e detalhes. No fim, chegaremos a um café para sentar e transformar tudo em texto”, explica Cleyton.

O encontro inicial será na Bodega de Véio, no Recife Antigo, que marca o começo da atividade. O projeto mantém seu foco em pequenos grupos para experimentar a escrita por meio de estímulos do dia a dia, sem exigir experiência ou formação literária prévia.

Lançado em 2026, o Café pra escrever promove encontros de escrita criativa em cafés diferentes do Recife. A primeira edição teve como tema as listas, com o evento “Toda lista esconde uma história”. Esta nova edição amplia a experiência ao espaço urbano, convidando a olhar para o Recife como fonte de inspiração para a escrita.

Informações

  • Café pra escrever | Encontro #02 | Escrever a cidade
  • Quando: sábado (10), das 14h às 17h
  • Onde: ponto de encontro na Bodega do Véio (Rua Mariz e Barros, 328 – Bairro do Recife)
  • Inscrições limitadas pelo Instagram @cafepraescrever
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Cultura

Espetáculo Mulheres de Nínive estreia no Teatro do Parque em 30 de outubro

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Agendado para o dia 30 de outubro, o espetáculo Mulheres de Nínive, criado e estrelado pela atriz, apresentadora e produtora cultural Nínive Caldas, será apresentado no Teatro do Parque, localizado no Recife. Os ingressos para essa apresentação única do monólogo têm valor inicial de R$30 e podem ser adquiridos pelo Sympla.

Dirigida por Hilda Torres, a peça relata histórias de mulheres cujos relatos foram muitas vezes silenciados, distorcidos ou esquecidos ao longo dos tempos. A obra surgiu da conexão da atriz com a figura de Maria Madalena, personagem que Nínive interpretou na Paixão de Cristo da Nova Jerusalém, em Fazenda Nova.

Esse processo de criação levou Nínive a descobrir outras histórias femininas, encontrando pontos em comum entre relatos separados por diferentes períodos históricos, mas que refletem os desafios enfrentados atualmente. Os textos são de autoria da própria Nínive e também trazem contribuições de outros escritores. A dramaturgia é enriquecida por música ao vivo apresentada pelas artistas Nana Milet e Ana Paula Marinho.

Embora aborde eventos de violência, a peça Mulheres de Nínive não tem a dor como foco principal.

Nínive Caldas explica: “Este espetáculo não se trata de clamar pela dor, mas sim de compreender nossas origens para explorar novos caminhos. Muitas mulheres coexistem na mesma cena, cruzam histórias e criam espaço para as futuras gerações”.

Com a intenção de valorizar a força dessas mulheres e a chance de romper ciclos que se perpetuam, Nínive Caldas dá vida a mais de uma personagem feminina, transitando por figuras históricas, como Maria Madalena e Semíramis, além de mulheres anônimas que tiveram papel essencial na construção da narrativa.

Informações do Evento

  • Mulheres de Nínive com Nínive Caldas
  • Data: 30 de outubro, às 20h
  • Local: Teatro do Parque
  • Ingresso: a partir de R$ 30, disponível no Sympla
  • Mais informações: @teatrodoparqueoficial
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Cultura

Iphan e Fundarpe realizam exposição gratuita sobre o patrimônio cultural em Igarassu

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A mostra Patrimônios de Pernambuco está disponível para visitação até o dia 1º de dezembro, das 8h às 17h, no Escritório Técnico e Casa do Patrimônio do Iphan localizado em Igarassu, no Litoral Norte de Pernambuco.

Organizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em colaboração com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), a exposição apresenta cinco painéis contendo textos, imagens e vídeos que abordam as categorias do Patrimônio Cultural de Pernambuco – Material, Imaterial, Vivo e Ferroviário – incluindo representações de edifícios históricos, conjuntos urbanos, expressões artísticas, saberes e técnicas tradicionais de diversas regiões do estado.

Conteúdo interativo:
A exposição oferece experiências interativas como um quebra-cabeça temático sobre patrimônio cultural, um vocabulário explicativo sobre preservação, códigos QR para acesso a informações adicionais, além de um painel para que os visitantes possam compartilhar suas opiniões e sugerir outras referências culturais. O evento também apresenta recursos de acessibilidade, como tradução para Libras, textos em Braille, audiodescrição e legendas nos vídeos.

Desenvolvida pela equipe técnica da Fundarpe, a exposição é baseada na publicação Patrimônios de Pernambuco: Materiais e Imateriais, atualizada em formato digital pela instituição. Essa publicação familiariza o público com os bens culturais reconhecidos em todo o estado e destaca as ações da Fundarpe na conservação do patrimônio cultural.

O projeto Patrimônios de Pernambuco visa promover o conhecimento sobre o patrimônio cultural nos municípios e regiões de desenvolvimento do estado, valorizando seus bens, incentivando sua proteção e estimulando o reconhecimento de novas referências culturais. Desde 2023, a iniciativa já atingiu vários municípios pernambucanos.

Informações sobre a exposição

  • Período: até 1º de dezembro de 2026
  • Local: Escritório Técnico e Casa do Patrimônio do Iphan em Igarassu (Rua Barbosa Lima, 122, Sobrado do Imperador, Sítio Histórico)
  • Horário: das 8h às 17h
  • Entrada: gratuita
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Cultura

Mozart Santos expõe no Arte Plural Galeria obra inédita que explora Sertão e periferia

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Entre pintura, escultura e instalação, o artista pernambucano Mozart Santos utiliza elementos como bainhas de peixeiras, penas, chifres, peles, sementes e texturas para criar um diálogo entre força e fragilidade.

Esta é a proposta da exposição individual e inédita “Delicado é o Espinho”, que estreia na Arte Plural Galeria (APG) na próxima quinta-feira (15).

Com curadoria da jornalista e pesquisadora Fabiana Moraes, a mostra examina as construções da imagem no Brasil e seus criadores através de uma coleção de obras que evidencia o contraste entre paisagens ásperas e ternas.

Modo de existir

Como portadora de códigos culturais e modos de vida, Mozart Santos desloca esses elementos de seus contextos habituais para recriá-los em estruturas que desafiam as hierarquias entre referências populares e eruditas, tradição e modernidade.

Segundo Fabiana Moraes, a exposição vai além da representação do Sertão, recusando a visão estereotipada criada pela televisão e pela indústria cultural.

A curadora acrescenta que Mozart devolve a esse território e aos seus habitantes o direito à complexidade, à delicadeza e à profundidade. “É uma paisagem que não é apenas sertaneja, mas brasileira, periférica e contemporânea”, destaca.

Pelo avesso

Distante do clichê do “cabra macho” e da dureza do sol, Mozart Santos aborda sua obra pelo lado oposto, valorizando o delicado presente nesse território.

As bainhas de couro, com nomes como “Lambedeiras” e “Igbin”, são exemplos desse caminho inverso adotado pelo artista.

Mozart comenta: “O Sertão não é uma imagem fixa no tempo, nem um território definido pela carência. Ele está presente na cidade, nos corpos, nos objetos e nas formas de pensar o mundo. Minha obra parte dessas memórias, mas não para imitá-las como uma herança imutável”.

Ele reforça o desejo de deslocar essas lembranças para criar novas relações entre materiais, símbolos e histórias frequentemente vistos isoladamente ou reduzidos a estereótipos.

“Existe uma potência estética e política nessas referências, e me interessa o que acontece quando elas deixam de ocupar um lugar periférico no imaginário e começam a gerar outras interpretações sobre o Brasil”, explica Mozart.

A mostra e suas influências

Religiosidades de matriz africana, indígena e da cultura popular também permeiam a exposição. O artista aproxima sua pesquisa de festejos como a coroação do Rei do Congo, tradição afrodescendente preservada no Sertão.

Mozart Santos resgata em sua trajetória elementos de sua infância no Ibura, Zona Sul do Recife, como bucha vegetal, badoque, pipa e pequenas lojas de balcão, conectando-os às suas experiências no Sertão.

Na exposição “Delicado é o Espinho”, o Sertão que migrou com os êxodos rurais e criou raízes nas periferias das grandes cidades é o que ganha destaque.

Desde o Ibura até São Paulo, onde se estabeleceu, o “animal sertanejo” presente nas obras representa também o nordestino que chega ao Sudeste e é percebido como diferente.

Serviço

  • Delicado é o Espinho, exposição de Mozart Santos
  • Quando: de 15 de outubro a 27 de novembro
  • Onde: Arte Plural Galeria (APG) – Rua da Moeda, 140, Bairro do Recife
  • Acesso gratuito
  • Visitação: segunda a sexta, das 9h às 18h; sábado, das 14h às 18h
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