Brasil
Noite de Natal pode ser chuvosa na maior parte do país

Agência Brasil© Reprodução/Inmet
A noite de Natal poderá ser chuvosa na maior parte do país. Segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para este domingo (24), pancadas de chuvas e trovoadas isoladas são esperadas em diversas capitais das regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

A exceção é a região Nordeste, que deverá ter em sua maior parte um céu com muitas nuvens, mas com menos chances de precipitações. Entre as capitais da região, a previsão indica chuvas apenas para Fortaleza.
Em algumas partes do país, o domingo poderá se iniciar com tempo aberto. É o caso do Rio de Janeiro, por exemplo, onde é esperada uma manhã ensolarada com aumento das nuvens no início da tarde.
Apesar das chuvas, deve ser uma noite quente em boa parte do país, com médias de temperatura acima de 25ºC. Entre as capitais, as maiores máximas estão previstas para Teresina (38ºC), Rio de Janeiro (36ºC), Palmas (36ºC) e Cuiabá (35ºC).
As temperaturas mais baixas podem ser alcançadas em Curitiba e Brasília, onde as mínimas estimadas são de 19ºC. A previsão também aponta que os termômetros de Goiânia e Belo Horizonte podem chegar a 20ºC.
Brasil
Ideb registra avanço na educação básica no Brasil
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 demonstrou a maior melhoria acumulada nas últimas duas décadas. As três etapas educacionais avaliadas — os anos iniciais e finais do ensino fundamental, além do ensino médio — alcançaram em 2025 a mais alta pontuação desde o início das medições em 2005.
Os números foram apresentados na quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC). Conforme declarou Leonardo Barchini, ministro da Educação, o avanço nos indicadores decorre de um aumento no número de estudantes matriculados, redução nas taxas de reprovação e melhoria no aprendizado dos alunos.
“Depois de 20 anos, a rede escolar brasileira conseguiu simultaneamente ampliar o acesso, aprimorar o percurso dos alunos e elevar a proficiência”, afirmou o ministro.
O Ideb avalia o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática por meio do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), além das taxas de aprovação indicadas pelo Censo Escolar, sendo publicado bienalmente.
Ensino Fundamental
A escala do Ideb varia de 0 a 10, com destaque para as seguintes mudanças:
- Nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), o índice subiu de 6 para 6,3 entre 2023 e 2025, ultrapassando a meta estabelecida de 6. Em 2005, essa nota era 3,8.
- Essa etapa apresentou o progresso mais significativo em vinte anos.
- Nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), a pontuação aumentou de 5 para 5,3, ainda abaixo da meta de 5,5. O índice em 2005 era 3,5.
Segundo o MEC, o crescimento reflete tanto o aumento da proficiência quanto a diminuição das reprovações.
Ensino Médio
O desempenho no ensino médio cresceu de 4,3 em 2023 para 4,5 em 2025, ainda distante da meta de 5,2, que não é alcançada desde 2013. Este nível educacional concluiu o ciclo de duas décadas com seu maior índice, saindo de 3,4 em 2005.
Leonardo Barchini ressaltou: “Conseguimos avançar, porém há muito a ser feito. É o momento de impulsionar a aprendizagem.”
Especialistas veem o ensino médio como o maior desafio para continuar melhorando o Ideb.
Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann, destacou que os progressos são importantes, mas que o avanço foi mais lento nos anos finais do ensino fundamental comparado aos iniciais.
Ele explicou que a acumulação de déficits de aprendizagem nos primeiros anos pode dificultar o progresso escolar e que o ambiente educativo muda consideravelmente nos anos finais, tornando o vínculo do aluno com a escola mais difícil.
Além do foco na alfabetização, Felipe Proto enfatizou a necessidade de atenção aos anos finais, período de intensas transformações cognitivas, físicas e emocionais dos estudantes. Ele apontou a urgência de superar o estigma cultural de conflito e desinteresse associados a essa fase, de tornar as escolas mais alinhadas com os interesses dos jovens para aumentar seu engajamento e de ampliar o tempo efetivo de permanência escolar.
Escolas Públicas
Nas escolas públicas, o Ideb subiu de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais em 2025, e de 4,7 para 5 nos anos finais. No ensino médio, houve progresso de 4,1 para 4,3 no mesmo intervalo.
Estados e Distrito Federal
Todos os estados e o Distrito Federal apresentaram crescimento do Ideb nos anos iniciais do ensino fundamental em 2025, em comparação com 2023. Os principais destaques foram o Paraná (6,9), Ceará (6,8), Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás (empatados com 6,4).
Nos anos finais, 24 unidades da federação conseguiram índices mais altos em 2025. Paraná liderou com 5,9, seguido por Ceará e Goiás (5,7), Minas Gerais (5,5) e Espírito Santo (5,4).
No ensino médio, 23 estados aumentaram seus índices em relação à última edição, com o Distrito Federal sendo a única região que apresentou queda. O Paraná alcançou a maior nota, 5,1, seguido de Piauí (5), Espírito Santo (4,9) e Goiás (4,8).
Municípios
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou que a quantidade de municípios brasileiros com Ideb até 4,9 caiu de 4.110 em 2005 para 442 em 2025.
Kátia Schweickardt, secretária de Educação Básica do MEC, observou que, apesar de mais de 400 municípios estarem abaixo da nota 5, eles tiveram avanços importantes, com cerca de 70% crescendo, embora em ritmo inferior ao previsto pelas metas do Plano Nacional de Educação.
Esses municípios receberão suporte técnico individualizado. Kátia Schweickardt ressaltou a organização de mais de 9 mil articuladores que colaboram nos programas educacionais para ajudar estados e municípios a identificarem suas dificuldades específicas.
Próximo Ciclo
O Inep, responsável pelo cálculo do Ideb, aguardava a aprovação do novo Plano Nacional de Educação (2026–2036), prevista para abril deste ano, para definir as metas do próximo Ideb, que será divulgado em 2027.
Manuel Palacios, presidente do Inep, informou que uma proposta para o próximo ciclo deve ser apresentada até outubro. Leonardo Barchini antecipou que o novo ciclo terá foco na aprendizagem e na equidade.
Foram avaliados 14,5 milhões de estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental, 11,2 milhões nos anos finais e 7,3 milhões no ensino médio.
Brasil
Executivo deve revisar critérios para cargos em agências reguladoras
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira, 5, que o Poder Executivo precisa revisar os métodos de nomeação de diretores para as diretorias colegiadas das agências reguladoras.
“As agências reguladoras hoje são instituições que precisam ter seus papéis, composições e procedimentos reevaluados”, declarou Mendonça durante um evento do setor de infraestrutura. “O Executivo deve apresentar uma proposta para ajustar os processos de nomeação e preenchimento de cargos nessas agências.”
O ministro destacou que o aumento das indicações com motivação política tem gerado desconfiança entre empresas e outros Poderes em relação às autarquias.
“Observamos setores empresariais questionando normativas, políticas públicas e decisões regulatórias que não têm proporcionado um equilíbrio adequado ao setor regulador.”
Ele ressaltou ainda que a falta de independência das agências também decorre da insuficiência de recursos financeiros, prejudicando sua atuação autônoma. “Essas agências frequentemente carecem de orçamento e financiamento suficientes para atuar de maneira imparcial, longe das influências políticas.”
Brasil
Cidades do Ceará e Alagoas lideram ranking nacional de educação no Ideb
Municípios do Ceará e de Alagoas estão no topo da lista das cidades brasileiras com melhor desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental.
Os dados foram divulgados na quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC).
O Ideb é divulgado bienalmente e leva em conta as notas obtidas pelos estudantes nas avaliações de Português e Matemática do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), além do fluxo escolar, que considera aprovação e reprovação. As notas do Ideb variam de 0 a 10.
Oito municípios alcançaram a nota máxima do Ideb para os anos iniciais do ensino fundamental. Destes, cinco ficam no Ceará (Catunda, Coreaú, Cruz, Pedra Branca e Pires Ferreira) e três em Alagoas (Santana do Mundaú e União dos Palmares). Para completar o top 10 do 5º ano do ensino fundamental estão Deputado Irapuan Pinheiro e Ipaporanga, ambos no Ceará, com nota 9,9.
O Estado do Ceará tem destaque pelos bons resultados na educação, especialmente nas etapas iniciais, relacionadas à alfabetização.
O exemplo mais conhecido é o da cidade de Sobral, referência nacional pela transformação da rede pública de ensino, focada na alfabetização na idade certa. Em 2025, Sobral atingiu Ideb 9,6 nos anos iniciais e 8 nos anos finais.
Embora existam desafios, o Brasil avançou significativamente na educação dos anos iniciais do ensino fundamental. Em 2005, o país tinha 4.110 municípios com nota até 4,9 no Ideb; atualmente, esse número caiu para 442.
Diante desse panorama, o MEC anunciou um acompanhamento específico para essas cidades, visando a melhoria da educação e o avanço nos indicadores.
Na lista das dez cidades com melhor desempenho no 9º ano do ensino fundamental, a líder é Deputado Irapuan Pinheiro (CE) com Ideb 9,3, seguida por Ipaporanga (CE) e Santana do Mundaú (AL), ambas com 9,2. O ranking continua com Coreaú (CE) e Pires Ferreira (CE) com 9,1; Pedra Branca (CE) com 8,9; Nova Russas (CE), Coruripe (AL) e São José da Laje (AL) com 8,8; e Branquinha (AL) com 8,6.
O MEC também destacou os municípios com melhor desempenho em cada estado e aqueles que mais avançaram em relação ao último Ideb.
Nos anos iniciais, a maior evolução ocorreu em Novo Oriente de Minas, Minas Gerais, que elevou sua nota de 4,7 para 9,3 entre 2023 e 2025, um aumento de 4,6 pontos.
Nos anos finais do ensino fundamental, Cristino Castro, no Piauí, foi o município que mais cresceu, aumentando de 3 para 6,6, um avanço de 3,6 pontos no mesmo período.
O Ideb divulgado mostrou avanços na educação brasileira em todas as etapas de ensino, mas também evidenciou que ainda existem desafios a serem superados.
O Brasil não conseguiu atingir as metas estabelecidas para 2021 nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
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