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No aniversário da invasão do Capitólio, Biden acusa Trump de estar disposto a sacrificar democracia

(Agence France-Presse/AFP)

Na véspera do terceiro aniversário do ataque ao Capitólio, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou seu antecessor, Donald Trump, de estar “disposto a sacrificar a democracia” americana.

As falas do democrata ocorreram durante o primeiro discurso do ano eleitoral nos EUA, no qual Biden buscará a reeleição na corrida pela Casa Branca, tendo o republicano como seu mais provável adversário.

O atual mandatário também citou que a linguagem de Trump é similar à usada pelo regime nazista na Alemanha. “Ele fala sobre o envenenamento do sangue dos americanos, ecoando exatamente a mesma linguagem usada na Alemanha nazista”, afirmou o democrata sobre as declarações de Trump a respeito dos migrantes que atravessam a fronteira com o México.

O evento na cidade de Blue Bell, na Pensilvânia, estado onde o presidente nasceu, estava inicialmente programado para ocorrer neste sábado, 6. O objetivo era deque o dia coincidisse com a data em que uma multidão de simpatizantes de Trump invadiu a sede do Legislativo americano para tentar impedir a certificação da vitória de Biden nas eleições de 2020.

No entanto, uma iminente tempestade de inverno o obrigou a antecipar o evento em um dia para esta sexta-feira.

Capitólio em foco

A campanha de Biden considera os eventos de 6 de janeiro como fundamentais para entender como se desenrolará a corrida de 2024. O foco de sua equipe é mostrar que Trump e os republicanos tentaram reescrever a História americana naquele dia, apontando que as imagens do tumulto no Capitólio permanecem gravadas na memória dos eleitores.

“Trump está tentando roubar a História da mesma maneira que tentou roubar a eleição. Mas conhecíamos a verdade porque vimos com nossos próprios olhos”, disse o democrata no discurso. Segundo o democrata, aqueles que invadiram o Capitólio “eram insurgentes, não patriotas”, e que o tumulto foi um “ataque violento”, não um protesto pacífico.

Trump, por sua vez, busca usar os eventos de 6 de janeiro a seu favor. Ele continua com a narrativa de que a eleição de 2020 foi roubada dele, numa repetição do grito de guerra que ele deu aos apoiadores naquele dia, quando disse a eles para “lutar como nunca antes”, caso contrário, “vocês não terão mais um país”.

Biden x Trump

Alguns democratas criticaram Biden por demorar a iniciar a campanha presidencial. O presidente não conseguiu convencer os eleitores de que a economia está melhorando sob sua gestão. Apesar do crescimento inesperado do emprego em dezembro, ele reconheceu nesta sexta-feira em comunicado que “alguns preços ainda estão muito altos para muitos americanos“.

Ele também enfrenta outros obstáculos, como a migração pela fronteira com o México, a divisão em seu partido por seu apoio à guerra de Israel contra o grupo fundamentalista islâmico palestino Hamas ou o bloqueio no Congresso à sua solicitação de mais fundos para a Ucrânia em sua guerra com a Rússia.

A recusa de Biden em mencionar as acusações criminais contra Trump, para evitar parecer que está influenciando o Judiciário, também o privou de uma de suas armas mais poderosas contra o republicano milionário de 77 anos.

Porém, aos 81 anos, talvez a maior vulnerabilidade de Biden seja sua idade, especialmente após uma série de quedas e gafes.

Trump lidera Biden em várias pesquisas, e a aprovação do democrata entre o público é catastrófica. Sondagens da Gallup têm mostrado uma taxa de aprovação abaixo de 40% para o presidente desde outubro. Uma pesquisa do New York Times/Siena College de novembro indicou que Biden perderia para Trump em cinco dos seis estados-chave disputados.

Com AFP, New York Times e O Globo

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Incêndio avança em reserva natural nos Países Baixos

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Os bombeiros enfrentam desafios nesta terça-feira (4) para controlar um fogo que se espalha em uma reserva natural no sudeste dos Países Baixos, atingindo uma área de 100 hectares durante a noite, conforme informado pelas autoridades.

Este episódio representa o mais recente entre vários incêndios que têm ocorrido no oeste europeu, consequência de ondas de calor intensas que secaram rios e vegetação, fenômenos climáticos extremos que cientistas associam às mudanças climáticas causadas pela atividade humana.

O fogo iniciou por volta do meio-dia de segunda-feira em uma reserva próxima à localidade de Oostrum, na província de Limburgo, próxima à fronteira com a Alemanha.

As chamas consumiram 100 hectares no início da manhã de terça e ainda não foram completamente controladas, segundo a administração regional.

Os ventos, que mudam frequentemente de direção, aceleram a propagação do fogo, disse um porta-voz regional à agência de notícias ANP.

Quase 300 pessoas dos serviços de emergência atuaram no combate ao incêndio durante a noite. Helicópteros devem reiniciar as operações nesta terça-feira pela manhã, de acordo com as autoridades.

Como parte das medidas de precaução, um acampamento próximo foi evacuado e o transporte ferroviário na região foi interrompido temporariamente.

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Calor extremo provoca 16 mortes na Coreia do Sul no verão

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Durante o verão no hemisfério norte, o calor intenso na Coreia do Sul resultou na morte de 16 pessoas até agora, segundo dados divulgados nesta terça-feira (4) pelo Ministério do Interior. O país está enfrentando uma sequência de dias com temperaturas perigosamente altas.

Entre 15 de maio e 2 de agosto, 2.025 pessoas apresentaram sintomas relacionados ao calor, das quais 16 não resistiram, conforme comunicado do ministério.

Na última semana, a Coreia do Sul registrou seu recorde histórico de temperatura por três vezes. No domingo, a cidade de Yangsan atingiu o pico de 42,5°C, a temperatura mais alta já registrada.

A capital, Seul, está sob alerta máximo para uma “onda de calor intensa” nesta terça-feira. As previsões indicam que os termômetros deverão ultrapassar os 40°C novamente.

Segundo a agência meteorológica, “a expectativa é de calor extremo que representa um risco sério à vida”.

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Mais de 65 mil evacuam cidade no Noroeste dos EUA devido a incêndios

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As autoridades de Spokane, cidade localizada no Noroeste dos Estados Unidos, tentam conter três grandes incêndios florestais que forçaram mais de 65 mil pessoas a deixarem suas residências, destruindo centenas de imóveis.

As chamas foram intensificadas pela seca e pelo calor extremo na região, que abriga cerca de 260 mil habitantes. Os incêndios já consumiram milhares de hectares e causaram danos sérios às infraestruturas locais, enquanto os residentes aguardam ansiosamente informações sobre o retorno seguro às suas casas.

Um homem de 37 anos, Aaron Farinacci, foi preso sob suspeita de iniciar o principal incêndio. Ele teve a fiança fixada em um milhão de dólares após uma testemunha alegar tê-lo visto perto do início do fogo, conforme informou o xerife do condado de Spokane, John Nowels.

Aaron Farinacci foi preso inicialmente próximo ao local onde o incêndio começou no sábado, liberado em seguida, e depois recolhido novamente após ser vinculado oficialmente ao caso pela polícia, segundo Nowels.

De acordo com o sistema federal InciWeb, os três incêndios juntos consumiram cerca de 3.248 hectares na região. Os bombeiros aproveitaram uma diminuição na temperatura para realizar progressos significativos no combate a dois dos focos.

Imagens aéreas indicam que entre 700 e 1.110 estruturas foram destruídas desde o início dos incêndios, que começaram no fim de semana.

Até o momento, não há registros de mortos ou feridos.

A previsão para terça-feira indica temperaturas mais baixas, mas a sensação de alívio pode ser temporária, pois, no meio da semana, as temperaturas devem ultrapassar 30ºC novamente.

Um vídeo divulgado no domingo mostra dezenas de casas completamente destruídas, enquanto outras próximas permanecem praticamente intactas.

“Só de dirigir pela região e ver as casas… é uma das cenas mais devastadoras que já presenciei na minha vida”, declarou à AFP Geoff Beadles, morador de Spokane, que teve que deixar sua casa junto com a noiva e dois cães.

As autoridades estão tentando localizar 14 pessoas que não foram encontradas por telefone celular, mas que ainda não são consideradas desaparecidas, informou Nowels.

“Calcula-se que 65 mil pessoas foram retiradas dessas áreas. Considerando o risco, é impressionante ter conseguido evacuar tantos em poucas horas, em meio a incêndios ativos”, afirmou o xerife.

A prefeita de Spokane, Lisa Brown, informou que as autoridades estão avaliando os danos quadra a quadra e que ainda não há previsão para o retorno dos moradores.

“O retorno pode levar semanas, dependendo da localização da residência e das condições da propriedade”, acrescentou.

O governador de Washington, Bob Ferguson, qualificou os incêndios como o pior desastre natural da história da cidade.

Ferguson conversou com o presidente Donald Trump sobre o caso e decretou estado de emergência em 1º de agosto, destacando as condições de seca e altas temperaturas que agravam os incêndios.

Especialistas afirmam que as mudanças climáticas provocadas pela atividade humana aumentam a frequência e a intensidade dos incêndios florestais.

Além disso, os incêndios liberam grandes quantidades de dióxido de carbono, acelerando o aquecimento global.

Os incêndios ocorridos em Spokane seguem um dos invernos mais quentes já registrados na região leste de Washington, causando grande escassez de neve, segundo o climatologista Daniel Swain, da Universidade da Califórnia.

David Upthegrove, diretor do Departamento de Recursos Naturais de Washington, afirmou que os incêndios de Spokane estão entre os 16 maiores do estado, cobrindo mais de 1.000 quilômetros quadrados.

“Esta não é uma temporada comum de incêndios”, destacou.

Um mapa divulgado pela empresa de energia local Avista mostrou que mais de 3.700 clientes estavam sem eletricidade na noite de segunda-feira devido à emergência.

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