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Motta afirma que investigação contra Valdemar busca criminalizar política
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou neste sábado sua oposição à apuração da Polícia Federal contra o líder do PL, Valdemar Costa Neto, relacionada à indicação de emendas parlamentares sem mandato. Em comunicado, Motta afirmou que o inquérito tenta criminalizar a política.
No documento, Hugo Motta expressou descontentamento com a operação, observando que ela se apoia apenas em suposições.
“A decisão não aponta desvios, abusos ou uso indevido de verbas públicas. Baseia-se apenas em suposições e na tentativa de criminalizar a política. Isso é inaceitável, pois a distribuição das emendas está em acordo com as normas vigentes e os compromissos firmados entre os poderes Executivo e Legislativo perante a Corte Constitucional”, declarou o presidente da Câmara.
Motta enfatizou sua confiança na atuação dos servidores. A Polícia Federal investiga a conduta da servidora da Câmara, Mariângela Fialek. Conforme o presidente, a autorização dos parlamentares para que seus assessores realizem indicações é rotina administrativa da Câmara e não indica irregularidades.
O presidente assegurou que a Câmara manterá suas operações com transparência, respeito à legislação e independência do Legislativo.
Uma decisão do ministro Flávio Dino bloqueou até R$ 119 milhões de bens de Valdemar Costa Neto, suspeito de ser autor das indicações e beneficiário político de 21 repasses, mesmo sem mandato.
A investigação aponta envolvimento de três servidores próximos ao Centrão e ligados a Valdemar: Mariângela Fialek, ex-assessora do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), atualmente na liderança do PP; Garigham Amarante, indicado pelo PL para diretoria do FNDE no governo Jair Bolsonaro e atualmente na liderança do PL; e Nara Brum, assessora da liderança do PL.