Notícias
Moro afirma que Valdemar Costa Neto já pagou pelos erros do passado
O senador e candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL-PR), defendeu na sexta-feira, 7, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. “Os erros cometidos por ele anteriormente já foram pagos”, declarou o parlamentar.
Sérgio Moro destacou que Valdemar cumpriu sua pena naquela época e atualmente está em uma situação diferente. Essas afirmações foram feitas em entrevista ao UOL/Folha de S.Paulo.
Os “erros do passado” mencionados referem-se às condenações de Valdemar Costa Neto no escândalo do Mensalão.
Moro também comentou a recente declaração de Valdemar Costa Neto sobre o direito dos presidentes de partidos de indicarem emendas parlamentares. O presidente do PL teve R$ 119 milhões bloqueados por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Fiquei surpreso com essa decisão, pois não houve afirmação de que houve desvio de valores das emendas parlamentares”, afirmou Sérgio Moro.
O senador explicou que recebe sugestões de terceiros para suas emendas, mas a decisão final é dele. O que deve ser investigado são possíveis desvios de recursos por parte do Executivo ou Legislativo, e qualquer irregularidade deve ser punida. Até agora, Moro não identificou indícios de desvio.
Ele citou ainda sua própria experiência com emendas parlamentares, dizendo que nos últimos quatro anos destinou R$ 69 milhões a hospitais filantrópicos no Paraná para fortalecer o financiamento da saúde no estado. Todas suas emendas são publicadas em uma plataforma de transparência, mostrando valor, beneficiário e estágio de execução.
Durante a entrevista promovida por UOL e Folha de S.Paulo, Sérgio Moro abordou diversos temas. Justificou sua candidatura prometendo transformar o Paraná em um exemplo de excelência, com foco em segurança pública, saúde, educação e infraestrutura.
O senador falou sobre a autonomia da Polícia Federal, lembrando que deixou o Ministério da Justiça em 2020 devido a desentendimentos com Jair Bolsonaro. Expressou preocupação com possível interferência do governo Lula na corporação, especialmente diante do conflito entre a liderança da PF e o ministro André Mendonça.