Notícias
Moraes acusa Mendonça de liberar seletivamente documentos sigilosos
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta sexta-feira que André Mendonça, também ministro do STF, removeu o sigilo judicial apenas das ações que julgou apropriado e eliminou 180 documentos que deveriam ter sido divulgados.
Essa declaração acrescenta uma nova fase ao conflito entre Moraes e Mendonça, que é o relator dos processos relacionados ao Banco Master e ao INSS.
Moraes ressaltou uma seleção parcial feita pelo colega e solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, que todos os processos sejam liberados para análise conjunta durante a sessão extraordinária marcada para a próxima terça-feira, dia 15. Ele ainda fez acusações de abuso de autoridade e manipulação política nas investigações atribuídas a Mendonça.
Segundo Moraes, ao cumprir parcialmente a decisão judicial, o ministro André Mendonça, que tem interesse direto no julgamento das PETs 16.704 e 16.662, optou subjetivamente por tornar públicos somente os documentos que lhe foram favoráveis. Essa seletividade se revela ainda maior porque, em 15 procedimentos vinculados à PET 15.556, o sigilo foi apenas parcialmente levantado, com 180 documentos excluídos, o que dificultou a análise das provas.
Atendendo a pedido do presidente do STF, Mendonça levantou o sigilo de 14 processos referentes ao Banco Master, porém manteve o segredo nos inquéritos sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, biografia do presidente Jair Bolsonaro, e sobre a relação do PT da Bahia com o banco Master.
Essa solicitação aumenta a pressão para que a sessão de terça-feira cubra os dois aspectos da crise simultaneamente. Conforme já divulgado, uma parte do STF sugeria que as questões sejam avaliadas juntas para evitar pedidos de vista baseados somente no relatório sobre as mensagens trocadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro com Moraes.
Inicialmente, a sessão foi convocada por Fachin para examinar a Petição 16.662, que aborda o relatório da Polícia Federal acerca das mensagens. As questões relacionadas à atuação de Mendonça estão na Petição 16.704 e ainda não foram agendadas para julgamento.
Notícias
Flávio diz que Lula pensa que pobre é bobo; pobre quer trabalhar
O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acredita que as pessoas pobres são ingênuas, ao comentar o aumento do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691 anunciado pelo governo. As declarações foram feitas durante um comício em Joinville, Santa Catarina, no sábado, 19.
“Ele acha que o pobre é bobo. Não é. O povo pobre é inteligente. O povo pobre quer trabalhar, quer oportunidades, não quer esmolas”, afirmou.
Flávio também criticou os preços dos alimentos nos supermercados, dizendo que o poder de compra era melhor na gestão do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Com R$ 600 não é mais possível encher o carrinho como acontecia no governo do presidente Bolsonaro”, declarou o candidato do PL, embora o governo alegue que o poder de compra foi recuperado.
“Lula oferece um pouco e tira muito”, disse Flávio, referindo-se ao fato de Lula não ter o dedo mínimo da mão esquerda devido a um acidente de trabalho em 1964, quando era torneiro mecânico. “Ele finge que ajuda os pobres, mas gasta demais, aumenta a inflação, tudo está muito caro e os R$ 600 de benefício não valem mais nada atualmente”, completou.
Lula anunciou na quinta-feira, 17, um aumento de 15% no Bolsa Família, pouco antes do primeiro turno da eleição em 4 de outubro. Apesar das críticas de Flávio, o candidato do PT repetiu uma ação semelhante realizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022, quando este anunciou um reajuste no Auxílio Brasil em julho daquele ano, com maior antecedência que Lula. Por outro lado, o aumento naquela ocasião foi maior, passando de R$ 400 para R$ 600.
Notícias
Mandato certo para ministros do STF, diz Alckmin
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou neste sábado (19) que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deveriam ter mandatos com duração limitada. “Nada deve ser vitalício”, declarou Alckmin em entrevista ao g1 durante uma visita à cidade de Ribeirão Preto (SP).
Durante uma coletiva na prefeitura, o vice-presidente enfatizou: “Sempre defendi mandatos. Nada deve ser vitalício, a alternância é saudável. Mandatos similares aos aplicados na Europa, como 10, 12 anos ou no máximo 15 anos, são fundamentais para manter a renovação constante”.
Alckmin já havia expressado essa opinião anteriormente, mas a questão ganhou novo destaque após as revelações sobre ligações entre ministros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em entrevista à Globo News, em maio, ele também manifestou apoio à criação de mandatos fixos para ministros do STF.
Uma pesquisa da Quaest, divulgada em 14 de setembro de 2026, indicou que a maioria dos eleitores brasileiros (53%) apoia a fixação de mandatos definidos para os ministros do STF. Na sondagem, 30% foram contrários, 4% neutros e 13% não souberam responder.
Além da discussão sobre mandatos, juristas sugerem outras medidas para restaurar a credibilidade do STF, incluindo a instituição de um código de conduta e a limitação das decisões monocráticas. No mesmo dia, Alckmin também ressaltou a importância de estabelecer regras de comportamento para os ministros: “É necessário um código de ética para delimitar o que é permitido e o que não é”.
Ele apoiou as investigações contra membros do STF, elogiando a decisão do ministro Edson Fachin de liberar os sigilos de certos processos. “Nada deve ficar escondido, a transparência é fundamental na administração pública. Quanto maior a responsabilidade, maior deve ser a prestação de contas, sem privilégios”, afirmou.
Por fim, o vice-presidente destacou que o presidente Lula tem exigido rigor nas apurações. “O que Lula pede é a verdade, independentemente de quem esteja envolvido. Que as investigações sejam feitas com isenção”.
A crise institucional que afeta o STF é um dos fatores que geram incerteza para a campanha de reeleição do presidente Lula em 2026. Pesquisa Datafolha de 18 de setembro mostrou que quase metade dos eleitores (47%) reconhecem que a crise envolvendo o STF e o caso ‘Master’ influenciará seu voto. A confiança na Corte está baixa: 38% consideram que Lula foi o mais prejudicado pela crise, enquanto 31% acreditam que seu principal opositor, o senador Flávio Bolsonaro, também foi afetado.
Economia
Durigan destaca que tarifa dos EUA deve ser resolvida após eleição
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista à CNN Brasil que o debate sobre as tarifas entre Estados Unidos e Brasil precisa ser resolvido após as eleições, caracterizando a imposição dessas tarifas como uma “interferência eleitoral” destinada a criar um sentimento negativo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Após a eleição, essa questão precisa ser solucionada devido à gravidade da discussão econômica. Vamos transferir o debate para outro campo e resolver o problema da tarifa”, declarou Durigan. A entrevista foi concedida nos bastidores do Fórum CEO Brasil 2026, realizado em Mata de São João (BA).
Durigan ressaltou que, economicamente, as tarifas são inadequadas, uma vez que o Brasil gera superávit na balança comercial com os Estados Unidos. Ele destacou que o Brasil importa mais dos EUA, adquirindo produtos farmacêuticos, serviços de nuvem e tecnologia, enquanto exporta suco de laranja e carne, considerando as tarifas como “muito injustas” para um país mais humilde.
Além disso, Durigan confirmou que o governo está intensificando os controles sobre as casas de apostas esportivas, conhecidas como “bets”.
Segundo ele, o governo atual está começando a enfrentar essa questão, que foi herdada como uma verdadeira “pandemia”. Foram implementados tributos de 15% sobre a Receita Bruta de Jogos (GGR), proibida a participação de beneficiários de programas sociais como Bolsa Família e BPC, bem como de pessoas endividadas pelo programa Desenrola. O mercado preditivo “bet 2.0”, envolvendo apostas em eventos como morte ou clima, foi igualmente proibido no Brasil.
Apesar dessas ações, o ministro manifestou preocupação com dados recentes que mostram que R$ 60 bilhões das famílias brasileiras foram gastos em apostas nos últimos anos.
Por fim, Durigan reafirmou o compromisso do governo em buscar novas soluções para combater o endividamento das famílias e questões relacionadas às apostas, preservando o poder de compra da população.
-
Cidades2 meses atrásLula Autoriza Curso Gratuito de Pilotagem de Drones para Comunidades do Rio
-
Cultura1 mês atrásLista dos Vencedores do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026
-
Cultura9 meses atrásFestival PreAmp apresenta seis artistas escolhidos para a Mostra Musical 2026
-
Economia8 meses atrás36 Empresas Ligadas ao Setor Imobiliário Estão Sob Investigação por Empréstimos Suspeitos no Banco Master
-
Brasil8 meses atrásHinge busca crescer no Brasil focando em relacionamentos sérios
-
Cultura1 mês atrásVírus Carinhoso Lança Novo Álbum Inspirado na Memória e Ancestralidade
-
Economia8 meses atrásPetrobras corta preço da gasolina e pode aliviar inflação no curto prazo
-
Destaque2 meses atrásPolícia apreende mais de 50 kg de drogas em casa usada pelo tráfico em Petrolina
