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Marinho garante a Fachin que não haverá retaliação no governo Flávio

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha de Flávio Bolsonaro para a Presidência, tem uma reunião nesta terça-feira com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O objetivo do encontro é fortalecer o diálogo com a Corte em preparação para um possível governo do candidato do PL.

A principal mensagem que Marinho quer transmitir ao ministro é clara: em caso de vitória de Flávio, não haverá espaço para retaliações, mesmo que seus apoiadores continuem fazendo críticas a membros do tribunal.

O encontro está previsto para as 13h e representa uma continuação de uma iniciativa que Marinho já vinha levando adiante antes do primeiro turno das eleições, quando a possibilidade de vitória ainda era incerta. Desde então, ele tem buscado contato individual com diversos ministros, incluindo Gilmar Mendes, Luiz Fux, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, André Mendonça e o próprio Fachin. Agora, pretende também agendar uma audiência com Cármen Lúcia.

Após o avanço de Flávio para o segundo turno com uma vantagem de dois pontos sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o crescimento do PL no Congresso, aliados já debatem como será a relação do futuro governo com os demais Poderes. Nesse processo, Marinho tem assumido um papel importante como interlocutor junto ao Supremo, buscando um canal de comunicação que possa resistir às tensões acumuladas entre o bolsonarismo e a Corte.

Isso não significa, entretanto, que as críticas cessarão. Na segunda-feira, ao ser perguntado sobre a possibilidade de a campanha apoiar o impeachment de ministros do STF, Marinho evitou firmar essa posição, mas responsabilizou parte do tribunal pela atual tensão política.

“É lamentável que o Brasil esteja focado no Supremo Tribunal Federal neste momento, com tantos desafios à frente”, afirmou, destacando que alguns integrantes do tribunal se colocaram no centro das discussões políticas.

Marinho elevou o tom ao criticar ministros que, segundo ele, manifestam opiniões políticas fora dos autos e interferem na Justiça Eleitoral. Na visão do coordenador da campanha, parte do resultado das eleições pode ser interpretada como uma reação dessa postura.

“Estamos vendo um quadro lamentável de ministros que comentam política fora dos processos, demonstrando preferência por um espectro ideológico. Acreditamos que a resposta da sociedade a esse tipo de interferência explica parte do resultado eleitoral”, analisou.

Além disso, o papel de Marinho nessa interlocução está alinhado com suas próprias ambições para o próximo ano. Com a maior bancada na Câmara e crescimento no Senado, o senador é cotado para disputar a presidência da Casa, cargo que terá papel importante na análise de possíveis pedidos de impeachment de ministros do Supremo.

A promessa que Marinho levará a Fachin não é nova. Durante o período eleitoral, especialmente em 7 de setembro, Flávio já havia descartado a ideia de usar o governo para perseguições, lembrando que o Senado tem a responsabilidade sobre processos de impeachment.

“Jamais usaria a caneta para vingança. O impeachment é decisão do Senado. O Supremo não precisa temer nada. Ele deve respeitar a Constituição. Da minha parte, não haverá retaliação”, afirmou o candidato.

Após a reunião, Marinho seguirá com Flávio para Goiânia, onde encontrarão o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e seu grupo político. Caiado e o governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), devem declarar apoio ao candidato do PL.

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Brasil

Debate na Band: Flávio Bolsonaro e Lula apresentam propostas no segundo turno em 18 de outubro

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A Band e o Estadão confirmaram para 18 de outubro o debate presidencial do segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O evento terá início às 20 horas, uma semana antes da votação final para eleger o novo presidente do Brasil.

O público poderá acompanhar o debate ao vivo pelo site e aplicativo do Estadão, além da transmissão direta pela Band. Outros veículos parceiros incluem as rádios e TVs Cultura, Gazeta, Jovem Pan e também o YouTube.

Originalmente marcado para 11 de outubro, o debate foi transferido para o dia 18 após reuniões com a produção. A organização e as equipes dos candidatos seguem negociando as regras e o formato da discussão.

O senador Flávio Bolsonaro confirmou nesta terça-feira, dia 6, sua participação nos debates do segundo turno.

“Eu queria ter participado no primeiro turno. Participar dos debates é importante. Sempre defendi essa prática para comparar nossas propostas e a gestão do Lula com a nossa. Estou confiante na vitória nesse confronto”, declarou o senador.

Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos no primeiro turno. Já Lula obteve 53.879.538 votos, representando 45,16% da preferência do eleitorado.

O senador do PL liderou com cerca de 2 pontos percentuais de vantagem, conquistando 2,2 milhões de votos a mais que o presidente que busca reeleição. Outros candidatos tiveram desempenho menor, com Augusto Cury (Avante) alcançando 2,89% dos votos, Renan Santos (Missão), 2,24%, e Ronaldo Caiado (PSD), 2,18%. Os demais concorrentes somados tiveram menos de 1%.

Recapitulando o debate Band/Estadão do primeiro turno

A disputa no primeiro turno foi marcada pelas ausências de Lula e do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foram criticados pelos outros participantes.

Renan Santos (Missão) chegou ao local exibindo fraldas com os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro. Durante o debate, Ronaldo Caiado explorou denúncias envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e o filme Dark Horse para criticar Flávio Bolsonaro.

Os candidatos também mencionaram a fraude no INSS relacionada ao filho de Lula e à lobista Roberta Luchsinger, atacando o presidente. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), igualmente não participou, justificando que sem os líderes da corrida, o debate perdeu sentido.

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Cultura

Musical sobre a vida da princesa Diana em Olinda

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Além do luxo dos palácios e dos protocolos da Família Real Britânica, havia uma mulher chamada Diana Spencer (1961-1997), conhecida como Lady Di.

Esse é o foco do musical “Diana – A Princesa do Povo”, que será apresentado no Teatro Guararapes, em Olinda, no dia 21 de outubro.

Com Mavi Carpin interpretando Diana e direção de Tadeu Aguiar, o espetáculo conta com Lucas Britto como príncipe Charles, Simone Centurione como rainha Elizabeth e Giselle de Prattes no papel de Camilla Parker Bowles.

A produção destaca-se pela cenografia grandiosa, incluindo mais de 2 mil pontos de fibra ótica, criando diferentes atmosferas ao longo do show.

O musical ainda tem cerca de 1,5 quilômetro de tecidos, mais de 250 figurinos, 850 botões, 60 metros de zíper, 15 quilos de pedrarias e mais de 100 pares de sapatos.

Há um trabalho especial de visagismo com 58 perucas, sendo que para Diana foram feitas quatro perucas naturais, fio a fio, para reproduzir com precisão a cor e o estilo dos cabelos da princesa.

Além dos já mencionados, o elenco inclui Rosana Penna (Barbara Cartland), Betto Marque (James Hewitt), Duda Carvalho (Sarah Spencer), Fábio Brazile (Paul), Matheus Boa (Andrew Parker Bowles e Andrew Morton) e Rhuan Santos (Colin). Complementam o time Fabi Figueiredo, Daruã Góes, André Sigom, Nicolle Cavalcante, Bia Bahia, Celso Till, Cris Mont, André Ulo e Lua Soares.

Informações do Evento

  • Quando: quarta-feira, 21 de outubro, às 20h30
  • Onde: Teatro Guararapes (Pernambuco Centro de Convenções, Olinda)
  • Ingressos: a partir de R$ 25 no Cecon Tickets e na bilheteria do teatro
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Brasil

Tio de Boulos morre atropelado após confusão no trânsito em São Paulo

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Carlos Boulos, de 80 anos, tio de Guilherme Boulos (PSOL), ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, faleceu na madrugada desta terça-feira (6), três dias após ser atropelado em um desentendimento com um motorista na avenida 23 de Maio, no centro de São Paulo.

Carlos era dentista e conduzia uma caminhonete Hilux preta quando parou na avenida na noite do sábado (3).

Ele saiu do veículo para tentar conversar com o condutor de um carro que estava parado atrás dele. Nesse instante, o automóvel avançou sobre Carlos Boulos, que caiu ao chão e bateu a cabeça.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo comunicou que o motorista prestou depoimento e foi indiciado por homicídio doloso. A polícia trabalha para finalizar o inquérito e enviá-lo ao Poder Judiciário. O caso está sob investigação do 5º Distrito Policial (Aclimação).

Na segunda-feira (5), a polícia recolheu vídeos gravados por testemunhas do momento e utilizou as imagens para identificar a placa do veículo. A assessoria de Guilherme Boulos optou por não comentar o caso.

Segundo o advogado Natan Tolintino, representante da defesa do motorista Amilton Juscelino Rodrigues, 61 anos, suspeito do atropelamento, ele teria tentado se afastar de uma situação de ameaça para proteger a esposa, o filho e a si mesmo, sem intenção de atingir o dentista.

“A dinâmica do ocorrido será esclarecida por meio das imagens, perícia e demais provas da investigação”, afirmou Natan, destacando que a versão da defesa conta com o apoio dos depoimentos familiares.

A defesa relata que Amilton e sua família retornavam do Hospital Cema quando Carlos teria começado a buzinar, ligar o farol alto e avançar com a Hilux contra o carro da família, um Pálio.

Depois disso, o dentista teria descido do veículo, apresentando-se muito nervoso, o que assustou a família de Amilton e levantou a suspeita de que estivesse armado.

Com isso, o motorista do Pálio aproveitou uma oportunidade no tráfego para sair pela esquerda, mas Carlos bloqueou o caminho, colocando as mãos no capô do veículo e agredindo-o, até perder o equilíbrio e cair. A família seguiu diretamente para sua residência.

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