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Economia

Lula vai falar no domingo à noite na TV e rádio sobre isenção do IR para quem ganha até 5 mil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará um discurso na noite deste domingo, dia 30, sobre a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até 5 mil reais por mês. A fala será transmitida ao vivo pela televisão e rádio, começando às 20h30.

A notícia foi divulgada nas redes sociais do presidente Lula. Ele convidou a população a acompanhar, dizendo: “Espero vocês! Vamos juntos, construindo um Brasil mais justo e com mais oportunidades para todos”.

A medida de isenção do Imposto de Renda foi assinada pelo presidente na quarta-feira, dia 26, e foi uma das promessas feitas na campanha eleitoral. Espera-se que o pronunciamento traga benefícios políticos ao presidente Lula ao destacar essa vantagem para os trabalhadores.

Estadão Conteúdo

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Economia

Copom começa reunião que vai definir juros básicos

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Começa nesta terça-feira (4) a quinta reunião de 2026 do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A expectativa é que a decisão sobre a Taxa Selic seja publicada no dia 5 de agosto, depois de dois dias de análises sobre o cenário econômico do Brasil e do mundo.

O Copom se reúne a cada 45 dias. No primeiro dia, são apresentadas análises técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e global, além do comportamento dos mercados financeiros.

No segundo dia, os membros do comitê discutem os cenários e escolhem o nível da taxa básica de juros, a Selic.

O encontro acontece logo após o mercado financeiro diminuir de 14% para 13,75% as expectativas para a Selic em 2026, conforme mostrou o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (3). Essa é a primeira vez desde março que o mercado revisa para baixo a expectativa da taxa básica de juros.

Em encontros anteriores, o Copom sugeriu a possibilidade de redução da Taxa Selic. Porém, o conflito entre os Estados Unidos e o Irã gerou incertezas, especialmente nos preços dos combustíveis, levando o comitê a ser mais cauteloso em suas decisões.

Atualmente fixada em 14,25% ao ano, a Selic está no menor patamar de 2026 após três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual feitos pelo Copom nas reuniões de março, abril e junho.

Inflação

A previsão de inflação para 2026 no Brasil tem melhorado, segundo o último Boletim Focus. Pela quinta semana seguida, analistas consultados pelo Banco Central ajustaram para baixo a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial. A estimativa baixou de 5,12% para 5,03%.

Apesar do avanço, a projeção ainda está acima do limite máximo da meta de inflação do Banco Central, que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Assim, o teto é 4,5%.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações dos títulos públicos feitos pelo Tesouro Nacional e serve de referência para outras taxas na economia. É a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação.

Quando o Copom eleva a taxa básica de juros, a intenção é desacelerar a demanda. Juros maiores elevam o custo do crédito e estimulam a poupança, reduzindo assim a pressão sobre os preços.

Por outro lado, juros mais altos podem dificultar o crescimento econômico. Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro para definir os juros cobrados dos consumidores.

Quando a Selic cai, a tendência é que o crédito fique mais acessível, favorecendo o consumo e investimentos e incentivando a atividade econômica.

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Economia

Governo Lula adota pautas eleitorais já avançadas no Congresso

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À medida que as eleições se aproximam no Brasil, a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem investido em incorporar agendas legislativas originalmente conduzidas por parlamentares, ao propor iniciativas que tocam temas prioritários nas urnas.

Um estudo do cientista político Murilo Medeiros, da UnB, divulgado pelo jornal O Globo, demonstra essa estratégia do Planalto. Essas pautas apropriadas englobam temas tanto da base governista quanto da oposição, como o fim da escala 6×1, o projeto antifacção e a revogação da chamada “taxa das blusinhas”.

Medeiros considera que essa tática é constitucionalmente válida. Contudo, do ponto de vista político, altera a dinâmica entre os Poderes ao transferir para o Executivo parte do protagonismo inicialmente do Legislativo, o que pode aumentar tensões e a competição pelo destaque nas propostas.

Ele destaca que a apropriação de pautas independe das divisões ideológicas e envolve não apenas o conteúdo das medidas, mas também quem lidera sua aprovação. Sempre que o Congresso assume a frente na formulação de leis, o Executivo busca incorporar essas pautas ao seu programa.

Por exemplo, a redução da jornada de trabalho é uma prioridade para o governo petista e um possível tema de campanha. O projeto do Executivo veio em abril deste ano, mais de um ano após a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) apresentar uma proposta para acabar com a escala 6×1.

A proposta da deputada tramitou por 14 meses na Câmara, mobilizando sindicatos e setores empresariais, até que o governo encaminhou seu projeto ao Legislativo, adotando parte do conteúdo. O texto foi posteriormente incorporado por uma PEC do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), aprovada na Câmara e aguardando votação no Senado, possivelmente após as eleições.

Outro caso é o Projeto de Lei Antifacção, que endurece o combate ao crime organizado, apresentado pelo Executivo em novembro do ano passado. Essa proposta amplia penas, melhora mecanismos de prisão e investigação, e restabelece ferramentas para asfixiar financeiramente as facções.

Anteriores proposições do Congresso, como a do deputado Danilo Forte (PP-CE), de março de 2025, já discutiam medidas semelhantes. O parlamentar até solicitou que o projeto do governo fosse apensado ao seu, preservando o texto mais antigo como principal.

Para Medeiros, essa forma de agir gera desgaste, pois parlamentares dedicam tempo e buscam consensos; quando a pauta ganha força, o Executivo assume a liderança em favor de interesses quase sempre eleitorais.

Ele explica que, com o fortalecimento do Congresso e sua produtividade legislativa, o governo tem mais incentivos para disputar a autoria das propostas, diferente do passado, quando o Executivo dominava a agenda quase sozinho.

No âmbito econômico, a revogação da “taxa das blusinhas” — um imposto de 20% sobre produtos importados de até US$ 50 — foi formalizada por uma Medida Provisória publicada em maio pelo governo Lula, embora já tivesse sido proposta na Câmara pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) no ano anterior.

Essa taxação trouxe desgaste à agenda governamental, afetando consumidores, pequenos empresários e pessoas impactadas pela alta carga tributária. Na prática, a medida antecipou uma decisão ao Legislativo, que perderia a oportunidade de protagonizar essa revogação.

Um caso similar ocorreu com a atualização do Microempreendedor Individual (MEI). A administração do presidente apresentou um projeto de lei complementar cinco anos depois que o senador Jayme Campos (União-MT) aprovou texto similar no Senado. Enquanto a proposta do senador tramitava na Câmara, o Executivo apresentou uma nova versão, disputando a paternidade da agenda.

A renovação das dívidas rurais também exemplifica essa estratégia. Houve um projeto de lei em 2023, de autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE), que não avançou na Câmara por conta do impacto fiscal. Em seguida, o governo lançou uma Medida Provisória sobre o mesmo tema, sinalizando sua posição e apoio ao setor agropecuário às vésperas das eleições.

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Economia

Exportação de petróleo do Brasil para Ásia mais que dobra com guerra no Irã e tarifas americanas

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As exportações de petróleo cru brasileiro apresentaram um crescimento de 11,4% até o momento neste ano, alcançando 51,1 milhões de toneladas. Quatro países asiáticos destacaram-se ao aumentar consideravelmente sua demanda pelo óleo nacional.

Este avanço, que já vinha ganhando força nos anos anteriores, foi acelerado pelo conflito no Oriente Médio. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil (Mdic), Indonésia foi o país que mais expandiu suas compras do petróleo brasileiro, registrando um aumento de 157% na primeira metade do ano.

Índia foi a segunda maior compradora, com alta de 132%. A China, maior parceiro comercial do Brasil e principal comprador do petróleo nacional, aumentou suas importações em 41%, totalizando 27,9 milhões de toneladas neste período, representando 54% de todo óleo exportado pelo país.

Cingapura também ampliou suas aquisições em 28%, atingindo 1,5 milhão de toneladas no primeiro semestre. As vendas do combustível para esses quatro países alcançaram US$ 18,7 bilhões entre janeiro e junho, um crescimento de 72% comparado ao mesmo período do ano anterior, impulsionado principalmente pela alta dos preços da commodity.

Pedro Rodrigues, sócio da consultoria CBIE, comenta que o crescimento das exportações brasileiras para a Ásia resulta da expansão da produção nacional, da busca dos países asiáticos por fornecedores diversificados e do papel crescente da Índia como mercado importador, sem diminuir a importância da China.

Com o aumento do preço do barril devido à restrição de oferta, o valor exportado do petróleo cru subiu 28%, alcançando US$ 27,9 bilhões no primeiro semestre de 2026. O óleo cru foi o segundo produto mais exportado em valor na balança comercial brasileira, totalizando US$ 15,1 bilhões, ficando atrás apenas da soja, com US$ 20,2 bilhões.

Perspectivas de crescimento

Segundo Hamad Hussain, analista de commodities da consultoria inglesa Capital Economics, este movimento tende a se intensificar, pois boa parte da oferta adicional da produção brasileira será destinada a compradores asiáticos, onde a demanda por petróleo cresce mais rapidamente que na Europa e nos EUA.

Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) indicam que, em maio, o Brasil produziu 5,6 milhões de barris por dia, contra 4,7 milhões um ano antes. A Agência Internacional de Energia (IEA) prevê que o consumo asiático de petróleo subirá de 38,9 milhões de barris por dia em 2025 para 40,7 milhões em 2030, com a Índia liderando esse crescimento.

Países como Mianmar e Filipinas também mostraram um novo interesse pelo petróleo brasileiro, importando quantidades significativas em 2026 após longos períodos sem adquirir o produto.

Fatores geopolíticos e econômicos

O conflito no Golfo Pérsico, região que abastecia 40% do petróleo consumido pelos asiáticos, e as tarifas impostas pelos Estados Unidos impulsionaram os países da Ásia a diversificar seus fornecedores. Conforme avalia Bruno Cordeiro, analista da StoneX, este cenário ampliou a importância do mercado asiático para as exportações brasileiras.

Além disso, as compras dos EUA caíram 42,8% no primeiro semestre, sendo superados pela Índia como segundo maior destino do petróleo brasileiro. As tarifas americanas criam um ambiente regulatório incerto, incentivando os produtores brasileiros a buscar contratos estáveis e previsíveis na Ásia e Europa.

Crescimento na Europa

O aumento das exportações brasileiras não se limitou à Ásia. França e Itália também ampliaram significativamente suas importações de petróleo cru brasileiro. A França quase triplicou suas compras, com acréscimo de 180%, enquanto a Itália registrou alta próxima a 50%.

Pedro Rodrigues atribui o crescimento comercial com a Europa a fatores como condições de mercado, demanda das refinarias e fluxos de comércio internacional.

De acordo com a economista Iana Ferrão, do BTG Pactual, o forte crescimento das exportações contribuiu para um superávit recorde da balança comercial brasileira em junho, que atingiu US$ 8,8 bilhões, o maior valor para este mês registrado até hoje.

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