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Lula recebe apoio do PDT em ato com críticas a Trump: ‘Aqui ninguém diz o que nós vamos fazer’

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta segunda-feira o respaldo do PDT para sua campanha de reeleição, em evento marcado por críticas à gestão dos Estados Unidos sob o comando de Donald Trump. Em Brasília, o partido foi o primeiro a oficializar sua participação na coligação do PT nas eleições deste ano.

Além das críticas ao bolsonarismo, os discursos de representantes do PDT e do próprio Lula enfatizaram a importância da soberania nacional.

— Precisamos afirmar, em voz alta, que nada é mais valioso neste momento histórico do que proteger a soberania do Brasil. Temos que despertar o orgulho do nosso povo. Este país foi formado e construído por brasileiros. Apesar de histórias difíceis como os 350 anos de escravidão e o sofrimento dos povos indígenas, queremos algo sagrado. Aqui, erraremos e acertaremos por nós mesmos. Aqui ninguém dita o que devemos fazer. Nós decidimos nossos próprios caminhos, pois isso significa caminhar de cabeça erguida e defender nossa soberania — declarou Lula.

Antes do discurso do presidente na convenção nacional do PDT, o líder do partido e ex-ministro da Previdência no governo Lula, Carlos Lupi, falou sobre a relação do Brasil com os Estados Unidos após a aplicação de tarifas elevadas sobre produtos brasileiros.

Lupi também fez menção a Leonel Brizola, fundador do PDT, que teve uma trajetória complexa na relação com Lula.

— O senhor representa hoje a única solução contra a desgraça chamada Donald Trump. O senhor revive a história do povo brasileiro, de Leonel Brizola e dos brasileiros que deram a vida pela nação. O senhor é um verdadeiro patriota — expressou Lupi. — O PDT vai te apoiar desde o primeiro turno. É uma satisfação pessoal minha.

Logo após, o líder petista também evocou Brizola para criticar o atual cenário político, em que a família Bolsonaro aparece como uma das alternativas ao poder.

— Na última vez que estivemos aqui, em uma homenagem feita a Brizola, acredito que o Brasil sente falta da época em que a política era feita com decência e respeito pelo povo brasileiro, pois nos últimos anos a política se deteriorou.

Lula conta, por enquanto, com o apoio de partidos da esquerda: PSB, PSOL-Rede, PV e PCdoB (este último em federação com o PT). Desde o final do ano passado, aliados do presidente buscam o alinhamento dos partidos do chamado centrão, que têm representação na Esplanada, especialmente a federação União Brasil-PP.

O PT também gostaria que o Republicanos se mantivesse neutro na disputa nacional, mas a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal concorrente de Lula, intensificou recentemente a pressão para que o partido presidido por Marcos Pereira apoie formalmente a candidatura adversária. A estratégia inclui lançar a ex-presidente da Caixa durante o governo Bolsonaro, Daniella Marques, recém-filiada ao Republicanos, como candidata a vice na chapa de Flávio Bolsonaro.

O PSD, liderado por Gilberto Kassab, lançou o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para concorrer à Presidência, com Kassab como vice. Apesar da candidatura nacional, diretórios estaduais do partido com alianças locais ao PT devem estar no palanque de Lula, como ocorre na Bahia, no Rio de Janeiro e em Sergipe.

Estiveram presentes na convenção o presidente do PT, Edinho Silva, e os ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), Paulo Pereira (Empreendedorismo) e Wolney Queiroz (Previdência), além de políticos do PDT, como a pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, os deputados André Figueiredo (CE) e Afonso Motta (RS), a senadora Leila Barros (DF) e o ex-ministro do Turismo no governo Lula, Celso Sabino. Sabino foi expulso do União Brasil por se recusar a deixar o governo federal, mas acabou sendo substituído. Como deputado federal, tentará uma vaga no Senado pelo Pará.

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